terça-feira, 8 de maio de 2012

II OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA: IMPRESSÕES (IV)




Devo confessor que sou um principiante na modalidade e a minha primeira experiência, no Parque do Carriçal, correu muito pior do que teria imaginado à partida. Esta foi a segunda vez que participei e tentei estar mais calmo, mais concentrado e não ir pela primeira opção que me aparecesse. Aliás, demorei mais de uma hora a fazer os dez pontos o que é, realmente, demonstrativo de que a Orientação de Precisão não é tão simples como poderá parecer à primeira vista.

Senti durante a prova uma enorme tranquilidade e percebi que o silêncio é fundamental para a concentração, embora por vezes esse silêncio não fosse tanto quanto seria desejável. A Orientação de Precisão exige isso mesmo, é uma modalidade que não é fácil e em dois ou três pontos acabei por me valer um pouco da minha intuição para escolher entre duas balizas. Confesso que nunca pensei que acertasse em todos os pontos, como não pensei também que o segundo classificado acertasse só em seis pontos.

Não tenho grande experiência em eventos deste tipo mas devo reconhecer que a prova estava muito bem organizada. Sobretudo, nota-se uma enorme evolução em relação à primeira edição do Open, quer em termos logísticos, auer em termos técnicos. A Organização deste II Open conseguiu um envolvimento muito grande, nomeadamente ao nível dos apoiantes e patrocinadores. A Santa Casa da Misericórdia do Porto e uma série de entidades relevantes dão garantias de continuidade ao evento e esse é um dos aspetos muito positivos.

Numa prova sem custos de inscrição e numa zona do país acessível e onde vivem muitos orientistas, surpreende-me este aparente alheamento em relação a esta prova. Penso que o problema reside em as pessoas não experimentarem. Digo isto, porque eu também andei imenso tempo sem experimentar e, depois de experimentar, gostei muito. Acho que as coisas passam por aí e por tentar organizar este tipo de provas englobadas em eventos maiores, embora com a preocupação de não sobrecarregar ainda mais o dia das pessoas. É importante captar as atenções dos orientistas que já fazem Pedestre e chamá-los a estas provas. Experimentar é meio caminho andado.


António Amador
Vencedor do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada
Classe Aberta

1 comentário:

Presidente disse...

Boas observações.
Vamos lá a experimentar o desafio!
Abraço