sábado, 23 de julho de 2011

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. A finalizar uma semana marcada pelos 1.000 amigos do Orientovar no Facebook - http://www.facebook.com/orientovar – são chegadas as férias. Este espaço faz um interregno de pouco mais de duas semanas, prometendo regressar ao convívio dos amantes da modalidade no próximo dia 10 de Agosto, mesmo a tempo de acompanhar os Mundiais de França de Orientação Pedestre. Até lá, um abraço para todos. Mas entretanto, fiquem ainda com duas ou três coisas que eu sei dela!

2. Pelo oitavo ano consecutivo, o CAOS – Clube de Aventura e Orientação de Sintra vai assinalar o aniversário da sua fundação com uma prova de Orientação nocturna. A mesma está agendada já para logo à noite, em Fontanelas – Sintra, com o início do convívio marcado para as 20h30. A prova terá saída livre (com START) a partir das 21h30 e será disputada nos escalões Médio M/F (3,3 km) e Difícil M/F (5,6 km). Para os elementos responsáveis pela organização, “pretende-se proporcionar mais uma oportunidade de convívio a todos os que nos costumam acompanhar nestes eventos, pelo que voltaremos a ter a churrascada no final...” As inscrições podem ser feitas para o e-mail clube@107caos.com e pode conferir toda a informação em http://www.107caos.com/index1.htm.

3. Após dois anos de interregno, a “Semana da Orientação” está de regresso para dar seguimento a um projecto pioneiro iniciado em 1996, na altura designado por “Quinzena da Orientação”. Promovido pelo Ori-Estarreja e dirigido a jovens e adultos que queiram aprender e praticar Orientação, o Estágio decorre entre 1 e 5 de Agosto, das 09h00 às 17h00/18h00, com actividades repartidas pela Escola Padre Donaciano de Abreu Freire, Parque Municipal do Antuã, Torrão do Lameiro e Furadouro. O custo de inscrição na "Semana de Orientação 2011" é de 20,00 € e as Fichas de Inscrição podem ser levantadas na Ourivesaria Pérola (Estarreja) ou na secretaria dos Bombeiros Voluntários de Estarreja. A inscrição inclui almoço, sobremesa, água e transporte de/e para as actividades. Aconselha-se que os participantes levem um pequeno lanche para o meio da manhã e outro para meio da tarde. Eis aqui uma excelente oportunidade para aprender as bases do nosso desporto! Saiba mais sobre o evento na página do Facebook em http://www.facebook.com/event.php?eid=176141489112794.

4. Apresentada pelos actuais elementos do Departamento de Cartografia da FPO, está em cima da mesa a proposta de alteração ao actual Regulamento de Cartografia. A proposta – que pode ver em http://www.fpo.pt/www/images/fpo/comunicados/gerais/2011/110720_proposta_alteracao_reg_cartografia_2011.pdf - visa contribuir para uma adequação do Regulamento em vigor à realidade actual da Orientação em Portugal. Faça a sua análise crítica e colabore, enviando o seu contributo até ao dia 31 de Agosto para o endereço geral@fpo.pt.

5. André Ribeirete, elemento da Comissão Técnica das Corridas de Aventura da Federação Portuguesa de Orientação, vem “pedir o favor às equipas que participaram no Raid Ilha Azul e que ainda não enviaram o questionário de satisfação preenchido, para o fazerem até à próxima terça-feira. Numa altura em que “apenas foram recepcionados os questionários preenchidos de 30% das equipas participantes”, André Ribeirete recorda que “este questionário serve apenas de ferramenta de apoio para futuras discussões sobre o futuro da nossa modalidade.” Quarta-feira será divulgado o Relatório com os respectivos resultados.



6. Para aqueles que não tiveram oportunidade de acompanhar a emissão da SIC do passado dia 10 de Julho, no final do Jornal da Noite, fica aqui a Reportagem “Ir é o melhor Remédio”. História, tradição, festa e muita Orientação, tudo isto temperado com os sabores fortes do Norte Alentejano, é o que lhe propõe a peça conduzida por Teresa Conceição e Martim Cabral. Muita atenção e não se deixe levar pelo genérico final. É que este filme só acaba – mesmo! - no fim.

7. “Why just run? Orienteering has mores fun!” Está lá tudo no primeiro post, em http://oriathlete.blogspot.com/. Luís Silva encheu-se de coragem e criou o seu próprio blog. Não foi uma decisão fácil, pelo que se adivinha das suas palavras, mas o jovem e promissor atleta sentiu a necessidade de abrir “um espaço critico e de discussão dos mais variados assuntos relacionados com a modalidade neste caso Orientação.” Porque esta determinação em dar voz às palavras merece ser acarinhada, porque sabendo que a crítica – se construtiva – é um factor de evolução da modalidade e porque, na sociedade em que vivemos, não é todos os dias que vemos alguém por “mãos à obra”, para o Luís Silva vai, com toda a simpatia, amizade e solidariedade, o Louvor da Semana!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

5º JOGOS MUNDIAIS MILITARES DO CISM: POLÓNIA E ESTÓNIA FECHAM COM CHAVE DE OURO




Contrariando o favoritismo da Suiça, a Polónia foi a grande vencedora da Estafeta Masculina que marcou o adeus da Orientação aos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM. Na Estafeta Feminina, a Estónia bateu toda a concorrência, mas as honras do dia vão mesmo para o Brasil e para a sua medalha de bronze.


O Brasil encerrou da melhor forma a sua participação nos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, com a equipa feminina a chegar à medalha de bronze. Com um primeiro percurso muito forte, Estónia, Noruega, Finlândia e Coreia do Norte (ainda e sempre por obra e graça de Ok Byol Jong, talvez a maior surpresa destes Jogos) rapidamente se destacaram das demais equipas, angariando uma vantagem superior a três minutos dum grupo perseguidor onde se encontravam Lituânia, Polónia, Suécia, Dinamarca e... Brasil. Mas enquanto Noruega e Coreia do Norte se afundavam no segundo percurso, Polónia e Lituânia chegavam-se à frente, ultrapassando a Finlândia e aproximando-se decisivamente da Estónia. Quatro galos para três poleiros era o que se pensava neste momento, só que a grande surpresa estava para vir. E veio de quem mais fez por isso, do Brasil, precisamente. Wilma Souza esteve irrepreensível de crer e querer, soube aguentar a pressão e, beneficiando dos percursos menos felizes de Daria Lajn (Polónia) e Mari Lindstrom (Finlândia), levou o Brasil a uma muito celebrada medalha de bronze. Na luta pela medalha de ouro, a estoniana Annika Rihma superiorizou-se à lituana Sandra Pauzaite (vencedora da prova de Distância Longa) e deu à Estónia uma clara vitória com uma vantagem superior a seis minutos.

