segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ORIENTAÇÃO




Sr Presidente,

Serve a presente para lhe comunicar (e a toda a comunidade orientista) que não fui insensível aos múltiplos apelos que me chegaram e decidi FICAR DISPONÍVEL para reunir alguns amigos e constituir uma solução que devolva a normalidade e a tranquilidade à modalidade no caso de surgir um vazio directivo. Mais informo que, quando e se necessário, em poucas horas, se poderá disponibilizar uma lista de pessoas credíveis e um Plano de Actividades e Orçamento para 2011.

Assumo que não sou oposição a ninguém e nem pretendo o “poder”, mas também deixo bem claro que sou contra o tal de “paradigma”.

Assim, ficam os delegados à AG livres para em consciência decidirem o que entendem ser o melhor para a modalidade.


Sobre a actualidade, que configura uma situação de pressão (a rondar a chantagem) sobre os delegados, tal não é admissível e parece ser justificada pela necessidade de manter o poder do Presidente e da Direcção que nas últimas intervenções na página da FPO parecem dizer ”digam lá o que querem para vos fazermos a vontade, e vós, em contrapartida, deixam-nos aqui ficar”.

As apregoadas “democracia” e “transparência” andam tão arredadas da vida da modalidade que a menos de uma semana da AG o Plano e Orçamento ainda não estão disponíveis na página da FPO.

Admitindo a normalidade no mandato e que em 2012 existirão eleições, será nessa altura tempo para esclarecer!!!

Mas, desde já, compete-lhe garantir (em nome de todos os orientistas) algumas questões vitais que aos sócios e/ou delegados não são acessíveis:

a) A modalidade aceita tentar enganar o IDP através de engenharia financeira?

b) Dado que o IDP nunca apoiará com os mais de 500 mil euros planeados (pedir mais de 200 mil já é abuso), como se garante a não execução das “paradigmices” do plano?

c) Que tipos de contratos vão ser estabelecidos com os funcionários a contratar?

d) Que critérios vão ser usados para seleccionar o pessoal a contratar?

e) Que compromissos vão ser assumidos no marketing, assessoria de imagem, aquisições, etc?

f) E no momento: que compromissos já estão assumidos e que despesas já estão feitas nesta fase que devia ser de gestão com aspectos relacionados com marketing, com médico, com o evento de CA’s na Austrália, com as organizações das provas de CA’s?


Com os melhores cumprimentos,
Augusto Almeida - 1029

XIX TROFÉU ORI-ESTARREJA E ORI-6 RELAY: JORNADA DUPLA DE GRANDE NÍVEL




Tiago Romão e Maria Sá espalharam a sua classe nas Dunas de Cantanhede e foram os grandes vencedores do XIX Troféu Ori-Estarreja. Já noite adentro, os Altos e Baixos souberam nivelar-se por cima e levaram de vencida a segunda edição da Ori-6 Relay.


A poucos dias de soprar dezanove velas, o Clube Ori-Estarreja brindou-nos com uma jornada dupla da melhor Orientação. Abrindo um ciclo de grandes provas - que só irá terminar em Fevereiro do próximo ano, com a organização do Portugal O’ Meeting em Vila Nova de Paiva, S. Pedro do Sul e Viseu – o XIX Troféu Ori-Estarreja chamou às Dunas de Cantanhede um total de 357 atletas, dos quais 282 nos escalões de competição e os restantes nos escalões de Promoção. Lá mais para o final do dia, a floresta voltou a abrir-se para uma Estafeta que contou com a participação de 13 equipas de seis elementos cada e abriu ainda a possibilidade a doze atletas de realizar um ou mais percursos abertos.

Regressando a um dos seus palcos de eleição, o novel clube da beira-ria apresentou uma proposta aliciante, mesmo irrecusável. Uma manhã de Orientação para uma prova de Distância Média pontuável para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2011 (nível 2), a fazer apelo à enorme concentração em terrenos rápidos, com boa visibilidade e onde o micro-relevo é rei. E depois, para terminar o dia na melhor das formas, uma Estafeta onde a falta de luz natural, já na segunda metade da prova, foi o grande obstáculo. Mas também o maior desafio!


Tiago Romão vence e convence

Debelados que parecem estar os problemas que o afectaram no início da temporada, Tiago Romão (ADFA) evidenciou uma superior adaptação ao mapa e às características do terreno, impondo-se de forma imperial à concorrência. Num percurso praticamente isento de erros, Romão precisou de 33.24 para cumprir 6,6 km de prova, deixando o segundo classificado, Manuel Horta (GafanhOri) a distantes 4.17. A contas com problemas no tendão de Aquiles, Miguel Silva (CPOC), o vencedor do ‘ranking’ da Taça de Portugal na temporada transacta, quedou-se pela terceira posição com mais 4.33 que o vencedor.

No sector feminino, a luta esteve ao rubro, com apenas 1.31 de diferença a separar as cinco primeiras classificadas. Maria Sá (GD4C) foi de novo superior às suas adversárias e venceu com o tempo de 36.49 (5,2 km, 23 pontos de controlo). Em época de estreia no escalão maior, Mariana Moreira (CPOC) continua a ameaçar a vitória e repetiu o segundo lugar de Coruche e Quiaios, a escassos 32 segundos de Maria Sá. A checa Stepanka Betkova (Ginásio) voltou a evidenciar-se (tinha sido segunda classificada no Meeting de Gouveia) e concluiu desta feita na terceira posição, com o tempo de 37.56. Colectivamente, a vitória sorriu ao Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos com 1737,10 pontos, seguindo-se-lhe o Clube de Orientação do Centro com 1625,10 pontos. Ginásio Figueirense, GafanhOri e Clube Português de Orientação e Corrida, ocuparam por esta ordem as posições imediatas.


