É um dos nomes
maiores da Orientação mundial e um atleta a ter em conta nos
grandes embates que se avizinham. Philippe Adamski esteve em Portugal
e deixou ao Orientovar algumas importantes notas.
Orientovar
- Como é que viu o conjunto de provas do Portugal O’ Meeting?
Philippe
Adamski - Foi, na minha opinião,
um conjunto excelente de provas em terrenos de eleição. Foi
interessante porque, muito frequentemente, era necessário tomar
algum tempo para fazer a melhor opção e evitar os verdes.
Orientovar
- Falhar a primeira etapa do Portugal O’ Meeting 2012 colocou-o
automaticamente de fora da luta pelo troféu. Esta ausência de
pressão pode explicar a sua vitória na última etapa?
Philippe
Adamski - Não. O objectivo é
sempre ser o primeiro a chegar. Neste caso particular, com a partida
em massa, foi muito interessante poder manter algum contacto com os
outros, foi muito divertido.
“É um
modelo”
Orientovar
- Mas é sempre agradável fazer melhor que Thierry Gueorgiou?
Philippe
Adamski - É verdade que o meu
objectivo é fazer uma boa prova, mas podermos comparar a nossa
performance com a de Thierry é sempre interessante, mesmo se neste
caso as circunstâncias de corrida fossem diferentes. Ele partiu com
dez minutos de vantagem, o desafio no caso dele não era o mesmo que
no nosso caso. Mas é sempre interessante fazer uma análise às
escolhas de itinerário.
Orientovar
- Thierry Gueorgiou, o que significa para si?
Philippe
Adamski - Bom, Thierry, é ele
que nos indica o caminho. É um modelo. É o meu “Mestre Yoda”. É
fantástico a forma como partilha as suas experiências, o quanto
aprendemos com ele. É verdadeiramente um prazer treinar com ele,
porque é sempre um desafio e progredimos juntos. É uma sorte para a
equipa de França poder ter alguém como ele.
“Sempre
procurei evoluir”
Orientovar
- E quanto à sua pessoa, quem é Philippe Adamski?
Philippe
Adamski - Conheci a Orientação
na Escola, no âmbito do Desporto Escolar, há uma dezena de anos.
Sempre procurei evoluir, conhecer as minhas potencialidades, mas
também ir em busca de novos terrenos, viajar. Descobrir sempre algo
mais, penso que é aquilo que se pede em termos de progressão no
nosso desporto. E isto tem-me proporcionado imensas experiências e
todas elas muito enriquecedoras.
Orientovar
- E nos tempos livres, o que mais gosta de fazer?
Philippe
Adamski - Gosto de raids, de
BTT, de cartografia. E gosto das coisas simples, das abelhas, por
exemplo. Tenho alguns cortiços e trato deles juntamente com a minha
companheira, Amélie Chataing. Retiramos um enorme prazer de
aproveitarmos em conjunto esta felicidade que é termos os mesmos
gostos simples e amarmos o mesmo desporto.
“Portugal é
um super destino”
Orientovar
- Um dos aspectos na Orientação que mais aprecia, já o disse, é a
Cartografia. Quer falar-me um pouco sobre isso?
Philippe
Adamski - Descobrir novos
modelos de cartografia, traçar percursos, são desafios muito
intensos. São tantas descobertas novas, há tanta coisa para
aprender que acaba por ser uma forma de progredir muito interessante.
Orientovar
- Estagiou no Norte Alentejo, competiu na montanha, conhece a região
litoral… Portugal é o paraíso dos orientistas?
Philippe
Adamski - Sim , no Inverno
Portugal é um super destino. Sobretudo com estes novos terrenos que
experimentámos no Portugal O’ Meeting, sinto uma vontade enorme de
cá voltar para poder treinar aqui, poder explorar os terrenos que
nos foram oferecidos e podermos tirar deles novas e maiores
vantagens.
“Gostaria de
fazer uma prova ao meu nível”
Orientovar
- Falando das grandes competições que se avizinham, é o campeão
do Mundo de Estafetas em título e esta é uma questão natural:
Vamos ver a equipa francesa revalidar o título na Suíça?
Philippe
Adamski - Vamos preparar-nos
convenientemente e esperamos estar à altura para podermos defender o
título quando esse momento chegar. Somos três, somos uma equipa e é
como equipa que temos de estar preparados. Contamos neste processo
com o clube finlandês Kalevan Rasti, visto que é com o Kalevan
Rasti que estamos sujeitos a uma pressão enorme nas estafetas
Tiomila e Jukola.
Orientovar
- E individualmente, quais os seus objetivos?
Philippe
Adamski - Bom, gostaria de fazer
uma prova ao meu nível. É para isso que trabalho ao nível do
treino no dia a dia. Gostaria de continuar a progredir e alcançar um
bom lugar nos Campeonatos do Mundo.
“Conto vir a
Portugal todos os anos”
Orientovar
- Vamos vê-lo regressar a Portugal?
Philippe
Adamski - No ano que vem,
seguramente. Este ano é a terceira vez que estou em Portugal e agora
segue-se algum período de acalmia, na Suécia. Mas conto vir a
Portugal todos os anos.
Saudações
orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

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