No sector masculino, assistiu-se a uma enorme luta pela medalha de ouro que envolveu a favorita Suiça e ainda as equipas da Polónia, Estónia e Suécia. Começaram melhor polacos e suecos que, a par da Dinamarca, lideravam a prova no final do primeiro percurso. O segundo percurso viria a mostrar uma Suiça muito forte e a entregar o testemunho na frente da prova, seguida a escassos segundos pela Polónia e Suécia. A Estónia, a 50 segundos do trio da frente, espreitava um deslize. Ainda viria a pertencer a Olle Kärner o melhor parcial no derradeiro e decisivo percurso, mas isso não valeu mais do que a medalha de bronze para a Estónia, numa altura em que a equipa feminina celebrava já a vitória. Tudo se jogou entre Wojciech Kowalski e Martin Hubmann, com o polaco a superiorizar-se ao suiço por escassos 35 segundos, garantindo assim uma muito suada vitória. Quanto à selecção brasileira, não foi além do 9º lugar. Leandro Pasturiza esteve brilhante no derradeiro percurso, mas os percursos iniciais de Juscelino Karnikowski e Vanderlei Bortoli, apesar de muito bons, não deram para mais.


Resultados

Masculinos
1º Polónia (Mateusz Wenslaw, Wojciech Dwojak, Wojciech Kowalski) 2:02:36
2º Suiça (Raffael Huber, Andreas Kyburz, Martin Hubmann) 2:03:04
3º Estónia (Sander Vaher, Timo Sild, Olle Kärner) 2:03:07
4º Lituânia (Vilius Aleliunas, Donatas Stulgys, Simonas Krepsta) 2:07:20
5º Suécia (Oskar Svard, Erik Ohlund, Pal Skogtjarn) 2:09:44
6º Austria (Helmut Gremmel, Wolfgang Siegert, Gernot Kerschbaumer) 2:10:02
7º Noruega (Jim Nybrathen, Oystein Pettersen, Jon Pedersen) 2:10:15
8º Finlândia (Jani Myllarinen, Tero Föhr, Olli-Markus Taivanen) 2:14:47
9º Brasil (Juscelino Karnikowski, Vanderlei Bortoli, Leandro Pasturiza) 2:15:23
10º Dinamarca (Thomas Jensen, Rico Mogensen, Chrisytian Larsen) 2:18:22

Femininos
1º Estónia (Kirti Rebane, Merike Vanjuk, Annikka Rihma) 1:50:27
2º Lituânia (Ieva Sargautyte, Indre Valaite, Sandra Pauzaite) 1:56:48
3º Brasil (Mirian Pasturiza, Tania Carvalho, Wilma Souza) 2:07:43
4º Polónia (Paulina Faron, Hanna Wisniewska, Daria Lajn) 2:08:18
5º Suécia (Johanna Bergman, Linda Nordin-Abaji, Nina Karlsson) 2:16:43
6º França (Elodie Bourgeois Pin, Lauriane Foulet-Moreau, Perrine Gublin) 2:41:57
7º Noruega (Goril Fristad, Siri Loken, Ragnhild Bolstad) 2:42:12
8º Dinamarca (Zenia Mogensen, Lea Reime, Christina Balslev) 2:50:03
9º Finlândia (Sari Suomalainen, Riikka Timperi, Mari Lindstrom) 2:54:51
10º Coreia do Norte (Ok Byol Jong, Chol Ok Ri, Ok Hui Won) 3:09:22

Toda a informação em http://www.rio2011.mil.br/.

[Foto de Ernesto Carriço, extraída do Álbum dos Jogos em http://www.flickr.com/photos/jogosrio2011/5964656706/in/photostream/]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

5º JOGOS MUNDIAIS MILITARES DO CISM: ESTAFETA FEMININA DO BRASIL FAZ HISTÓRIA E CHEGA AO BRONZE




O Brasil encerrou da melhor forma a sua participação nos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, com a equipa feminina a chegar à medalha de bronze. Enquanto não são conhecidos os resultados completos, aqui fica uma foto da festa brasileira, com a emoção estampada nos rostos de Soraya Cabral e Wilma Souza.

[Foto de Ernesto Carriço, extraída do Álbum dos Jogos em http://www.flickr.com/photos/jogosrio2011/5964659306/in/photostream/]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O MEU MAPA: RUI ANTUNES E A LAGOA COVA NOS IDOS DE 84




Apesar de actualmente ter mais de mil mapas nos meus arquivos - desde o Algarve ao Minho, da Corunha à Catalunha, França, Bélgica, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Áustria, Noruega, Itália, Suíça, etc., onde já pratiquei Orientação como atleta - e de ter também já no meu currículo mais de cento e vinte mapas elaborados por mim e distribuídos por Portugal, Espanha, França e Áustria, não tive qualquer dúvida logo que me foi feito o convite pelo Orientovar de qual escolheria como o meu mapa de eleição.

É, simplesmente, o meu primeiro mapa.

Claro que não é pelo seu rigor nem qualidade que o elejo, mas sim porque tem um significado para mim indescritível e também porque, talvez inconscientemente, tenha contribuído para aquilo que hoje, acima de tudo, é a minha paixão e em simultâneo, a minha actividade profissional.

Foi por mim elaborado no ano de 1984 e destinou-se à realização do Campeonato da Força Aérea desse mesmo ano a cargo da Base Aérea Nº 5 (Monte Real).

Este mapa foi totalmente feito manualmente, como se pode verificar, e fotocopiado na altura na única casa em Portugal que tinha fotocopiadora a cores (RankXerox).

Lembro-me perfeitamente disso porque já na altura não foi fácil conseguir as verbas para as fotocópias, que nesse tempo eram bastante dispendiosas.

Fui eu que me desloquei pessoalmente a Lisboa à loja com o original para as adquirir.

Pouco mais haverá a dizer para além de que o Campeonato se realizou sem problemas.

Na altura, os mapas eram recolhidos no final das provas. Os concorrentes nunca ficavam com os mapas.

