sábado, 16 de junho de 2012

WTOC 2012 CAMPEONATO DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: DIA 1, A MINHA ANÁLISE




Entre os vinte e dois pontos que compunham o conjunto deste primeiro dia de provas, elejo três que me parecem de fácil compreensão. Procuro, com esta análise, partilhar alguns exemplos que evidenciem a complexidade desta particular disciplina da Orientação.


Ponto 5

A Sinalética indica-nos o colo ou passagem entre duas elevações muito bem definidas no mapa. Duas das balizas, no caso a B e a C, estão na elevação e excluem-se de imediato. Fica a dúvida quanto à baliza A. Está no sítio correto ou está errada? Os dois arbustos de azevinho que se encontram no alinhamento entre o caminho – num ponto que designaremos por “X” - e o círculo, são dois excelentes auxiliares neste caso particular. A distância entre ambos, no mapa, é de quatro centímetros, ou seja, vinte metros no terreno. Uma linha projetada entre o centro círculo e o caminho, que passe também pelo arbusto mais afastado, mostra-nos um ponto no caminho que designaremos por Y que está afastado cinco centímetros do ponto “X” (vinte e cinco metros). Finalmente, designamos por “Z” o ponto onde se cruzam os caminhos e que dista do ponto “Y” trinta e cinco metros. Basta contar esses trinta e cinco metros no terreno e procurar uma linha que, partindo desse ponto, se dirija para o colo, passando pelo arbusto. Dessa forma, é possível confirmar que se trata da baliza A, o que me valeu uma resposta certa.


Ponto 7

Abro aqui um parêntesis para a importância da permanente leitura do mapa. Não se pode despender tão precioso tempo a olhar para a floresta e a escutar os passarinhos. Todos os elementos referenciados no mapa podem constituir, na devida altura, a chave para a resolução dum problema. O caso que cito, referente ao ponto 7, é disso o melhor exemplo. De novo os arbustos por referência e de novo uma resposta acertada. Na progressão do ponto 6 para o 7 encontramos, ainda antes do ponto de observação, dois arbustos, um de cada lado do caminho. Uma linha projetada a partir dos arbustos dá-nos a resposta, já que ela passa pelo centro do círculo. Ainda fui ao ponto de observação para conferir se havia algo a escapar-me, mas não. A resposta inequívoca era a C.


Ponto 18

Este é um ponto muito bonito, localizado numa reentrância. A Sinalética indica que a baliza se encontra no topo superior da reentrância, o que permite excluir as balizas A e E. Há uma baliza mais afastada em relação ao ponto de observação – a C – , já para lá da reentrância e que está igualmente fora de hipótese. Resta-nos a B e a D. Projetar uma linha que passe pelo centro da depressão à nossa frente e desviá-la no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio é muito arriscado, já que as balizas B e D se encontram afastadas entre si não mais de cinco graus. A opção passa por nos deslocarmos para a direita do ponto de observação e, imediatamente após passarmos a elevação que se interpõe entre o caminho e a baliza, tomarmos uma posição alinhada com o arbusto à nossa direita, do lado contrário do caminho. É essa linha projetada que nos dá a baliza correta, no caso a D.



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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