quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 24 DIAS!




O PORTUGAL O' MEETING

A região de Barroso e Alto Tâmega - Boticas, Montalegre e Chaves - acolheu o Portugal O’Meeting 2005. A organização esteve a cargo de dois Clubes, o Clube de Orientação do Minho (orientado sobretudo para a vertente técnica) e o Montes e Vales – Associação Transmontana para o Turismo e Desporto de Ar Livre (orientado sobretudo para a vertente logística). Num terreno exigente e com a neve a ameaçar cair no último dia, foram cerca de 750 os participantes no evento. Abrantes foi palco do POM 2006. Disputado nos últimos quatro dias de Fevereiro, o evento pontuou uma vez mais para o IOF WRE e foi organizado conjuntamente pelo Sporting Clube das Caldas e pelo COA - Clube de Orientação e Aventura. O número de participantes atingiu pela primeira vez os quatro dígitos e contou com a presença de alguns dos melhores especialistas mundiais.


A REGIÃO

Não há no mundo sinos que toquem tão bem como os do Sátão, diz a lenda. Quando os Mouros vieram para Portugal e chegaram ao Sátão, roubaram o sino da igreja e levaram-no para o seu castelo, nos Santos Idos. Fecharam-se as portas da igreja e nunca mais na torre o sino do Sátão se ouviu, tal a saudade. Saudades da gente pelo sino e saudades do sino pela gente e pela sua igreja. E assim se passaram muitos anos e algumas gerações. Mas, quando os Mouros foram definitivamente vencidos e subjugados, os cristãos, correndo aos Santos Idos, foram lá encontrar uma coisa maravilhosa. Um sino de ouro, o sino que os Mouros tinham roubado e de que os avós e trisavós lhes falavam com tanta emoção. E tocava tão bem, tão bem, tão bem, que mal a notícia chegou a Viseu, os cónegos da catedral deram logo ordem: o sino do Sátão tem de vir para a Sé. E assim foi. Cavaleiros emplumados pegaram no sino, amuado e contrafeito, e levaram-no para Viseu. Ao chegar à cidade, o adro da Sé era uma colmeia. Todos queriam ouvir o sino de ouro do Sátão. Mas, posto na torre, e bimbalhado pelo sineiro do cabido, o sino não tocava. Insistiam com mais força. Mas o resultado era o mesmo, não tocava absolutamente nada. Se não toca, não presta. Parece de cortiça. Atirem com ele lá abaixo. E mandem dizer para o Sátão que o venham buscar, porque não vale nenhum. Foi o que no Sátão quiseram ouvir. Ajazeados o melhor que puderam, com os melhores cavalos e mulas, correram a Viseu. Pegaram no sino, fizeram o caminho de volta e mal se começou a ver a torre da igreja do Sátão, o sino, como que acordando, começa a tocar, a tocar, a tocar tão bem que, ouvindo-o, as pessoas correm para a estrada, a cavalo ou a pé, formando-se uma grande procissão até à igreja paroquial. E posto na torre, o sino continuou a tocar, a tocar sempre, até que, já de noite, o arraial se amainou e se apagaram as últimas candeias de azeite nas lareiras e nos casais. E nunca mais deixou de tocar assim. E é por isso que ainda hoje se diz que não há no mundo sinos que toquem tão bem como tocam os do Sátão.


A FIGURA

Entre os treze vencedores da Elite masculina nas anteriores edições do Portugal O' Meeting, há um nome português. Trata-se de Marco Póvoa e subiu por duas vezes – em 2004 e em 2005 – ao lugar mais alto do pódio. Curiosamente, em ambas as situações, Marco Póvoa teve a companhia de compatriotas seus no pódio, com Joaquim Sousa a ser o 2º classificado em 2004 e Tiago Aires a terminar no 3º lugar em 2005. Com seis vitórias consecutivas no seu currículo (entre 2001/2002 e 2006/2007), Marco Póvoa é, ainda hoje, o atleta com maior número de Taças de Portugal de Orientação Pedestre conquistadas no escalão de Elite, somando a este brilhante palmarés 18 títulos nacionais no mesmo escalão. Em termos internacionais, o atleta português detém os melhores resultados de sempre alcançados em Campeonatos do Mundo: 31º lugar na Distância Longa (2005, Aichi) e 25º lugar no Sprint (2003, Rapperswil/Jona). Marco Póvoa é um dos atletas que competirão neste Portugal O' Meeting 2012, no escalão M35.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

Numa altura em que o número de inscritos no Portugal O' Meeting 2012 dobrou já a barreira dos 1000 atletas, a Polónia acaba de juntar o seu nome à lista de países, fazendo elevar o número para 26. A edição de 2010, levada a cabo na Figueira da Foz, é aquela que congrega, até ao momento, um maior número de países inscritos, com um total de 30. Quanto à Polónia, tem sido presença assídua nas últimas edições do certame e nomes como os de Wojtech Kowalski ou Wojtech Dwojak estiveram em grande evidência. Teremos, contudo, de recuar ao ano 2000 e à primeira organização do Clube Ori-Estarreja, em Mira, para vermos um atleta da Polónia no pódio. Tratou-se de Robert Banach e alcançou a segunda posição, imediatamente atrás do sueco Emil Wingstedt.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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