Por isso mesmo, todos os mapas utilizados nessa prova ficaram comigo até aos dias de hoje.

Para terem uma ideia do valor que eu dou a este mapa, poderei dizer que apenas uma mão cheia de pessoas que eu muito considero têm um destes mapas consigo oferecido por mim.

Agradeço ao Orientovar, na pessoa do amigo Margarido, o privilégio que me deu.


Rui Antunes
COC – Clube de Orientação do Centro
Fed 1373

quarta-feira, 20 de julho de 2011

5º JOGOS MUNDIAIS MILITARES DO CISM: GERNOT KERSCHBAUMER E SANDRA PAUZAITE LEVAM A MELHOR NA DISTÂNCIA LONGA




Depois de ontem ter conquistado a medalha de prata na prova de Distância Média dos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, Gernot Kerschbaumer chegou hoje ao ouro na prova de Distância Longa. No sector feminino, a lituana Sandra Pauzaite foi a grande vencedora.


Pelo segundo dia consecutivo, o Centro de Instrução Avelar, na cidade de Alferes do Paty, recebeu uma prova de Orientação do programa dos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM que, até domingo, se disputam no Brasil. A jornada foi preenchida com a prova de Distância Longa, a qual contou com a participação de 158 atletas masculinos e 52 femininos e permitiu determinar, para além dos respectivos vencedores, a classificação Geral Individual e por Equipas.

No sector masculino, Gernot Kerschbaumer foi o herói do dia, vencendo destacadamente no tempo de 56:44 e oferecendo à Áustria a sua primeira medalha de ouro nestes Jogos, depois de já ontem ter alcançado a medalha de prata na prova de Distância Média. O segundo lugar coube ao polaco Wojciech Kowalski – atleta que é presença assídua em Portugal, onde representa o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos -, a 1:24 do vencedor. A medalha de bronze coube de novo a um atleta suiço, desta feita Raffael Huber, com o tempo de 58:33. Os suiços voltaram a dominar a prova no seu geral, colocando quatro atletas nos oito primeiros lugares. Como curiosidade, refira-se que foram em número de oito os atletas que repetiram um lugar entre os dez primeros da classificação, com o francês Frederic Tranchand e o estoniano Olle Kärner a serem os únicos atletas a intrometerem-se neste restrito leque, por troca com o também estoniano Timo Sild e o vencedor da prova de ontem, o lituano Simonas Krepsta (na foto), que hoje não foi além do 13º lugar.


Suiça e Polónia vencem colectivamente

Quinta classificada na prova de Distância Média, a lituana Sandra Pauzaite chegou hoje à vitória como tempo de 48:48. A vitória da atleta lituana surge valorizada pela excelente réplica dada pelas suas mais directas adversárias, a polaca Hanna Wisniewska e a letã Aija Skrastina, respectivamente a grande decepção e a figura maior do primeiro dia de provas. Wisniewska chegou à medalha de prata com o tempo de 49:06, enquanto Skrastina teve de se contentar com o bronze, a 48 segundos da vencedora. A Polónia viria ainda a colocar duas outras atletas nos nove primeiros lugares – Paulina Faron foi 5ª classificada e a medalha de prata da prova de Distância Média, Daria lajn, terminou na 9ª posição -, mas a grande surpresa veio da Coreia do Norte e dá pelo nome de Ok Byol Jong, 11ª classificada, à frente de nomes como a finlandesa Riikka Timperi, a norueguesa Goril Fristad ou a estoniana Annikka Rihma, esta última medalha de bronze no dia de ontem.

Ao contrário de ontem, o Brasil não logrou colocar qualquer atleta nos 20 primeiros lugares das respectivas classificações. Leandro Pasturiza na 25ª posição e Wilma Souza no 21º lugar foram os atletas brasileiros melhor classificados. Em todo o caso, na súmula de ambos os sectores, só Soraya Cabral não logrou alcançar um lugar na primeira metade da tabela classificativa, o que demonstra globalmente o enorme progresso que o Brasil vem demonstrando na nossa modalidade. Vale a pena referir ainda que o Equador conseguiu colocar quatro atletas na primeira metade da classificação, suplantando o Chile. Em termos da classificação colectiva, a Suiça foi a grande vencedora no sector masculino (somatório de tempos dos quatro melhores atletas em ambas as provas) enquanto no sector feminino (somatório de tempos das três melhores atletas em ambas as provas) a Polónia levou a melhor sobre as suas adversárias.


Resultados

Masculinos
1º Gernot Kerschbaumer (Áustria) 56:44
2º Wojciech Kowalski (Polónia) 58:08
3º Raffael Huber (Suiça) 58:33
4º Olle Kärner (Estónia) 58:46
5º Martin Hubmann (Suiça) 58:56
6º Frederic Tranchand (França) 59:15
7º Andreas Kyburz (Suiça) 59:16
8º Andreas Rüedlinger (Suiça) 59:34
9º Olli-Markus Taivanen (Finlândia) 59:45
10º Martins Sirmais (Letónia) 59:53
(…)
25º Leandro Pasturiza (Brasil) 1:05:10
28º Sidnaldo Sousa (Brasil) 1:06:57
36º Vanderlei Bortoli (Brasil) 1:08:22
37º João Koltun (Brasil) 1:08:31
43º Juscelino Karnikowski (Brasil) 1:09:52
57º Ironir Ev (Brasil) 1:14:13
60º Cleber Vidal (Brasil) 1:15:54

Femininos
1º Sandra Pauzaite (Lituânia) 48:48
2º Hanna Wisniewska (Polónia) 49:06
3º Aija Skrastina (Letónia) 49:36
4º Johanna Bergman (Suécia) 51:28
5º Paulina Faron (Polónia) 51:37
6º Zenia Mogensen (Dinamarca) 52:22
7º Indre Valaite (Lituânia) 52:24
8º Merike Vanjuk (Estónia) 52:37
9º Daria Lajn (Polónia) 52:57
10º Lea Reime (Dinamarca) 53:07
(…)
21º Wilma Souza (Brasil) 59:32
25º Mirian Pasturiza (Brasil) 1:04:04
26º Tania Carvalho (Brasil) 1:04:12
28º Soraya Cabral (Brasil) 1:10:04


Classificação Colectiva

Masculinos
1º Suiça 5:37:49
2º Polónia 5:53:24
3º Lituânia 5:57:14
4º Áustria 5:57:38
5º Finlândia 6:06:07
6º Noruega 6:11:27
7º Brasil 6:22:00
8º Suécia 6:29:24
9º França 6:32:34
10º Dinamarca 7:13:14
11º Bélgica 7:16:48
12º Equador 7:46:25
13º Chile 8:00:24
14º Alemanha 8:17:59
15º Irão 9:18:16
16º Colômbia 10:01:30
17º Emiratos Árabes Unidos 10:23:01
18º Uruguai 10:25:01
19º Coreia do Sul 11:37:56
20º Indonésia 11:47:05
21º Jamaica 17:03:14
22º Argentina 19:17:49

Femininos
1º Polónia 3:52:27
2º Estónia 4:05:16
3º Lituânia 4:08:55
4º Suécia 4:13:28
5º Brasil 4:45:23
6º Dinamarca 4:46:00
7º França 4:54:36
8º Noruega 5:00:30
9º Coreia do Norte 5:32:47
10º Colômbia 8:34:13
11º Uruguai 9:32:47
12º Argentina 14:15:24


[Foto de Ernesto Carriço, extraída do Álbum dos Jogos em http://www.flickr.com/photos/jogosrio2011/5957993389/sizes/o/in/photostream/]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

O ESSENCIAL DE... MATTHIAS MÜLLER




Depois de Thierry Gueorgiou e de Tove Alexandersson, o Ultimate Orienteering foi ao encontro de Matthias Müller, o Campeão do Mundo de Sprint em título e Campeão Europeu de Estafetas, com a sua equipa, a Suiça. Este é mais um artigo que resulta da colaboração com o Ultimate Orienteering e que tem a minha assinatura.


What gear do the world’s best elite orienteers use? In this third edition we asked Matthias Müller, the World Champion in sprint in 2010, about his essentials.

1. Compression tights for after the competition
2. Orienteering shirt
3. Thermo underwear
4. Gloves and cap

    For cold winter days
5. Orienteering trousers
6. Chair

    I´m getting old…
7. Leg protection

    You get used to them when you grow up in the Swiss flatlands
8. Socks
9. Tape
10. Pen

      To draw my route
11. Energy gel
12. GPS watch, puls belt and interface
13. SI-pin with safetystring
14. Compass and backup compass
15. My talisman
16. Control description holder
17. Chewing gum
18. Sports drink
19. INOV-8 sprint shoes
20. Brooks running shoes
21. VJ orienteeringshoes
22. Passport for dopingcontrol
23. Headset and i-Pod
24. Chocolate

      Very important!

Ver artigo no seu contexto original em http://www.ultimate-orienteering.com/?p=4427


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 19 de julho de 2011

5º JOGOS MUNDIAIS MILITARES DO CISM: ENTRADA COM O PÉ DIREITO DE SIMONAS KREPSTA E AIJA SKRASTINA




Simonas Krepsta e Aija Skrastina foram os vencedores da prova de Distância Média que marcou a entrada da Orientação nos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, que decorrem no Rio de Janeiro. Entre os atletas brasileiros, destaque para os excelentes desempenhos de Sidnaldo Sousa, Mirian Pasturiza e Soraya Cabral, a cotarem-se no top-20 das respectivas tabelas classificativas.


Ao vencerem a prova de Distância Média, Simonas Krepsta e Aija Skrastina ofereceram hoje à Lituânia e à Letónia, respectivamente, as primeiras medalhas de ouro nos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM. A prova decorreu no Centro de Instrução Avelar, na cidade de Alferes do Paty e nela marcaram presença 160 atletas no sector masculino e 52 atletas no feminino.

Contando com alguns dos melhores atletas do Mundo, a prova masculina foi dominada pelo lituano Simonas Krepsta que concluiu o seu percurso num tempo de 24:13. Ocupando actualmente o nº 68 do 'ranking' mundial, Krepsta alcança assim o mais importante título da sua carreira, ele que conta no seu curriculo com duas medalhas de bronze nos Mundiais de Juniores de 2004 (Distância Média e Distância Longa) e foi 7º classificado na prova de Distância Média dos Mundiais de 2006 (Aarhus, Dinamarca), num ano em que chegou a ocupar o 18º lugar do 'ranking' mundial. O austríaco Gernot Kerschbaumer e o suiço Andreas Kyburz, a 25 segundos e 39 segundos de diferença, respectivamente, completaram os restantes lugares do pódio. Com quatro atletas nos nove primeiros lugares, a Suiça destacou-se das restantes selecções em prova, merecendo referência pela positiva o excelente desempenho dos atletas brasileiros, com seis dos seus sete atletas a ocuparem o primeiro terço da tabela classificativa e Sidnaldo Sousa a ser o 20º classificado, à frente, entre outros, dos finlandeses Tero Föhr e Jarkko Huovila, do suiço Sebastian Haegler, do francês Frederic Tranchand ou do noruegues Jonas Juveli.

Confirmando o favoritismo que lhe era atribuído, a letã Aija Skrastina (na foto) venceu a competição feminina, juntando aos títulos mundiais militares de 2010 uma muito suada medalha de ouro nestes Jogos Mundiais, depois de apertado triunfo sobre a polaca Daria Lajn, pela estreita margem de um segundo. Annika Rihma (Estónia) fechou o pódio, a 1:56 da vencedora. Também aqui o Brasil marcou lugar de destaque, com Mirian Ferraz Pasturiza a cotar-se no 14º lugar, a 05:31 da vencedora. Entre outras, a atleta brasileira bateu a Vice-Campeã do Mundo Junior de Sprint 2010 e actual nº 50 do mundo, a polaca Hanna Wisniewska, bem como a norueguesa Goril Fristag ou a estoniana Kirti Rebane.


Resultados

Masculinos
1º Simonas Krepsta (Lituânia) 24:13
2º Gernot Kerschbaumer (Áustria) 24:38
3º Andreas Kyburz (Suiça) 24:52
4º Timo Sild (Estónia) 24:55
5º Olli-Markus Taivanen (Finlândia) 24:59
6º Wojciech Kowalski (Polónia) 25:02
7º Martin Hubmann (Suiça) 25:25
8º Raffael Huber (Suiça) 25:36
9º Andreas Rüedlinger (Suiça) 25:37
10º Martins Sirmais (Letónia) 25:45
(…)
20º Sidnaldo Sousa (Brasil) 26:48
28º Leandro Pasturiza (Brasil) 27:50
43º João Koltun (Brasil) 29:03
44º Vanderlei Bortoli (Brasil) 29:19
45º Juscelino Karnikowski (Brasil) 29:20
51º Cleber Vidal (Brasil) 30:19
55º Ironir Ev (Brasil) 31:00

Femininos
1º Aija Skrastina (Letónia) 23:43
2º Daria Lajn (Polónia) 23:44
3º Annika Rihma (Estónia) 25:39
4º Riikka Timperi (Finlândia) 25:54
5º Sandra Pauzaite (Lituânia) 26:05
6º Johanna Bergman (Suécia) 26:12
7º Sari Suomalainen (Finlândia) 26:21
8º Marlena Wieleba (Polónia) 26:23
9º Indre Valaite (Lituânia) 26:36
10º Merike Vanjuk (Estónia) 26:54
(…)
14º Mirian Pasturiza (Brasil) 29:14
20º Soraya Cabral (Brasil) 31:26
27º Tania Carvalho (Brasil) 36:55
28º Wilma Souza (Brasil) 38:18

A competição prossegue amanhã no mesmo local, com a disputa da prova de Distância Longa. Esta prova determinará, para além dos respectivos vencedores, a classificação Geral Individual e por Equipas, antes da última prova dos Jogos, a Estafeta, que terá lugar na sexta-feira.

Tudo para acompanhar em http://www.rio2011.mil.br/.

[Foto de Ernesto Carriço, extraída do Álbum dos Jogos em http://www.flickr.com/photos/jogosrio2011/5955741516/in/photostream/]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

5º JOGOS MUNDIAIS MILITARES DO CISM: PROGRAMA COMPETITIVO DE ORIENTAÇÃO ARRANCA HOJE




O maior evento desportivo militar realizado até à data no Brasil. São assim os 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, que decorrem na cidade do Rio de Janeiro até ao próximo domingo. O programa de competições integra a modalidade de Orientação e esse é o pretexto para espreitarmos os Jogos pelo buraco da fechadura.


O Programa competitivo de Orientação dos 5º Jogos Mundiais Militares CISM 2011 tem hoje início com a disputa da prova de Distância Média no Campo de Instrução de Avelar, na cidade de Paty do Alferes, 119 km a Norte do Rio de Janeiro. Com base nas informações disponíveis na página do evento - http://www.rio2011.mil.br/ -, a competição de Orientação dos Jogos da Paz Rio 2011 terá a participação de 156 homens e 53 mulheres de 28 países: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Chile, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Colômbia, Dinamarca, Equador, Emiratos Árabes, Eslovenia, Estónia, Finlândia, França, Indonésia, Irão, Irlanda, Jamaica, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Sérvia, Suécia, Suíça e Uruguai.

Quanto aos atletas presentes, o destaque vai para aqueles que pontificam na lista dos 100 melhores do Mundo. O finlandês Tero Föhr, 16º classificado do 'ranking' mundial, é a grande figura dos Jogos, a par da letã Aija Skrastina (nº 39 do Mundo), ela que dominou os últimos Jogos Mundiais Militares que se disputaram em Kongsberg, na Noruega. Saliente-se ainda, no sector masculino, os nomes dos suiços Matthias Kyburz, Andreas Kyburz e Andreas Rüedlinger (respectivamente nº 26, 38 e 64 do Mundo), do polaco Wojciech Kowalski (nº 34), do estoniano Olle Kärner (nº 40), do finlandês Olli-Markus Taivanen (nº 57), do austríaco Gernot Kerchbaumer (nº 61) ou do lituano Simonas Krepsta (68º). Quanto às senhoras, para além de Skrastina, realce para a lituana Sandra Pauzaite (nº 41), a polaca Hanna Wisniewska (nº 50) e a estoniana Merike Vanjuk (nº 60). Muita atenção, porém, para aquilo que o Brasil poderá fazer nestes Jogos Mundiais Militares. O factor casa pesa sempre, mas os brasileiros prepararam muito bem a sua participação nestes Jogos – quem não se lembra da simpática comitiva que na primeira quinzena de Março disputou o Portugal O' Meeting e o II Meeting Internacional de Arraiolos – e Leandro Pereira Pasturiza, Cleber Baratto Vidal, Ironir Alberto Ev, Juscelino Alencar Karnikowski, Tania Carvalho, Miriam Ferraz Pasturiza e todos os outros elementos da equipa são bem capazes duma “gracinha”.


A grande festa já está em marcha

A escolha do Brasil para acolher os 5º Jogos Mundiais Militares teve lugar em Maio de 2007, no Burkina Faso, durante a reunião do CISM – Conselho Internacional do Desporto Militar (da sigla em francês para Conseil International du Sport Militaire). O Brasil disputou com a Turquia o direito de sediar os jogos. No julgamento final, as infraestruturas desportivas já estabelecidas no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos, a experiência na realização de grandes eventos e o apoio demonstrado pelas autoridades locais ao projecto acabaram por ser factores decisivos para a vitória do Brasil.

Os 5º Jogos Mundiais Militares, também designados por Jogos da Paz 2011, tiveram o seu início no passado dia 16 de Julho e contam com uma participação superior a cinco milhares e meio de atletas de 111 países, competindo em 20 modalidades desportivas. O Pentatlo Aeronáutico e o Voleibol de Praia fazem a sua estreia nos Jogos, este último como modalidade de exibição, e o Brasil está presente em todas as modalidades, com um total de 273 atletas. Portugal é um dos 111 países presentes nos Jogos, com apenas três atletas e todos eles na modalidade de Tiro (Cap. José Marracho, Ten-Cor. António Santos e Sarg. João Costa). A Cerimónia de Abertura teve lugar no Estádio Olímpico João Havelange, conhecido popularmente por Engenhão, e nela marcaram presença a Presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff e ainda o Rei do Futebol, Pelé. Grande dominadora das últimas quatro edições dos Jogos, a Rússia foi (e é) ausência notada. O programa competitivo abriu – como não podia deixar de ser – com um desafio de Futebol que opôs o Brasil à Argélia e que os anfitriões venceram por uma bola a zero.


Subsídios para a História dos Jogos

A primeira edição dos Jogos teve lugar em Roma, de 4 a 16 de Setembro de 1995. Num ano em que, simbolicamente, se comemoraram os 50 anos sobre o final da II Guerra Mundial e sobre a assinatura da Carta das Nações Unidas, 4017 atletas de 93 países disputaram os Jogos, distribuídos por 17 disciplinas. O nadador russo Denis Pankratov foi considerado a grande figura do evento, ele que no ano seguinte, em Atlanta (Estados Unidos), viria a conquistar o Ouro Olímpico nos 100 e 200 metros Mariposa. O queniano Paul Tergat (Atletismo) e o italiano Del Piero (Futebol) foram outras duas figuras de vulto nestes Jogos. Ao conquistar 62 medalhas de ouro, 28 de prata e 37 de bronze, a Rússia fez valer a sua tradição desportiva no meio militar e terminou a competição como a grande vencedora. Portugal foi um dos países presentes, tendo conquistado uma medalha de bronze.

Quatro anos volvidos, foi a vez de Zagreb, na Croácia, receber os Jogos Mundiais Militares para a realização da sua segunda edição. O número de participantes foi de 6734, em representação de 82 países. O Andebol, o Taekwondo e a Orientação fizeram a sua estreia nos Jogos, ao lado de quinze outras disciplinas de competição incluídas no programa. A estas devem acrescentar-se o Remo e a Canoagem, a título de demonstração. Momento alto dos Jogos, a final de Basquetebol onde a Croácia, baseando o seu jogo nos desempenhos inesquecíveis de Damir Mulaomerovic e Emilio Kovacic e apoiados por uma falange de apoio verdadeiramente fanática, bateu os Estados Unidos por uma diferença de 25 pontos. Com 46 medalhas de ouro, 35 de prata e 31 de bronze, a Rússia repetiu o êxito da primeira edição dos Jogos e renovou a condição de grande dominadora.


Catânia substitui Madrid e organiza Jogos em tempo record

Escolhida para organizar os 3º Jogos Mundiais Militares, a cidade espanhola de Madrid anunciou a sua desistência a poucos meses da competição. A notícia forçou o Conselho Internacional do Desporto Militar a adiar o evento para Dezembro e a levá-lo novamente para Itália, país-sede da competição inaugural. Mesmo com poucos meses de preparação, a bela cidade siciliana de Catânia promoveu um torneio de alta qualidade, com a participação de 87 países. A competição, disputada entre os dias 4 e 11 de Dezembro, reuniu 2.800 atletas. O calendário desportivo foi restrito a 11 modalidades e limitou-se o número de competições ao ar livre. A terceira edição do evento marcou ainda a estreia das provas de Vela nos Jogos Mundiais Militares – modalidade essa que, desde então, integra a programação oficial dos Jogos.

Tal como nas duas edições anteriores, a Rússia liderou a competição, conquistando 33 medalhas de ouro, 39 de prata e 36 de bronze. Entre as grandes personalidades dos Jogos Mundiais Militares destaque para a esgrimista italiana Valentina Vezzalli, tetra-campeã olímpica na categoria Florete e que conquistou o bi-campeonato da competição militar, para júbilo dos adeptos italianos. Outro destaque da competição vai para o Futebol masculino com a Coreia do Norte a levar de vencida o Egipto na grande final, depois de nas meias-finais ter batido a favorita Itália.


Jogos deixam Velho Continente

Realizada em 2007, a quarta edição dos Jogos Mundiais Militares ampliou definitivamente as fronteiras da competição. Pela primeira vez, o evento foi disputado fora do continente europeu, com a escolha a recair sobre Hyderabad, na região central da Índia, cidade conhecida pela riqueza histórica, arquitectónica e cultural. Disputado entre os dias 14 e 21 de Outubro, o evento atraiu mais de 101 países participantes – um recorde na história dos Jogos Mundiais Militares. O número de desportistas militares também aumentou em relação à competição anterior e chegou a quase 5 mil atletas, que deram o máximo para conquistar medalhas em 14 modalidades esportivas. Os 4º Jogos Mundiais Militares foram marcados pela conquista de 27 novos recordes militares, sendo 17 por atletas mulheres. Mais uma vez, a Rússia foi a grande vencedora da competição, com 42 medalhas de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. A grande surpresa veio do Quénia, sexto classificado no quadro geral de medalhas e líder no Atletismo, modalidade onde conquistou todas as suas medalhas: 5 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze.

Entretanto, de 20 a 25 de Março de 2010, atletas militares de 43 países invadiram o Vale de Aosta, na Itália. Mais de 800 atletas competiram na 1ª edição dos Jogos Mundiais Militares de Inverno. O evento contou com o apoio do Comité Olímpico Internacional e o governo local disponibilizou acomodação gratuita para todos os participantes, reforçando os laços de amizade entre os povos, lema da competição.

Tudo para acompanhar em http://www.rio2011.mil.br/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 18 de julho de 2011

V TROFÉU ORI-ALENTEJO 2011: MIGUEL GUALDINO E LENA CORADINHO, REIS DA NOITE EM ALMEIRIM




Mesmo em período de “defeso”, a Orientação continua a mexer. Almeirim recebeu no passado sábado a 6ª etapa do V Troféu Ori-Alentejo 2011, com um Score O a pôr à prova a estratégia dos participantes e o encanto acrescido duma noite enluarada. Antes, em jeito de aquecimento, houve lugar a um muito apreciado Sprint.



Integrada no calendário do Troféu Ori-Alentejo 2011, teve lugar no passado sábado, em Almeirim, a 6ª etapa. Para o efeito, a Secção de Orientação da Associação 20km de Almeirim ofereceu duas provas distintas, separadas por um curto intervalo de tempo. Esta foi a fórmula encontrada, segundo Nuno Evangelista, da organização da prova, para que, “em altura mais repousada da temporada e mantendo todo o espírito do Ori-Alentejo, os competidores pudessem sem a saturação de outras longas competições anuais, desfrutar de novo da dinâmica de fazer Orientação e também de alguma inovação no conteúdo da fórmula.” O objectivo, para aquele responsável, é simples: “Há que agitar de vez em quando!”

A primeira parte do evento consistiu num sprint urbano no mapa de Almeirim-cidade, em que a determinado ponto de controlo havia que voltar o mapa, iniciando-se então um Super-Sprint no Jardim da Biblioteca, até à conclusão agradável e bem disposta da prova. O momento alto do dia, verificou-se de noite, quando no Parque da Zona Norte, a magia do Score O, com uma partida em massa, a todos contagiou. Dada a singularidade e características deste género de competição, foi curioso constatar que a prova provocou enorme discussão de estratégias e opções entre atletas no final. Alguns controlos mais inacessíveis, ambiente aquático, manobras radicais, e até o regresso à infância, valeu de tudo um pouco para a conclusão do maior numero de pontos no final, ou não fosse esse o grande objectivo da prova. Mas não só. É que, de acordo com as palavras de Nuno Evangelista, há ainda “o prazer exponencial que se traduz em fazer Orientação com um brilho nos olhos, tendencialmente a desaparecer nos últimos tempos em Portugal. Talvez sejam os denominados factores externos, sempre a mudar... todos os dias.”

Num conjunto de provas que contou com a escassa participação de seis dezenas de atletas, Miguel Gualdino (COAC) e Lena Coradinho (GafanhOri) venceram a prova de Score O no escalão Difícil, enquanto Alfredo Gualdimo (COAC) e Rita Madaleno (ADFA) levaram a melhor no mesmo escalão. Ainda dois aspectos referidos por Nuno Evangelista: “A ajuda técnica por parte dos nossos parceiros, Gafanhori e COAC, e que este último será responsável pela próxima etapa, no regime de “Estafeta de 1 Homem”, no dia 11 de Setembro”. E a finalizar, à margem da prova: “Votem na Sopa da Pedra para Maravilha da Gastronomia.”


Resultados

Sprint

Difícil Masculino
1º Alfredo Gualdino (COAC) 27:57
2º Eduardo Sebastião (Individual) 28:30
3º António Batista (ATV) 30:20
4º Paulo Falcão (GafanhOri) 30:34
5º Grigas Piteira (GafanhOri) 30:51

Difícil Feminino
1º Rita Madaleno (ADFA) 29:00
2º Lena Coradinho (GafanhOri) 37:48
3º Albertina Sá (ADFA) 38:48

Outros escalões
Fácil M/F – António Horta (GafanhOri) e Cátia Lopes (GafanhOri)
Médio M/F – Carlos Figueira (AFAP) e Ana Salgado (GafanhOri)
Iniciação – C + Alexandre C + Anabela V + Fil (Individual)


Score O

Difícil Masculino
1º Miguel Gualdino (COAC) 360 pontos
2º Grigas Piteira (GafanhOri) 340 pontos
3º Márcio Rosa (COAC) 340 pontos
4º Eduardo Sebastião (Individual) 340 pontos
5º Tiago Silva (ADFA) 330 pontos

Difícil Feminino
1º Lena Coradinho (GafanhOri) 305 pontos
2º Albertina Sá (ADFA) 285 pontos
3º Rita Madaleno (ADFA) 270 pontos

Outros escalões
Fácil M/F – Artur Silva (Individual) e Cátia Lopes (GafanhOri)
Médio M/F – Carlos Figueira (AFAP) e Ana Salgado (GafanhOri)
Iniciação – C + Alexandre C + Anabela V + Fil (Individual)

Mais informações em http://orialentejo.webnode.pt/

[Foto gentilmente cedida por Nuno Evangelista]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

A ORIENTAÇÃO NOS CAMPOS DE FÉRIAS




No passado dia 11 de Julho, os campos de férias da Junta de Freguesia do Restelo tiveram uma tarde diferente. Dirigiram-se ao Parque da Quinta das Conchas, em Lisboa, para participarem numa actividade de Orientação.

Foi o CPOC que teve o gosto de montar alguns percursos para os cerca de 50 jovens que ansiavam por uma actividade “nova” (mais à frente explico o porquê das aspas). Apareceram formados em cinco equipas, todas elas com cerca de dez elementos cada, e acompanhados pelos monitores.

“ - Para que servem esses agrafadores vermelhos?”
“ - O Norte?.. fica pr’ali” (…) “ - Não é nada! Fica naquela direcção! Não percebes nada, tu…”
“ - Ah, eu quando entrei já vi ali ao fundo uns dois ou três coisos laranjas desses!”
“ - Eu no ano passado fiz um jogo parecido, mas tinha pistas ao longo do percurso…”

Eu e o Diogo Barradas recebemo-los com simpatia e foi com algumas destas perguntas que constatámos que poucos sabiam o que significava praticar Orientação, nem tão pouco sabiam o que iam para ali fazer!

Demos um pequeno 'briefing', algumas instruções, recomendações e dicas... colocámos um mapa do Parque nas suas mãos… e após um esclarecimento de dúvidas, a malta jovem (entre os 11 e os 14 anos) lá ficou mais à vontade e cheios de pica de começarem a fazer os percursos (traçados pelo Luís Santos): de Codificação, Formal e de Memorização. O crescendo de dificuldade nas tarefas foi bem recebido por todos, pois o “sucesso” das equipas estava sempre ao alcance de todos.

No final da actividade, pareceu-nos que estavam contentes com a aprendizagem de uma “nova” actividade… nova para eles, porque “isto” já existia antes de eles nascerem. Agradeceram bastante e alguns perguntaram onde se faziam mais provas… e o que tinham de fazer para se inscrever… Ficou o “bichinho”?

Acho essencial que se proporcionem mais actividades destas, aos jovens que NADA sabem da nossa modalidade… É bom sentir aqueles sorrisos de quem está a experimentar uma “pastilha nova, cheia de sabor”. É bom, porque ao lhes darmos novos desafios e muito sucesso eles ficam com vontade de fazer mais!

Quem sabe, alguns destes miúdos venham a fazer Orientação de verdade e se cruzem connosco numa das nossas florestas?... Quem sabe, alguns destes miúdos venham a preencher os pódios do amanhã?... Tarefa difícil? Talvez… Mas se fosse fácil não tinha piada nenhuma.

João Dias - CPOC




domingo, 17 de julho de 2011

A CRÓNICA DE MANUEL DIAS: "ADEUS À SÉRVIA"




Escrevo na madrugada antes da Distância Longa que fecha os 5 Dias do Kopaonik Open, na Sérvia. Como o tempo muda! O tempo e as pessoas. Há dois anos, na Austrália, antes da final de Distância Longa do Campeonato do Mundo de Veteranos, também não consegui dormir e aproveitei o silêncio das Blue Mountains para alinhavar uma crónica para este mesmo espaço. Mas dessa vez garatujei a esferográfica no espaço apertado da tenda onde costumava dormir ao lado da autocaravana do Bernard. Hoje, teclo directamente no portátil, alojado sobre as pernas, na cama de um espaçoso apartamento de uma estância de esqui.

O Kopaonik Open está a chegar ao fim. Ontem disputou-se a prova do WRE, com a surpreendente vitória de Ivan Sirakov sobre Kiril Nikolov, a estrela maior da selecção búlgara, que marcou presença em força na Sérvia. À noite, procedeu-se à entrega de prémios desse troféu e, também, do Sprint Nocturno de Raska, uma prova extra, que deu à organização motivo para anunciar este evento como: "Kopaonik, 6 dias, 6 corridas".

O Lisboa OK esteve em evidência nesta cerimónia. O facto de, talvez por nos termos inscrito em primeiro lugar, sermos a equipa nº 1, com direito aos peitorais 1, 2 e 3, era já uma marca distintiva. E essa circunstância acentuou-se quando, na consagração do Sprint, subimos os três ao pódio: a Sílvia Delgado foi 3ª em W21B, o José Bernardo 2º em M40, e eu 1º em M55.

Antes da cerimónia e a comprovar a simpatia com que os portugueses foram aqui recebidos, Milica Jovanovic convidou-nos a visitar a sede do clube de Kopaonik. O edifício, situado no meio da floresta, muito perto do teleférico que conduz os esquiadores ao ponto mais alto desta zona, oferece condições de alojamento, preparação de refeições e convívio. Cada sócio paga 2,50 € /dia por um quarto.

Entre os conhecimentos que aqui fomos fazendo, merece destaque o nome de uma jovem que esperamos ver correr em Portugal a partir de Setembro. Nada Zdrakovic é sérvia mas estuda na Suécia. O seu curso de Economia está virado para a agricultura, pelo que, a partir do início do próximo ano lectivo, vai passar seis meses no ISA, em Lisboa. A Sílvia e eu vestimos o nossos fatos de agentes desportivos e já tentámos encaminhar a pequena para um clube português.

Esgotados os aperitivos, vamos ao que fica para a História: os nossos resultados no Kopaonik Open. A minha participação começou mal e piorou: fiz m.p. no sprint da 3ª etapa, pelo que fiquei arredado da classificação. De qualquer modo, levo daqui reconfortantes memórias: além da vitória na prova extra, ganhei as etapas 2 e 4 em M55 e sinto que posso repetir o triunfo quando, daqui a poucas horas, for o primeiro a partir para a derradeira corrida.

A Sílvia também não teve uma prestação brilhante. Arranca para a última etapa em 5º lugar de W21B, mas parece ter aprendido que a Orientação é mais do que fazer azimutes. Na viagem para o Montenegro, vai ter de me explicar quais foram os pontos intermédios que escolheu como referências de navegação nas pernadas longas. Está prometido.

Com três vitórias nas três primeiras etapas, o José Bernardo liderava confortavelmente a classificação de M40, mas a Distância Média no mapa do WRE atirou-o ontem para a 3ª posição. Estivemos, ao fim da noite, a comparar os nossos percursos e ele, na realidade, não teve tarefa fácil. Havia vários pontos marcados em V3 ou V2, que aqui é mesmo floresta cerrada, e outros sem ponto de ataque óbvio. Era preciso ter uma grande noção da altimetria, escolher os itinerários menos arriscados e navegar com prudência para não falhar as poucas referências seguras.

A prova de hoje vai desenrolar-se num mapa contíguo ao de ontem, sendo provável que aproveite algumas partes dele. É um terreno excelente, tecnicamente difícil e muito bem cartografado. Mata densa, fechada, relevo caprichoso sobretudo nas partes mais baixas, marcadas por frequentes pântanos e uma intricada rede de pequenas linhas de água. A todos esses factores de desafio somam-se uma profusão de pedras e um piso verdadeiramente "sujo": pujante coberto vegetal e um índice de troncos caídos no chão que promove os pinhais de Cantanhede e Leirosa ao estatuto de auto-estradas. E, depois, aqueles secos e acerados ramos que fazem dos troncos uma espécie de ouriços verticais e que têm o condão de estar sempre no enfiamento dos nossos olhos ou das nossas costelas. Correr aqui é também uma prova de permanente perícia.

Bom, está quase na hora de tomar o pequeno-almoço, afinal nem foi preciso despertador. Depois, estendo-me duas horinhas, até que sejam 7 em Lisboa e em Ovar e eu comece a encaminhar-me para a minha largada ao minuto zero.

Se as coisas correrem como espero, virei, depois da prova, confirmar que o Zé puxou dos seus galões e pôs búlgaros, russos e sérvios nos seus lugares. Isto é, evidentemente, dito com toda a simpatia por estes nossos amigos. Afinal, a foto que ilustra este texto, com as nossas medalhas do Sprint Nocturno, foi gentilmente cedida pelo Sasha Vucetic, um professor de alemão que se bate com o Zé em M40 e que é das pessoas mais animadas neste grupo. A verdade é que não passamos de uma família de um pouco menos de 300 praticantes que viveram aqui uma semana de que, amanhã, começarão já a ter saudades.

A mim, por exemplo, fica-me atravessada a perdida oportunidade de visitar dois lugares em especial: Djavalja Varos (Devil's Town), um sítio de património natural protegido pela UNESCO, e a cidade de Visegrad, que Ivo Andric imortalizou no romance "A Ponte sobre o Drina". Neste último caso, seria necessário atravessar a fronteira para a Bósnia, mas trata-se de uma viagem de apenas 2h50 a partir de Raska, segundo o Via Michelin. Talvez seja mais um bom motivo para voltar um dia a Kopaonik e, nesse caso, trazer como guia o Marco Póvoa, a quem emprestei aquele livro depois de ele ter aqui passado uns tempos em comissão de serviço.

Manuel Dias


P.S. - Cumprida a última etapa, pouco há a acrescentar. O Zé Bernardo voltou a ganhar, mas não por margem suficiente para desalojar os dois primeiros classificados, quedando-se a 9 e 20 segundos, respectivamente, do 2º e do 1º lugar. De qualquer modo, subiu ao pódio com a camisola do Lisboa OK. A Sílvia desceu para 6ª da geral. Eu ganhei com quase 20 minutos de vantagem, mas nada apaga o estigma do "miss punch". Resta-me a declaração simpática do vencedor: "Você é que merecia ganhar. Foi de longe o melhor atleta do nosso grupo." Obrigado, Mikhail Solovyev.