terça-feira, 29 de maio de 2012

CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA IOF: FEDERAÇÃO PORTUGUESA APOIA HELGE SØGAARD




Um dos momentos altos da Assembleia-Geral da Federação Internacional de Orientação, que decorrerá em Lausanne no próximo dia 20 de Julho, tem a ver com a eleição do novo Presidente daquele organismo para o mandato dos próximos dois anos. O dinamarquês Helge Søgaard é o principal candidato a assumir o lugar que, nos últimos oito anos, foi ocupado pelo sueco Åke Jacobson. E conta com o apoio da Federação Portuguesa de Orientação.


Helge Søgaard prepara-se para assumir os destinos da Federação Internacional de Orientação. Praticante desde 1971, Presidente da Federação Dinamarquesa de Orientação nos dois últimos mandatos (2008-2012) e um “habitué” do Portugal O' Meeting, Søgaard é um homem que importa conhecer. Em entrevista publicada num número especial da “Orientering”, a revista oficial da Federação Dinamarquesa de Orientação, Helge Søgaard fala daquilo que são, do seu ponto de vista, os grandes desafios que se colocam à Orientação no plano internacional. O “crescimento generalizado do número de participantes” é visto como essencial para “elevar o perfil da modalidade, cativar a atenção dos meios de comunicação, apelar aos patrocinadores e conseguir apoios oficiais.” Por outro lado, Helge Søgaard salienta a ambição da Federação Internacional em conseguir para a Orientação o estatuto de modalidade olímpica, mas afirma que devemos ser “equilibrados” e saber dosear “a pressão que a IOF tem colocado sobre os países membros que assumem a organização de eventos internacionais”, sobretudo porque “esta é uma corrida que não poderá ser vencida nos próximos quinze ou vinte anos”.

Questionado sobre as matérias que irão necessitar um maior esforço e empenho, Helge Søgaard elenca, desde logo, o “desenvolvimento regional”, referindo como exemplo os países do sudeste Europeu, a América do Sul e a África, os quais têm uma série de lacunas em comum: “Falta de cartógrafos, suporte técnico, cursos, educação... e financiamento!” A cobertura televisiva é vista pelo candidato como uma fonte de “dores de cabeça”, pelo que a solução passa por “uma espécie de amplo acordo” entre produtoras e Federações. Finalmente, Helge Søgaard aposta no “debate aberto” e na “delegação de tarefas” junto dos grupos regionais de trabalho. “Seria altamente benéfico expandir a rede democrática e, assim, fazer um uso adequado dos recursos mais significativos”, diz.


A Orientação no coração”

A experiência enquanto Presidente da Federação Dinamarquesa de Orientação confere ao candidato a expectativa de que será um bom Presidente da Federação Internacional de Orientação: “Creio que, ao longo duma vida recheada de alegrias e tristezas, muitos desafios e algumas vitórias, adquiri uma forma multifacetada de abordar as questões e um maior conhecimento na forma como interagir, colaborar e relacionar-me”.

Afirmando que a sua liderança à frente dos destinos da IOF se caracterizará pela “abertura e uma abordagem positiva para a resolução dos problemas”, Helge Søgaard reconhece que “é preciso estar ciente que todo o árduo trabalho em torno da Orientação é feito por pessoas muito dedicadas e comprometidas, o que exige compreensão, intuição e sabedoria em saber ouvi-las.” Afinal “estamos todos envolvidos neste trabalho porque gostamos, porque temos a Orientação no coração.”


FPO apoio candidatura

Pela voz do Secretário-Geral da Federação Dinamarquesa de Orientação, a Federação Portuguesa de Orientação foi convidada a apoiar a candidatura de Helge Søgaard. “Um novo olhar sobre a organização e gestão da IOF” foi o principal argumento invocado por Erik Nielsen e ao qual os responsáveis pela nossa Federação foram sensíveis. Em troca, a Federação Portuguesa de Orientação pediu “o melhor empenho na inclusão da disciplina Corridas de Aventura / Raids no seio da IOF, que é um anseio antigo da FPO e da FEDO, pelo menos” e ainda “um maior desenvolvimento da Orientação em BTT e, especialmente, na igualdade com a Orientação Pedestre”, no que aos escalões de competição e aos eventos internacionais diz respeito.

Helge Søgaard mostrou-se honrado pelo apoio manifestado pela Federação Portuguesa de Orientação, garantindo “o apoio às Corridas de Aventura como uma nova iniciativa da IOF, vendo nelas uma grande possibilidade de expandir o número de disciplinas e o número de praticantes no seio da IOF.” Quanto à Orientação em BTT, a concordância é total: “Penso que deve estar ao mesmo nível da Orientação Pedestre”, diz, relembrando que a Dinamarca se encontra, no momento presente, na linha da frente no que ao desenvolvimento desta disciplina diz respeito, tendo estado na base das novas regras e princípios da modalidade. “Envidaremos todos os esforços no sentido da promoção e desenvolvimento da Orientação em BTT”, conclui.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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