sexta-feira, 9 de março de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: ANTÓNIO AMADOR E SÉRGIO AGUIAR, NO "LAVAR DOS CESTOS"




Em tempo de balanço da 17ª edição do Portugal O' Meeting, o Orientovar foi ao encontro de dois dos seus principais obreiros. Diretor e Diretor-Adjunto do grande evento, respectivamente, António Amador e Sérgio Aguiar dão conta, ainda “a quente”, das emoções do POM 2012.


Orientovar - No lavar dos cestos do Portugal O’ Meeting 2012, uma questão muito concreta: Valeu a pena todo este esforço organizativo?

António Amador – Vale sempre a pena. E vale mais ainda quando chegamos ao final do evento e conseguimos perceber a satisfação no rosto dos atletas, os elogios em todos os aspectos, sem nada que apontar. Num evento desta natureza, em que as variáveis são muitas, em que muita coisa pode acontecer, é realmente necessário muito planeamento para garantir que nada de errado aconteça. É também preciso ter alguma sorte – o factor tempo foi importante também - e penso que este Portugal O’ Meeting conjugou vários factores, mas tínhamos tudo preparado para assegurar um grande evento.

Sérgio Aguiar – Valeu claramente a pena. Sinto um grande orgulho em ter feito parte desta organização e em ter sido parceiro dum grande clube como é o Ori-Estarreja. Isto traz uma enorme experência e força ao Clube de Orientação de Viseu – Natura e, de futuro, concerteza que iremos encarar os novos horizontes duma forma muito mais ambiciosa, mais espectacular.


Antecipar aquilo que pode ser antecipado

Orientovar – Entre tantos aspectos positivos, é natural que haja um ou outro menos conseguido. Se tivesse oportunidade de voltar atrás, o que teria feito de forma diferente?

António Amador – Há sempre coisas que poderemos melhorar, naturalmente. Mas o fundamental numa organização destas reside em antecipar aquilo que pode ser antecipado. Tudo o que pode ser uma preocupação nos dias do evento, acarreta sempre uma boa dose de stress e ter essas situações previstas ajuda fortemente a ultrapassá-las. Claro que há situações que nunca conseguimos fugir a elas. Uma das maiores preocupações para este evento, devido a erros do passado, foi tentar garantir toda a parte técnica o mais cedo possível. Fizemos o levantamento de todos os mapas com tempo suficiente para fazermos um trabalho descansado, traçámos os percursos e definimos a parte técnica também com a devida antecedência. Tivemos depois algumas complicações em termos do resultado final dos mapas mas, duma forma geral, o planeamento foi executado sem sobressaltos. E depois tivemos a felicidade de termos por parceiro um clube como o COV – Natura que tem uma relação privilegiada com muitas entidades da região e aquele esforço que teríamos de despender a tentar abrir algumas portas foi uma componente que ficou resolvida por natureza. E isso foi fundamental, uma vez que nos permitiu canalizar energias noutros sentidos.

Orientovar – Foi difícil abrir essas portas?

Sérgio Aguiar – Não, não foi difícil. Dada a relação existente entre o COV – Natura e essas entidades, dado o trabalho desenvolvido anteriormente, todos se mostraram prestáveis ao máximo e rápidos na capacidade de resposta e nas decisões a tomar. Também por isso o O’ Meeting está de parabéns pela forma como conseguiu envolver em torno de si um conjunto significativo de entidades.


Uma região que fica enriquecida

Orientovar – Qual o aspecto que, em todo o evento, mais o emocionou?

António Amador – É quase sempre o mesmo. Já em 2007 foi esse, este ano voltou a ser e é o chegar dos vencedores do Portugal O’ Meeting. Esta vertente do “chasing start” permite que o primeiro atleta a cortar a meta seja o vencedor. Este é praticamente o fim da prova e o início do descomprimir e dar início à reflexão sobre dois anos de muito trabalho. Essa altura da chegada do vencedor é o aspecto que mais me emociona porque vemos ali que todo o esforço valeu a pena e os objectivos foram alcançados.

Sérgio Aguiar – Olhando para o Portugal O’ Meeting no seu todo, destacaria a valorização que um evento desta natureza acarretou para a região. Uma região que fica enriquecida com a vinda de toda esta gente, pelos elogios rasgados que recebemos em todos os aspectos e pela riqueza que a sua presença representou para a região, particularmente bem-vinda em tempos de crise. Foi muito importante.


O meu maior desejo é que o consigam

Orientovar – A ADFA – Associação de Deficientes das Forças Armadas vai encontrar a fasquia organizativa do Portugal O’ Meeting muito alta, quando levar por diante a próxima edição. Nesta altura, que projeção podemos fazer desse evento?

António Amador – De certeza que vão estar à altura. Sempre que organizamos um Portugal O' Meeting temos conseguido elevar a fasquia e estamos absolutamente seguros que as próximas organizações irão conseguir manter o nível e, possivelmente, até incrementá-lo. Daí estou em crer que a ADFA tudo irá fazer para estar ainda melhor que nós e o meu maior desejo é que o consigam.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

Sem comentários: