quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CIRCUITO URBANO DE ORIENTAÇÃO AVANÇA NA PRÓXIMA TEMPORADA



DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. “Eram exatamente 19h36 do passado domingo quando Lars viu pela primeira vez a luz do dia. Vinte e quatro minutos mais tarde surgiria a sua irmã, Anya”. É desta forma que o Blick, diário suiço com sede em Zurique, anuncia, na sua edição on-line de 29 de Agosto [ver AQUI], o nascimento dos gémeos da campeoníssima Simone Niggli-Luder. Casada com Matthias Niggli, selecionador nacional suiço de Orientação, Simone Niggli-Luder ostenta no seu currículo a extraordinária soma de dezassete títulos mundiais e foi a vencedora do recente Portugal O' Meeting disputado em Alter do Chão, Crato e Portalegre, no início do passado mês de Março, numa altura em que já se encontrava grávida... de gémeos. Aos recém-nascidos, à pequenina Malin, agora já com três anos e aos papás Simone e Matthias, deseja o Orientovar as maiores felicidades nesta nova vida a cinco!


2. As férias de Verão caminham rapidamente para o final e está aí à porta a quarta edição do OriJunior. Esta é mais uma iniciativa da Federação Portuguesa de Orientação - planificada por Tiago Aires e com o apoio do Ginásio Clube Figueirense -, que decorrerá de 5 a 8 de Setembro, na Figueira da Foz. Estão convidados a participar os jovens com idades entre os 14 aos 20 anos, com experiência na modalidade. Dada a heterogeneidade de jovens presentes no estágio, vão existir dois grupos de treino que variam em nível de dificuldade técnica e física: Azul (aperfeiçoamento) e Magenta (competição). As inscrições têm um valor de € 30,00 e decorrem até ao dia 31 de Agosto, ou seja, já só tem o dia de hoje se está a pensar em inscrever-se e ainda não o fez. Toda a informação em www.fpo.pt, no Menu “OriJovem/OriJunior” ou junto de António Aires, através do endereço dtn@fpo.pt.


3. “De um conjunto de dez atletas de Alto Rendimento ficamos reduzidos a um”, afirma-se dum lado. “Apesar do aperto da malha do acesso ao Alto Rendimento na última Lei de Bases, é com grande orgulho que após o último WOC MTBO a Federação Portuguesa de Orientação atinge a dezena de atletas nos vários níveis”, exulta-se do outro. Deste “diz que diz” se fazem as últimas mensagens no Fórum OriOasis, em http://www.orioasis.pt/forum/. O Orientovar fez a sua análise e, apesar de se confessar algo baralhado, quer-lhe parecer que, se uns pecarão por excesso, outros fá-lo-ão por defeito, no que ao número de atletas que parecem reunir critérios para a respectiva inscrição ou renovação no registo de agentes desportivos de Alto Rendimento diz respeito. Afinal em que ficamos? Senhores da Federação, revelem lá esses nomes para se acabar de vez com esta “guerra de números”!


4. Estamos ainda no “lavar dos cestos” do recente Portugal O'Summer e já a Localvisão coloca à nossa disposição o filme da prova. É mais um excelente trabalho com assinatura de Andreia Pinheiro e Nuno André Moreira, o qual pode ser visto (também) aqui.



5. Vieram de Itália cansados mas, seguramente, felizes. Ao longo de uma semana, fizeram dos empinados trilhos do Veneto a sua “estrada” e bateram-se com os melhores do Mundo, mostrando que não são menos do que eles. Falamos da Seleção Nacional de Orientação em BTT que regressou de Itália no passado domingo, depois de ali ter disputado os 9º Campeonatos Mundiais Absolutos de Orientação em BTT e os 4º Campeonatos Mundiais de Juniores de Orientação em BTT. Das incidências das jornadas se foi dando conta neste espaço, restando agora agradecer publicamente o cuidado e a atenção dos nossos “sete magníficos” para com o Orientovar e para com todos os orientistas portugueses, já que não se pouparam a esforços para enviarem, dia após dia, as suas impressões. Para Cristiano Silva, Tiago Silva, Paulo Palhinha, João Ferreira, Carlos Simões, Davide Machado e Daniel Marques vai, com profunda admiração e um sincero agradecimento, o Louvor da Semana!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PORTUGAL O' SUMMER 2011: AS IMPRESSÕES (DESAPAIXONADAS) DE ACÁCIO PORTA-NOVA




Não gosto de reagir, "a quente", aos acontecimentos e, muito menos, de assim escrever sobre eles... Raramente consigo ser objectivo na avaliação, ou ter sugestões construtivas para o futuro. Vem isto a propósito da prova deste fim de semana, nesse belíssimo Parque Natural (do Alvão) que, provavelmente, deve o seu nome à neve que é capaz de ser visita invernal frequente.

Embora leitor assíduo do Orientovar, tenho de penitenciar-me pela escassez de comentários, da minha lavra, aos muitos temas interessantes nele abordados, que, muitas vezes, já nem consigo acompanhar atempadamente, sem que isso signifique um menor interesse, da minha parte, na Orientação, ou o não reconhecimento da importância deste "forum" nesse desporto que, esse sim, é, não só uma paixão, mas, até, um modo de vida para mim.

Há muito que não testemunhava tão grande participação activa num tema, com intervenções contraditórias e, eventualmente, algo controversas, não só sobre a prova, em si, mas também sobre o enquadramento da mesma (convém relembrar que foi um "World Ranking Event" da IOF). Por deformação profissional, costumo ter uma atitude positiva ("da discussão, nasce a luz") e questiono-me se não será possível extrair, de toda esta polémica, algumas ilações que permitam identificar problemas com que nos defrontamos e, especialmente, formas de os ultrapassarmos.

- A prova foi mesmo má?

Enquanto avaliei provas, os principais critérios que ponderava eram técnicos: ora, neste caso, do meu (modesto) ponto de vista, os dois terrenos eram novos (ao contrário do que li nalguns comentários, o Muas já usado era mais a sul), o primeiro com grande exigência física e técnica, o segundo não tanto, bastante mais simples e rápido; os mapas pareceram-me muito bons, em especial o de Muas (no da Falperra, discordaria da classificação de alguns verdes e de afloramentos não representados junto da barragem); finalmente, os percursos que vi pareceram-me bem desenhados, embora, pelos tempos dos vencedores, dificilmente aceitáveis como de Distância Média.

Como alentejano e amante de praia, as pedras e verdes do Minho e Trás-os-Montes não são, seguramente, o meu forte e já lá me lesionei por mais de uma vez, mas, nas minhas andanças pela Europa da vanguarda do nosso desporto, o que mais tenho visto são terrenos (e mapas) semelhantes ao de Muas.

- Então, o que é que correu mal?

Na minha opinião, aspectos logísticos e outros de organização, principalmente no primeiro dia: num dia de tanto calor, ter faltado a água, quer nas partidas, quer nos percursos, já que estes não podiam ser considerados de Distância Média; também não é aceitável que não tivesse sido anunciado que havia pré-partidas, com tempo insuficiente para atingir a partida efectiva e sem os relógios sincronizados; sanitários insuficientes; inexistência de arena/"speaker"; não divulgação dos resultados; falta de condições no Solo Duro.

No segundo dia, com a Arena no Parque de Merendas da Barragem da Falperra, já tudo foi diferente.

- E, em relação ao enquadramento no calendário (nacional e internacional)?

Não se pode dizer que a informação tenha sido abundante ou atempada, com a agravante de ser uma prova internacional. Também não ajudou o longo interregno desde a última prova nacional (Montalegre), ou o facto de esta ser a altura do ano em que há mais provas importantes (de vários dias) por essa Europa fora.

Contudo (e ao contrário do que também vi nalguns comentários), estes dois últimos aspectos também se verificaram no primeiro Portugal O' Summer (Cantanhede), nomeadamente a incapacidade em atrair estrangeiros, um dos objectivos primordiais desta "trademark".

- À guisa de conclusão...

O meu principal receio é que temo que, pior do que as lacunas que muitos de nós constatámos, terão sido os aspectos que apenas alguns de nós terão "suspeitado": que a prova terá estado em risco de não se realizar até bastante tarde; que as exigências duma prova desta natureza exercem demasiada pressão sobre os (poucos) voluntários de um pequeno clube do interior; que haverá uma tendência, cada vez maior, de se esfumarem apoios e patrocínios por parte das autarquias...

Por tudo isso, os meus agradecimentos aos companheiros do Orimarão e aos que, não sendo do clube, os ajudaram a pôr de pé esta organização em que, apesar de tudo, os aspectos mais importantes (técnicos) se sobrepuseram aos que, efectivamente, não correram bem.

PS: não é que me esquecia de dar as minhas impressões pessoais!? É mais uma achega ao comentário dos terrenos alentejanos/dunas "versus" pedras: como é que, "trotando" limitado por problemas num joelho, "pastando" quase oito minutos num ponto (e mais uns pózinhos noutros), ao ritmo vertiginoso de mais de dezoito minutos por quilómetro, se consegue ficar em terceiro lugar, a cinco minutos do quarto?

OS VERDES ANOS: BERNARDO PEREIRA




Olá

Sou o Bernardo Pereira, tenho 14 anos e vivo em Palmela, precisamente em frente à Escola Secundária onde vou frequentar, a partir de Setembro, o 9º Ano.

Conheci a Orientação através da televisão, nomeadamente do programa Desporto 2 da RTP. Mas foi quando entrei para o 7º ano, nas aulas de Educação Física com o professor José Paulo Pinho, que percebi o que era a Orientação e qual é o objectivo deste grande desporto.

Praticava natação desportiva há alguns anos mas, quando comecei a participar em provas de Orientação (Novembro de 2009), no Desporto Escolar, passei a gostar cada vez mais desta modalidade e comecei por treinar sozinho. Após a vitória colectiva da minha equipa no Nacional de Desporto Escolar surgiu o convite do ADFA. Aceitei e deixei definitivamente a natação no Verão de 2010.

O ADFA deu-me a motivação necessária para treinar mais e melhor e para me dedicar a este desporto magnífico. Agora tenho objectivos que passam não só por competições nacionais mas, sobretudo, por competições internacionais, nomeadamente o EYOC. É com esta vontade de querer cumprir estes objectivos que treino seis dias por semana, juntamente com os meus colegas de clube, de Palmela e Pinhal Novo, sob a orientação do professor Daniel Pó.

Desde que estou no ADFA tenho ido a provas que motivam qualquer pessoa a praticar esta modalidade, como o Mundial de Desporto Escolar, o WOC Tour, etc. E tenho a certeza que qualquer pessoa que visse ou acompanhasse qualquer uma destas provas, teria uma vontade imensa de algum dia conseguir ser como um Thierry Gueorgiou ou um Daniel Hubmann.

Não tenho muitos planos para o futuro a nível profissional, apenas quero aproveitar a vida ao máximo e viver um dia de cada vez.

Por fim, quero agradecer a todos os que me têm apoiado, nomeadamente aos professores José Paulo Pinho e Daniel Pó e ao meu clube – ADFA.

Bernardo Pereira
Associação dos Deficientes das Forças Armadas
Fed 5279

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PORTUGAL O' SUMMER 2011: IMPRESSÕES




Não posso dizer que tenha feito duas grandes provas. No sábado perdi bastante tempo num mapa bastante técnico e detalhado. Já no domingo gostei mais do mapa e do local, muito agradável para a prática da modalidade. Aí o problema foi mais físico, já que agora, após o Campeonato do Mundo, estou numa fase mais ‘descansada’ da temporada. Quanto à Organização, penso que houve algumas falhas, nomeadamente ao nível do Solo Duro, mas no plano técnico não houve nenhum erro grave.
Diogo Miguel, Ori-Estarreja


Se por um lado fiquei muito contente com o meu resultado geral (primeira vez em primeiro lugar numa prova de Taça de Portugal), já a minha prestação deixa-me bastante relutante: na primeira etapa senti-me cansado, o que resultou em erros por desconcentração e por vezes simplesmente “porque sim”; já na segunda etapa parti com alguma confiança em igual porção de cuidado mas depois de sair do mapa à grande, esquecer-me de pontos e ter que voltar atrás e outros erros tais, só me resta rir perante tal descalabro. Pastanços à parte, em relação à prova em si, há a dizer que o terreno era espectacular, tanto num dia como no outro, e me deu um gozo imenso ter a oportunidade de correr em Muas e na Falperra – poderia ter dado ainda mais gozo não fossem algumas discrepâncias nos critérios da cartografia e alguns pontos duvidosos. Também esperava mais das Arenas, sendo este um Portugal O’ Summer com um WRE – se na Falperra o Parque de Merendas e o lago lavavam a vista, já um caminho de areia…
Tenho pena que não tenham estado presentes mais estrangeiros, à parte dos 'nuestros hermanos'. Para a Organização tenho felicitações. Organizar um evento nesta altura do ano pode ser bastante trabalhoso e nem sempre há trabalhadores disponíveis a trocar a praia pela floresta.
Para terminar, os meus arabéns a todos aqueles que como eu fazem anos hoje.
 Um bom resto de Verão para todos os orientistas que acompanham o Orientovar.
Fábio Silva, ADFA


As provas deste Portugal 'O' Summer não me correram do modo que previa. Senti-me fraca fisicamente em ambas as provas, mas tecnicamente falhei muito mais no domingo e não estava de todo à espera do resultado. A Organização teve algumas falhas, mas no final penso que o balanço foi positivo e que o OriMarão está de parabéns.
Susana Alves, GD4C


Foi um fim de semana com duas provas e dois mapas distintos. No sábado o mapa já conhecido mas sempre complicado tecnicamente e no domingo um mapa novo mas menos técnico. Para mim foram duas provas difíceis, com varias pequenos erros técnicos, mesmo assim consegui o terceiro lugar nos dois dias e também na Geral final. A organização fez tudo o que pôde para que este evento fosse bom e em termos de mapas e percursos, na minha opinião, conseguiu.
Joaquim Sousa, COC


Vindo de um período de alguma inatividade, quer física mas principalmente técnica, o resultado individual foi o possível, atendendo não só às minhas anteriores e dececionantes (pessoalmente) prestações, como ao valor dos meus diretos adversários. Ainda assim fiquei algo satisfeito com
as respostas físicas obtidas. No que diz respeito à equipa organizativa, gostei do que encontrei a nivel técnico (mapas e percursos) no entanto verifiquei grandes falhas a nível logístico, nomeadamente com o Solo Duro, o pavilhão estava a ser pintado tendo os atletas que dormir em salas exíguas, nos corredores, nas piscinas ou no espaço desse mesmo Pavilhão que não estava a ser pintado mas com o cheiro intenso a tinta. Isto para além dos banhos serem de água fria e de ter faltado nesse mesmo espaço qualquer tipo de informação respeitante à prova, nomeadamente as classificações do primeiro dia.
Mário Duarte, ADFA


Em termos organizativos considero que correu tudo bem. O Orimarão, apesar de aparentemente ter poucos a organizar, desenvencilhou-se bem. Gostei especialmente do segundo dia, quer da Arena, quer do mapa. Em termos pessoais, no primeiro dia foram imensos os erros técnicos. No segundo dia estive melhor, embora ainda com muitos erros na zona dos pontos. A classificação foi melhor do que a prestação :)
Catarina Ruivo, COC


Em termos pessoais, considero que a prova do primeiro dia era demasiado exigente. Consegui fazer uma média de um Km/hora! E esta, hein!! Tinha muito desnível e muitas pedras, o que tornava muito difícil a progressão. Claro que, como não me quero lesionar, fiz tudo muito devagar e com muito cuidado, não fosse eu vir pela encosta abaixo e “nem a alma se aproveitava”. A Organização, no primeiro dia, teve algumas falhas, desde uma pré-partida de que ninguém tinha conhecimento até à falta de água nos pontos de abastecimento, que se torna muito complicado, num dia tão quente como o que esteve no sábado. Claro que eu não tenho problema com isso, porque levo sempre água, o que tem ajudado, por vezes, pessoas mais necessitadas! No domingo a prova foi bastante mais equilibrada, em todos os aspectos. Para além disso, decorreu junto à barragem da Falperra, que é uma zona lindíssima. A Arena, neste dia, estava situada num Parque de Merendas que tinha todas as condições para ali se passar um bom par de horas. Assim, houve quem levasse farnel e até fizesse churrasco. A Organização também tinha à nossa disposição um bar com tudo o que era necessário para uma refeição completa. A entrega de prémios correu muito bem e, a título de curiosidade, este dia era também dia de aniversário para, pelo menos, meia dúzia de orientistas, tendo sido cantados os parabéns a todos em separado! Uma coisa nunca vista!
Ana Carreira, CPOC


Este fim-de-semana decorreu, pela segunda vez, uma edição do Portugal O' Summer. Contrariando muito a edição inicial, que promoveu claramente a Orientação em Portugal num período de férias, ao longo de toda uma semana, tendo sido um evento atractivo e com vasta presença estrangeira, o evento desta fim-de-semana penso ter sido em tudo isto algo vazio. Primeiro, penso que, apesar de desconhecer a contextualização do evento, este teve desde logo uma divulgação não atempada, nomeadamente na comunidade estrangeira, que devia ser objecto de interesse, dado não só o historial da primeira edição do evento, como pelo facto de se tratar de uma prova pontuável para o ranking mundial. Segundo, reflicto quanto à mais importante vertente da competição: a parte técnica. Da minha parte, nunca tinha navegado nos terrenos do Alvão, e, como tal, estava bastante expectante para o fazer. Porém, a Organização não permitiu que o fizesse da melhor forma. A cartografia, uma vez mais, não permite a melhor compressão do terreno possível, já que os critérios de cartografia não são equalitários em todo mapa; existem alguns erros de cartografia: locais onde não há correspondência entre mapa e terreno. O traçado dos percursos não foi o melhor, principalmente na segunda etapa, onde, devido, digo eu, ao terreno escolhido, se deu azo a grandes traços do percurso desinterresantes do ponto de vista técnica, só de transição. Por fim, a colocação dos pontos. Durante o fim-de-semana, vários foram os pontos duvidosos, não só quanto ao elemento em que constava o ponto, como também relativamente à sua montagem de acordo com a sinalética. Desgostam-me estas situações, ainda para mais tendo noção da grande qualidade, potencial e espetacularidade de muitas porções dos terrenos, nomeadamente toda aquela região do pinhal na qual se iniciou o meu percurso na primeira etapa. Revendo rapidamente a minha prestação, encarei o evento como um mero treino, o primeiro desta temporada. Somente há duas semanas me encontro a treinar, e sempre com muita calma. Daí que tenha aproveitado para voltar à Orientação, iniciar o treino técnico da época e divertir-me a fazer o que gosto.
Miguel Ferreira, ADFA


A nível organizativo, foi um evento um pouco abaixo do que estamos habituados na Taça Portugal Nível I, mas sabemos que o OriMarão teve muitas dificuldades para levar “a bom porto” este evento e esforçou-se imenso para nos presentear com um bom fim-de-semana, por isso temos de reconhecer e agradecer a toda a equipa organizativa esse esforço. Gostei dos terrenos, principalmente do primeiro dia. Os percursos do meu escalão estavam equilibrados. O local da arena do segundo dia era muito bonito. A nível de prestação pessoal, acabou por ser um bom fim-de-semana, pois desde o apuramento do sprint do WMOC da Hungria até aos 6 dias de França que vinha de prestações desastrosas. Estas últimas dez provas tinham sido muito más e até cheguei a pensar que tinha “desaprendido de fazer Orientação”. O fim-de-semana no Alvão veio-me dar algum alento com a vitória no meu escalão, mas penso que mesmo assim foi mais demérito dos meus adversários de que mérito meu, pois no primeiro dia ainda cometi dois erros de dois a três minutos cada, e no segundo dia, embora me tenha corrido bem melhor, ainda podia ter tirado dois a três minutos à minha prova.
Albano João, COC

PORTUGAL O' SUMMER 2011: A ANÁLISE DE LUÍS SILVA




Confesso que inicialmente estava um pouco reticente em participar no Portugal O' Summer, não por achar que a prova iria ser de má qualidade ou algo do género, mas simplesmente por ter voltado de França há bem pouco tempo e querer aproveitar as férias que me restavam em casa e poder treinar fisicamente. Mas o facto de já conhecer os terrenos do Norte de Portugal e saber da qualidade deles, pesou na minha decisão e lá acabei por aceitar e ir à prova.