Resultados

Homens Elite
1º Tiago Romão (ADFA) 33.24
2º Manuel Horta (GafanhOri) 37.41
3º Miguel Silva (CPOC) 37.57
4º Joaquim Sousa (COC) 38.15
5º Gildo Silva (COC) 40.01
6º Tiago Gingão Leal (GafanhOri) 41.00
7º Luís Leite (GD4C) 43.55
8º Nélson Santos (COC) 44.45
9º Jorge Almeida (Ginásio) 45.26
10º Ricardo Vieira (Amigos da Montanha) 46.05

Damas Elite
1º Maria Sá (GD4C) 36.49
2º Mariana Moreira (CPOC) 37.21
3º Stepanka Betkova (Ginásio) 37.56
4º Patrícia Casalinho (COC) 38.05
5º Raquel Costa (GafanhOri) 38.20
6º Joana Costa (GD4C) 39.59
7º Catarina Ruivo (COC) 42.39
8º Céu Costa (GD4C) 48.04
9º Isabel Sá (GD4C) 48.39
10º Ana Magina (CAOS) 51.10

Vencedores outros escalões
H/D11 – André Henriques (Esc Padre Donaciano) e Carina Cotovio (COA)
H/D13 – Samuel Silva (COC) e Sara Roberto (COC)
H/D15 – João Novo (.COM) e Inês Alves (GD4C)
H/D17 – Miguel Ferreira (ADFA) e Catarina Dias (GD4C)
H/D20 – Luís Silva (ADFA) e Susana Alves (GD4C)
H/D21A – Celso Moiteiro (COC) e Liliana Oliveira (CPOC)
H/D21B – Alexandre Espírito Santo (Ginásio) e Paula Ferreira (COA)
H/D35 – Rui Mora (Ginásio) e Susana Pontes (CPOC)
H/D40 – António Aires (Individual) e Anabela Vieito (COC)
H/D45 – Michael Finkenstaedt (OLV Uslar O-Portugal) e Luísa Mateus (COC)
H/D50 – José Fernandes (.COM) e Palmira João (COC)
H/D55 – Álvaro Coelho (Ginásio) e Fernanda Ferreira (DA Recardães)
H/D60 – Francisco Coelho (Clube TAP) e Karin Larsson (OK Kompassen O-Portugal)
H65 – Frank Finkenstaedt (OLV Uslar O-Portugal)
H70 – José Grada (Individual)


Mais “Altos” que “Baixos”

Pelas 16h30 assistiu-se à partida do Ori-6 Relay, uma prova de Estafeta para equipas de seis elementos, lançada com enorme sucesso no ano passado e que motivou uma grande dose de entusiasmo entre os participantes. Poucos, é certo, mas muito bons participantes. A luta pela vitória começou a desenhar-se logo no primeiro percurso, acabando por se resumir a três as equipas que se mostraram à altura do desafio.

Começou melhor a ADFA A, com Jacinto Eleutério a ser o mais rápido e a lançar Bernardo Pereira na primeira posição. Vítor Rodrigues fez um segundo percurso de grande categoria e dava ao CPOC uma ligeira vantagem. Foi então a vez de Miguel Ferreira entrar em cena, bater toda a concorrência por larguíssima margem e lançar de novo a ADFA A para o comando das operações à entrada para a segunda metade da prova. Com o CPOC já praticamente fora de combate, Luís Silva (ADFA A) e João Mega Figueiredo (Altos e baixos) entregaram o testemunho para o quinto percurso lado a lado, depois de terem feito exactamente o mesmo tempo. Pedro Silva (Altos e Baixos) fez uma prova brilhante, impondo-se a Fábio Silva (ADFA A) e lançando Miguel Silva para o derradeiro percurso com 4.20 de vantagem. No tudo por tudo, Tiago Romão (ADFA A) quase anulava a desvantagem – chegou mesmo a liderar a prova -, mas a vitória acabou por sorrir aos Altos e Baixos com o tempo de 4.06.06, contra os 4.06.33 da ADFA A. A terceira posição coube ao CPOC com 5.40.25.

Resultados

1º ALTOS E BAIXOS 4.06.06
Norman Jones 28.02
Manuel Dias 1.02.41
3º António Aires 1.48.31
4º João Mega Figueiredo 2.37.49
5º Pedro Silva 3.17.11
6º Miguel Silva 4.06.06

2º ADFA A 4.06.33
Jacinto Eleutério 27.50
Bernardo Pereira 1.12.33
Miguel Ferreira 1.48.30
Luís Silva 2.37.48
Fábio Silva 3.21.37
Tiago Romão 4.06.33

3º CPOC 5.40.25
Acácio Porta Nova 28.50
Vítor Rodrigues1.02.22
Susana Pontes 1.53.44
Mariana Moreira 3.12.29
José Pires 4.30.57
Rui Botão 5.40.25


Porquê pérolas?

Uma nota final para o labor organizativo do Ori-Estarreja. Se é certo que os mapas e terrenos são sempre os aspectos mais valorizados numa prova de Orientação, não é menos certo que há muita coisa que vem por acréscimo e acaba por fazer a diferença. E se estes mapas e terrenos de Cantanhede são do melhor que há para a prática da modalidade, o cuidado posto nos meios à disposição dos participantes merece nota particularmente elevada.

Não pode deixar de se particularizar um aspecto que chamou à atenção na etapa da manhã e que se prende com a utilização dos recursos informáticos. Ao dispor dum ‘speaker’ de excelência como é Bruno Nazário, o Ori-Live, de Franclim Sá, disponibilizou informação a partir de vários pontos-rádio espalhados pelo terreno, permitindo assim o acompanhamento em tempo real das principais incidências da jornada. Mas quantos tiraram partido – e prazer! – deste trabalho espectacular? A cultura do orientista, na generalidade, é dum individualismo que não se compadece com “pormenores”, recusa o convívio e refuta a Arena. Afinal, tanto cuidado para tão pouco proveito. Vale a pena pensar nisto!


Saiba tudo sobre o XIX Troféu Ori-Estarreja e Ori-6 Relay, visitando as respectivas páginas, ou consulte o site do Clube de Orientação de Estarreja em http://www.ori-estarreja.pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

XIX TROFÉU ORI-ESTARREJA E ORI-6 RELAY: IMPRESSÕES




No rescaldo do XIX Troféu Ori-Estarreja e Ori-6 Relay, apresentamos um conjunto de opiniões de alguns dos seus principais protagonistas.


Ambas as provas foram agradáveis e gostei muito. Em Portugal as competições são sempre bem organizadas, sem erros, com pontos claros e bem colocados, com bar e com 'speaker'. De manhã, o meu percurso foi fácil mas muito bem construído, divertido e rápido. O percurso da estafeta Ori-6 Relay foi traiçoeiro, com pontos que pareciam simples mas que não se revelaram nada simples. A atmosfera na Arena foi super. Obrigada aos organizadores!

Stepanka Betkova (Ginásio)


A prova foi muito agradável, quer em termos de mapa, quer em termos de ambiente. No que diz respeito à minha prestação, considero que fiz alguns erros na zona dos pontos e numa opção que me custou alguns minutos, sendo a classificação reflexo da prestação. O físico também não é o melhor e reconheço que estou num nível abaixo das minhas adversárias.

