O PORTUGAL O' MEETING
De 21 a 24 de Fevereiro
de 2009 teve lugar a 14ª edição do Portugal O’ Meeting. Mora
revelou-se um digno anfitrião do maior evento de Orientação
Pedestre que tem lugar no nosso País, mostrando encanto no bem
receber e dando a conhecer alguns dos seus mais belos e mágicos
recantos. A ganhar saíram os 1581 atletas – record de
participações à data - que, ao longo de quatro intensos dias,
tiveram o privilégio de gozar o muito que este Portugal O’Meeting
teve para oferecer. Demonstrando qualidade e capacidade organizativa,
o Clube Português de Orientação e Corrida soube tornear naturais
dificuldades e fazer destes quatro dias uma festa permanente.
Excelentes mapas, percursos desafiantes, cenários de sonho e um
tempo absolutamente primaveril constituíram ingredientes dum evento
que ficará guardado na memória de muitos como um dos melhores
jamais realizados em Portugal. Na vertente competitiva assistiu-se a
uma dupla vitória dinamarquesa. Signe Søes e Rasmus R. Søes
fizeram da regularidade a sua grande arma e souberam impor-se aos
demais competidores. A prova de Distância Longa do segundo dia,
pontuável para o ranking mundial, viu os suíços Mathias Merz e
Simone Niggli subirem ao lugar mais alto dos respectivos pódios.
Joaquim Sousa, na 10ª posição e Maria Sá, no 22º lugar, foram os
melhores portugueses. Colectivamente, a vitória sorriu ao Grupo
Desportivo dos Quatro Caminhos.
A REGIÃO
O Museu Almeida Moreira foi a casa
do fundador do Museu Grão Vasco, António Francisco de Almeida
Moreira, que em testamento a legou à cidade com a finalidade de
funcionar como Casa de Cultura Museológica. Francisco António
Almeida Moreira nasceu em Viseu a 25 de Novembro de 1873 e foi
professor e critico de arte, organizador e director do Museu Grão
Vasco de Viseu. Estudou no Colégio Militar, onde foi premiado nas
cadeiras de Desenho, da Escola Politécnica, e de Infantaria na
antiga Escola do Exército. Iniciou a sua carreira de Professor na
antiga Escola Normal de Viseu, e fez parte de várias comissões
administrativas da Câmara Municipal desta cidade, onde exerceu o
cargo de vice-presidente. Encarregado da secção artística da
Exposição Internacional que teve lugar no Rio de Janeiro em
1922-1923, a sua principal actividade foi a organização do Museu de
Grão Vasco, que o consagrou, através da enorme competência, gosto
e carinho que a este dedicou. A Almeida Moreira se deve a conservação
e classificação de inúmeras e ricas espécies artísticas. Aberta
ao público em 1965, a Casa-Museu Almeida Moreira mantém a
fisionomia de uma velha mansão da Beira, compreendendo uma colecção
de objectos de mero valor afectivo, até pinturas dos melhores
mestres nacionais. Possui um magnífico recheio de pintura
contemporânea - Silva Porto, Malhoa, Columbano, João Vaz, Bonvadot,
Luciano Freire, além de outros. Também se pode aqui encontrar
porcelanas e faianças - da Companhia das Índias e quase todos os
fabricos portugueses – escultura, mobiliário, peças em vidro,
ourivesaria, colchas de Castelo Branco e bordados antigos de
Alcafache. A biblioteca conta com mais de 5.000 volumes.
A FIGURA
Diretor Técnico do Portugal O'
Meeting 2012 e Speaker do Evento, Bruno Nazário conheceu a
Orientação em 1992, na Escola Básica 2,3 Martins Correia, na
Golegã, pela mão do Prof. José Leote. Filiou-se no CLAC – Clube
de Lazer, Aventura e Competição do Entroncamento e em 2004 iniciou
a sua ligação ao Clube de Orientação de Estarreja. Desde então
colabora nas organizações do Clube, salientando-se o trabalho
enquanto traçador de percursos do POM 2007. Do ponto de vista
pessoal as organizações que mais prazer retira são as ORI-6 Relay,
sobretudo pelo desafio inerente ao traçado de percursos de uma
Estafeta deste género. Enquanto Speaker, desde 2008, no WRE em
Cantanhede, que regularmente faz os comentários dos eventos do Clube
de Orientação de Estarreja. Além destes, foi Speaker no WMOC 2008
e no Meeting Internacional de Arraiolos em 2011 e fez uma “perninha”
no POM2010 e no WRE em Pataias 2009. Quanto ao POM 2012 a dupla
função de traçador de percursos e speaker fazem com que espere com
ansiedade pelo dia do WRE, onde, pelos atletas inscritos, se espera
um espetáculo ao nível de um Campeonato do Mundo de Distância
Média.
A TÍTULO DE CURIOSIDADE
As pernadas são o elemento mais
importante de um percurso de Orientação e determinam a sua
qualidade. Boas pernadas oferecem problemas de Orientação
interessantes, conduzem os orientistas através de bom terreno, dando
alternativas para opções individualizadas e escolha da informação
necessária para navegar. A escolha de boas pernadas facilita também
a dispersão dos atletas.
Num mesmo percurso devem existir
diferentes tipos de pernadas, alternando a necessidade de
pormenorizada leitura do mapa com opções mais fáceis e rápidas.
Deve também haver variações no que diz respeito à extensão e
dificuldade das pernadas, para forçar o atleta a usar diferentes
técnicas de orientação e velocidades de corrida. Deverão, sempre
que possível, existir pernadas que ofereçam ao orientista a
possibilidade de seleccionar, entre várias opções de itinerários
numa pernada, a que se adequar melhor às suas capacidades. O
traçador de percursos deve também provocar alterações na direcção
geral de pernadas consecutivas, pois isto força os atletas a se
reorientarem frequentemente. Cada tipo de percurso existente (longa,
média ou sprint) tem as suas características próprias que terão
de ser tidas em consideração pelo traçador de percursos.
Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

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