Em tempo de balanço
da 17ª edição do Portugal O' Meeting, o Orientovar foi ao encontro
de dois dos seus principais obreiros. Diretor e Diretor-Adjunto do
grande evento, respectivamente, António Amador e Sérgio Aguiar dão
conta, ainda “a quente”, das emoções do POM 2012.
Orientovar
- No lavar dos cestos do Portugal O’ Meeting 2012, uma questão
muito concreta: Valeu a pena todo este esforço organizativo?
António
Amador – Vale sempre a pena. E
vale mais ainda quando chegamos ao final do evento e conseguimos
perceber a satisfação no rosto dos atletas, os elogios em todos os
aspectos, sem nada que apontar. Num evento desta natureza, em que as
variáveis são muitas, em que muita coisa pode acontecer, é
realmente necessário muito planeamento para garantir que nada de
errado aconteça. É também preciso ter alguma sorte – o factor
tempo foi importante também - e penso que este Portugal O’ Meeting
conjugou vários factores, mas tínhamos tudo preparado para
assegurar um grande evento.
Sérgio Aguiar
– Valeu claramente a pena. Sinto um grande orgulho em ter feito
parte desta organização e em ter sido parceiro dum grande clube
como é o Ori-Estarreja. Isto traz uma enorme experência e força ao
Clube de Orientação de Viseu – Natura e, de futuro, concerteza
que iremos encarar os novos horizontes duma forma muito mais
ambiciosa, mais espectacular.
Antecipar aquilo que
pode ser antecipado
Orientovar
– Entre tantos aspectos positivos, é natural que haja um ou outro
menos conseguido. Se tivesse oportunidade de voltar atrás, o que
teria feito de forma diferente?
António
Amador – Há sempre coisas que
poderemos melhorar, naturalmente. Mas o fundamental numa organização
destas reside em antecipar aquilo que pode ser antecipado. Tudo o que
pode ser uma preocupação nos dias do evento, acarreta sempre uma
boa dose de stress e ter essas situações previstas ajuda fortemente
a ultrapassá-las. Claro que há situações que nunca conseguimos
fugir a elas. Uma das maiores preocupações para este evento, devido
a erros do passado, foi tentar garantir toda a parte técnica o mais
cedo possível. Fizemos o levantamento de todos os mapas com tempo
suficiente para fazermos um trabalho descansado, traçámos os
percursos e definimos a parte técnica também com a devida
antecedência. Tivemos depois algumas complicações em termos do
resultado final dos mapas mas, duma forma geral, o planeamento foi
executado sem sobressaltos. E depois tivemos a felicidade de termos
por parceiro um clube como o COV – Natura que tem uma relação
privilegiada com muitas entidades da região e aquele esforço que
teríamos de despender a tentar abrir algumas portas foi uma
componente que ficou resolvida por natureza. E isso foi fundamental,
uma vez que nos permitiu canalizar energias noutros sentidos.
Orientovar
– Foi difícil abrir essas portas?
Sérgio Aguiar
– Não, não foi difícil. Dada a relação existente entre o COV –
Natura e essas entidades, dado o trabalho desenvolvido anteriormente,
todos se mostraram prestáveis ao máximo e rápidos na capacidade de
resposta e nas decisões a tomar. Também por isso o O’ Meeting
está de parabéns pela forma como conseguiu envolver em torno de si
um conjunto significativo de entidades.
Uma região que fica
enriquecida
Orientovar
– Qual o aspecto que, em todo o evento, mais o emocionou?
António
Amador – É quase sempre o
mesmo. Já em 2007 foi esse, este ano voltou a ser e é o chegar dos
vencedores do Portugal O’ Meeting. Esta vertente do “chasing
start” permite que o primeiro atleta a cortar a meta seja o
vencedor. Este é praticamente o fim da prova e o início do
descomprimir e dar início à reflexão sobre dois anos de muito
trabalho. Essa altura da chegada do vencedor é o aspecto que mais me
emociona porque vemos ali que todo o esforço valeu a pena e os
objectivos foram alcançados.
Sérgio Aguiar
– Olhando para o Portugal O’ Meeting no seu todo, destacaria a
valorização que um evento desta natureza acarretou para a região.
Uma região que fica enriquecida com a vinda de toda esta gente,
pelos elogios rasgados que recebemos em todos os aspectos e pela
riqueza que a sua presença representou para a região,
particularmente bem-vinda em tempos de crise. Foi muito importante.
O meu maior desejo é
que o consigam
Orientovar
– A ADFA – Associação de Deficientes das Forças Armadas vai
encontrar a fasquia organizativa do Portugal O’ Meeting muito alta,
quando levar por diante a próxima edição. Nesta altura, que
projeção podemos fazer desse evento?
António
Amador – De certeza que vão
estar à altura. Sempre que organizamos um Portugal O' Meeting temos
conseguido elevar a fasquia e estamos absolutamente seguros que as
próximas organizações irão conseguir manter o nível e,
possivelmente, até incrementá-lo. Daí estou em crer que a ADFA
tudo irá fazer para estar ainda melhor que nós e o meu maior desejo
é que o consigam.
Saudações
orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO
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