Não querendo melindrar os organizadores - os quais estou certo que deram o seu melhor, mas espero que aceitem estas críticas como construtivas - e esquecendo as minhas prestações, podia começar aqui a enumerar um rol de coisas que estiveram mal na prova e nunca mais sair daqui, por isso vou ao mais relevante:

- 1º (e mais importante!) - Os mapas utilizados mais uma vez estão feitos naquele critério que gosto de denominar "critério Português" e a sua leitura tornou-se um verdadeiro desafio, tendo o mapa algumas zonas duvidosas... mas claro que também posso ser eu que ainda não aprendi a ler o mapa, ou até posso estar zangado pelas más provas que fiz, mas estranhamente em França não tive quaisquer problemas com o mapa...

- 2º – De acordo com a minha experiência como atleta, quando numa prova os pontos estão colocados em pedras ou algum elemento rochoso, consta-me que a sua altura/dimensão deve estar na sinalética, ainda por cima num terreno juncado de tantas pedras, não sei o que acham, mas se calhar daria alguma utilidade à sinalética...

- 3º – Sei que não estou na posse de todos os dados e admito-o, mas se estou no escalão de H20 é porque já espero uma exigência técnica elevada e a fase dos pontos junto a caminhos já lá vai; no fundo, considero que os percursos eram demasiado fáceis para o escalão que era, não tanto no primeiro dia mas no segundo, principalmente. Sei que aproveitar toda a área de um mapa é difícil, mas também não podemos ir aos extremos.

- 4º – Mas isto era um prova Local ou (inter)Nacional? A falta de uma Arena, de um Speaker, o Sprint final mal se reconhecia, no fundo todas as coisas para além do percurso que todos nós gostamos de ver e poder usufruir...

Tudo isto são opiniões subjectivas que podem não corresponder à realidade, mas tudo isto foi o que eu vi e isso devia ser o que qualquer organização devia satisfazer, ou seja, a opinião pessoal de cada participante. Para mim bastava uns mapas bons e uns percursos bons e já ficava feliz, mas assim a minha opinião não pode ser favorável.

Quanto à minha prestação pessoal, não significa nada de especial para mim, foram duas provas em que aproveitei para treinar (ou pelo menos esperava). O mais importante ainda demorará muito tempo a chegar, e não quero já apressar as coisas.

Luís Silva, ADFA

PORTUGAL O' SUMMER 2011: A OPINIÃO DE JOAQUIM PATRÍCIO




Gostaria de me pronunciar sobre uma organização "bem-conseguida", mas não é o caso!
Parece que me calham, a mim, estes "pincéis", como se dizia na Marinha. Mas, como eu não sei disfarçar e aprendi a dizer aquilo que tem de ser dito... lá vai!

No meu caso (CN Alvito), deslocámo-nos de tão longe, como 550 Kms... e, ter duas provas de Distância Média, não me parece ter sido a melhor opção para um evento com a designação de Portugal "O" Summer (POS) e que pretendia ter participantes estrangeiros.


No alojamento não tivemos problemas, porque chegámos na 6ª feira. Mas o Pavilhão não estar disponível, como aconteceu, para receber cerca de 250 utentes,porque foi determinada a sua pintura para este período, foi dramático... para muitos participantes.

A primeira prova utilizou um terreno "impróprio" para a grande maioria dos concorrentes nacionais. Extremamente "sujo" e com "pedra" em exagero. Está bem que a prova era internacional, mas ainda bem que vieram tão poucos estrangeiros...

Depois de se iniciarem as Partidas, não sei o que terá acontecido, pois foi determinado um período de cerca de dez minutos de "congelamento" das mesmas, o que causou alguma incomodidade aos participantes, é claro. O que vale é que estávamos num cenário de montanha e, por isso, a calma era predominante.

Não me senti nada confortável no mapa e, essa situação pode ser consequência da minha inconsistência técnica mas, normalmente, quando tal acontece (em Portugal) é porque a cartografia não "reproduz" corretamente o terreno... No mesmo sentido foram-me transmitidas algumas "reclamações" de outros participantes. Após a competição, foi-me possível olhar para o mapa e ver que, efetivamente, a carga de informação era demasiado excessiva, fruto do estilo cartográfico utilizado.

A segunda prova foi realizada numa zona extremamente agradável. Os participantes chegaram cedo, apreciaram o ambiente local, mas a animação sonora tardou...
O terreno era mais favorável para a progressão. O sentido de uma parte dos percursos, no entanto, repetia-se, não existindo suficiente divergência, pelo que se assistia a grandes aglomerações e "comboios" de participantes, o que limita a beleza da atividade e reduz o valor desportivo da competição.

Enfim!

No longo regresso a Alvito, senti que tinha sido defraudada a minha expectativa. É uma pena, pois a zona é muito agradável, com gente muito simpática. E, o OriMarão, também, tão esforçados e atenciosos...

Aproveito para derivar um pouco para questões de fundo no desenvolvimento da modalidade, ligadas a estas ocorrências no POS. A época desportiva foi uma "desgraça", consequência próxima dos seis meses perdidos com a tentativa da gestão da anterior Direção liderada pelo Alexandre Guedes da Silva (que eu apoiei) que acabaria por se demitir...



Os problemas endémicos na organização das provas, em Portugal, subsistem:

  • Há que ter experiência para "desenhar" as organizações - há que haver critérios rigorosos para aprovar as candidaturas;
  • Há que saber escolher os terrenos - há que haver critérios para homologar os terrenos, consoante as competições;
  • Há que ter tempo e qualidade para cartografar - há que ter tempo e capacidade para homologar os mapas;
  • Há que ter tempo para organizar as provas e para traçar os percursos - há que ter tempo e saber supervisionar as provas.

Era tão bom que as provas fossem todas agradáveis e com uma organização convincente...

Os participantes só querem isso!



Saudações a todos,


Joaquim Patrício

PORTUGAL O' SUMMER 2011: DIOGO MIGUEL E MARIA SÁ TRIUNFAM NO ALVÃO




Com o Verão a caminhar para o fim, o Parque Natural do Alvão abriu as suas portas à Orientação. Numa jornada dupla pontuável para a Taça de Portugal 2011 e para o ranking mundial da modalidade, Diogo Miguel e Maria Sá foram os vencedores do Portugal O' Summer 2011.


“Dois mapas distintos, um fim de semana perfeito de Orientação”. Foi com estes pressupostos em mente que o Clube de Orientação do Marão tomou a seu cargo a responsabilidade de organizar a edição 2011 do Portugal O' Summer. Duas provas de Distância Média – a do primeiro dia na “floresta de pedras” de Muas, a derradeira em Vila Pouca de Aguiar – chamaram ao Parque Natural do Alvão 429 participantes, dos quais 37 do país vizinho.

Do primeiro dia vem essa vitória de Manuel Horta (GafanhOri), naquele que é o seu terceiro triunfo da temporada, depois dos brilharetes de Alter do Chão e Portalegre, no recente Portugal O' Meeting. Já no segundo dia o triunfo sorriu ao seu companheiro de equipa, Tiago Aires, embora no cômputo geral tenha sido Diogo Miguel (Ori-Estarreja) a quedar-se com o Troféu. Maria Sá e Joana Costa, ambas do GD4C, foram as grandes protagonistas no escalão de Elite Feminino, vencendo uma etapa cada. Para Joana Costa vai a nota de destaque pela vitória na prova WRE do último dia e que constituiu o seu primeiro triunfo numa etapa da Taça de Portugal em ano de estreia no escalão maior. Mercê da vitória concludente na primeira etapa, Maria Sá juntou-se a Diogo Miguel e a ela coube o triunfo neste Portugal O' Summer 2011.


Resultados

Homens Elite
1º Diogo Miguel (Ori-Estarreja) 1899.7 pontos
2º Manuel Horta (GafanhOri) 1876.9 pontos
3º Joaquim Sousa (COC) 1867.1 pontos
4º Tiago Aires (GafanhOri) 1839.0 pontos
5º Tiago Gingão Leal (GafanhOri) 1712.3 pontos
6º Marco Póvoa (ADFA) 1659.5 pontos
7º André Ramos (COC) 1544.2 pontos
8º Gildo Silva (COC) 1504.6 pontos
9º Nélson Santos (COC) 1490.2 pontos
10º Filipe Farinha (CPOC) 1415.1 pontos

Damas Elite
1º Maria Sá (GD4C) 1951.5 pontos
2º Joana Costa (GD4C) 1844.8 pontos
3º Catarina Ruivo (COC) 1669.7 pontos
4º Patrícia Casalinho (COC) 1644.1 pontos
5º Mariana Moreira (CPOC) 1639.7 pontos
6º Lena Coradinho (GafanhOri) 1376.5 pontos
7º Andreia Silva (COC) 1337.4 pontos
8º Tânia Covas Costa (.COM) 1241.0 pontos
9º Céu Costa (GD4C) 1209.6 pontos
10º Raquel Costa (GafanhOri) 686.5 pontos

Vencedores outros escalões
H/D11 – André Roberto (COC) e Tânia Olaio (COC)
H/D13 – Miguel Baltazar (GDU Azóia) e Vanessa Sayanda (GafanhOri)
H/D15 – Daniel Catarino (CLAC) e Joana Fernandes (.COM)
H/D17 – Tiago Baltazar (GDU Azóia) e Yara Bores (Castilla Y Leon)
H/D20 – Fábio Silva (ADFA) e Susana Alves (GD4C)
H/D21A – Daniel Ferreira (AD Cabroelo) e Liliana Oliveira (CPOC)
H/D21B – Maurício Mendes (CDES) e Monica Figueroa Leiro (Aroelo)
H/D35 – Alberto Branco (CP Armada) e Susana Pontes (CPOC)
H/D40 – Armando Sousa (ADFA) e Ana Casal (Ori-Estarreja)
H/D45 – Francisco Cordeiro (ADFA) e Eugénia Tavares (Ori-Estareja)
H/D50 – Albano João (COC) e Isabel Monteiro (COC)
H/D55 – Álvaro Coelho (Ginásio CF) e Maria São João (CLAC)
H/D60 – José Raposo (COALA) e Beatriz Leite (Montepio Geral)
H65 – Armandino Cramez (Ori-Estarreja)
H70 – José Grada (Ori-Estarreja)
Promoção 1 – André Henriques (Ori-Estarreja)
Promoção 2 – Rui Magalhães (Ori-Estarreja)
Promoção 3 – Tiago Mota (Ori-Estarreja)
Promoção 4 – Carlos Teixeira (Clube TAP)

Clubes
1º COC 3240.0 pontos
2º GD4C 3010.1 pontos
3º CPOC 2849.4 pontos
4º ADFA 2818.0 pontos
5º Ori-Estarreja 2676.3 pontos
6º GafanhOri 2505.6 pontos
7º Castilla Y Leon 1924.8 pontos
8º .COM 1170.8 pontos
9º AD Cabroelo 1064.1 pontos
10º CA Madeira 1051.2 pontos

Demais informações em http://www.orimarao.pt/2008/index.php.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT WOC MTBO & JWOC MTBO 2011: REFERÊNCIA ELOGIOSA



domingo, 28 de agosto de 2011

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT WOC MTBO & JWOC MTBO 2011: DAVIDE MACHADO DESPEDE-SE DOS MUNDIAIS COM NOVA SUBIDA AO PÓDIO




Chegaram ao fim, em Sossano, os Campeonatos Mundiais de Orientação em BTT 2011. Na prova de Sprint – que teve em Anton Foliforov e Gaelle Barlet os grandes vencedores – Davide Machado voltou a evidenciar-se, concluindo num brilhante 6º lugar.


Sossano foi o palco escolhido para a derradeira prova dos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT. Disputada em ambiente de enorme festa e animação, a final de Sprint reuniu um total de 228 pretendentes aos títulos Mundiais de Elite e de Juniores, tanto em masculinos como em femininos. No escalão maior e no que ao sector masculino diz respeito, o russo Anton Foliforov fez valer os pergaminhos que o levaram ao título de Campeão do Mundo de Distância Longa e de Estafeta em 2010. Depois da vitória na segunda etapa da Taça do Mundo 2011 (Hungarian MTBO Cup) e dos títulos nacionais da Rússia de Sprint e de Distância Média, o russo alcança aqui o seu maior triunfo da temporada, impondo-se aos seus adversários com o tempo de 26:28. Na segunda posição, a 31 segundos de Foliforov, classificou-se o checo Jiri Hradil, 4º classificado do ranking mundial, com o tempo de 26:59. Quanto à medalha de bronze, foi parar ao peito do actual líder do ranking Mundial e Campeão do Mundo de Estafeta, o dinamarquês Erik Skovgaard Knudsen, com o tempo de 27:14.

Davide Machado voltou a fazer história, terminando os 9,0 km de prova (23 pontos de controlo, 145 m desnível) com o tempo de 27:36 e com entrada directa no pódio, o que acontece pela segunda vez nestes Mundiais. O jovem atleta da Póvoa de Lanhoso melhora assim o 11º lugar alcançado por Daniel Marques em 2010, cotando-se como a grande figura da nossa Selecção presente em Itália. O segundo melhor português foi, desta feita, Daniel Marques, concluindo no 32º lugar a 4:14 do vencedor. João Ferreira não esteve tão brilhante quanto tinha estado na prova de Estafeta e foi o 48º classificado com o tempo de 31:50. Carlos Simões e Paulo Palhinha terão acusado uma certa inexperiência nestas andanças da alta roda velocipédica mundial, feita de mapas e de bússolas, acabando por se verem desclassificados.


Gaelle Barlet surpreende

No sector feminino, Gaelle Barlet colocou a nota de maior surpresa destes Mundiais ao vencer a prova de Sprint (7,5 km, 19 pontos de controlo, 115 m desnível) no tempo de 26:36. A gaulesa, que já em 2010 tinha alcançado um extraordinário 4º lugar na final disputada em Chaves, foi desta feita a mais rápida, dando à França o seu segundo título Mundial na modalidade, nove anos depois de Laure Coupat, na primeira edição dos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT disputados em Fontainebleau (França), se ter sagrado Campeã do Mundo de Sprint. Líder do ranking Mundial, a finlandesa Marika Hara surgiu finalmente ao seu nível e foi a segunda classificada, a escassos dois segundos de Barlet. No terceiro lugar, com mais sete segundos que a vencedora, classificou-se a austríaca Michaela Gigon, juntando a medalha de bronze ao título de Campeã do Mundo de Distância Média alcançado na passada quinta-feira. Anna Kaminska (Polónia), a anterior Campeã do Mundo de Sprint, foi desqualificada.


Svetlana Poverina, pois claro!

Nos Mundiais de Juniores, o checo Krystof Bogar venceu a prova de Sprint de Sprint, título que acrescenta ao de Campeão do Mundo de Distância Média e que faz dele a grande figura dos Mundiais na sua categoria. Bogar cumpriu os 7,45 km do seu percurso (18 pontos de controlo, 120 m desnível) em 23:21, deixando atrás de si, a 19 e 26 segundos de diferença, respectivamente, o seu compatriota Martin Tisnovsky e o finlandês Eero-Matti Vainio. Tiago Silva e Cristiano Silva tiveram prestações regulares, concluindo a sua prova ainda na primeira metade da tabela classificativa, nos 28º e 31º lugares, com tempos de 26:59 e 27:15, respectivamente.

Finalmente, no Mundial de Juniores femininos, Svetlana Poverina provou que não há duas sem três e fez o pleno de títulos Mundiais individuais, ao qual acrescenta ainda o título Mundial de Estafeta. Poverina gastou vinte e três minutos exactos para cumprir os 6,25 km do seu percurso (14 pontos de controlo, 105 m desnível), impondo-se por apenas vinte segundos à finlandesa Eeva-Liisa Hakala, com quem tinha travado ontem acérrimo duelo pela vitória na final de Estafeta. Tatiana Repina, a Vice-Campeã do Mundo de Distância Lomga e de Distância Média, concluiu na terceira posição com o tempo de 24:02.


Resultados

WOC Masc
1º Anton Foliforov (Rússia) 26:28
2º Jiri Hradil (Hungria) 26:59
3º Erik Skovgaard Knudsen (Dinamarca) 27:14
4º Radek Laciga (República Checa) 27:25
5º Valeriy Glukhov (Rússia) 27:26
6º Davide Machado (Portugal) 27:36
6º Yoann Garde (França) 27:36
8º Marek Pospisek (República Checa) 27:52
9º Samuli Saarela (Finlândia) 27:56
10º Christian Hohl (Suiça) 28:11
(…)
32º Daniel Marques (Portugal) 30:42
48º João Ferreira (Portugal) 31:50
dsq. Carlos Simões (Portugal)
dsq. Paulo Palhinha (Portugal)

WOC Fem
1º Gaelle Barlet (França) 26:36
2º Marika Hara (Finlândia) 26:38
3º Michaela Gigon (Áustria) 26:43
4º Christine Schaffner (Suiça) 26:44
5º Hana Bajtosova (Eslováquia) 26:49
6º Martina Tischovska (República Checa) 26:52
7º Laura Scaravonati (Itália) 27:10
8º Ingrid Stengard (Finlândia) 27:16
9º Renata Paulickova (República Checa) 27:40
10º Maja Rothweiler (Suiça) 27:41

JWOC Masc
1º Krystof Bogar (República Checa) 23:21
2º Martin Tisnovsky (República Checa) 23:40
3º Eero-Matti Vainio (Finlândia) 23:47
4º Grigoriy Medvedev (Rússia) 23:56
5º Rasmus Søgaard (Dinamarca) 24:42
6º Andreas Bergmann (Dinamarca) 24:43
7º Marco Bonazzi (Itália) 25:01
8º Filipp Zhikarev (Rússia) 25:13
9º Lukas Stampfer (Itália) 25:22
10º Vojtech Ludvik (República Checa) 25:23
(…)
28º Tiago Silva (Portugal) 26:59
31º Cristiano Silva (Portugal) 27:15

JWOC Fem
1º Svetlana Poverina (Rússia) 23:00
2º Eeva-Liisa Hakala (Finlândia) 23:20
3º Tatiana Repina (Rússia) 24:02
4º Anastasia Bolshova (Rússia) 25:00
5º Magdalena Seifertova (República Checa) 25:21
6º Marie Brezinova (República Checa) 25:42
7º Brigitta Koós (Hungria) 26:14
8º Ruska Saarela (Finlândia) 26:54
9º Henna Saarinen (Finlândia) 28:07
10º Tatiana Oborina (Rússia) 28:20

Saiba tudo em http://www.mtbo2011.org/ ou aqui, no seu Orientovar.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 27 de agosto de 2011

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT WOC MTBO & JWOC MTBO 2011: IMPRESSÕES (VI)



Quando está prestes a ir para a estrada a última grande final dos Campeonatos Mundiais de Orientação em BTT, o Orientovar reproduz as impressões dos nossos atletas relativos à jornada de ontem.


