sábado, 11 de fevereiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 7 DIAS!





O PORTUGAL O' MEETING

1500 febras, 50kg de carne picada, 50 kg de carne aos bocados, 400 kg de massa, 100 kg de batatas, 100 kg de cenouras, 35 mil copos de plástico, 5 mil pratos, 5 mil tijelas de sopa, 5 mil talheres, 140 setas de sinalização, 12 tendas de várias dimensões, 4 furgões, 1 camião, 2 Moto4, 2 depósitos de 1500 litros de água cada, 3 km de fita balizadora, 10 PC's, 13 mil panfletos, mais de 20.000 km em viagens de preparação do evento e 10.000 mapas, que em sequência se prolongariam por uma extensão aproximada de 3 km. Aqui ficam, em números redondos, alguns elementos que fazem as contas do Portugal O' Meeting 2012 e que dão uma ideia, ainda que aproximada, da carga logísitica necessária para pôr de pé um evento desta envergadura.


A REGIÃO

De localização privilegiada, impondo-se no alto da sua escadaria, a Igreja dos Terceiros de S. Francisco é um dos mais harmoniosos templos da cidade. O risco da fachada é fruto da mestria do arquitecto António Mendes Coutinho, da cidade de Lamego, que foi discípulo de Nasoni. O corpo principal desta igreja é emoldurado por duas pilastras e rematado por frontão ondulado, num jogo de curvas e contracurvas bem ao gosto da estética barroca. Sobre as pilastras assentam dois fogaréus. Ao centro impõe-se o portal de requintado labor em pedra, num jogo de luz e sombras, de saliências e reentrâncias, contribuindo desta forma para compor um todo, que se quer festivo e exuberante. A dualidade que caracteriza o barroco surge reforçada pelo jogo que se pode estabelecer entre a alvura das zonas a branco e o negrume do granito. Num plano mais recuado, no alçado Norte, existe uma torre sineira, dentro da mesma linguagem da fachada principal. Interiormente é um espaço equilibrado e de linguagem coerente. Apresenta uma só nave, de planta rectangular e coberta de abóboda de berço. A capela-mor, um espaço mais recolhido e intimista, desenvolve-se em planta octogonal e a sua cobertura é feita por uma abóboda de formato de meia laranja de tijolos. Possui o mais harmonioso conjunto de retábulos de talha policromada e dourada da cidade de Viseu, em estilo Rococó. A madeira é pintada e dourada, num fingimento de materiais nobres, como o mármore em diversas cores. Completam-se estes retábulos com uma imaginária rica, merecedora de destaque. O colorido dos retábulos e púlpitos em “lápis-lazúli” combina-se de forma melodiosa com os azuis e brancos das paredes revestidas a azulejos. Os azulejos historiados representam momentos da vida de S. Francisco, num intuito de doutrinação permanente. O órgão que se encontra no coro é uma admirável obra dos finais do século XVIII.


A FIGURA

António Aguiar teve o primeiro contacto com a Orientação no ano de 2005, através do seu filho, que se estava a iniciar na modalidade. Filiou-se no Clube de Orientação de Estarreja e a sua primeira experiência teve lugar em Março de 2006, no Troféu Internacional de Mora e nessa mesma época 2006/2007 federou-se no escalão de competição H45. Em 2008 competiu pela primeira vez em Campeonatos do Mundo, voltando a fazê-lo dois anos depois. A título organizativo, a sua primeira participação ocorreu no exigente POM 2007. Chamado a exercer funções directivas em 2008, as quais exerce até aos dias de hoje, foi o responsável pela equipa da logística no Portugal O-Summer em 2009, mantendo desde então uma função de organização logística em todas as actividades do clube, sendo o principal responsável por esta área. O POM 2012 volta a ser uma organização com elevado grau de exigência e no qual António Aguiar e a sua equipa colocarão à prova, uma vez mais, toda a sua capacidade e empenho.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

Quero que o meu caixão / Tenha uma forma bizarra... / A forma de um coração / A forma de uma guitarra.” Numa das rotundas de saída da cidade de Viseu, que liga a Circunvalação, a Rua do Arco e a EN 229 (Sátão), podemos encontrar a estátua “Rosto do Fado”, obra da autoria de Xico Lucena e tributo a Augusto Hilário da Costa Alves, um dos rostos do fado de Coimbra. Augusto Hilário nasceu em Viseu, em 7 de Janeiro de 1864, tendo frequentado o Liceu de Viseu com o objectivo de fazer os estudos preparatórios para a admissão à Faculdade de Filosofia. A primeira matrícula na Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra terá sido em 1889/1890, mas a partir do ano de 1892/1893 e até 1895/1896, frequentou o curso de Medicina. É claro que durante o seu tempo de estudante cantou e tocou guitarra, tendo feito parte da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (no tempo em que o Doutor Egas Moniz, futuro Prémio Nobel da Medicina, era o Presidente da Tuna). Participou também na célebre homenagem a João de Deus, durante a qual, após a actuação, terá atirado a guitarra para a assistência e, claro está, nunca mais a viu. Para obviar a falta da Guitarra, valeu-lhe o Ateneu Comercial de Lisboa que lhe ofereceu a derradeira guitarra em 1895, a Guitarra do Hilário que hoje conhecemos e que se encontra no Museu Académico de Coimbra. Acabou por falecer em Viseu, no dia 3 de Abril de 1896, tendo sido sepultado no cemitério público desta cidade. Numa nota à margem da Certidão de Óbito está “creador do Fado Hilário e poeta e boémio, notável cantor do mesmo Fado conhecido em todo o país pelo Fado Hilário”.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Maga disse...

Julgo que é a primeira vez que vejo este tipo de dados: 1500 febras....etc, penso que é oportuno refletir estes valores estatísticos para analizarem o trabalho de uma organização de um evento desportivo....uma santa e feliz organização e com ajuda de Deus e S. Pedro nas condições climatéricas, são os votos do Maga