Catarina Ruivo (COC)


A prova de hoje correu-me muito mal, com vários pequenos erros nos primeiros pontos (devia ter visto a escala antes de começar a prova), por isso até ao ponto de espectadores não dei com nenhum ponto à primeira. Depois de ver que a escala era 1:7 500 as coisa começaram a sair melhor, mas muito tempo estava já perdido e um bom resultado também. O mapa é muito bom para a Orientação mas penso que a escala poderia ser 1:10 000, é a minha opinião. Parabéns ao Ori-Estarreja que mais uma vez esteve à altura, com um bom mapa e um bom percurso...

Joaquim Sousa (COC)


Gostei desta prova que o Ori-Estarreja organizou, pois tinha tudo o que uma prova deveria ter: 'speaker', ponto de espectadores, bar e principalmente bons percursos num mapa com qualidade técnica. Este mapa que tinha alguns pormenores de relevo (muitas cotas e colinas) e de vegetação, principalmente rasteira, permitiu-me fazer uma prova relativamente boa, pois não perdi muito tempo, cerca de um minuto e meio em toda a prova. Fisicamente senti-me bem, já que neste tipo de mapas dá para atingir ritmos bastante elevados. Contudo foi mais uma prova que deu para competir com as maiores adversárias do meu escalão (D20).

Rita Rodrigues (GafanhOri)


Desloquei-me para longe de Lisboa por esta prova ter o selo de qualidade do Ori-Estarreja e por se desenrolar em mapas que, na minha opinião, são dos melhores de Portugal. As minhas expectativas não foram de todo defraudadas. De manhã não me consegui abstrair totalmente da dor que tinha no tendão de Aquiles. Tecnicamente estive péssimo. Erros atrás de erros. À noite os "Altos e Baixos" saíram vitoriosos. No entanto, o mérito foi todo dos restantes elementos uma vez que ia arruinando os minutos de vantagem que me deram à partida. Especial referência ao Pedro Silva que estava receoso da noite e que nos deu a vantagem. Por motivos que não controlo, encontro-me demasiadamente longe das prestações a que quero chegar. Há que trabalhar...

Miguel Silva (CPOC)


A prova de sábado de manhã foi encarada como um treino técnico visto que é neste tipo de terreno que tenho mais dificuldades. O mapa era muito bom apesar de achar o percurso não muito exigente tecnicamente. No geral a prova correu-me bem apesar de pequenas hesitações em alguns pontos e o facto de nestes últimos dias ter estado doente dificultou um pouco a parte física. Quando à Estafeta realizada no mesmo dia penso que a pouca participação dos atletas tirou um pouco da "festa" que este tipo de provas proporciona. Apesar disso, a organização esteve muito bem e apesar da pouca participação tivemos alguns momentos emocionantes enquanto espectadores das Estafetas de duas equipas. Quanto à minha prova, nunca tinha feito nada do género e pensar fazer 7 km de noite só com uma lanternazinha já me causava arrepios. Parti em massa o que por alguns momentos me aliviou o medo por ir com mais pessoas para a floresta mas depois de ter picado dois pontos vi-me completamente sozinha e um pouco perdida. O resto da prova foi feita com dois senhores do Ginásio e apesar de termos três pontos diferentes preferi ir com eles e fazer um 'treino técnico em grupo' do que ter voltado logo para trás. Foi uma experiências inesquecível, tanto pelos melhores como pelos piores motivos.

Susana Alves (GD4C)


Quebrando o jejum que se prolonga desde Gouveia, em que me dediquei a treinar incessantemente, creio que em vésperas de Portugal O'Meeting - um dos objectivos da época! - esta prova veio servir como um teste de modo a avaliar o que tenho feito. Mais uma vez o Ori-Estarreja brindou-nos com uma excelente organização, com tudo o que se podia esperar e ainda dois mapas de qualidade com percursos bem traçados. Só tenho imensa pena de um aspecto, nada relacionado com a organização como é óbvio, mas entristeceu-me a fraca adesão à competição da tarde, e falo do Ori-6 Relay. Não creio que toda a gente tenha a noção do espectáculo que esta Estafeta poderia ser se entrassem mais equipas. Se com as poucas equipas presentes se viveram momentos de verdadeira intensidade, imaginem com mais equipas, para além do excelente treino de orientação nocturna que este tipo de provas proporcionam e que, confesso, me obrigou a olhar para o mapa como a única "salvação" para sair daquela floresta. Bem, mas cada qual tem a sua perspectiva, como é óbvio... Mais uma vez parabéns ao Ori-Estarreja e que continuem a realizar provas assim.

Luís Silva (ADFA)


Num ambiente bastante agradável, realizou-se da parte da manhã uma bela prova nas Dunas de Cantanhede. Mais um mapa bom para treinar e ao mesmo tempo competir, num terreno muito agradável e com bastantes pormenores de relevo. A prova correu bem, perdi apenas cerca de trinta segundos com hesitações. Fisicamente poderia estar um pouco melhor mas no final fiquei satisfeito com a minha prestação. Gostei bastante e parabéns ao Ori-Estarreja! 
Da parte da tarde, realizou-se mais um Ori-6 Relay, no mapa de Rovisco Pais, que é um mapa já conhecido mas que com a noite bastante escura reserva sempre muitas surpresas.
Parti com cerca de cinco minutos de desvantagem e, ainda por cima, entrei logo mal no mapa cometendo um erro para o 1º ponto. Depois ainda consegui tomar a liderança da prova, mas mesmo antes do ponto de espectadores cometi mais um erro que acabou por hipotecar as hipóteses da vitória para a minha equipa. Acabei por fazer uma prova com mais de quatro minutos de erros, tendo no final ficado bastante chateado com a minha prestação! Considero esta prova uma excelente iniciativa por parte do Ori-Estarreja, pena só mesmo a pouca adesão!

Tiago Romão (ADFA)


Passa-se mais um ano, organiza-se mais um Troféu Ori-Estarreja, o XIX neste caso. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para satisfazer quem se deslocou até à Tocha. O mapa era de boa qualidade técnica, assim como os percursos, e por isso penso que neste aspecto não defraudámos as expectativas de ninguém. Quanto à envolvente, tentámos criar todas as condições para que todos desfrutassem do espaço, com serviço de bar, babysitting e tudo o resto. Da parte da tarde teve lugar a Estafeta. Desta vez com um formato diferente, errámos nas previsões que fizemos quanto aos tempos dos atletas e isso fez com que a prova se tenha desenrolado mais durante a noite do que tínhamos previsto. Contudo, foi também um bom espectáculo, pese embora o facto da redução do número de equipas relativamente ao ano passado.

