O PORTUGAL O' MEETING
Terminou à meia-noite de domingo o
primeiro prazo de inscrições para o Portugal O' Meeting 2012 e os
números aí estão, soberanos, a indicar que esta décima sétima
edição do evento poderá vir a ser a mais participada de sempre.
Até ao momento o total de atletas inscritos é de 1638, dos quais
1088 estrangeiros, em representação de 317 clubes, de 28 países.
Portugal regista, naturalmente, o maior número de inscritos (550),
mas países como a Finlândia, a Suécia, a Suiça ou a Noruega
apresentam-se igualmente em força, com mais de uma centena de
participantes cada. O escalão de Elite Masculina é aquele que
regista até ao momento o maior volume de inscritos (226), um número
ainda assim algo distante dos 279 registados na 15ª edição do POM,
levada a cabo na Figueira da Foz. O número de atletas inscritos na
Elite Feminina é precisamente metade dos verificados no sector
masculino e, aqui sim, regista-se um novo máximo absoluto neste
escalão. De acordo com as Informações Gerais para a presente
edição do Portugal O' Meeting, os escalões de Elite serão
divididos em “Elite” e “Super Elite”. Nestes escalões, a
prova do último dia será em regime de “chasing start”, isto é,
os atletas partirão com intervalos de tempo entre si iguais aos
verificados no somatório de tempos dos três dias anteriores.
A REGIÃO
Segundo alguns historiadores, Viseu
terá nascido de um cruzamento de sete a doze vias romanas.
A
estrada Romana do Crasto consiste num conjunto de troços
relativamente bem conservados pertencentes à via que ligava
Talábriga a Viseu ou, numa abordagem mais ampla, da via que ligava
Emerita a Bracara (Mérida a Braga). A via desenvolve-se de Este para
Oeste, a partir da estrada municipal e subindo, com declive
acentuado, até aos limites da A24, passando por baixo desta.
Esta
via secundária ligava Talábriga (próximo de Águeda) a Viseu,
importante nó rodoviário, derivando da Braga-Lisboa após a
travessia do rio Vouga. O cume do Monte do Crasto, a uma altitude de
612 m, é assim chamado por nele ter existido um castro fortificado
com grossas cintas de muros, atestando a presença humana nos finais
da Idade do Bronze.
No interior dos muros, existe a Capela dedicada
a Nª Sr.ª do Crasto, cuja origem se perdeu no tempo.
Todos os
anos, na Segunda-Feira de Páscoa, celebra-se a missa nesta capela,
fazendo uma procissão que sai da Igreja Matriz de Vil de Soito,
passando pela Quinta de Ferronhe e subindo até ao cume do Monte do
Crasto. Será em torno da Capela de Nª. Sra. do Crasto e cruzando um
troço da estrada Romana do Crasto que se desenrolarão os percursos
dos dois primeiros dias do Portugal O' Meeting 2012.
A FIGURA
Diretor Adjunto do Portugal O' Meeting
2012, Sérgio Aguiar conheceu a Orientação no tempo do Serviço
Militar, como disciplina obrigatória tal como ainda hoje, tendo
participado nos vários Campeonatos do Exército. No ano de 1995
participou no Open Internacional do Inatel, tendo desde essa altura
um gosto especial pela modalidade, o que o levou a filiar-se através
do Clube de Orientação de Viseu – NATURA na FPO, como atleta
federado. A sua ligação ao Clube de Orientação de Viseu dá-se
precisamente em 1997, do qual é fundador, tendo a partir daí
permanecido na formação e organização dos eventos de Orientação
Pedestre ao nível Regional e Escolar, assim como actividades de
Aventura . Em Janeiro de 2004 assume a presidência do clube,
encontrando-se ainda hoje na sua liderança. Sempre na disposição
de colaborar na organização de eventos, gosta de enfrentar novos
desafios, encontrando no Portugal O Meeting uma experiência muito
importante na vida de orientista, cheia de oportunidades, razão pela
qual vai estar ao lado de pessoas da mais variada experiência na
organização de eventos. Para o Clube de Orientação de Viseu –
NATURA será um enriquecimento de conhecimentos, necessários para a
organização dos novos eventos que se aproximam e que são já em
2012 e 2013.
A TÍTULO DE CURIOSIDADE
A bússola é o único auxiliar
permitido para ajudar na Orientação, embora não seja obrigatório.
Uma bússola é um aparelho com uma agulha magnética que é atraída
para o pólo magnético terrestre. Os atletas utilizam-na para
orientar o mapa para norte, fazendo coincidir a agulha da bússola
com as linhas de norte presentes no mapa. Existem bússolas próprias
de competição que se transportam presas ao dedo e directamente em
cima do mapa. No hemisfério sul as bússolas têm de ser diferentes
das utilizadas no hemisfério norte, devido à diferente influência
do campo magnético terrestre entre os dois hemisférios. Os Chineses
terão sido os primeiros a explorar o fenómeno do magnetismo para
indicar o Norte (ou o Sul). "Si Nan" (Si = “Apontar
para”; Nan = “Sul”) é considerada como a primeira bússola e
consiste numa pedra magnética, esculpida em forma de concha, cuja
pega aponta para Sul. De acordo com alguns escritos chineses, as
primeiras bússolas, desenvolvidas a partir da “Si Nan”, foram
utilizadas no mar por volta do ano 850. A invenção foi então
espalhada pelo Ocidente por astrónomos e cartógrafos. A bússola
foi desenvolvida através dos séculos e conheceu um avanço
considerável quando se descobriu que uma peça fina de metal
(agulha) podia ser magnetizada podendo depois ser envolvida e
encerrada num invólucro cheio de ar e transparente, ficando assim a
agulha protegida. Inicialmente, as agulhas das bússolas demoravam
muito tempo a estabilizar. As bússolas modernas são instrumentos de
precisão e a sua agulha, agora geralmente encerrada num invólucro
cheio de líquido, rapidamente aponta o norte.
Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:
Olá, amigo Joaquim. Se me permite mais uma curiosidade, salvo engano,a declinação da bússola, diferença entre o norte magnético e o norte verdadeiro, provavelmente foi descoberta pelos portugueses em meados do século XV. E nossa amiga bússola aponta sempre para o norte, seja aqui no hemisfério sul, seja aí no hemisfério norte.
Abs.
Antonio Carlos - Brasil.
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