O PORTUGAL O' MEETING
1500 febras, 50kg de carne picada,
50 kg de carne aos bocados, 400 kg de massa, 100 kg de batatas, 100
kg de cenouras, 35 mil copos de plástico, 5 mil pratos, 5 mil
tijelas de sopa, 5 mil talheres, 140 setas de sinalização, 12
tendas de várias dimensões, 4 furgões, 1 camião, 2 Moto4, 2
depósitos de 1500 litros de água cada, 3 km de fita balizadora, 10
PC's, 13 mil panfletos, mais de 20.000 km em viagens de preparação
do evento e 10.000 mapas, que em sequência se prolongariam por uma
extensão aproximada de 3 km. Aqui ficam, em números redondos,
alguns elementos que fazem as contas do Portugal O' Meeting 2012 e
que dão uma ideia, ainda que aproximada, da carga logísitica
necessária para pôr de pé um evento desta envergadura.
A REGIÃO
De localização privilegiada,
impondo-se no alto da sua escadaria, a Igreja dos Terceiros de S.
Francisco é um dos mais harmoniosos templos da cidade. O risco da
fachada é fruto da mestria do arquitecto António Mendes Coutinho,
da cidade de Lamego, que foi discípulo de Nasoni. O corpo principal
desta igreja é emoldurado por duas pilastras e rematado por frontão
ondulado, num jogo de curvas e contracurvas bem ao gosto da estética
barroca. Sobre as pilastras assentam dois fogaréus. Ao centro
impõe-se o portal de requintado labor em pedra, num jogo de luz e
sombras, de saliências e reentrâncias, contribuindo desta forma
para compor um todo, que se quer festivo e exuberante. A dualidade
que caracteriza o barroco surge reforçada pelo jogo que se pode
estabelecer entre a alvura das zonas a branco e o negrume do granito.
Num plano mais recuado, no alçado Norte, existe uma torre sineira,
dentro da mesma linguagem da fachada principal. Interiormente é um
espaço equilibrado e de linguagem coerente. Apresenta uma só nave,
de planta rectangular e coberta de abóboda de berço. A capela-mor,
um espaço mais recolhido e intimista, desenvolve-se em planta
octogonal e a sua cobertura é feita por uma abóboda de formato de
meia laranja de tijolos. Possui o mais harmonioso conjunto de
retábulos de talha policromada e dourada da cidade de Viseu, em
estilo Rococó. A madeira é pintada e dourada, num fingimento de
materiais nobres, como o mármore em diversas cores. Completam-se
estes retábulos com uma imaginária rica, merecedora de destaque. O
colorido dos retábulos e púlpitos em “lápis-lazúli”
combina-se de forma melodiosa com os azuis e brancos das paredes
revestidas a azulejos. Os azulejos historiados representam momentos
da vida de S. Francisco, num intuito de doutrinação permanente. O
órgão que se encontra no coro é uma admirável obra dos finais do
século XVIII.
A FIGURA
António Aguiar teve o primeiro
contacto com a Orientação no ano de 2005, através do seu filho,
que se estava a iniciar na modalidade. Filiou-se no Clube de
Orientação de Estarreja e a sua primeira experiência teve lugar em
Março de 2006, no Troféu Internacional de Mora e nessa mesma época
2006/2007 federou-se no escalão de competição H45. Em 2008
competiu pela primeira vez em Campeonatos do Mundo, voltando a
fazê-lo dois anos depois. A título organizativo, a sua primeira
participação ocorreu no exigente POM 2007. Chamado a exercer
funções directivas em 2008, as quais exerce até aos dias de hoje,
foi o responsável pela equipa da logística no Portugal O-Summer em
2009, mantendo desde então uma função de organização logística
em todas as actividades do clube, sendo o principal responsável por
esta área. O POM 2012 volta a ser uma organização com elevado grau
de exigência e no qual António Aguiar e a sua equipa colocarão à
prova, uma vez mais, toda a sua capacidade e empenho.
A TÍTULO DE CURIOSIDADE
“Quero que o meu caixão / Tenha
uma forma bizarra... / A forma de um coração / A forma de uma
guitarra.” Numa das rotundas de saída da cidade de Viseu, que liga
a Circunvalação, a Rua do Arco e a EN 229 (Sátão), podemos
encontrar a estátua “Rosto do Fado”, obra da autoria de Xico
Lucena e tributo a Augusto Hilário da Costa Alves, um dos rostos do
fado de Coimbra. Augusto Hilário nasceu em Viseu, em 7 de Janeiro de
1864, tendo frequentado o Liceu de Viseu com o objectivo de fazer os
estudos preparatórios para a admissão à Faculdade de Filosofia. A
primeira matrícula na Faculdade de Filosofia da Universidade de
Coimbra terá sido em 1889/1890, mas a partir do ano de 1892/1893 e
até 1895/1896, frequentou o curso de Medicina. É claro que durante
o seu tempo de estudante cantou e tocou guitarra, tendo feito parte
da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (no tempo em que o
Doutor Egas Moniz, futuro Prémio Nobel da Medicina, era o Presidente
da Tuna). Participou também na célebre homenagem a João de Deus,
durante a qual, após a actuação, terá atirado a guitarra para a
assistência e, claro está, nunca mais a viu. Para obviar a falta da
Guitarra, valeu-lhe o Ateneu Comercial de Lisboa que lhe ofereceu a
derradeira guitarra em 1895, a Guitarra do Hilário que hoje
conhecemos e que se encontra no Museu Académico de Coimbra. Acabou
por falecer em Viseu, no dia 3 de Abril de 1896, tendo sido sepultado
no cemitério público desta cidade. Numa nota à margem da Certidão
de Óbito está “creador do Fado Hilário e poeta e boémio,
notável cantor do mesmo Fado conhecido em todo o país pelo Fado
Hilário”.
Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:
Julgo que é a primeira vez que vejo este tipo de dados: 1500 febras....etc, penso que é oportuno refletir estes valores estatísticos para analizarem o trabalho de uma organização de um evento desportivo....uma santa e feliz organização e com ajuda de Deus e S. Pedro nas condições climatéricas, são os votos do Maga
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