Diogo Miguel
Director da Prova


Saiba tudo sobre o XIX Troféu Ori-Estarreja e Ori-6 Relay visitando a página do Clube de Orientação de Estarreja, em http://www.ori-estarreja.pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 27 de fevereiro de 2011

XIX TROFÉU ORI-ESTARREJA: O VÍDEO (QUASE PROFISSIONAL)!

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ANTÓNIO MARCOLINO: "OPTEI POR SER TREINADOR A CEM POR CENTO"




O convidado da Grande Entrevista de hoje é um nome que dispensa apresentações. Com apenas cinco anos dedicados à Orientação – em cinco décadas de vida – António Carolino Marcolino é hoje uma das pessoas mais queridas e estimadas desta nossa pequena “família”. Aqui nos relata, na primeira pessoa, um pouco do seu percurso de vida na Orientação.


Orientovar – De que forma chegou à Orientação?

António Marcolino – Como aconteceu com muitos de nós, a “culpa” disto é do Fernando Costa. Eu comecei no Atletismo aos 14 anos e, com 25 anos de Atletismo, estava farto. Farto de guerras e guerrinhas. Já não suportava aquilo, estava desiludido e parei. Foi então que apareceu a Orientação, numa altura em que ia fazer a minha manutenção ao Parque da Cidade do Porto. O Fernando Costa ligou-me – eu já nem me lembrava que ele me tinha convidado antes – e acabei por ir parar ao Parque do Carriçal onde fiz a minha primeira prova de Orientação.

Orientovar – O que sentiu na altura?

António Marcolino – É indescritível, é uma coisa fora do comum. É o prazer... Quanto mais nos “atascamos”, mais vontade temos de descobrir o ponto. Acabei por ver na Orientação muito mais do que poderia imaginar e, se é verdade que fui desencaminhado pelo Fernando Costa, não é menos verdade que comecei logo a desencaminhar também outras pessoas, a começar pela minha própria família. São já três gerações que andam nisto e quanto mais pessoas conseguir absorver para a Orientação, melhor.


Correr a pensar, pensar a correr...

Orientovar – Essa família mais pequenina, que é a sua, está agora perfeitamente integrada nessa grande família que é o Grupo Desportivo Quatro Caminhos...

António Marcolino – Isto é mesmo uma família. Como em todas as famílias, há sempre pontos de vista diferentes mas no final tudo se faz, todos conseguimos chegar a acordo, toda a gente se mantém unida e fazemos as coisas sempre no bom sentido, ou seja, em prol do clube e da Orientação em geral.

Orientovar – A Orientação é uma alternativa ao Atletismo?

António Marcolino – Não a vejo tanto como uma alternativa mas mais como um complemento. Eu considero que nós hoje já não fazemos Orientação. Fazemos Corrida de Orientação. Orientação era há uns anos atrás, quando pegávamos num mapa e íamos para o meio do mapa e perceber o que era aquilo. Agora não. Agora faz-se Orientação a correr, é 60% de físico e 40% de técnico. Correr a pensar, pensar a correr... Corrida de Orientação, portanto.


Já por duas vezes a minha mulher me perguntou se tinha casado com ela ou com a Orientação

Orientovar – Onde é que termina o António Marcolino - atleta e começa o António Marcolino – treinador?

António Marcolino – O António Marcolino – treinador começou já no Atletismo, ou seja, eu vim para a Orientação mas já era treinador. Quando cheguei à Orientação, há cinco anos atrás, as coisas corriam sem um rumo definido, quase ao sabor do acaso. Não se percebia quem era atleta, treinador, dirigente... E digo isto em relação à Orientação em geral, não me refiro apenas ao Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Comecei então a treinar o meu filho, a minha mulher, depois começaram a aparecer outros atletas do clube, mais atletas de outros clubes e acabo por ter neste momento um grande número de atletas que eu ajudo, independentemente do seu clube. Eu vejo a Orientação como um todo, gosto da Orientação e é por isso que eu ajudo seja quem for na Orientação.

Orientovar – Como é que gere os vários esquemas de treino?

António Marcolino – Cada atleta é um atleta. Faço o acompanhamento individual de cada um deles, programo o treino de acordo com o momento de cada um, trabalho para que se atinja o melhor momento de forma e procuro gerir esses momentos para que todos estejam na máxima forma quando isso for importante para o clube. Tenho atletas desde o escalão de Infantis até aos “super-veteranos”, como costumo dizer, e toda a gente tem um plano diferente. Gasto quatro a cinco horas por dia na elaboração de planos de treino, na visualização e no acompanhamento dos meus atletas. Isto não é fácil. Já por duas vezes a minha mulher me perguntou se tinha casado com ela ou com a Orientação.


A prova da Joana foi aquela que até hoje me encheu mais as medidas

Orientovar – Ainda continua a treinar uma série de pessoas da área do Atletismo. Quais as diferenças entre ser treinador de Atletismo e ser treinador de Orientação?

António Marcolino – Na Atletismo conseguimos treinar apenas a vertente física, ao passo que na Orientação temos de conciliar a vertente física com a vertente técnica. Eu vou treinar uma pessoa da área do Atletismo e outra da Orientação, por exemplo, e a primeira corre apenas, enquanto a segunda corre com um livro nas mãos. E vai a correr e a ler o livro. Está a treinar a parte física e, ao mesmo tempo, está também a treinar a visão e a capacidade de memorização. Isto porque, no fim do treino, ele vai ter de me contar aquilo que leu. É a mesma coisa que estarmos a fazer um treino de memória com um mapa.

Orientovar – Na sua vida de treinador de Orientação, qual o momento que guarda com mais alegria?

António Marcolino – Tenho vários momentos assim, mas aquele que mais alegria me traz foi no Campeonato da Europa de Jovens do ano passado, em Soria. Tínhamos apostado nas Estafetas e, na véspera da prova, a Joana Costa estava bastante doente que eu receei que ela pudesse competir. A verdade é que ela fez uma prova fantástica, acho que fez a prova da vida dela. Não tirando o mérito à Mariana Moreira e à Isabel Sá, que fizeram provas excelentes, a prova da Joana foi aquela que até hoje me encheu mais as medidas.


