Olá, sou o António. Tenho 13 anos,
moro na Nazaré e ando no 8º Ano na Escola EB 2,3 de Pataias.
Quando me perguntam há quanto tempo
faço Orientação, respondo sempre que não me lembro ou que
praticamente fiz Orientação na minha vida toda. Acompanhava o meu
pai quando ele ia às provas e treinos do COC. Apesar de nessa altura
não achar muita piada à Orientação, nasceu o “bichinho” que
agora tenho por este fabuloso desporto.
Uma vez, numa prova do Gerês, uma
jornalista de televisão entrevistou-me e a um amigo meu, Lionel
Vieito Jr., e perguntou-nos “O que é que vocês gostam de fazer
quando vêm às provas de Orientação?” e eu respondi “Jogar à
bola!”. Ainda hoje me gozam por causa dessa entrevista e que por
acaso, passou mesmo na televisão.
Como aventureiro que sou, numa prova em
Idanha-a-Nova, tinha uma pernada tão fácil pelo caminho mas eu fui
a “corta-mato” e andei perdido durante 55 minutos e 55 segundos
com o Samuel Silva do COC e com o Miguel Baltazar do GDU Azóia. Este
tempo todo perdido num ponto fez-me ganhar vontade de continuar a
fazer provas ainda mais difíceis, mais desafiantes, que foi quando
decidi subir de escalão um ano mais cedo.
Além de ter ganho muita experiência,
fiz também novas amizades como o Vasco Duarte, Gonçalo Pirrolas,
Bernardo Brasileiro, António Horta, Bernardo Pereira, João Casal,
Daniel Cruz e Diogo Barradas.
Ao longo desta época e da época
passada, o meu grande objetivo era ganhar pelo menos uma prova ao
Daniel Catarino mas não consegui realizar e agora já não vou
conseguir realizá-lo pois ele subiu este ano de escalão. Mas este
objetivo vai continuar até eu finalmente lhe ganhar uma prova, nem
que seja em Elite.
Há ainda um outro atleta que me está
“atravessado na garganta” que é um ano mais velho que eu e
chama-se Topi Syrjäläinen. Ele é Finlandês, correu no POM de 2010
e 2011 e mesmo que eu fizesse uma excelente prova, ele dava-me à
mesma três minutos.
Agora que comecei a treinar com
regularidade, quero atingir os meus objetivos na seleção e, no
futuro, vir a ser um grande orientista ou, quem sabe, estar entre os
melhores do mundo. Tenho-me apercebido que para se concretizar
objetivos neste desporto, há que haver muito sacrifício e muita
dedicação no treino.
António Ferreira
COC – Clube de Orientação do centro
Fed 4755

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