quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 23 DIAS!




O PORTUGAL O' MEETING

Com o objectivo de promover a imagem da prova de maior relevância internacional organizada no nosso País, a Federação Portuguesa de Orientação promoveu em 1997 um concurso para a criação do logotipo de Portugal O' Meeting. O logotipo vencedor passaria a ser usado para a promoção do evento a partir da edição de 1998 e a sua utilização seria um direito exclusivo da FPO. Do Regulamento respectivo faziam parte algumas permissas importantes, nomeadamente a obrigatoriedade de incluir no desenho as cores vermelha e verde, constar a frase “Portugal O' Meeting”, transmitir a sensação de movimento e aludir à Orientação e à floresta. O logotipo vencedor foi divulgado durante o Portugal O' Meeting 1997, em Ovar, sendo o seu autor Armando Rodrigues. Ao vencedor foi atribuído um prémio no valor de 25.000$00 em material desportivo.


A REGIÃO

A Sé ou Catedral de Viseu começou a ganhar forma no século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, impulsionada pelo bispo D. Odório. Inicia-se então a construção de uma catedral no estilo românico. Apesar de restar muito pouco desta edificação, alguns autores classificaram um capitel, vegetalista, datável dos finais do século XII, bem como um portal lateral (a Sul) do século seguinte — que dá hoje acesso ao claustro — como sendo elementos prováveis do edifício original. No reinado de D. Dinis, tendo a cidade atingido um período áureo, procede-se a uma renovação profunda do edifício, ainda no século XIII, sob a alçada do bispo D. Egas. No entanto, a Crise de 1383-1385 foi nefasta para as obras e só sob a alçada do novo bispo D. João Vicente, muitos anos mais tarde, as obras viriam a ser concluídas. O gótico da Sé viseense seguiu as linhas originais, com um corpo de três naves e três tramos, aproximando-se assim de um estilo românico, mais do que gótico, tipicamente espaçoso. Outra peculiaridade inerente será o facto de que a monumentalidade desta catedral tenha sido obtida pela robustez das suas paredes-muralhas. No período manuelino, a Sé viseense viria a absorver intervenções de grande qualidade estética, como as típicas abóbadas das naves. Esta campanha foi obra do bispo D. Diogo Ortiz de Vilhegas e durou uma década apenas, sob a alçada do arquitecto João de Castilho. Também a acção de D. Miguel da Silva, protector do célebre Grão Vasco e introdutor do Renascimento em Portugal, seria determinante: deve-se a este prelado o claustro renascentista. Já em plena Idade Moderna, sucederam-se novas obras na Sé, concluídas rapidamente. Em 1635 ruiu uma das torres medievais, arrastando consigo o portal manuelino. A reconstrução da fachada foi bastante limitada, influenciada por uma considerável contenção de despesas. O barroco trouxe a este edifício ricas obras de talha, azulejo e pintura. O órgão, retábulo-mor (de concepção atribuída a Santos Pacheco), os painéis em azulejo do claustro e a casa do cabido são exemplos perfeitos, que revelam como esta Sé de Viseu se conseguiu manter actualizada durante as correntes estéticas dominantes do século XVIII.


A FIGURA

Diretor do Portugal O' Meeting 2012, António Amador conheceu a Orientação em Maio de 1993, num evento nas Gafanhas, organizado por Cândido Oliveira. Permaneceu algum tempo como individual e depois filiou-se diretamente na ANORT, associação com a qual manteve uma colaboração estreita desde o início. A sua ligação ao Clube de Orientação de Estarreja dá-se em 1997 passando, desde logo, a colaborar na organização dos eventos do clube. A noite em casa de Augusto Almeida quando o mapa de Canelas ardeu e houve a necessidade de reformular e imprimir com a prancheta todos os mapas para o dia seguinte e os primórdios do processo de impressão dos percursos nos mapas levado a cabo por Carlos Lisboa constituem episódios particularmente marcantes nessa altura. Colaborou com a organização do POM 2000, na parte da informática, numa altura em que processar resultados a partir da conferência de cerca de 1000 cartões por prova não era tarefa fácil. No Portugal O' Meeting de 2007 – lembrado por si como “das provas mais difíceis que devem ter sido organizadas” - não teve uma função específica, acompanhando de perto toda a organização e dando o apoio necessário nas várias áreas. Apesar da sua vasta experiência e duma montanha de histórias para contar, esta será a segunda vez que assume uma Direcção de Prova, depois duma primeira experiância no Campeonato Nacional de Distância Longa, em Cantanhede, no já distante ano de 2003.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

Armando Rodrigues, já o dissemos, foi o vencedor do concurso para a criação do logotipo do Portugal O' Meeting, nos idos de 1997. Luís Sérgio foi o responsável pela receção das propostas e sua preparação para serem submetidas a votação. Embora não apresentasse nenhum logotipo a concurso, Luís Sérgio acabou por ter alguma influência no Logo vencedor, já que insistiu, junto de Armando Rodrigues, para reformular um logotipo apresentado para a WorldCup. Este logotipo acabou por ser o vencedor e Luís Sérgio esclarece que “ao contrário do que muitos pensavam, aquele AR que aparece no logotipo junto à baliza, não é Assembleia da República, mas tão-somente a assinatura do designer Armando Rodrigues!” Embora perdedor, merece ser destacado um outro logotipo a concurso, da autoria de Alexandre Shirinian que, cheio de simbolismo, segue claramente a escola soviética. Alexander Shirinian desenhou o logotipo à mão - como aliás fazia com todos os mapas - e depois Luís Sérgio desenhou-o em OCAD.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

Sem comentários: