domingo, 13 de maio de 2012

DIA NACIONAL DA ORIENTAÇÃO: O' PORTO TURÍSTICO PARA ORIENTISTA VER




Turismo e Orientação de mãos dadas, ao encontro das belezas e encantos dum Porto sentido. Foi assim na manhã de hoje com o O’Porto Turístico, a fórmula encontrada pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos para encerrar o 8º Troféu de Orientação do Porto e assinalar o Dia Nacional da Orientação.


Se aqueles azulejos falassem, quantas histórias não teriam para contar? Histórias feitas de vidas e de gentes, de trabalho e passos apressados, de beijos fugidios e lágrimas de despedida, de sonhos e ilusões, de olhos que se arregalam e de corações que palpitam. Estação de S. Bento, ponto de chegada e de partida, ponto de encontro, coração dum Porto a pulsar de vida.

A Estação de S. Bento foi o local escolhido pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos para dar início a mais um roteiro de Orientação, desta feita ao encontro de alguns dos mais emblemáticos monumentos da cidade do Porto. Designada O’Porto Turístico, a prova inscreveu-se no 8º Troféu de Orientação do Porto e serviu igualmente para comemorar o Dia Nacional da Orientação, conjunto de eventos que, ao longo do fim de semana, têm lugar do Algarve ao Minho.


De S. Bento à Torre dos Clérigos

Numa manhã de autêntico Verão, foram em número de 272 as pessoas que aceitaram o desafio de descobrir um Porto turístico de Orientação feito. Pausadamente ou de forma mais célere, os participantes cumpriram um percurso na distância de 2.400 metros, ao encontro de quinze pontos, que o mesmo é dizer, de quinze locais emblemáticos da cidade Invicta. A organização optou por não condicionar o percurso ao factor tempo, privilegiando a vertente turística do mapa Porto – Património Mundial. Estava assim dado o pontapé de saída no Percurso Permanente de Orientação da cidade do Porto, algo que, a julgar pelo empenho dos serviços de Turismo da sua Câmara Municipal, será uma realidade a muito curto prazo.

Dos painéis azulejados da Estação de S. Bento, à altivez barroca da Torre dos Clérigos, é todo um Porto que se (re)descobre neste O’ Porto Turístico, um Porto que se abre nas suas fechadas vielas, que se empina na vertigem das suas escadarias, que se ilumina no colorido das suas fachadas, que se sorve na imensidão de cheiros, que nos espevita os sentidos e nos faz sonhar.


Um apelo aos sentidos

Aqui, onde o Norte é Norte, polegar sobre o mapa a marcar o percurso, saltitamos sobre a muralha Fernandina, fazemo-nos convidar para a Casa do Infante, cruzamos a fachada do Palácio de S. João Novo, rezamos na Igreja de S. Bento da Vitória, atravessamos o Terreiro da Sé, espraiamos o olhar no Miradouro do Passeio das Virtudes e acendemos uma vela nas Alminhas da Ponte.

O resto é a garrida colcha de lã ou o voluptuoso soutien a secar à janela, mulheres empoleiradas a conversar duma varanda para a outra, o gira-discos a tocar Toni de Matos com o volume no máximo, a velhota que confessa que gostava era do marido da outra, as omnipresentes bandeiras do FCP a celebrar mais um título, o gato que se equilibra perigosamente ou os rabelos que cruzam o Douro em todas as direções, com tanto de pipas e bandeirinhas, como de turistas que se acotovelam à proa.


Todos pela Orientação

E depois temos, num roteiro igual a muitos mas num mapa diferente de todos os outros, a magia da Orientação. Num Porto diferente, num Porto sem igual. Que o digam todos aqueles que fizeram desta manhã de Orientação uma manhã de encantos e de encontros. Do Vítor a “correr por prazer” à senhora do bebé ao colo; das meninas da Professora Belém aos pequenos hoquistas do Infante de Sagres; dos pais da Aida às enfermeiras do S. Sebastião…


Confira a reportagem fotográfica do evento clicando na imagem acima.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Fernando Costa disse...

Este texto é um verdadeiro hino à cidade do Porto e à essência do dia nacional da Orientação.
Parabéns ao autor e ao criador deste dia!