quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 2 DIAS!




Presidente do Clube de Orientação de Estarreja e, nessa qualidade, uma peça fundamental na estrutura organizativa do Portugal O' Meeting 2012, Nuno Leite fez para o Orientovar a antevisão do importante evento. Uma entrevista onde se fala da democraticidade no seio do clube, da importância do evento aos mais variados níveis e se deseja Sol. Muito Sol!


Orientovar - Assumiu a Presidência do Clube de Orientação de Estarreja numa fase relativamente avançada da preparação do Portugal O’ Meeting. Que responsabilidades acrescidas é que o novo cargo acarreta?

Nuno Leite - É verdade, mas não há muitas diferenças, apenas a pessoa que assina as decisões da Direcção é que mudou. Quem conhece a estrutura do Ori-Estarreja sabe que tudo é decidido em consenso e de forma democrática, pensando paralelamente no que é melhor para o Clube e para a evolução da Orientação em Portugal.

Orientovar - Que significado tem para o Clube de Orientação de Estarreja a organização desta 17ª edição do Portugal O’ Meeting?

Nuno Leite - Quando organizamos um evento deste nível fazemos sempre a mesma questão, mesmo que inconsciente - "O que podemos fazer para evoluir a Orientação em Portugal?" É daqui que nascem todas as ideias para um evento melhor. Olhando para as edições do POM anteriores organizadas pelo Ori-Estarreja, percebe-se que levamos sempre a Orientação a novos terrenos e houve sempre um salto qualitativo e quantitativo, quer ao nível técnico, número de atletas e retorno para a economia regional. Significa portanto uma oportunidade para fazer mais e melhor pela Orientação em Portugal, sobretudo em difundi-la por locais onde ela está menos desenvolvida.


É quase tudo igual a um evento dito "normal", mas com os números multiplicados por quatro ou cinco

Orientovar - Quais os meios materiais e humanos envolvidos nesta edição do evento?

Nuno Leite - Bom, vamos ter mais de 100 elementos na organização, se além dos elementos dos dois clubes (Ori-Estarreja e COV) contabilizarmos todas as estruturas de apoio (Bombeiros, Militares, Escoteiros,Media...). Mas só dos dois clubes são mais de oitenta elementos, divididos em mais de seis equipas distintas, com tarefas diversas mas que funcionam articuladas entre si. Para um evento desta dimensão, com quase 2000 atletas, é quase tudo igual a um evento dito "normal", mas com os números multiplicados por quatro ou cinco, o que eleva a despesa directa a situar-se na casa dos 30 mil euros, sobretudo se quisermos investir muito na qualidade do evento. Note-se que o apoio monetário por parte das autoridades estatais para estas despesas e para um evento que dá de retorno à economia local mais de 1,5 Milhões de euros não chega nem a 10% da despesa directa!

Orientovar - O Clube de Orientação de Estarreja partilha as responsabilidades organizativas com o Clube de Orientação de Viseu – Natura. Quais as mais-valias resultam desta parceria?

Nuno Leite - Quando um clube de Orientação apresenta uma proposta de organização de um evento a uma autarquia que nunca ouviu falar neste desporto há sempre uma fase de descoberta do que é a Orientação por parte da autarquia e por parte do clube sobre a forma de funcionamento da autarquia. No POM 2012 temos associado um clube com uma experiência técnica elevada associado a um clube que já trabalha com estas Câmaras há vários anos. É uma parte significativa de um evento desta dimensão que fica facilitada.


Há estruturas que têm de assumir um carácter pelo menos semi-profissional

Orientovar - No rescaldo do recente Campeonato Nacional Absoluto, disputado nos municípios de S. Pedro do Sul e Vouzela, o responsável pela cartografia do POM 2012, Tiago Aires, afirmava que “Viseu tem condições para se tornar rapidamente na capital da Orientação em Portugal”. A este propósito, qual a sua opinião?

Nuno Leite - A capital não diria, mas pela localização, pela quantidade e qualidade dos terrenos e pela abertura destas duas autarquias, um importante pólo será certamente!

Orientovar - O sector da Comunicação do Portugal O’ Meeting 2012 ganhou um novo fôlego após o contrato celebrado com a Orievents. Este pode ser, na sua perspectiva, uma boa solução para o futuro da modalidade ao nível da Comunicação e Imagem?

Nuno Leite – Ganha, sem dúvida! Estas organizações assentam numa base de voluntariado e facto mais que provado é que os principais elementos das organizações estão sempre empenhados nas parte mais técnicas e nunca têm disponibilidade para esta tarefa que já merecia a devida atenção há muito tempo. Felizmente apareceu um Mecenas chamado Sotinco que permitiu que esta estrutura liderada pelo Fernando Costa fosse viabilizada e os resultados estão à vista de todos. Se queremos eventos melhores, há estruturas que têm de assumir um carácter pelo menos semi-profissional.


Espero um evento memorável

Orientovar - O que espera deste POM 2012?

Nuno Leite – Espero um evento memorável que permita que a Orientação comece a ser vista com outros olhos pelas estruturas que mais nos (Orientação Portuguesa) podem auxiliar.

Orientovar - Qual o seu maior desejo?

Nuno Leite - Sol! Um desejo deve sobretudo ser sempre sobre algo que não está nas mãos da organização! Ao que parece esse desejo será realizado e tudo o resto será mais fácil para a organização. Além disso desejo também que a fantástica estrutura de apoio médico que está a ser montada pelos Bombeiros de Viseu e Sátão, não seja utilizada.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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