quinta-feira, 26 de abril de 2012

ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO ADAPTADA FAZ A SUA ESTREIA EM TORRES VEDRAS




A cidade de Torres Vedras recebeu, pela primeira vez, uma Atividade de Orientação Adaptada. A iniciativa partiu dos dinâmicos Maria Amador e Luís Sérgio, com o apoio do Académico de Torres Vedras, e esteve integrada no 19º Corta–Mato da APECI - Associação para a Educação de Crianças Inadaptadas. É duma jornada inclusiva por excelência e particularmente enriquecedora que Luís Sérgio nos dá conta no apontamente que hoje faz manchete neste espaço.


Admito que foi com alguma ansiedade que vi aproximar-se o dia 24 de Abril, data em que tinha assumido promover pela primeira vez uma atividade de Orientação Adaptada. Agora que a atividade já se realizou - atrevo-me a dizer que com grande sucesso! -, percebo que esses receios eram completamente infundados, já que Orientação Adaptada é muito fácil de organizar e é possuidora duma riqueza humana difícil de descrever por palavras. A atividade teve lugar no Parque Verde de Torres Vedras e para a sua dinamização contei com a valiosa ajuda duma turma de desporto da Escola Madeira Torres, que foram duma entrega e empenhamento dignos de registo.

A Orientação Adaptada era apenas uma modalidade complementar ao corta-mato e, como é normal, a palavra “Orientação” acabou por criar algumas resistências por parte dos monitores a virem experimentar com os seus grupos (agravado pelo facto de ter sido anunciada no “som” como “Corrida de Orientação”, o que me levou logo a ir clarificar e desmistificar o seu funcionamento). Com alguma insistência acabei por conseguir ter mais de 50 participantes na atividade, o que permitiu que fosse feito um acompanhamento individualizado de cada um dos participantes, por um dos meus jovens ajudantes, permitindo assim uma interação muito enriquecedora para ambas as partes.

Foi com alguma preocupação que fui informado logo pelo monitor do primeiro grupo que eles não conheciam as cores, o que comprometia a compreensão de toda a dinâmica da atividade. Como eu só fazia a explicação no primeiro ponto, entregando-os depois aos meus ajudantes para os acompanharem nos restantes, foi com muito agrado que fui informado por eles, com um brilho nos olhos, que nos pontos finais eles já tinham “aprendido” as cores.

Sem querer desvalorizar a Orientação Adaptada, tenho que assumir aqui claramente que ela de Orientação tem muito pouco. Claro que o percurso está assinalado num mapa de Orientação (mas que na verdade seria até dispensável, o que é uma mais-valia acrescida porque assim ela pode ser organizada em qualquer local), mas é óbvio que a grande maioria deles nunca conseguirá navegar autonomamente, por mais simples que seja o trajeto. Teremos sempre que contar com monitores para fazer o acompanhamento, mas a tarefa solicitada em cada ponto é exequível pela maioria deles, com algumas ajudas pontuais.

É expectável que com a continuidade de participação nesta atividade, eles vão conseguindo aumentar a sua autonomia e certamente que os seus monitores habituais ficarão cada vez mais habilitados a navegar e a envolvê-los na descoberta das soluções de cada ponto.

Para além de todos os méritos que já referi, acho que a Orientação Adaptada pode e deve ser incluída nos programas dos nossos eventos regulares, promovendo assim uma interação muito enriquecedora para ambos os públicos. Decerto que eles se sentirão muito mais motivados se sentirem que estão a fazer a mesma atividade que os restantes participantes no evento. Para a nossa modalidade seria seguramente um motivo de orgulho e potenciador de algumas valiosas lições de vida, com particular interesse para os nossos jovens.

Eu fiquei mais rico!

Luís Sérgio





2 comentários:

Presidente disse...

Grão a grão a disciplina vai-se consolidando.
Parabéns pelo excelente trabalho.
Abraço
AA

Carlos Lourenço disse...

Muitos Parabéns Luis e São, esta parte noutros sitios já está também a ser desenvolvida, mas vocês são especiais com as ideias e empenho.
Uma grande sorte que a Orientação e muitas pessoas têm pelo vosso excelente trabalho.
Um grande Abraço
Carlos Lourenço