sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 8 DIAS!




O PORTUGAL O’ MEETING

Entre as inovações apresentadas neste Portugal O’ Meeting, uma há que diz respeito à Comunicação e Imagem do evento e que representa, seguramente, uma mais-valia enorme em termos da sua promoção e divulgação. Pela primeira vez, o sector da Comunicação passa a estar entregue a uma entidade externa à Organização, ainda que na sua dependência. Trata-se da Orievents, uma empresa que tem desenvolvido muito do trabalho levado a cabo até ao momento nesta área sensível, através do estabelecimento de contactos e parcerias com importantes órgãos de comunicação social de expressão nacional e da colaboração na actualização permanente das várias páginas que o evento tem na internet. Este é o primeiro trabalho de vulto duma empresa muito jovem, ancorado na experiência e dinamismo de Fernando Costa, um nome maior da Orientação nacional e seguramente a pessoa que mais tem lutado para dar à modalidade a merecida expressão na Comunicação Social. Importa ainda referir que todo este trabalho não acarreta qualquer encargo financeiro para a Organização, já que é integralmente suportado pelas Tintas Sotinco.


A REGIÃO

Embora não se conheça adequadamente a evolução do sistema defensivo de Viseu, pela própria dinâmica da evolução da malha urbana da cidade ao longo dos séculos, sob a Dinastia de Avis foi edificada uma cerca de planta poligonal irregular. A inscrição epigráfica na Porta do Soar (ou Porta de São Francisco), datada de 1472, permite-nos compreender que D. Afonso V foi o responsável pela reformulação da estrutura defensiva da cidade, integrando a cerca erguida sob o seu reinado as duas cercas mais antigas. Dessa cerca afonsina, onde se rasgavam originalmente sete portas, são testemunhos a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, além de escassos troços de muralha que chegaram até nós. Nenhuma das torres originais sobreviveu. A Porta do Soar em arco ogival, com um pequeno troço de muralha adossado, assinala o eixo principal de circulação da antiga cidade. No interior da porta, inscreve-se um pequeno nicho que ainda conserva a imagem de São Francisco, santo tutelar da porta, conforme prática usual nas principais entradas das fortalezas tardo-medievais. As muralhas e portas antigas da cidade de Viseu encontram-se classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 31 de Dezembro de 1915.


A FIGURA

Fernando Costa tomou contacto pela primeira vez com a modalidade em 1982 no meio militar, mas só em 1993 teve a primeira experiência com mapas de Orientação. Representou a AD Amarante, RI13 e Ori-Estarreja. Em 1997 funda a Secção de Orientação do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Director de Prova, Formador e Traçador de Percursos são as funções que mais gosta de desempenhar. Foi Diretor do Portugal O’ Meeting em 2003 e 2011, eventos organizados pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos e participou em todas as edições deste evento. Organizou até hoje cinquenta eventos de Orientação oficiais, cinco deles pontuáveis para o ranking Mundial. Desde que se iniciou na Orientação, sempre desejou que outros também a pudessem desfrutar e por isso a Comunicação e divulgação da modalidade tem sido a sua maior paixão. Logo no primeiro evento, em Valongo (1999), convidou figuras públicas para embaixadores dos eventos. O contacto com os grandes órgãos de comunicação social - TV, Rádio, Revistas e Jornais – são o grande objecto duma autêntica cruzada, numa área cada vez mais restrita mas em que não se pode desistir.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

Não é consensual que D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, tenha nascido em Guimarães. Historiadores há que defendem Viseu como o berço do fundador da nacionalidade. Mas se falarmos de D. Duarte I de Portugal, aqui não há dúvidas. Nasceu mesmo em Viseu, a 31 de Outubro de 1391, tendo falecido em Tomar, a 9 de Setembro de 1438. Cognominado o Eloquente ou o Rei-Filósofo, pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu, D. Duarte foi o décimo-primeiro Rei de Portugal. Filho de D. João I e D. Filipa de Lencastre, desde cedo foi preparado para reinar como primogénito da ínclita geração. Em 1433 sucedeu a seu pai. Num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política de exploração marítima e de conquistas em África. Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do seu reinado convocou as Cortes cerca de cinco vezes para discutir assuntos de Estado. Fora da esfera política, D. Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Destes últimos destaca-se o Leal Conselheiro (um ensaio sobre variados temas onde a moral e religião têm especial enfoque) e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (em forma de manual para cavaleiros). Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou. Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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