Para mim as condições são trabalho, trabalho e mais trabalho

Orientovar – Integrou a equipa técnica das nossas jovens selecções nacionais de Orientação Pedestre durante dois anos. Hoje o grupo está completamente desmembrado. O que é que sente perante esta realidade?

António Marcolino – Não gosto muito de falar do passado. Passado é passado… Foi com todo o orgulho que dei o meu contributo para a Selecção, na firma convicção que levaríamos a bom porto o trabalho que tínhamos delineado. Quando cheguei à Selecção, aquilo não tinha ponta por onde se lhe pegasse. Pois nós, os treinadores, conseguimos pôr o grupo todo unido e a apresentar resultados. Passados alguns meses, já se via disciplina e empenho nos atletas. O problema é que as promessas foram surgindo mas depois não eram cumpridas. Eu nunca gostei de pôr a minha assinatura em matérias já resolvidas. O tempo de colocar o meu cargo à disposição chegou após o EYOC, falei com o Director Técnico Nacional e saí.

Orientovar – Voltaria à Selecção? Sob que condições?

António Marcolino – Para mim as condições são trabalho, trabalho e mais trabalho. Eu nunca ganhei um cêntimo com a selecção. Mas tem de haver condições e que dêem aos atletas e aos treinadores o valor que eles têm. E não venham dizer que os resultados surgem por acaso. Porque não surgem. Com dois anos de trabalho, os resultados já não acontecem por acaso.


Gostava que alguém se desse ao trabalho de verificar qual o treinador mais medalhado na época passada

Orientovar – E o mesmo acontece no Grupo Desportivo dos Quatro caminhos, presumo. Como é que viu a vitória no ‘ranking’ de clubes pela primeira vez no historial do GD4C?

António Marcolino – Foi a cereja no topo do bolo. Orgulho-me de ter chegado ao Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos e fomos quartos, depois terceiros, segundos e o ano passado vencemos o ‘ranking’. E ganhámos porque trabalhamos. Podem mudar as regras que quiserem. Nós vamos continuar a trabalhar e a ganhar. Optei por ser treinador a cem por cento. O clube tem interesses, eu não vou competir. Sei o que os atletas precisam, sei que é necessário dar aquele pequeno acerto antes da saída, sei que tenho de os olhar nos olhos para lhes dar aquela confiança e eles saberem o que têm de fazer. Se eu andar lá dentro a competir, como é que lhes dou aquele apoio e incentivo de que eles precisam?

Orientovar – Foi o treinador que mais títulos conquistou esta época, mas a escolha como o “treinador do ano” recaiu noutra pessoa. Magoado?

António Marcolino – Magoado, não. Mas quis saber o porquê desta situação. Questionei o Director Técnico Nacional acerca do assunto, visto que gostava que alguém se desse ao trabalho de verificar qual o treinador mais medalhado na época passada, tanto a nível de Clubes como de Selecção. Atenção que isto nada tem a ver com a pessoa que foi escolhida e que tem valor e muito valor. Mas quais foram os critérios? Foi só isso que eu pretendi saber. A resposta vou guardá-la para mim.


Posso garantir que este vai ser um grande Portugal O’ Meeting

Orientovar – Vem aí o Portugal O’ Meeting e o António Marcolino despe a pele de treinador e salta para o terreno no papel do organizador. Que papel vai ser esse?

António Marcolino – Vou ser dos primeiros a chegar ao terreno, eu, o Fernando Costa e o Jorge Marques. Eu serei assim uma espécie de bombeiro que terá de acudir aos fogos quando eles surgem. A minha tarefa primordial prende-se com a montagem das chegadas, mas vou socorrer quem estiver em dificuldades. Posso garantir que este vai ser um grande Portugal O’ Meeting. Estive no terreno na semana passada e vamos ter muito bons mapas. Vai ser um prazer muito grande para todos aqueles que nos visitarem. E vai ser um prazer muito grande também para mim. Aliás, tudo o que faço é com prazer. Se não fizer as coisas com prazer, não vale a pena.


Para saber mais sobre António Marcolino, não deixe de visitar a sua página pessoal em

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 26 de fevereiro de 2011

REGULAMENTO ESPECÍFICO DE CORRIDAS DE AVENTURA: PRÓS E CONTRAS




O Regulamento Especifico de Corridas de Aventura encontra-se em fase de reformulação para 2011 e a sua última versão de trabalho foi apresentada na passada semana. Retomando um modelo já ensaiado no Orientovar, trazemos hoje duas visões antagónicas sobre este assunto e que, no seu todo, permitem fazer alguma luz sobre a questão e acrescentar valor a um debate que se pretende iminentemente construtivo.


OS PRÓS...

Filipe da Silva Gomes
ADA Desnível

O assunto dos Regulamentos desde sempre foi um ponto de discussão entre os atletas que praticam esta modalidade. Nos últimos dez anos, as regras que orientam as Corridas de Aventura foram sendo adequadas à realidade deste desporto e dos que o praticam, tornando este documento bastante instável e causando por vezes alguma confusão entre os atletas. Como seria de esperar, as alterações nem sempre foram unânimes e algumas vezes esgrimiram-se argumentos em sentidos opostos causando desconforto entre aqueles que não vêem as suas ideias prevalecer.

O principal problema centra-se no facto deste desporto não ter enquadramento federativo internacional, não existindo uniformidade de regras e procedimentos (algo que não acontece nas outras disciplinas da Orientação), havendo vários modelos que foram influenciando aos poucos o desporto no nosso país. Outra questão a ter em conta é a parceria entre as Federação de Orientação Portuguesa e Espanhola (já que ambas as Federações integraram as Corridas de Aventura no seu seio) e houve a tendência de aproximar as regras nestes dois países da Península Ibérica. Essa aproximação não foi total, já que existiam diferenças vincadas entre os dois modelos e prova disso foram os resultados obtidos pelas equipas em provas sempre que tinham que atravessar a fronteira.

Deixando a contextualização de fora e apresentado a minha opinião sobre o actual Regulamento, gosto de pensar que este resulta de alguns anos de experimentação pela caravana dos atletas das Corridas de Aventura e que é o resultado do trabalho meritório daqueles que tentaram dar o seu melhor durante os vários anos transactos, esforçando-se para trazer à luz do dia Regulamentos e Provas que agradassem e tivessem sucesso. Essa foi também a postura daqueles por quem neste momento passa essa responsabilidade.

A Comissão Técnica para as Corridas de Aventura pegou nos Regulamentos e efectuou uma revisão, dando oportunidade àqueles que achavam que se deviam implementar mudanças no documento, de poder dar o seu contributo. Depois de algumas opiniões expressas, a Comissão apresentou a versão de trabalho onde se podem ver algumas alterações no que diz respeito às classificações para o 'ranking' (situação muito debatida) e apresentou uma fórmula de cálculo que faz uma diferenciação positiva entre equipas terminadas com o mesmo número de CP’s e que, através dela, obtêm uma pontuação diferente para o 'ranking', permitindo assim uma mais justa transposição de resultados. Para além disso, efectua-se uma clara distinção entre os vários tipos de provas que se podem realizar nesta disciplina (tendo em conta o tempo de duração das mesmas), abrindo caminho a novos eventos de âmbito regional que são importantes canais de captação de mais praticantes, possibilitando também a integração de provas já existentes no calendário oficial da Federação Portuguesa de Orientação. Este esforço de inclusão é importante já que dessa forma se permite a disseminação do conceito para além do calendário da Taça de Portugal, procurando novos praticantes. É neste sentido que a Comissão Técnica decidiu manter o actual figurino de escalões (Elite, Aventura e Promoção). Esta diferenciação procura enquadrar todos aqueles que pretendem fazer uma Corrida de Aventura conforme a sua disponibilidade física e financeira.

O objectivo da Federação Portuguesa de Orientação e das equipas mais experientes nas Corridas de Aventura é o de procurar melhorar a performance e estar à altura de equipas internacionais, portanto promover a Elite é uma prioridade. Existe um problema estrutural que se prende com o número ainda pequeno de atletas femininas que são essenciais para competições de alto nível no estrangeiro, que não se consigna apenas à modalidade das Corridas de Aventura mas também às demais disciplinas da Orientação.

Para os que engrossam a caravana da aventura e que querem ter oportunidade de passar um fim-de-semana a competir na modalidade que gostam e apreciam, mas que entendem não competir em Elite, portanto numa categoria menos exigente, permanece o escalão de Aventura. Os curiosos que tentam sentir as emoções da aventura e que não tem as competências ou material necessários, têm sempre a hipótese de entrar no escalão de Promoção, sem grandes obrigações e em que facilmente são integrados na restante prova sem dar grandes problemas ou adequações para os organizadores.

Por tudo isto que acabo de esgrimir dá para perceber que reconheço qualidades neste Regulamento Específico de Corridas de Aventura e que acredito nele. Só espero que os outros atletas que militam nesta modalidade também o façam e que esta época seja mais uma época de sucesso para as Corridas de Aventura e para a Federação Portuguesa de Orientação.


… E OS CONTRAS!

José Galvão Marques
CP Armada

Começaria por dizer que não é só o Regulamento que está mal. É o próprio espírito do Regulamento e a falta duma estratégia para a Aventura pela entidade promotora, a Federação Portuguesa de Orientação, que estão mal.

Em termos competitivos, a Aventura está em declínio, não é aliciante para quem quer fazer competição. Boas equipas desapareceram e esses elementos apostaram noutras vertentes. Existe uma notória incapacidade para atrair atletas de outras modalidades, como foi o caso do Triatlo, de onde vinham atletas de grande valor.

Com este Regulamento, as equipas encontram-se dispersas por vários escalões e agora também em sub-escalões. Mas será que temos tantas equipas assim?

Por outro lado, este é o “golpe de misericórdia” nas equipas mistas, que ainda há três ou quatro anos atrás eram apontadas como o rumo a seguir. No Artº 4º, “equipas e escalões”, o Regulamento junta e põe em pé de igualdade homens e mulheres. O que é que isto vai provocar? As equipas que tenham por objectivo ganhar, organizam-se em equipas masculinas. Mas se é verdade que primeiro se desincentivam as equipas mistas, não é menos verdade que depois põem-nos a disputar o Campeonato Ibérico em Elite Mista (Artº 24º). É um contra-senso. Tem de haver uma bonificação para o elemento feminino; em Espanha é retirado 6% ao tempo total da equipa.

Relativamente à constituição da equipa, acabam-se os três elementos sempre em prova, por ser demasiado duro ou por este ou aquele motivo. O que é certo é que, em seis provas, três delas as equipas são constituídas por três elementos em prova. Outro contra-senso.

Mas há mais: No Artº 19º, no ponto 10, fala-se em dois elementos da equipa base… o que é a equipa base? Isto tem de ser muito bem clarificado. Fala-se também em não complicar. Mas já viram as contas que é preciso fazer para as pontuações do 'ranking'? Depois há a dimensão da prova, com um modelo que deixa CP's para trás e não promove a competitividade, apenas serve os “preguiçosos”. Temos de estar em sintonia com o que se faz lá fora e neste caso estamos orgulhosamente sós.

Hoje, se queremos saber algo acerca das Corridas de Aventura, não há onde procurar. A Aventura não é uma prova normal de Orientação Pedestre ou de Orientação em BTT. Tem características muito próprias e, como tal, é necessário ter um site/página dedicado à a Aventura. É fundamental reabilitar o site portugalecoaventura.pt que servia muito bem a modalidade.

E é preciso também criar a Inscrição de Época com um desconto correspondente ao valor de uma inscrição. Esta inscrição daria uma certa tranquilidade aos organizadores, que tinham à partida umas quantas equipas certas, e era um incentivo às equipas, que teriam uma inscrição grátis. A inscrição seria paga à Federação Portuguesa de Orientação, que por sua vez distribuiria esse dinheiro de igual forma pelos organizadores... fácil… isto à semelhança do que se fazia há uns oito anos atrás.

Resumindo, peço que se olhe para o modelo espanhol, que no fundo engloba tudo o que disse, ou então que peguem no Regulamento de há oito ou dez anos atrás. Ambos são Regulamentos em que todos os CP's são para controlar e onde é fácil dar as bonificações às equipas mistas no final, pondo o elemento feminino em iguais circunstâncias com os homens. É fundamental promover provas em locais novos com mais “aventura”, visto estarmos a cair em percursos com demasiado asfalto e nos mesmos locais de sempre, tornando-se por isso repetitivos. Reabilite-se o site www.portugalecoaventura.pt, introduza-se a inscrição de época e centralizem-se os vários escalões num só. Temos de olhar para trás e perceber o que atraía a esta modalidade cinquenta ou sessenta equipas por prova.


Pode consultar AQUI a mais recente versão do Regulamento Específico de Corridas de Aventura 2011.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

VENHA CONHECER... CARLOS GARCIA




Chamo-me… CARLOS Manuel Pereira GARCIA
Nasci no dia… 17 de Janeiro de 1964, na Beira (Moçambique)
Vivo em… Alenquer
A minha profissão é… Militar da Força Aérea
O meu clube… AFAP – Associação da Força Aérea Portuguesa
Pratico Orientação desde… 1988

Na Orientação…

A Orientação é… uma paixão!
Para praticá-la basta… ter vontade!
A dificuldade maior… perceber o relevo!
A minha estreia foi… algures perto de S. Jacinto!
A maior alegria… ver que as pessoas se dão bem!
A tremenda desilusão… perceber o tão pequenino dos porquês que as pessoas não se dão bem!
Um grande receio… não tenho!
O meu clube… representa algo com o qual me identifico!
Competir é… mostrar aos outros que também cá estamos!
A minha maior ambição… ver as minhas filhas crescer com saúde!

… como na Vida!

Dizem que sou… uma pessoa honesta, justa e recta!
O meu grande defeito… sou um bocado teimoso e de ideias fixas!
A minha maior virtude… sou paciente!
Como vejo o mundo… com bons olhos!
O grande problema social… a falta de comunicação entre as pessoas!
Um sonho… que a minha filha, deficiente, alguma vez venha a ler!
Um pesadelo… não tenho!
Um livro… “Jurassic Park”!
Um filme… “O Sargento de Ferro”!
Na ilha deserta não dispensava… água!

No próximo episódio venha conhecer Cátia Marques.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

JOSÉ CARLOS PIRES: "O ACTUAL MOMENTO É MUITO DELICADO"




Os momentos conturbados que a vida federativa atravessa e a Assembleia Geral Extraordinária marcada para o próximo dia 05 de Março estão na Ordem do Dia. Procurando fazer o ponto da situação, o Orientovar vai hoje ao encontro das palavras e das opiniões de José Carlos Pires, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPO. É ele o protagonista na Grande Entrevista de hoje.


Orientovar - Em Gouveia assistimos a algo que configurou uma situação de desrespeito pelo órgão da Federação Portuguesa de Orientação que é a sua Assembleia Geral. Agora, já mais “a frio”, que interpretação faz daquela "debandada" e o que sentiu na altura?

José Carlos Pires - O que senti na altura é aquilo que ainda hoje sinto – magoado e triste com tal comportamento. Custa-me também dizer isto, mas a imitação seguida no abandono da sala, tinha já sido ensaiada durante a sessão, nas diversas votações. Ainda hoje um jovem Delegado sugeria a sua substituição porque entendia que não se sentia preparado para assumir essa responsabilidade de ser Delegado à Assembleia Geral. Grande exemplo que deveria ajudar a reflectir muitas pessoas.

Orientovar - Ao deixar no ar o pedido para que se procedesse a uma pausa de quinze dias para reflexão pergunto-lhe, enquanto agente da modalidade, que reflexão pessoal fez o orientista José Carlos Pires neste lapso de tempo?

José Carlos Pires - Não consigo despir o fato de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, pois é muito mais importante do que os meus simples interesses enquanto praticante. Por isso, toda a reflexão que fiz, fi-la com outro sentido de responsabilidade. O actual momento é muito delicado, pois estamos a entrar num tipo de escrutínio que não é normal numa federação desportiva e muito menos na nossa. Por um lado, até pode parecer positivo, pois irá obrigar a outro tipo de preparação dos planos de actividades, de análise e de estratégia sobre tudo quanto se queira fazer no futuro.
Estou convencido que esta pausa ajudou a amadurecer ideias e a tomar-se consciência sobre algumas atitudes menos reflectidas, de várias partes. Tem sido muita positiva a evolução observada nos principais actores, pois tenho mantido um contacto muito estreito com eles.


O palco para discutir ideias, projectos e estratégias era no período eleitoral

Orientovar - Entretanto, que medidas promoveu com vista a serem ultrapassadas as diferenças que, claramente, separam a Direcção da FPO dum grande número de orientistas, pelo menos no que diz respeito a algumas matérias sensíveis?

José Carlos Pires - Acho que tomei as medidas adequadas. Várias delas são reservadas, não sendo este o local para as revelar. Nós vivemos num regime democrático e em liberdade. Há cerca de seis meses realizaram-se eleições para os Corpos Sociais da FPO. Apenas apareceu uma lista, que anunciou publicamente os seus propósitos. Apresentou um manifesto eleitoral, apelidado pelos proponentes de ambicioso e por quem não quis enfrentá-los de megalómano. Para mim, o palco para discutir ideias, projectos e estratégias era no período eleitoral. Os meus esforços foram ainda no sentido de se apresentar e aprovar um Plano de Actividades e Orçamento sem reservas por parte do Conselho Fiscal e que seja aceite como instrumento necessário e de compromisso. Necessário, porque é preciso ir junto da tutela atempadamente e negociar os Contratos-Programa sem perturbar o regular funcionamento da Federação Portuguesa de Orientação. De compromisso, porque tanto deve servir este órgão de administração, como eventualmente quem lhe suceder, caso ele seja destituído.

Orientovar - Está aí a Convocatória para que a Assembleia Geral reuna em Sessão Extraordinária no próximo dia 5 de Março. Nela irá ser apreciado e votado o Plano de Actividades e Orçamento para 2011, primeiro, e depois votada precisamente a proposta de destituição do órgão colegial de administração da FPO. Não há aqui uma inversão na ordem dos Pontos, ou seja, a questão da destituição não deveria ser o primeiro ponto da Ordem de Trabalhos e depois, então, a Direcção, claramente reforçada, partir para a votação dum Plano que, um mês antes, havia sido chumbado?

José Carlos Pires - O meu esforço foi feito no sentido de termos um plano de compromisso, como foi a intenção da anterior Direcção ao apresentar em Setembro um que depois acabou por não ser discutido, porque ainda havia tempo para se elaborar novo plano. Por isso, eu entendo que o mais importante é termos um plano de actividades aprovado, mesmo que no momento seguinte a Direcção seja destituída. Se isto acontecer, enquanto não ocorrerem eleições e a tomada de posse dos novos titulares, a Direcção cessante executará os actos normais de gestão, não comprometendo o normal funcionamento da FPO. Acho que já se percebeu que há uma convergência de posições para o Plano de Actividades, independentemente da continuidade ou não desta Administração. Daí que o primeiro ponto da Ordem de Trabalhos seja de facto o mais importante, neste momento. Há ainda outro aspecto que é importante referir. A responsabilidade pela Convocatória é minha e a proposta para votar a destituição do órgão colegial de Administração também é minha, conforme documento que difundirei aos Delegados nos próximos dias.


A destituição só ocorrerá se houver concertação para isso

Orientovar - Sem lhe pedir que faça futurologia ou avance com cenários, gostaria de saber o que espera da Assembleia Geral de 5 de Março o Presidente da Mesa da Assembleia Geral?

José Carlos Pires - Existem vários cenários possíveis para a próxima Assembleia Geral: a) de aprovação do plano e destituição da Administração; b) de rejeição do plano e não destituição da Administração; c) de rejeição do plano e destituição da Administração. Para a aprovação do plano, é necessária maioria simples. Para destituição da Administração, é precisa a maioria qualificada de 75%. Tomando em atenção os naturais apoios que a Administração tem neste momento, os relativos às representações por inerência e dos seus clubes de origem, a destituição só ocorrerá se houver concertação para isso. Espero ainda que o ambiente esteja mais sereno e haja um debate lúcido e responsável.

Orientovar - Considera a hipótese de se manter na Presidência da Mesa da Assembleia Geral da FPO, independentemente de continuarmos a contar com Alexandre Guedes da Silva e com esta Direcção ou não?

José Carlos Pires - O meu mandato terminará no final do próximo ano (ciclo olímpico), a menos que haja algo de anormal ou seja destituído. Os Estatutos estabelecem a independência dos órgãos sociais e actualmente até se exige que as eleições decorram com listas separadas. Significa isto que a vida da Mesa da Assembleia Geral é autónoma da do órgão de Administração, independentemente de quem lá estiver. Caso haja destituição do actual órgão de Administração, espero ter saúde para conduzir o próximo acto eleitoral, dar posse aos novos titulares e dirigir pelo menos a Assembleia Geral seguinte. Se este cenário se verificar, avaliarei nessa altura se sou ou não um estorvo a quem queira sessões concertadas. Parece-me que os Delegados não têm dúvidas quanto à minha independência e isenção no cargo que ocupo.


Consulte a Convocatória da Assembleia Geral do próximo dia 5 de Março AQUI.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Acaba de ser publicado o 40º número da revista “O Praticante” / Janeiro.2011. Em contramão com o ciclo económico recessivo, esta é uma publicação que continua a crescer número após número e a contribuir de forma decisiva para a promoção e divulgação do Desporto em geral e da Orientação em particular. Das cem páginas que compõem este número, catorze (!) são dedicadas ao “desporto da floresta”, com particular incidência na Orientação de Precisão. Lá encontramos também um artigo profusamente ilustrado sobre o XII Meeting Orientação do Centro / XVIII Campeonato Ibérico / XVI Taça dos Países Latinos (Leiria), um outro dedicado à Orientação em BTT com uma reportagem sobre a Final da Taça do Mundo (Itália) e ainda um artigo fazendo a antevisão do Portugal O' Meeting 2011, soberanamente escrito por Manuel Dias. Tudo para ler em O Praticante [AQUI].

2. Fundado em 1 de Novembro de 1985, o CLAC – Clube de Lazer, Aventura e Competição do Entroncamento acaba de ser distinguido pelo Jornal “O Mirante” como a “Personalidade do Ano 2010 na área do Associativismo”. Com cerca de mil associados, dos quais 750 são praticantes das diversas modalidades – Atletismo, Orientação, Natação, Ténis, Pedestrianismo e Ginástica -, o CLAC é um dos clubes mais emblemáticos e dinâmicos da região. A sua Secção de Orientação integra meia centena de atletas, desenvolve um trabalho notável junto das Escolas do Concelho, põe em marcha anualmente a Taça CLAC e marca presença assídua nas múltiplas provas que se realizam um pouco por todo o País. O Orientovar junta a sua voz à do “O Mirante”, felicitando o clube pela distinção merecida. Veja AQUI o vídeo dos “Prémios Personalidade do Ano” e saiba mais sobre o CLAC em http://www.clac.pt/.

3. Pelo oitavo ano consecutivo, o COALA – Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano leva a efeito o seu Ori-Escolas. Evento de Orientação Pedestre destinado à população escolar do concelho de Santiago do Cacém, o VIII Ori-Escolas conta com o apoio da autarquia local e tem a colaboração da ES Manuel da Fonseca, ESPAM, EB 2,3 Cercal, EB 2,3 Alvalade e EB Frei André da Veiga. A iniciativa divide-se em duas partes, a primeira das quais já no próximo dia 02 de Março, nos terrenos adjacentes à Barragem de Campilhas – Cercal, contando já com 456 alunos inscritos. Para mais informações, consulte http://www.coala.com.pt/index.php/provas/2010/61-viii-oriescolas.

4. O número de inscritos no Portugal O' Meeting 2011 não pára de crescer. Até ao momento são já 1729 os atletas de 28 países que fazem questão de pisar os melhores palcos de Alter do Chão, Crato e Portalegre, entre os dias 5 e 8 de Março próximos. No tocante aos estrangeiros, uma referência muito particular para a representação brasileira que trará a Portugal todos os seus melhores orientistas da actualidade. Cléber Baratto Vidal, Gilson Schropfer, Ironir Alberto Ev, João Koltun, Juscelino Alencar Karnikowski, Leandro Pereira Pasturiza, Sidnaldo Sousa, Mirian Ferraz Pasturiza, Soraya Cabral, Tânia Carvalho e Wilma Sousa marcarão presença nos quatro dias de provas, nos respectivos escalões de Elite. Numa parceria com o Orientovar, Rogério Serafini dos Santos e o seu Mundo da Orientação - http://mundodaorientacao.blogspot.com/ - acompanhará em exclusivo para o país-irmão o dia-a-dia dos atletas brasileiros por terras do Norte Alentejo.

5. Está aí o filme promocional do Portugal O' Meeting 2011. Apresentado durante a Cerimónia do passado dia 17 de Fevereiro [veja AQUI], o filme é uma produção da Localvisão, ao encontro de alguns momentos inesquecíveis das anteriores edições do Norte Alentejano O' Meeting, a “menina dos olhos” do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, dando a antever o que de bom há a esperar desta 16ª edição do POM. Tudo para ver em http://videos.sapo.pt/nDrKzRjphcICv6Jw551Q. De fazer crescer água na boca!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO