O PORTUGAL O' MEETING
Um percurso de Orientação é
definido por uma partida, pelos pontos de controlo e pela chegada. O
itinerário entre os pontos de controlo, dos quais é dada a
localização exacta no terreno através do mapa, é da livre escolha
dos atletas. Os quatro dias do Portugal O' Meeting estendem-se por
uma área cartografada superior a 20 km2. A primeira etapa será
aquela que terá mais pontos no terreno, num total de 95. Seguem-se a
terceira etapa, com 94, a 4ª etapa, com 87 e a segunda etapa, com 83
pontos. Estes pontos constituirão o desafio dos 27 percursos
diferentes em cada dia de prova, oferecidos aos 38 escalões de
competição e aos 4 escalões abertos. Quanto à etapa de Sprint, a
disputar no centro da cidade de Viseu, terá um total de 58 pontos
para 19 percursos.
A REGIÃO
No dia 9 de Junho de 2007, Viseu
inaugurava em Várzea de Calde o primeiro percurso da sua “Rede
Municipal de Percursos Pedestres”. A caminhada inaugural, numa
distância de 9 km, contou com a participação de muitas dezenas de
pessoas – entre as quais Carlos Lopes e Rosa Mota - e serviu para
mostrar os aspetos paisagísticos, culturais, desportivos e
históricos da freguesia de Calde, ao longo de uma levada (caminho
rural e florestal) e fazendo apelo às potencialidades do rio Vouga.
Durante os anos de 2008, 2009 e 2010 mais onze Percursos Pedestres
foram inaugurados, nomeadamente nas freguesias de Campo, Cepões,
Côta, Mundão, S. João de Lourosa, Santos-Êvos, Ranhados,
Fragosela, Torredeita, Silgueiros e Barreiros. A lista completa é a
seguinte: PR1 VIS - Percurso Pedestre “Rota da Ribeira de Várzea”
(Calde); PR2 VIS - Percurso Pedestre “Rota do Feto” (Mundão);
PR3 VIS - Percurso Pedestre “Rota de Corvos” (Santos Evos); PR4
VIS - Percurso Pedestre “Santa Eufémia” (Cepões); PR5 VIS -
Percurso Pedestre “Termas de Alcafache” (São João Lourosa); PR6
VIS - Percurso Pedestre “Rota do Quartzo” (Campo); PR7 VIS -
Percurso Pedestre “Vale de Cavalos” (Côta); PR9 VIS Percurso
Pedestre "Rota da Laje" (Ranhados); PR10 VIS Percurso
Pedestre "Rota dos Três Trilhos" (Fragosela); PR11 VIS -
Percurso Pedestre “Rota dos Moinhos de Água D'Alte”
(Torredeita); PR12 VIS Percurso Pedestre "Rota do Dão”
(Silgueiros); PR13 VIS - Percurso Pedestre “Rota da Carqueja”
(Barreiros).
A FIGURA
Rui Mora teve o primeiro contacto
com a Orientação em 1992, na escola de Fuzileiros, onde esteve
colocado. Após essa curta passagem, voltou a título definitivo para
a modalidade em 1999 através dos Campeonatos Militares, na altura na
Brigada Fiscal da GNR. Como o estar na modalidade só a nível
militar não o satisfazia por inteiro, sentiu a necessidade de se
filiar num Clube, acabando por fazê-lo no Clube de Orientação de
Estarreja. Sendo da Figueira da Foz e oferecendo-se a possibilidade
de criar a Secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense, em
2006 transitou para o Ginásio, no entanto sempre com o apoio do
Clube de Orientação de Estarreja, do qual continua a ser sócio e
um apaixonado pelo Clube. Desde cedo começou a ajudar na colocação
de pontos, tendo sido o responsável por esta tarefa nos “5 Dias
das Gafanhas”. Em 2007, na 12ª edição do Portugal O' Meeting, em
S. Pedro do Sul, voltou a colaborar com a organização, sendo
novamente o responsável pela colocação dos pontos, função que
repetiu em 2010, no Portugal O' Meeting, uma organização em
parceria entre o Ginásio Clube Figueirense e o Clube de Orientação
do Centro. Pela terceira vez nas seis útimas edições do Portugal
O' Meeting, será ele o responsável por esta fundamental tarefa no
evento que se desenrola em Viseu e Sátão, de 18 a 21 de Fevereiro
próximos.
A TÍTULO DE CURIOSIDADE
Os pontos de controlo são
materializados no terreno por uma baliza de Orientação, equipada
com um sistema de controlo e assinalados no mapa por um círculo (com
5 a 7 mm de diâmetro). As balizas devem ser colocadas em elementos
do terreno que estejam marcados no mapa. Num percurso tradicional,
estes têm que ser visitados pelos orientistas pela ordem imposta
pela organização, mas seguindo as suas próprias opções de
itinerário. Isto exige cuidadoso planeamento e verificações no
terreno, para garantir justiça na competição. É de particular
importância que o mapa represente fielmente o terreno na área do
ponto de controlo e que as distâncias e ângulos de aproximação
estejam correctos. As balizas não devem estar situadas em elementos
pequenos, só visíveis a curta distância, se não existirem outros
elementos de referência próximos. As balizas devem estar colocadas
de forma a que só sejam visíveis quando o orientista veja o
elemento em que ele está colocado, do lado indicado na sinalética.
No entanto, os pontos não deverão estar escondidos de forma a que
dificultem a sua localização pelo orientista que já tenha chegado
ao elemento onde está o ponto. A baliza deve ter a mesma
visibilidade para os primeiros que partem como para os últimos. Como
tal deve-se evitar colocar os pontos junto a vegetação que fique
mais aberta à medida que os participantes vão passando.
Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/
Saudações orientistas.
JOAQUIM MARGARIDO

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