Fiz uma prova de trás para a frente, a tentar recuperar posições. Cometi dois erros de navegação que me fizeram perder cinco minutos. De qualquer forma, passei três selecções e disputei o nono lugar até ao ultimo metro com a França.
Davide Machado


Um dia no limiar da perfeição. Entrei bem no mapa e consegui manter um ritmo muito forte, entregando o testemunho em 4º lugar. Estou muito contente com a minha prestação e estou confiante para obter um bom resultado no Sprint.
João Ferreira


Fiz uma prova regular, sem erros técnicos. Dado estar na equipa 2, aproveitei para me resguardar para o Sprint. Gostei da companhia dos meus colegas de Estafeta, dois jovens bastante promissores, o Tiago e o Cristiano.
Daniel Marques


Esta presença na Estafeta, antes de mais, foi um grande motivo de orgulho e alguma surpresa, na minha estreia pela Selecção. Quanto à minha prestação, tendo recebido o testemunho do João num brilhante 4º lugar, não consegui acompanhar o ritmo das Selecções mais fortes que perseguiam e, nos pontos de maior dificuldade técnica de Orientação e com as novas marcações de caminhos, nem sempre consegui seleccionar as melhores opções.
Paulo Palhinha


Tudo para continuar a acompanhar em http://www.mtbo2011.org/ ou aqui, no seu Orientovar.

[Foto extraída da Galeria do evento, em http://www.mtbo2011.org/photogallery.php]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT WOC MTBO & JWOC MTBO 2011: ESTAFETA PORTUGUESA ALCANÇA 10º LUGAR




João Ferreira, Paulo Palhinha e Davide Machado deram a Portugal o 10º lugar na final de Estafeta do Campeonato do Mundo de Orientação em BTT que teve lugar esta manhã em Alonte. Dinamarca e Suiça, nos escalões masculino e feminino, foram os grandes vencedores.


Teve lugar esta manhã, em Alonte, a final de Estafetas dos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT. Portugal até começou da melhor forma a sua participação no terceiro grande momento destes Mundiais graças a uma prova de raça de João Ferreira. Completamente recuperado da queda que o vitimou no dia de ontem, o português foi o quarto atleta a entregar o testemunho com o tempo de 54:54. Na frente, com uma vantagem de 1:36 sobre o atleta português, pontificava a Estónia graças ao excelente desempenho de Lauri Malsroos. A Russia, com Ruslan Gritsan, seguia na segunda posição, reforçando as aspirações na revalidação do título Mundial conquistado em Montalegre, em 2010. Quanto à segunda equipa de Portugal, tinha neste primeiro percurso uma prestação mais modesta, com Daniel Marques a completar a sua prova em 1:06:28, a que correspondia a 21ª posição.

No segundo percurso, a República Checa chegou-se à frente graças a uma magnífica prova de Jiri Hradil que conseguiu o melhor tempo entre todas as 26 equipas que se mantinham ainda em prova. A Finlândia seguia na peugada, com Pekka Niemi a entregar o testemunho com uma desvantagem de apenas dois segundos, enquanto a Russia caía um lugar e fixava-se na terceira posição, a 2:23 da liderança. Lasse Brun Pedersen fazia igualmente uma prova excepcional, levando a Dinamarca a progredir oito lugares na classificação e a fixar-se no quarto lugar. Paulo Palhinha esteve infeliz e, com o tempo de 1:07:24, fez Portugal cair dez lugares na classificação, ainda que a pouco mais de cinco minutos do top10. Tiago Silva teve igualmente uma prestação menos conseguida e, com o tempo de 1:20:16, fixou a segunda equipa portuguesa no 25º lugar à entrada para o decisivo percurso.


Portugal fecha top10

No último percurso, Erik Skovgaard Knudsen esteve absolutamente endiabrado, mostrando o porquê de ser o líder do ranking mundial. O dinamarquês bateu toda a concorrência, alcançando com o tempo de 50:03 o melhor registo entre todos os atletas em prova. A supremacia de Knudsen foi de tal forma esmagadora que o segundo classificado, o russo Anton Foliforov, só concluiria a sua prova 4:01 mais tarde. Contas feitas, com o tempo de 2:40:51, a Dinamarca chega ao título Mundial pela segunda vez na sua história, repetindo o resultado alcançado em 2008 (Óstroda, Polónia). Na segunda posição, com mais 2:08, classificou-se a República Checa, o que acontece pela quinta vez na história desta potência da Orientação Mundial, ela que nunca chegou ao tão almejado título de Campeã do Mundo. Quanto ao terceiro lugar, coube à Finlândia, a 3:08 dos vencedores. Anton Foliforov e o seu segundo lugar neste percurso não foram suficientes para a Russia marcar presença no pódio, o que não acontecia desde 2007 (Nove Mesto Na Morave, República Checa).

Quanto a Davide Machado, teve um desempenho suficientemente seguro e consistente para fazer Portugal entrar no top10, fixando-se na 10ª posição com o tempo de 3:01:59, a escassos sete segundos do 9º lugar. Portugal repete assim a classificação de 2005 (Banska Bystrica, Eslováquia) e fica a um escasso lugar do seu melhor registo, que vem dos Mundiais de Montalegre, no ano transacto. Quanto à segunda equipa portuguesa, com Cristiano Silva no derradeiro percurso, concluiu no 22º lugar com um registo final de 3:41:39


Suiça imbatível

No Mundial feminino, o excelente desempenho de Maja Rothweiler dava à Suiça a liderança no primeiro percurso, no tempo de 53:56. Laura Scaravonati (Itália) e Emily Benham (Grã-Bretanha) estiveram igualmente em plano assinalável, passando o testemunho a 0:35 e 0:39 segundos da liderança, respectivamente. Particularmente infelizes estiveram a dinamarquesa Pernille Brunstedt Jacobsen e a finlandesa Susanna Laurila, que passaram o testemunho a respectivamente 6:53 e 10:15 da liderança, tornando mais difícil a tarefa das suas companheiras no tocante à revalidação dos títulos alcançados em Montalegre (onde a Dinamarca triunfou e a Finlândia concluiu na segunda posição). Marika Hara fez o melhor tempo no segundo percurso, embora o “lucro” se saldasse pela subida de duas escassas posições na tabela, o mesmo acontecendo, aliás, com a Dinamarca. Na frente, a Suiça afastava-se das suas adversárias, liderando com o tempo de 1:47:57 e uma vantagem de 1:32 sobre a Itália e de 4:24 sobre a República Checa.

No derradeiro percurso a tendência vitoriosa continuou a pender para o lado da Suiça e, apesar de Christine Schaffner não estar tão bem quanto seria de esperar, a vitória acabaria por sorrir às helvéticas no tempo de 2:42:57. A Suiça melhora assim o segundo lugar de 2009 (Ben Shemen, Israel) e precisamente com a mesma formação de então chega pela primeira vez na sua história ao título Mundial de Estafetas. Lituânia e Eslováquia surpreenderam tudo e todos e classificaram-se nas posições imediatas, a 3:05 e a 5:01 da equipa vencedora, respectivamente. Campeã em 2010, a Dinamarca teve em Rikke Kornvig, Campeã do Mundo de Distância Longa e medalha de bronze de Distância Média, o seu calcanhar de Aquiles, com o desconsolador “mp” a retirar quaisquer veleidades às nórdicas.


Dinamarca de ouro

Também o Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação em BTT deu a conhecer na manhã de hoje os títulos de Estafeta. No sector masculino, a prova teve um início muito equilibrado, com seis equipas a passarem o testemunho no final do primeiro percurso separadas entre si por apenas 1:37. A Dinamarca liderava com o tempo de 42:46, seguida da Itália com apenas mais um segundo. Fora deste leque estava a República Checa, uma das candidatas naturais à vitória, devido à má prestação de Vojtech Ludvik, o Vice-Campeão do Mundo de Distância Média. No segundo percurso, o tempo mais rápido pertenceu ao letão Eriks Gruzde, mas a Dinamarca continuava a liderar com um tempo total de 1:28:19. Uma margem, saliente-se, pouco tranquila, já que Finlândia, a escassos 9 segundos, e Russia, a 39 segundos, espreitavam uma oportunidade para chegarem à vitória. Martin Tisnovsky não conseguia melhor que o sexto tempo neste percurso e a República Checa via assim cada vez mais distante a possibilidade de revalidar o título Mundial alcançado em Montalegre.

No último percurso, Andreas Proschowsky fez valer a sua condição de Campeão do Mundo de Distância Longa alcançado na passada terça-feira e, senhor do melhor tempo, deu a vitória à Dinamarca com um registo final de 2:11:05. Com Denis Tsarev em bom plano, a Russia afastou-se decisivamente da Finlândia e chegou à medalha de prata, com uma desvantagem de 48 segundos segundos em relação aos vencedores. Os finlandeses quedaram-se com o bronze, com o tempo final de 2:15:23. Quanto aos checos, concluiram na 6ª posição com o tempo de 2:28:08 e fecharam assim os lugares de honra com uma vantagem de apenas seis segundos sobre o seleccionado australiano.


Svetlana Poverina dá o título à Rússia

No sector feminino, foi a Finlândia quem começou melhor, com Henna Saarinen a passar o testemunho com o tempo de 45:44. Todavia, Rússia a 19 segundos e República Checa a 40 segundos da liderança, mantinham intactas as suas legítimas aspirações em chegarem à vitória. Ruska Saarela foi a mais rápida no segundo percurso e a Finlândia reforçava a sua liderança, embora com uma vantagem de apenas 23 segundos sobre a Rússia, segunda classificada. No decisivo percurso, porém, assistiu-se ao volte-face. Quem tem Svetlana Poverina tem tudo e a jovem russa meteu rodas ao caminho, segura dos seus pergaminhos. Não contaria era com uma Eeva-Liisa Hakala tão forte e disposta a vender cara a derrota. Resultado: uma final discutida ao Sprint, com a russa a terminar com uma vantagem de um escasso segundo sobre a sua adversária e a reconquistar o título que lhe fugira em 2010 (quem não se lembra de Olga Vinogradova a terminar a sua prova com a roda traseira no aro?) A Rússia gastou 2:10:59, contra os 2:11:00 da Finlândia e com o terceiro lugar a pertencer à República Checa, anterior Campeã do Mundo de Júniores, a distantes 6:03 das vencedoras.


Resultados

WOC Masc
1º Dinamarca (Bjarke Refslund, Lase Brun Pedersen, Erik Skovgaard Knudsen) 2:40:51
2º República Checa (Radek Laciga, Jiri Hradil, Marek Pospisek) 2:42:59
3º Finlândia (Jussi Laurila, Pekka Niemi, Samuli Saarela) 2:43:59
4º Russia (Ruslan Gritsan, Valeriy Glukhov, Anton Foliforov) 2:44:17
5º Estónia (Lauri Malsroos, Margus Hallik, Tõnis Erm) 2:48:16
6º Itália (Piero Turra, Mario Ruggiero, Giaime Origgi) 2:48:37
(...)
10º Portugal (João ferreira, Paulo Palhinha, Davide Machado) 3:01:59
22º Portugal 2 (Daniel Marques, Tiago Silva, Carlos Simões) 3:41:39

WOC Fem
1º Suiça (Maja Rothweiler, Ursina Jäggi, Christine Schaffner) 2:42:57
2º Lituânia (Karolina Mickeviciute, Asta Šimkoniene, Ramune Arlauskiene) 2:46:02
3º Eslováquia (Daniela Trnovcova, Stanislava Fajtova, Hana Bajtosova) 2:47:58
4º Russia (Nadiya Mikryukova, Olga Vinogradova, Ksenia Chernykh) 2:48:06
5º Finlândia (Susanna Laurila, Marika Hara, Ingrid Stengard) 2:50:12
6º Itália (Laura Scaravonati, Stella Varoti, Milena Cipriani) 2:50:57

JWOC Masc
1º Dinamarca (Rasmus Søgaard, Andreas Bergmann, Andreas Proschowsky) 2:11:05
2º Russia (Filipp Zhikarev, Grigoriy Medvedev, Denis Tsarev) 2:11:53
3º Finlândia (Eero-Matti Vainio, Joakim Höstman, Kare Kaskinen) 2:15:23
4º Letónia (Reinis Grende, Eriks Grizde, Edgars Briconoks) 2:16:53
5º Lituânia (Domantas Cibas, Jonas Maišelis, Vilius Stankevicius) 2:21:52
6º República Checa (Vojtech Ludvik, Martin Tisnovsky, Krystof Bogar) 2:28:08

JWOC Fem
1º Russia (Tatiana Oborina, Tatiana Repina, Svetlana Poverina) 2:10:59
2º Finlândia (Henna Saarinen, Ruska Saarela, Eeva-Liisa Hakala) 2:11:00
3º República Checa (Martina Lamichova, Marie Brezinova, Magdalena Seifertova) 2:17:02
4º Dinamarca (Cæcillie Christoffersen, Caroline Konring, Camilla Soegaard) 2:27:35
5º Polónia (Magdalena Ozga, Julita Linowska, Barbara Sanocka) 2:31:13
6º Áustria (Lisa Pirker, Marina Reiner, Julia Ritter) 2:37:17

Saiba tudo em http://www.mtbo2011.org/ ou aqui, no seu Orientovar.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO