O Portugal O' Meeting 2012 já mexe. O
Secretariado da prova teve hoje uma enorme afluência e foram muitos
aqueles que testaram os mapas da Senhora do Crasto e do Senhor dos
Caminhos, em Viseu e Sátão, respectivamente. Também a cidade
pareceu querer juntar-se à festa e o desfile de Carnaval das
crianças das escolas e infantários de Viseu animou praças e ruas,
trazendo um maior colorido a uma cidade banhada de luz.
Foi ao ritmo das canções infantis que
a cidade de Viseu viveu uma boa parte da manhã. O Carnaval ainda é
uma festa neste País cada vez mais tristonho e mais à beira mar
prantado, com a energia e boa disposição a caber aos mais
pequenitos que trouxeram para a rua uma festa feita de bonecas de
trapos, brancas de neve e tudo o mais que a imaginação pode
alcançar.
Mas se esta vida são dois dias e o
Carnaval são três, a verdade é que o POM são... quatro! Quatro
dias de competição que terão o seu início amanhã, embora já
hoje se sentisse bem o ambiente de festa que só um evento desta
envergadura pode acarretar. Ele é o reencontro de velhos amigos, ele
é o contacto com os primeiros mapas, elas são as primeiras
investidas na floresta, ele é todo um ambiente de enorme expectativa
ante a promessa de quatro dias do que de melhor o nosso país tem
para oferecer aos orientistas do mundo inteiro.
Um passeio pela cidade...
Embrenhados no centro histórico da
cidade de Viseu, voltamos a sentir o pulsar duma cidade que se
redescobre a cada canto, a cada gesto. O banho de luz duma manhã
primaveril quase que se confina aos terraços das casas, mas é nas
ruas estreitas e sombrias que a cidade vive, feita do pequeno
comércio tradicional, de pastelarias apinhadas, do cigarro que se
fuma à soleira da porta ou da malapata que teima em bater à porta
do FCP, com golos marcados de costas na própria baliza e dum
sempiterno árbitro com o cartório carregadinho de culpas.
O Hotel Avenida está ali à mão e
ficamos a saber que se for para hoje ainda se arranja um quarto. Na
Casa da Sé, a mesma coisa. No Posto de Turismo dizem-nos que não é
normal aparecerem por ali belgas, holandeses, noruegueses, britânicos
e até um mexicano (!) àquelas horas da manhã, por obra e graça
dessa estranha coisa chamada POM. E lamenta-se a falta de aparcamento
para as roulottes, agora que o Parque de Campismo de Viseu fechou.
Como se lamenta a ausência dos prometidos panfletos do POM. Sempre
ajudava a mostrar mais alguma coisinha.
… e um CD + DVD dos Super Junior!
No Centro do Evento não há mãos a
medir. Sucedem-se os abraços apertados àqueles que, não se
conhecendo pessoalmente, parece que conhecemos há uma eternidade.
Remo Madella é um desses casos. Um abraço forte, apertado. Calor,
gratidão. Gratidão por aquilo que o Remo fez ao aceitar dirigir a
vertente técnica da prova de Orientação de Precisão. Por aquilo
que investiu, dando o melhor de si. Dando tudo de si! E depois Sérgio
Brito. Que grande senhor, o Sérgio Brito. Um homem que vive e sente
a Orientação como ninguém. Um homem simples, de palavras simples,
que fala a linguagem dos homens com H grande. Que honra poder
estreitar num abraço um homem assim.
Uma saltada com o Bruno Nazário até à
Arena dos dois primeiros dias, uma Entrevista que passa já a seguir
e regresso a Viseu. O almoço é no Cortiço. É assim sempre que vou
a Viseu, foi assim naquela breve pausa, uma sopa caseira de se lhe
tirar um chapéu e um Bacalhau Podre que de “podre” não tinha
mesmo nada. Divinal! De tarde um pulo ao Model Event da Senhora do
Crasto e a promessa duma Entrevista com Carles Lladó, o veterano
“mais veterano da Península”. Regresso a Ovar, com uma paragem
no Palácio do Gêlo. A Margarida vai ficar doida quando lhe levar o
CD + DVD dos Super Junior, uma banda coreana por quem a minha filha
“se grisa toda”.
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

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