O PORTUGAL O’
MEETING
Entre as
inovações apresentadas neste Portugal O’ Meeting, uma há que diz
respeito à Comunicação e Imagem do evento e que representa,
seguramente, uma mais-valia enorme em termos da sua promoção e
divulgação. Pela primeira vez, o sector da Comunicação passa a
estar entregue a uma entidade externa à Organização, ainda que na
sua dependência. Trata-se da Orievents, uma empresa que tem
desenvolvido muito do trabalho levado a cabo até ao momento nesta
área sensível, através do estabelecimento de contactos e parcerias
com importantes órgãos de comunicação social de expressão
nacional e da colaboração na actualização permanente das várias
páginas que o evento tem na internet. Este é o primeiro trabalho de
vulto duma empresa muito jovem, ancorado na experiência e dinamismo
de Fernando Costa, um nome maior da Orientação nacional e
seguramente a pessoa que mais tem lutado para dar à modalidade a
merecida expressão na Comunicação Social. Importa ainda referir
que todo este trabalho não acarreta qualquer encargo financeiro para
a Organização, já que é integralmente suportado pelas
Tintas Sotinco.
A REGIÃO
Embora não se conheça
adequadamente a evolução do sistema defensivo de Viseu, pela
própria dinâmica da evolução da malha urbana da cidade ao longo
dos séculos, sob a Dinastia de Avis foi edificada uma cerca de
planta poligonal irregular. A inscrição epigráfica na Porta do
Soar (ou Porta de São Francisco), datada de 1472, permite-nos
compreender que D. Afonso V foi o responsável pela reformulação da
estrutura defensiva da cidade, integrando a cerca erguida sob o seu
reinado as duas cercas mais antigas. Dessa cerca afonsina, onde se
rasgavam originalmente sete portas, são testemunhos a Porta dos
Cavaleiros e a Porta do Soar, além de escassos troços de muralha
que chegaram até nós. Nenhuma das torres originais sobreviveu. A
Porta do Soar em arco ogival, com um pequeno troço de muralha
adossado, assinala o eixo principal de circulação da antiga cidade.
No interior da porta, inscreve-se um pequeno nicho que ainda conserva
a imagem de São Francisco, santo tutelar da porta, conforme prática
usual nas principais entradas das fortalezas tardo-medievais. As
muralhas e portas antigas da cidade de Viseu encontram-se
classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 31 de
Dezembro de 1915.
A FIGURA
Fernando Costa
tomou contacto pela primeira vez com
a modalidade em 1982 no meio militar, mas só em 1993 teve a primeira
experiência com mapas de Orientação. Representou a AD Amarante,
RI13 e Ori-Estarreja. Em 1997 funda a Secção de Orientação do
Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Director de Prova, Formador e
Traçador de Percursos são as funções que mais gosta de
desempenhar. Foi Diretor do Portugal O’ Meeting em 2003 e 2011,
eventos organizados pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos e
participou em todas as edições deste evento. Organizou até hoje
cinquenta eventos de Orientação oficiais, cinco deles pontuáveis
para o ranking Mundial. Desde que se iniciou na Orientação, sempre
desejou que outros também a pudessem desfrutar e por isso a
Comunicação e divulgação da modalidade tem sido a sua maior
paixão. Logo no primeiro evento, em Valongo (1999), convidou figuras
públicas para embaixadores dos eventos. O contacto com os grandes
órgãos de comunicação social - TV, Rádio, Revistas e Jornais –
são o grande objecto duma autêntica cruzada, numa área cada vez
mais restrita mas em que não se pode desistir.
A TÍTULO DE
CURIOSIDADE
Não é consensual que D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, tenha nascido em Guimarães. Historiadores há que defendem Viseu como o berço do fundador da nacionalidade. Mas se falarmos de D. Duarte I de Portugal, aqui não há dúvidas. Nasceu mesmo em Viseu, a 31 de Outubro de 1391, tendo falecido em Tomar, a 9 de Setembro de 1438. Cognominado o Eloquente ou o Rei-Filósofo, pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu, D. Duarte foi o décimo-primeiro Rei de Portugal. Filho de D. João I e D. Filipa de Lencastre, desde cedo foi preparado para reinar como primogénito da ínclita geração. Em 1433 sucedeu a seu pai. Num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política de exploração marítima e de conquistas em África. Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do seu reinado convocou as Cortes cerca de cinco vezes para discutir assuntos de Estado. Fora da esfera política, D. Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Destes últimos destaca-se o Leal Conselheiro (um ensaio sobre variados temas onde a moral e religião têm especial enfoque) e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (em forma de manual para cavaleiros). Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou. Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.
Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

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