terça-feira, 13 de março de 2012

OS VERDES ANOS: ANTÓNIO FERREIRA




Olá, sou o António. Tenho 13 anos, moro na Nazaré e ando no 8º Ano na Escola EB 2,3 de Pataias.

Quando me perguntam há quanto tempo faço Orientação, respondo sempre que não me lembro ou que praticamente fiz Orientação na minha vida toda. Acompanhava o meu pai quando ele ia às provas e treinos do COC. Apesar de nessa altura não achar muita piada à Orientação, nasceu o “bichinho” que agora tenho por este fabuloso desporto.

Uma vez, numa prova do Gerês, uma jornalista de televisão entrevistou-me e a um amigo meu, Lionel Vieito Jr., e perguntou-nos “O que é que vocês gostam de fazer quando vêm às provas de Orientação?” e eu respondi “Jogar à bola!”. Ainda hoje me gozam por causa dessa entrevista e que por acaso, passou mesmo na televisão.

Como aventureiro que sou, numa prova em Idanha-a-Nova, tinha uma pernada tão fácil pelo caminho mas eu fui a “corta-mato” e andei perdido durante 55 minutos e 55 segundos com o Samuel Silva do COC e com o Miguel Baltazar do GDU Azóia. Este tempo todo perdido num ponto fez-me ganhar vontade de continuar a fazer provas ainda mais difíceis, mais desafiantes, que foi quando decidi subir de escalão um ano mais cedo.

Além de ter ganho muita experiência, fiz também novas amizades como o Vasco Duarte, Gonçalo Pirrolas, Bernardo Brasileiro, António Horta, Bernardo Pereira, João Casal, Daniel Cruz e Diogo Barradas.

Ao longo desta época e da época passada, o meu grande objetivo era ganhar pelo menos uma prova ao Daniel Catarino mas não consegui realizar e agora já não vou conseguir realizá-lo pois ele subiu este ano de escalão. Mas este objetivo vai continuar até eu finalmente lhe ganhar uma prova, nem que seja em Elite.

Há ainda um outro atleta que me está “atravessado na garganta” que é um ano mais velho que eu e chama-se Topi Syrjäläinen. Ele é Finlandês, correu no POM de 2010 e 2011 e mesmo que eu fizesse uma excelente prova, ele dava-me à mesma três minutos.

Agora que comecei a treinar com regularidade, quero atingir os meus objetivos na seleção e, no futuro, vir a ser um grande orientista ou, quem sabe, estar entre os melhores do mundo. Tenho-me apercebido que para se concretizar objetivos neste desporto, há que haver muito sacrifício e muita dedicação no treino.

António Ferreira
COC – Clube de Orientação do centro
Fed 4755

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