domingo, 17 de junho de 2012

WTOC 2012 CAMPEONATO DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: DIA 2, A MINHA ANÁLISE




Se a minha análise do primeiro dia incidiu sobre três pontos de controlo acertados, esta visão muito pessoal daquilo que foram três elementos cruciais neste segundo dia do Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão vai ao encontro de três pontos que errei. Vejamos porquê.


Ponto 6

Este é um exemplo claro de como um raciocínio objetivo e adequado pode ser traído por uma desatenção. Justificável, certamente, pela pouca ou nenhuma experiência neste tipo de situações concretas mas, ainda assim, uma desatenção. Senão vejamos. O centro do círculo coincide com uma elevação. À volta, as cotas povoadas de balizas podem facilmente confundir-se com a elevação onde se encontra a baliza correta. Como fazer, então? Se atentarmos bem, o caminho que progride para o ponto 7 está representado, à saída do ponto de observação, por um segmento de reta particularmente bem definido. Na projeção desse segmento de reta encontra-se o centro do círculo. A partir deste raciocínio, encontrar a baliza pretendida é um exercício elementar. A questão reside, porém, no ângulo de observação. Com efeito, a partir do ponto de observação, avistam-se não cinco mas seis balizas. Cinco delas estão na área do círculo e somos levados a crer que são estas as balizas do ponto, nomeando como correta a primeira baliza a contar da esquerda, a baliza A. A verdade, porém, é que há uma baliza mais à esquerda, muito afastada do círculo mas abrangida pelo ângulo de observação. Com efeito, a baliza mais à direita está fora deste ângulo, como se pode observar perfeitamente no desenho. Assim sendo, refazendo a contagem de balizas da esquerda para a direita, a resposta correta é a baliza B e não a A.


Ponto 7

Outro exemplo que ilustra uma falha imperdoável ou de como uma desatenção se paga caro. O centro do círculo coincide com uma elevação numa pequena ilhota no meio da floresta. Com efeito, esta elevação não é apreciável no terreno – da superfície plana não se ergue nenhuma elevação propriamente dita, a ilha é, toda ela, uma elevação - mas está bem representada no mapa. Ao encontro duma baliza no centro da ilha, dou com relativa facilidade com a baliza C. A verdade é que, após uma observação atenta do centro do círculo, percebemos claramente que a ilha, com uma forma oval, se encontra representada sobre a metade do círculo orientada mais a noroeste. Logo, o centro da ilha não pode nunca coincidir com o centro do círculo e a resposta correta seria a A


Ponto 23

Um ponto muito interessante e que exige a maior atenção. O quadrado preto praticamente no centro do círculo representa um passeio quadrangular com aproximadamente meio metro de largura (talvez a base dum edifício que entretanto desapareceu). Os círculo pretos são troncos partidos, com cerca de dois metros de altura. A baliza correta está – como todas as outras! – no centro do círculo. Mas qual é, afinal? Fazendo uma projeção entre o ponto de observação, o tronco mais próximo e o tronco mais afastado, excluímos imediatamente a baliza E, por se encontrar à direita do centro do círculo. Dobrando o cruzamento de caminhos e dirigindo-nos no sentido das chegadas, observando na direção Sudeste, projetamos um dos lados do passeio e excluímos, desta feita, as balizas A e D. Para o tira-teimas, devemos encontrar uma linha que passe pelo centro do círculo, na projeção do tronco mais próximo das chegadas, sobre o ângulo mais afastado do passeio e a zona de vegetação na margem nordeste do círculo. Esta linha dá-nos como correta a baliza C. Até parece fácil, não?



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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