O PORTUGAL O' MEETING
Com a fasquia elevada ao nível duma
Taça do Mundo, a Figueira da Foz recebeu entre os dias 13 e 16 de
Fevereiro de 2010 a 15ª edição do Portugal O’ Meeting. A
organização conjunta do Clube de Orientação do Centro e da Secção
de Orientação do Ginásio Clube Figueirense, com Duarte Santo e
Vítor Rodrigues ao leme da vasta nau, cotou-se em elevadíssimo
plano, deixando plenamente satisfeitos os 1822 participantes, 1187
dos quais estrangeiros em representação de 30 países. A competição
decorreu na Praia da Leirosa, Lagoa das Braças (Quiaios) e Lagoa da
Vela (Bom Sucesso), com um total de 24 percursos distintos conforme
os escalões etários. Complementarmente à vertente competitiva
“pura e dura”, houve lugar a uma prova de Orientação de
Precisão, a uma Estafeta da Amizade que juntou crianças de ambos os
sexos até aos 13 anos de idade e a um Sprint nocturno na Costa de
Lavos. Com 279 inscritos, o escalão de Elite Masculina estabeleceu
um novo máximo absoluto e teve no italiano Mikhail Mamleev o grande
vencedor. Scott Fraser (Grã-Bretanha) e Fabian Hertner (Suiça)
ocuparam as posições imediatas enquanto Diogo Miguel, no 22º
lugar, cotou-se como o melhor português. No sector feminino, a suiça
Simone Niggli repetiu a vitória de 2002, no concelho vizinho da
Marinha Grande e, curiosamente, numa edição do POM organizada
também pelo Clube de Orientação do Centro. Helena Jansson (Suécia)
foi uma digna segunda classificada, perdendo por escassa diferença
para a sua grande opositora. O terceiro lugar coube à russa Yulia
Novikova, enquanto a melhor portuguesa, Maria Sá, se quedou pela 24ª
posição.
A REGIÃO
As cavalhadas de Vildemoinhos têm a
sua origem no ano de 1652. O rio Pavia, que nos dias de hoje quase
não tem significado, era nesta altura um rio com alguma dimensão e
pujante nas suas águas. Os agricultores necessitavam da água para
regarem as suas culturas e os trambelos necessitavam da água para
fazerem mover as mós que moíam os cereais em Vildemoinhos. Mas
alguns agricultores mal intencionados fizeram açudes e represaram
as águas do rio Pavia, de tal forma que os pesados rodízios das 43
mós deixaram de se mexer e os moinhos pararam. Os moleiros
queixavam-se dos agricultores que lhes roubavam a água, estes
retorquiam que precisavam dela para regar as suas novidades. Os
tumultos repetiram-se de tal maneira que foi necessário policiar a
estrada de Vildemoinhos. Mas os moleiros, com a sua vontade de
resolver o problema, vão rio acima e destroem os açudes e põem de
novo a água a correr. Os moinhos tornam a moer e assim está
assegurado o sustento deste povo. Os proprietários reclamaram ao
juiz do povo. Os interpelados responderam que nem frutas nem
hortaliças faltavam na praça e que o pão posto à venda era caro e
não chegava para consumo. Segue-se um recurso dos proprietários
para as autoridades de Lisboa e estas dão razão aos moleiros. A
notícia desta sentença chega à câmara em 20 de Maio de 1653. Os
moleiros deliraram de entusiasmo e resolveram ir, na noite de 23 para
24 de junho, em luzida cavalgada a São João da Carreira, agradecer
ao santo. Para isso vestiram os seus melhor fatos, enfeitaram de
fitas burros e cavalos e, levando à frente um grande “Estrondo”
, puseram-se em marcha, com todos os seus serviçais, atrás deles,
armados de alavancas, sacholas e roçadoiras bem encavadas, não
fosse o diabo tecê-las pelo caminho. É a esta vitória sobre os
agricultores que os trambelos agradecem a São João e renovam todos
os anos as cavalhadas.
A FIGURA
Supervisor Internacional do Portugal
O' Meeting 2012, Luís Santos repete a presença nesta função que
já assumira nas edições de 2011 e de 2007, esta última igualmente
organizada pelo Clube de Orientação de Estarreja. Iniciou as
funções de Supervisor em 2006, sendo esta a terceira vez que
trabalha com o Ori-Estarreja e a primeira que trabalha com o Clube de
Orientação de Viseu - Natura. Luís Santos entrou na Orientação
pela mão de António Aires e ao serviço do CM Arrábida, em 1998,
curiosamente num Campeonato Ibérico organizado pelo...
Ori-Estarreja. Em 2000 foi pela primeira vez responsável por um
evento de Orientação numa prova realizada em Cascais, que serviu de
fundação à Secção de Orientação do CDCE, que co-liderou com o
primo António Santos. 2002 foi um dos seus anos mais marcantes
iniciado com a entrada para a Direcção da Federação Portuguesa de
Orientação, acompanhando o primeiro mandato de Augusto Almeida como
seu Diretor-Executivo. Ainda em 2002 ajudou a fundar o CPOC – Clube
Português de Orientação e Corrida, com um grupo de 30 amigos,
tendo sido o seu primeiro Presidente. Também é cartógrafo de nível
3, traçador de percursos de nível nacional e assume funções na
FPO como responsável do Departamento de Competição. Como Diretor
de Prova, Mora constitui uma marca fundamental no curriculum
organizativo, quer pelo memorável evento do dilúvio da Casa Branca
(WRE em 2006), quer pela Direção adjunta do POM 2009 com o amigo
António Rodrigues. Regressou à presidência do CPOC em 2011, mas as
suas preferências recaem na supervisão e no traçado de percursos.
A TÍTULO DE CURIOSIDADE
O brasão de armas da cidade de
Viseu evoca uma antiga lenda segundo a qual aqui teria vivido D.
Ramiro II, um rei cristão que, em viagem por outras terras, conheceu
a moura Sara, irmã de Alboazar, emir do Castelo de Gaia.
Completamente apaixonado pela beleza da moura, raptou-a para si. Ao
ser informado do rapto de sua irmã, Alboazar por sua vez raptou a
esposa de D. Ramiro, D. Urraca. Ferido em seus brios, D. Ramiro
recrutou em Viseu alguns bons guerreiros para o secundar na
empreitada de penetrar dissimuladamente no castelo de Alboazar,
enquanto estes o aguardavam nas vizinhanças. Desse modo, aguardou um
momento em que Alboazar se ausentou à caça, logrando penetrar no
castelo, onde encontrou D. Urraca. Esta, ciente da traição do
marido, não só se recusou a acompanhá-lo como, decidida a
vingar-se do marido infiel, tendo Alboazar regressado da caça,
denunciou-o ao seu raptor. Assim capturado, D. Ramiro, foi
sentenciado à morte. No dia e hora aprazados para a execução, o
condenado pediu, como último desejo, para tocar a sua buzina. Era
este o sinal combinado com os seus homens para atacarem o castelo. Ao
completar o sexto toque, os homens de Viseu cercaram o castelo,
incendiando-o e matando Alboazar.
Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

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