segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ORIENTAÇÃO EM BTT: PROVAS LOCAIS NO FECHO DO MÊS DE JANEIRO




A Orientação chega ao final de Janeiro sob o signo da BTT. Águeda e Barcelos foram palco de dois eventos locais que, para além da vertente de promoção da modalidade, constituíram sobretudo uma excelente oportunidade para preparar a temporada que está prestes a iniciar-se.


Teve lugar em Águeda, no passado sábado, uma Prova Local de Orientação em BTT designada “20 Anos DAR”. Conforme noticiámos oportunamente, esta foi a solução encontrada pelo Desportivo Atlético de Recardães para ir ao encontro das expectativas dos amantes da modalidade, depois da prova de abertura da Taça de Portugal de Orientação em BTT 2011, agendada para esta data, ter sido adiada para os dias 10, 11 e 12 de Junho.

Distribuída por duas etapas, a prova desenrolou-se em mapas devidamente actualizados – Souto do Rio II e Aguada de Cima – e contou com a presença de 47 atletas, distribuídos por cinco escalões de Competição e dois de Promoção. A prova da manhã, de execução livre, deu a volta à cabeça dos atletas, obrigando-os a uma atenção constante na procura das melhores opções. A altimetria também foi um desafio para os percursos de Seniores e Veteranos I. À tarde o desafio continuou e colocou à prova as resistências dos atletas. O Mapa da Aguada de Cima, bastante rolante, apresentava algumas zonas alagadas que dificultavam o andamento dos atletas, mas a orientação continuou a ser decisiva.


“Todos gostariam de ter visto mais companheiros a usufruir deste evento”

Quanto a resultados. Davide Machado (.COM) teve uma avaria mecânica na prova da manhã e, embora recuperando à tarde, não foi capaz de chegar ao primeiro lugar que, assim, foi inteirinho para Mário Gueterres (ADFA). Paulo Palhinha (CPA Abrunhos) ocupou a terceira posição. Competindo sem adversárias, Rita Madaleno (ADFA) levou de vencida o escalão Feminino, enquanto João Palhinha (CPA Abrunhos) triunfou em Juniores Masculinos, à frente de Tiago Silva (ADFA) e Ricardo Reis (Ori-Estarreja). Mário Marinheiro (CPA Abrunhos) e José Reis (Ori-Estarreja) foram os vencedores nos escalões de Veteranos I e II, respectivamente.

Para Carlos Ferreira, Presidente da colectividade bairradina e Director da Prova, “o tempo revelou-se magnífico para esta altura do ano, a Arena com as infra-estruturas da Pista de Motocross foi uma mais valia, as bifanas estavam um espectáculo e a sopa uma delícia”. Prosseguindo com a sua apreciação à forma como a prova decorreu, aquele responsável acrescentou: “A impressão de quem nunca tinha realizado o mapa de Souto Rio é que é um mapa com uma densidade de caminhos deveras impressionante. Quem já o tinha realizado disse que continua a ser uma agradável surpresa.” A finalizar, a constatação de que “na generalidade todos gostariam de ter visto mais companheiros a usufruir deste evento e que cumpriu em pleno a preparação técnica e física para as provas que se avizinham.”


Amigos da Montanha no Monte do Facho

Também Barcelos recebeu na manhã de domingo uma prova local de Orientação em BTT. Com organização da Secção de Orientação dos Amigos da Montanha, o IV Open de Ori-BTT Amigos da Montanha concitou a atenção de 29 atletas, dos 44 inicialmente inscritos. A prova decorreu num mapa novo, no Monte do Facho, que incluía o mapa pedestre que os Amigos da Montanha utilizaram na última prova local. Tratou-se de um mapa com cerca de 2/3 em percurso urbano, sendo o restante em baixa montanha. A parte urbana tem boa rede de estradas e caminhos a possibilitar colocar alguns desafios aos atletas, que apesar da rapidez do percurso tinham que ter atenção às diferentes opções. Entrando na floresta, o maior desafio residiu nas consideráveis diferenças de cotas, onde se passava rapidamente dos 80 para os 300 metros de altitude, obrigando os atletas a uma cuidada escolha das opções a fim de evitar desperdícios de energia.

Foram propostos dois percursos, um de dificuldade média (Promoção 2), com 15 km e outro fácil (Promoção 1) com 10 km. Davide Machado venceu o escalão de Promoção 2 com grande à vontade, impondo-se a Gonzalo Fernández Casalderrey e a Vítor Barreiro, respectivamente segundo e terceiro classificados. Uma palavra de apreço para Tania Covas Costa, solitária representante feminina entre os 22 participantes neste escalão e que concluiu na 7ª posição da Geral. Quanto ao escalão de Promoção 1, a vitória sorriu a Artur Martins. João Teixeira e Filipe Martins concluíram nas posições imediatas.



[Mapa extraído do blog de João Amorim. Foto gentilmente cedida por Jorge Silva]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 29 de janeiro de 2011

ALEXANDER SHIRINIAN: A RECORDAÇÃO MAIS GRATA É O PAÍS E AS SUAS GENTES




Alexander Shirinian é uma referência incontornável da história da Orientação nacional. Verdadeiro “homem dos sete instrumentos”, o russo deixou-nos um legado fundamental através, nomeadamente, da assinatura do seu nome nalguns mapas emblemáticos do nosso País. É ele o protagonista do terceiro episódio desta rubrica destinada a assinalar os vinte anos da Federação Portuguesa de Orientação.


Orientovar - Quem era Alexander Shirinian antes de o conhecermos?

Alexander Shirinian — Trabalhei na Russia como Professor da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Petersburgo, entre 1984 e 1992 e como treinador da equipa militar da minha região, de 1976 a 1984. De 1974 a 1980 fui um atleta de Alto Rendimento em Orientação, Vice-Campeão da União Soviética, catorze vezes Campeão de Leninegrado (São Petersburgo) e seis vezes Campeão das Forças Armadas da União Soviética. Tornei-me conhecido como Cartógrafo e fiz à volta de vinte mapas antes de encontrar Higino [Esteves].

Orientovar - Como surgiu a possibilidade de vir para Portugal colaborar com a Federação Portuguesa de Orientação?

Alexander Shirinian - Por acaso encontrei o Higino Esteves pela primeira vez na Suécia (O-Ringen), em 1994, e na mesma prova um ano depois. Foi então que o Higino me fez a proposta de executar trabalho cartográfico em Portugal e que eu aceitei. Cheguei a Lisboa em Janeiro de 1996 com a grande prioridade de fazer o mapa para a primeira edição do Portugal O’ Meeting, em Mafra. O tempo não ajudou, o terreno revelou-se extremamente difícil de cartografar, o prazo final foi muito apertado - menos de dois meses até à prova! -, mas dei o meu melhor e consegimos fazer uma prova óptima, de parceria com os Amigos do Atletismo de Mafra.


Elaborei cerca de cinquenta mapas com uma superficie total superior a 200 km2

Orientovar - Que Orientação veio encontrar em Portugal?

Alexander Shirinian Na segunda metade da década de 90, a Orientação em Portugal atravessava um período de desenvolvimento rápido, graças a uma enorme e entusiástica actividade por parte de Higino Esteves e de, entre muitas outras pessoas, Isilda Santos, Jorge Simões, Luís Sérgio, Armando Rodrigues, José Carlos Pires, Teresa Marques, Augusto Almeida e Francisco Pereira. Mas ainda assim, apesar de todo este empenho, a evolução da modalidade manteve-se condicionada pela existência dum grande número de obstáculos. A baixa qualidade dos mapas, os poucos clubes com capacidade para organizar provas de nível suficiente, a escassez de atletas nas categorias de Juvenis e Juniores, a falta de conhecimento no tocante ao planeamento dos percursos e o fraco nível dos atletas da equipa nacional eram problemas que subsistiriam ainda bastante tempo.

Orientovar - Centrou o seu trabalho sobretudo na execução de mapas, relegado que foi para segundo plano o trabalho com os atletas. Que balanço faz desse seu trabalho?

Alexander Shirinian – Quando vim para Portugal, a execução de mapas era um aspecto muito importante para o futuro da modalidade e, objectivamente, concentrei-me nessa tarefa. Mas esporadicamente participei em cursos de Cartógrafos, Traçadores de Percursos e Treinadores, bem como em estágios das equipas nacionais de Seniores e Juniores. No período entre 1996 e 2000, sozinho ou com parceiros, elaborei cerca de cinquenta mapas com uma superficie total superior a 200 km2. Os mais importantes foram os da Tapada de Mafra (POM’96), Serra do Gerês (Campeonato Ibérico 1996), Parque Florestal de Monsanto (1996), Furadouro (POM’97), Serra de Cabreira (POM’99), Praia de Vieira e Marinha Grande (World Cup Final 2000) e Praia de Mira (POM’2000). Mas o trabalho que mais prazer me deu foi o planeamento dos percursos para as provas de maior importância, nomeadamente o Portugal O’ Meeting de 1996 a 2000, os Campeonatos Ibéricos de 1996 e 1998 e os Campeonatos Nacionais.

Também gostei muito de trabalhar nos estágios das equipas nacionais, especialmente com a juventude. Infelizmente para mim, havia poucas ocasiões de trabalho deste género. Dos atletas com alguma capacidade potencial na arena internacional, em finais do século XX, posso mencionar o Mário Duarte. Depois apareceram o Joaquim Sousa e o Marco Póvoa. Entre os jovens, a grande promessa foi o Pedro Nogueira, mas a falta de experiência internacional e, também, de condições de treino (geralmente por falta de treinador profissional que pudesse trabalhar com atletas a tempo inteiro), fez com que a expressão das potencialidades destes atletas não alcançasse o devido significado a nível mundial.


Sempre me senti em Portugal como em casa

Orientovar - Dos muitos momentos vividos em Portugal, quais aqueles que conserva na memória como fazendo parte das suas mais gratas recordações?

Alexander Shirinian - A recordação mais grata é o País e as suas gentes. Sempre me senti em Portugal como em casa. Nao só os amigos e parceiros da Orientação, mas todas as pessoas que eu encontrei e com as quais contactei, mostraram a sua hospitalidade. Todos os portugueses foram muito amigáveis para mim. Eu amo Portugal, a sua natureza, as suas gentes. Tenho muitos amigos, respeito todas as pessoas que encontrei durante a minha actividade em Portugal. Não há espaço para mencionar todos eles mas gostaria de realçar o José Carlos Pires, um homem muito inteligente e bem organizado (esta última qualidade nem sempre se encontra em Portugal), talvez o meu amigo mais próximo em Portugal. Higino Esteves, fez muito não só pela Orientaçao em Portugal mas também por mim, em termos pessoais. Armando Rodrigues – trabalhador dos trabalhadores! -, a maior parte dos mapas feitos por mim foram desenhados por ele. Os dirigentes dos clubes, Teresa Marques, Jorge Elias, Francisco Pereira, Augusto Almeida e Altino Silva. Os amigos pessoais, Mario Duarte, Carlos Garcia, Ricardo e Pedro Nogueira, Rui Antunes, Bruno Nazário. E muitos, muitos outros.

Orientovar - Em 2001, quando abandonou Portugal, era um homem realizado ou deixou muito trabalho ainda por desenvolver?

Alexander Shirinian – Deixei Portugal por razões familiares, mas não queria dizer muito sobre isso. Todavia, a minha partida também foi motivada por uma grande fadiga fisica e psicológica. O trabalho de Cartografia é muito duro. Podia aguentar dois ou três meses sem descanso, mas não foi possível aguentar o mesmo ritmo a tempo inteiro. Nenhum dirigente de FPO é responsável por esta situação, foi uma decisão pessoal. Peço desculpa por isso. Acho que havia muita coisa para fazer e não posso afirmar que me tenha realizado completamente, mas saí duma terra plantada e que viria a dar os seus frutos no futuro. Isto ficou bem patente na excelente organização do Campeonato do Mundo de Veteranos, no ano de 2008.


Fiz tudo o que podia dentro das minhas capacidades

Orientovar Após a sua saída, continuou a acompanhar a Orientação em Portugal?

Alexander Shirinian - Nos anos seguintes visitei Portugal algumas vezes, mas sem grande sucesso. Em 2002 trabalhei três meses, mas fiz pouco. Naquele momento não me encontrava ainda suficientemente recuperado, nem física, nem psicologicamente. No ano de 2009 participei nos estágios dos clubes bem como da Selecção Nacional. Gostei muito, mas isto foi apenas uma colaboração episódica porque não há emprego a tempo inteiro, qualquer que seja o clube ou mesmo na própria Selecção Nacional. A última visita, essa então não correu bem de todo. O trabalho previsto para vinte dias que me foi proposto não podia ser feito com qualidade dentro deste prazo. Com quarenta graus de calor no Alentejo, fiz tudo o que podia dentro das minhas capacidades. Peço desculpa ao Tiago Aires e à Raquel Costa. Foi um trabalho mal planeado da minha parte. Precisava de mais tempo para concluir esse trabalho.

Orientovar - Que análise faz do actual momento e que futuro para a Orientação portuguesa?

Alexander Shirinian - Penso que a Orientação em Portugal deu um grande passo em frente na última década e que há muitas coisas boas. Posso mencionar a grande qualidade das provas organizadas por clubes bem como pela FPO a nível mundial. Também estou bastante contente com o número elevado de praticantes jovens devido ao trabalho dos dirigentes dos clubes. Não tenho dados suficientes para fazer uma análise completa e detalhada, mas poderia dizer que não gostei de tudo o que vi na última (e única) prova em que participei em Portugal, em Setembro de 2009, principalmente em termos do planeamento e traçado dos percursos. Foi apenas uma prova regional, mas algumas tendências não me agradaram muito. Dum modo geral, penso que a falta de contactos internacionais em áreas vitais como a cartografia, o planeamento, o treino, etc., constitui o maior problema em todos os sentidos. Isto acontece igualmente ao nível da competição. Sem a resolução do problema da falta de condições de treino profissional para os atletas de Alto Rendimento, Portugal não poderá esperar situar-se ao nível dos primeiros, casos dos países nórdicos, da Rússia ou da Suíça.


A criação dum mapa moderno leva hoje mais tempo do que levava no século passado

Orientovar Caso a oportunidade surgisse, voltaria a aceitar um convite da FPO para trabalhar em Portugal?

Alexander Shirinian - Sinceramente, não sei. Tenho medo de aceitar um convite para Cartografia depois do último trabalho que fiz sem sucesso. Não que tenha perdido a capacidade técnica para este tipo de trabalho, mas as condições físicas já não me permitem trabalhar em terreno duro ou durante períodos superiores a 20-30 dias. Aqui na Rússia continuo a fazer mapas, mas apenas durante os meus tempos livres, aos fins-de-semana ou nas folgas do meu trabalho principal. Se aceitasse um convite para cartografia, gostaria que as pessoas que fazem a planificação do trabalho levassem em consideração que a criação dum mapa moderno leva hoje mais tempo do que levava no século passado. Na minha terra, planeamos sete a dez dias de trabalho por km2 para um terreno de dificuldade média e de dez a catorze dias por km2 para um terreno difícil ou muito difícil. Isso é uma realidade. As coisas, para serem bem feitas, não se podem fazer com pressa. Mas é claro que gostaria de regressar a Portugal para fazer coisas úteis dentro das minhas actuais capacidades.

 Portugal O' Meeting 1996, Mafra

 Taça do Mundo 2000, Marinha Grande

Selecção nacional de Juniores, 2000

[Fotos e legendas de Alexander Shirinian]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

VENHA CONHECER... CLÁUDIA GARCIA MONTEIRO




Chamo-me… CLÁUDIA Cristina Leal da Silva GARCIA MONTEIRO
Nasci no dia… 04 de Maio de 1977, em Leiria
Vivo em… Queluz de Baixo, Oeiras
A minha profissão é… Engenheira Informática
O meu clube… COC - Clube de Orientação do Centro
Pratico Orientação desde… 2004

Na Orientação…

A Orientação é… uma loucura!
Para praticá-la basta… querer!
A dificuldade maior… conseguir concentrar-se quando se está cansado!
A minha estreia foi… numa nocturna, em Pataias!
A maior alegria… Campeã Nacional de Distância Média, por Equipas, grávida de cinco meses!
A tremenda desilusão… quando estou em primeiro ou segundo e acabo a perder para o quarto lugar!
Um grande receio… ficar gravemente ferida durante uma prova!
O meu clube… é uma família!
Competir é… viver... puxar por nós todos os dias!
A minha maior ambição… continuar nisto por muito tempo!

… como na Vida!

Dizem que sou… persistente!
O meu grande defeito… é a teimosia!
A minha maior virtude… perseverança!
Como vejo o mundo… sempre duma forma optimista!
O grande problema social… pensarmos muito em nós próprios e muito pouco nos outros!
Um sonho… ver as minhas filhas crescer!
Um pesadelo… não conseguir fazê-lo!
Um livro… “Como Água para Chocolate”!
Um filme… “Ruptura Explosiva”!
Na ilha deserta não dispensava… um canivete!

No próximo episódio venha conhecer Paulo Alípio.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

REGIMENTO DA ASSEMBLEIA GERAL DA FPO: O QUE É E PARA QUE SERVE




Marcada para o próximo dia 5 de Fevereiro, pelas 17h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Gouveia, a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Orientação reunirá em Sessão Extraordinária com uma Ordem de Trabalhos onde se prevê, no ponto 4, “aprovar os princípios gerais do Regimento da Assembleia Geral”. O Orientovar procurou fazer luz sobre esta matéria, abordando directamente José Carlos Pires, o Presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Orientação. São dele as explicações que se seguem.


Os Estatutos da FPO prevêem que cada órgão possua o seu Regimento (artº 22º). O mesmo acontece com a Assembleia Geral, que necessita de um instrumento que permita ao Presidente da Mesa dirigir eficazmente as sessões e também orientar os Delegados na gestão do seu tempo e as suas intervenções (artº 38º).

Na última sessão, no Jamor, logo na abertura, coloquei à apreciação dos Srs. Delegados princípios orientadores para aquela sessão, os quais foram unanimemente aceites, nomeadamente:
- duração da sessão, 3h00;
- distribuição do tempo pelos pontos da agenda;
- o proponente dispor de um determinado tempo para apresentar a proposta apresentada;
- cada Delegado poder questionar, respondendo o proponente de imediato;
- excepcionalmente aceitar réplicas.
E a sessão correu muito bem, quanto a este aspecto.

A razão desta iniciativa prende-se com importantes factores e tem em vista determinados objectivos:
- as sessões realizam-se, em regra, durante as provas de orientação;
- a generalidade dos participantes são atletas, necessitando de tempo de repouso;
- a não gestão do tempo da sessão e dos pontos pontos da agenda, pode levar a saturar os Delegados com questões de menor relevância e prejudicar a discussão de questões importantes;
- incerteza quanto ao final da sessão;
- abandono da sessão.

Por isso, pretende-se
- maior participação - agora, cada Delegado representa um voto e não como no anterior regime, onde havia Delegados que dispunham de mais de 100 votos;
- conhecimento prévio de regras de conduta;
- ajudar a gerir o tempo dos Delegados.

Aproveito esta oportunidade para informar todos os orientistas e os Srs. Delegados em particular que gostaria de obter consenso quanto aos princípios do Regimento da Assembleia Geral, pelo que a proposta que apresentarei está totalmente aberta e é a seguinte:

a. Cada sessão deve ter a duração máxima de 3 horas. Porém, em situações excepcionais, poderá ter outra duração.

b. No início dos trabalhos, será fixada a duração de cada ponto da agenda, tendo em conta a complexidade do assunto e o tempo disponível.

c. Em assuntos diversos, deverá especificar-se os temas a falar.

d. Deve haver um espaço de tempo para que os Delegados possam intervir livremente, num máximo de 30 minutos, sendo que cada Delegado só pode dispor de 5 minutos.

e. No debate, o proponente dispõe de no máximo 15 minutos para apresentar a proposta, ficando à sua responsabilidade a eventual distribuição de documentos complementares pelos Delegados.

f. O período de discussão deve ser dentro de 30 minutos, procedendo-se à inscrição dos Delegados que querem intervir. O tempo será distribuído pelos Delegados, tomando em conta que o proponente dispõe de em média 1 minuto para respostas.

g. Só excepcionalmente se aceitam réplicas.

h. Durante as sessões, os Delegados são tratados conforme se indica:
- Os membros da mesa, pelos seus cargos, antecedidos de Sr.;
- O Presidente da FPO e os membros da Direcção, pelos seus cargos, antecedidos de Sr.;
- Os restantes Delegados, pelo nome habitual (ranking), antecedido de Sr. Delegado.

i. A meio da sessão, caso se justifique, procede-se a uma pausa de 10 minutos.

Agradeço ao Orientovar esta oportunidade de informar os orientistas e aproveito-a para apelar à participação dos Srs. Delegados na Assembleia Geral do dia 5 de Fevereiro, em Gouveia.

José Carlos Pires
Presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Orientação

MEETING DE ORIENTAÇÃO DE GOUVEIA: AS OPINIÕES DE LUÍS SÉRGIO




No primeiro fim-de-semana de Fevereiro, as atenções irão centrar-se por inteiro na Serra da Estrela. Com os trabalhos preparativos do I Meeting de Orientação de Gouveia a chegarem ao fim, o Orientovar dá hoje a conhecer as impressões de Luís Sérgio, autor dos mapas e elemento-chave em toda esta dinâmica.


Orientovar - Ao aceitar o desafio do CPOC para a elaboração dos mapas do I Meeting de Orientação de Gouveia, com que espírito fez as malas e rumou à Serra da Estrela para novo desterro?

Luís Sérgio - Acima de tudo, curiosidade! Normalmente faço questão de visitar os terrenos com antecedência, mas neste caso confiei nas escolhas do CPOC. Sou selectivo nos projectos que assumo, já que não gosto de cartografar áreas simples e pouco desafiantes. Neste caso prometeram-me desafios e cumpriram de facto!

Orientovar - Como decorreu o seu trabalho?

Luís Sérgio - Por diversas razões comecei este trabalho mais tarde do que seria desejável e as coisas acabaram por se complicar ainda mais pelo facto de estarmos a ter um Inverno muito chuvoso e frio! Tratam-se de duas áreas muito distintas, desde logo pelas diferenças de altitude. O terreno de Folgosinho é mais fácil de cartografar, embora seja quase todo coberto de pinhal adulto. Aqui o maior problema foi mesmo as condições atmosféricas, por vezes extremas. O terreno de Arcozelo é precioso! Um verdadeiro deleite para um amante da natureza e o sonho de qualquer praticante de Orientação - ou seja, um pesadelo para o Cartógrafo. Foi um trabalho muito desafiante, mas confesso que por vezes também conseguiu ser desanimante, por demorar tanto tempo a cartografar.


Mantenho sempre uma constante ligação com os meus “patrões”

Orientovar - O produto final corresponde às suas expectativas?

Luís Sérgio - Sim, mas claro que ainda falta o "test-drive" dos atletas. Como já referi são duas áreas diferentes, mas o mapa de Arcozelo está claramente a disputar o primeiro lugar no meu coração com Campo de Anta!

Orientovar - Durante a elaboração dos mapas foi dando conta dos progressos e trocando impressões com a Organização da prova ou, ao invés, trata de tudo de forma solitária, apresenta o produto final, recebe aquilo que lhe é devido e parte para novo desterro?

Luís Sérgio - Porque sou também organizador de provas, estou muito atento às várias questões que rodeiam os eventos, pelo que mantenho sempre uma constante ligação com os meus "patrões", fazendo sugestões sobre o "desenho" da prova, estabelecendo contactos com os locais, etc. Principalmente nos casos em que o clube está longe dos terrenos, sinto-me na obrigação de ajudar em tudo que posso.


Estou certo que será uma jornada memorável de Orientação

Orientovar - Que expectativas tem relativamente aos dois dias de provas que se avizinham?

Luís Sérgio - Fico sempre muito expectante (sim... também sinto uma pontinha de ansiedade) sobre o que os atletas vão achar do meu trabalho. Estou certo que será uma jornada memorável de Orientação e é com muita pena minha que não poderei estar presente no primeiro dia. Iria adorar ficar no alto dum penedo (e há alguns de onde dá para ver grande parte da prova) a vê-los usufruir do meu trabalho. Teria seguramente muitos "tesourinhos" fotográficos para o meu blog (as fotos de atletas em cima pedras a perscrutar o horizonte são sempre interessantes :o)!

Orientovar - Após a elaboração do mapa, nunca é tomado duma certa frustração por não poder competir nele?

Luís Sérgio - Por vezes sim, mas é-me sempre muito complicado usar um mapa feito por mim. Não consigo abster-me desse facto, o que condiciona a minha leitura do mapa. Na verdade essa é uma maldição dos cartógrafos, já que esse tipo de pensamentos (cartográficos) estão sempre presentes quando usamos um mapa, mesmo que não tenha sido feito por nós (deve ser por isso que os meus resultados desportivos têm sido maus...)

Orientovar - Qual o seu próximo projecto?

Luís Sérgio - Neste momento estou a trabalhar nos mapas que o ATV irá usar nos Campeonatos Nacionais de Ori-BTT e nos Campeonatos Nacionais de Distância Média e Sprint, pelo que é um desterro mais caseiro.


Toda a informação sobre o I Meeting de Orientação de Gouveia em http://www.cpoc.pt/eventos.php?ev=19Trofeu.

[Imagem gentilmente cedida por Luís Sérgio e captada numa altura em que, uma vez mais, se preparava para cartografar em Folgosinho]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Reunido no passado dia 21 de Janeiro, em Helsínquia (Finlândia), o Conselho da Federação Internacional de Orientação decidiu admitir, a título de membro provisório, a Mountaineering Association of Montenegro. A República de Montenegro torna-se assim no 72º país membro da IOF, devendo contudo aguardar que a decisão do Conselho seja ratificada pela XXVI Assembleia-Geral Ordinária da IOF que terá lugar em Lausanne, no próximo ano, para se tornar membro de pleno direito. Num passado recente, foram vários os eventos de Orientação e campos de treino levados a cabo naquele território dos Balcãs e já no próximo mês de Março ali terá lugar o Seminário do SEEOWG – South East European Orienteering Working Group. Leia a notícia original em http://www.orienteering.org/index.php/iof2006/News/Montenegro-IOF-member-No.-72.

2. Não foi apenas a Norte que o Desporto Escolar esteve em actividade no passado fim-de-semana. Também Valbom (Sesimbra) foi palco este sábado das 2ª e 3ª etapas da ADE ‘O’ Palmela, que contaram com a participação de 124 alunos nos escalões de competição e ainda cerca de 80 nos escalões abertos. Ao vencerem ambas as etapas, Pedro Cabeça (EN 2,3 NR Soromenho) no escalão de Infantis Masculinos, Tiago Baltazar (ES Sampaio) em Juvenis Masculinos e Márcia Miranda (ES Moita) em Juniores Femininos, foram as grandes estrelas desta dupla jornada. Igualmente em excelente plano estiveram os dois atletas da ES Palmela, Bernardo Pereira, em Iniciados Masculinos e Mykola Zaikin, em Juniores Masculinos, com um primeiro e um segundo lugar. A 4ª prova do ‘ranking’ da ADE'O' Palmela terá lugar na Base Naval de Lisboa, Alfeite, no próximo dia 19 de Fevereiro. Resultados completos, fotos e rankings em http://moodle.espalmela.net/.

3. Janas, na região saloia do concelho de Sintra, recebeu no passado sábado as duas primeira etapas do Troféu OriCAOS, conjunto de cinco provas (três pedestres e duas de Orientação em BTT) que se estende até ao próximo dia 19 de Março. Organizadas pelo CAOS – Clube de Aventura e Orientação de Sintra, as provas contaram com a presença de uma centena de participantes, 28 na vertente de Orientação em BTT e os restantes na prova pedestre. Para que conste, aqui ficam os nomes dos primeiros vencedores: Orientação Pedestre – Fácil: Sara Carvalho (AFAP); Médio M/F: António Churro (AFAP) e Erminia Farenfield (CAOS); Difícil M/F: Manuel Dias (Individual) e Francesca + Marta (Academia Lumiar). Orientação em BTT – Médio M/F: Henrique Silva (Individual) e Paula Ferreira + Gonçalo (CN Alvito); Difícil M/F: Mário Guterres (Individual) e Rita Madaleno (ADFA). Saiba mais em http://www.107caos.com/.

4. A Secção de Orientação da Associação Amigos da Montanha organiza no próximo domingo a sua IV Prova Aberta de Orientação em BTT. O concelho de Barcelos é novamente o palco de eleição de mais uma iniciativa dos Amigos da Montanha, com o Monte do Facho, local emblemático da popular prova de BTT "Cinco Cumes", a constituir-se como o epicentro da jornada desportiva. Nesta prova podem participar pessoas de todas as idades e sexo, federados e não federados, existindo percursos ajustados consoante a exigência e os graus de dificuldade. Tratando se da primeira prova de Ori-BTT a Norte de Portugal esta será certamente uma boa oportunidade para todos os atletas " treinarem " e " matarem " o bichinho pela modalidade. Encontro marcado para a EB 2,3 de Manhente, pelas 10h00 da manhã. Informações e inscrições em http://www.amigosdamontanha.com/.

5. “Escalar montanhas é a empresa da minha vida”. A frase é de João Garcia, o maior alpinista português de todos os tempos, que irá estar no próximo dia 1 de Fevereiro, a partir das 21h00, na sede do ATV – Académico de Torres Vedras, para falar um pouco acerca dos seus feitos, projectos passados e futuros. A 17 de Abril de 2010 João Garcia tornou-se no 10º alpinista da história a conseguir a proeza de escalar todas as 14 montanhas com mais de 8.000 m que existem no nosso planeta, sem o auxílio de oxigénio artificial. João Garcia é um exemplo de superação individual, perseverança e empreendorismo, conquistando a admiração não só de quem partilha a paixão pelas montanhas, mas também de todos os portugueses. O ATV convida todos os interessados para participar nesta tertúlia. A entrada é livre. Mais informações em http://www.atv.pt/actividades/evento/24/486.

6. Têm um rosto, um nome e um propósito: “Queremos fazer a diferença ao realçar e demonstrar os benefícios da Orientação junto da comunidade”. São eles o Fábio Silva, a Daniela Lopes, o João Marques, o Rui Silva e o Gonçalo Luís, frequentam o 12º Ano na Escola Secundária de Pinhal Novo e estão todos directa ou indirectamente ligados à Orientação. É na condição de alunos orientistas que decidiram, no âmbito da disciplina Área de Projecto, desenvolver um trabalho relacionado com a modalidade e com a situação desvantajosa em que esta se encontra, tomando como objectivos principais a sua divulgação junto dos mais novos - crianças entre os 8 e os 10 anos - bem como dos respectivos Encarregados de Educação. O grupo propõe-se levar a cabo um estudo com estas crianças, visando a identificação das suas alterações a nível de atitude, durante um período de trabalho que se estende de Janeiro a Abril. Assim, já a partir do próximo dia 1 de Fevereiro, passarão a dar aulas de Orientação à turma B do 4º Ano da Escola Básica do 1º Ciclo c/Jardim de Infância Zeca Afonso, no Pinhal Novo, quinzenalmente, às terças-feiras. No culminar do projecto, está prevista uma palestra que conta já com as presenças confirmadas do Director Técnico Nacional, Professor António Aires, e do Coordenador Nacional de Orientação do Desporto Escolar, Professor Ricardo Chumbinho. Acompanhe o desenvolvimento deste trabalho no blog “Projecto' Orientação” - http://www.projectorientacao.co.cc/ - e adira à respectiva página no Facebook. Pela relevância do projecto e pela determinação e empenho destes jovens em levar o mais longe possível a Orientação, para o Fábio Silva, Daniela Lopes, João Marques, Rui Silva e Gonçalo Luís vai, com enorme emoção, o Louvor da Semana!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

OS VERDES ANOS: HELENA XAVIER




Olá,

Eu sou a Helena Xavier do Grupo Desportivo dos 4 Caminhos.

Tenho 14 anos, nasci no dia 28 de Agosto de 1996. Moro em Vila do Conde e estou no 9º ano. As minhas grandes paixões são a Dança, Orientação, Desenho e Teatro.

Comecei a dançar desde pequenina, não parava quieta em casa quando ouvia musica! Aos 7 anos os meus pais inscreveram-me em aulas de Hip-Hop num centro de estudos. Quando tinha 9 anos abandonei essas aulas e aos 10 anos, quando entrei para o 5º ano na Escola de Referência Desportiva EB 2,3 Júlio-Saul Dias, aqui em Vila do Conde (a minha escola actual), revelei-me com uma coreografia de Hip-Hop na festa de final do ano. E foi sempre assim todos os anos, até que, no ano passado, os ex-alunos do 9º A organizaram um concurso de talentos na Escola onde eu decidi participar e ganhei. Após esse concurso o Clube de Música e o Clube de Teatro da Escola (dos quais eu fazia parte) organizaram uma festa de Natal com um desfile e várias actuações, onde voltei a dançar. Com 12 anos entrei numa Academia de Dança da qual saí um ano depois, porque acho que não estava a evoluir e queria aprender muito mais que aquilo.

Aos 6 anos comecei a praticar Orientação, com os meus pais, a fazer escalões abertos, ainda na altura chamados: Fácil Curto ou Longo e Difícil Curto ou Longo. Com a minha entrada para o 5º ano, deu-se também a entrada para o Desporto Escolar e o começo das provas sozinha em Infantis Femininas. O primeiro OriJovem no qual participei foi o 8º OriJovem realizado em Nisa. Desde então que todos os anos estou no Desporto Escolar. Com 11 anos entrei para o Grupo Desportivo dos 4 Caminhos. Apesar do meu gosto pelo desporto, o que mais me prende à Orientação é o convívio entre os atletas e as grandes amizades aqui formadas. Para mim, os melhores amigos que até hoje encontrei são todos atletas de Orientação.

Desde muito pequena que passo bastante tempo a desenhar. Pintei a minha primeira tela com 5 anos na casa de um casal amigo francês que vive em Marselha. Um quadro com cavalos vermelhos e castanhos de olhos verdes a correr na relva com um céu azul bem escuro. No meu 12º aniversário, os meus tios juntaram-se e ofereceram-me um cavalete, telas, pincéis e uma caixa de tintas Van Gogh. No 7º e 8º ano tive uma disciplina de Educação Visual na qual me orgulho dos meus trabalhos. O meu preferido foi no 8º ano quando tive de escolher uma parte da obra de Pablo Picasso , a Guernica, e desenhá-la para um quadrado de 15cm x 15cm.

No 7º ano tive a opção de escolher disciplinas de oferta da escola e escolhi Oficina de Teatro, na qual ainda me encontro actualmente. Desde o meu 8º ano que tenho uma professora fantástica que sempre me apoiou. Através de professores meus, participei numa peça municipal sobre a República Portuguesa, onde cantei a solo. Agora frequento um curso de Oficina de Teatro de formas animadas com o professor Marcelo Lafontana.

Bem, acho que não há muito mais para dizer… Quem me quiser conhecer melhor, pergunte-me pessoalmente nas provas.

Helena Xavier

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

RANKING REGIONAL NORTE DE DESPORTO ESCOLAR 2010/2011: ALUNOS "COM MAPA"




O Desporto Escolar esteve em foco a Norte no passado sábado, com o arranque do respectivo ‘ranking’ regional. Numa jornada desportiva que registou excelentes índices de participação, uma nota de preocupação face ao boicote levado a cabo pelo Colégio de Campos.


Com uma montanha de incertezas no horizonte, o Desporto Escolar rumou à Póvoa de Lanhoso para o arranque do ‘ranking’ regional norte. Numa organização do Clube de Orientação do Minho, a jornada competitiva desenrolou-se “à boleia” da quarta etapa do IV Torneio .ComMapa, explorando o belíssimo espaço do Campus Académico do Instituto Superior de Saúde do Alto Ave. A prova contabilizou o expressivo número de 442 participantes, 307 dos quais nos escalões de Formação/Competição do Desporto Escolar e 81 nos escalões Abertos, em representação de 25 estabelecimentos de ensino.

Apesar da excelente manhã de sol e céu azul, as baixas temperaturas que ainda se fazem sentir terão resfriado os ânimos de alguns jovens atletas, situando-se a taxa de ausências muito perto dos 30%. Outro dos motivos que contribuiu para engrossar este número prende-se com o boicote levado a cabo pelo Colégio de Campos, um dos 93 colégios do país com contrato de associação e que irão ver reduzidas fortemente as comparticipações do Governo já a partir deste mês. Elo fraco duma enorme e delicada cadeia, o Desporto Escolar verá a sua dinâmica claramente enfraquecida com esta medida e a ausência dos 31 alunos inscritos pelo Colégio de Campos deve ser entendida como uma forma de mostrar o desagrado dos seus responsáveis face à situação. “Não será um cenário definitivo”, esclarece o Professor André Soares, responsável pelo Grupo-Equipa de Orientação do Colégio de Campos, “mas sim uma primeira forma de manifestar a nossa indignação e revolta pelo que estão a fazer neste momento ao Ensino Particular e Cooperativo, e neste caso muito particular fazer frente às intenções que têm vindo a público sobre o Desporto Escolar.”


Alunos de Braga com lição bem estudada

Na vertente competitiva, merece particular destaque o domínio manifestado pelos alunos das escolas de Braga – Secundária Carlos Amarante e Agrupamento de Escolas de Maximinos -, fruto do excelente trabalho levado a cabo pelos Professores Ana Paula Serra Campos e Filipe Marques, em articulação com o Clube de Orientação do Minho. Com efeito, sete dos oito escalões tiveram como vencedores alunos destes estabelecimentos de ensino. A prova decorreu no mapa do ISAVE, num terreno localizado entre um vale e uma encosta, e teve traçado de percursos da autoria de José Carlos Pires. A qualidade do traçado dos percursos e o grau de dificuldade revelou-se particularmente adequado ao nível do Desporto Escolar e, devido ao tamanho do mapa e ao traçado dos percursos, foi introduzida uma troca de mapa para a generalidade dos escalões. Uma opção interessante que serviu de primeira experiência para muitos alunos, mesmo para os mais habituados a estas andanças.

Quanto aos resultados, foi no escalão de Juvenis – curiosamente o único onde se jogarão este ano os títulos nacionais do Desporto Escolar – que se registou maior equilíbrio. No sector feminino, registe-se a excelente prestação das meninas da EBS Lustosa, com oito atletas nos dez primeiros lugares e a vitória a ser discutida quase ao segundo, com apenas 1.12 a separar as quatro primeiras classificadas. No sector masculino, Joaquim Santos (ESCA) e Sérgio Duarte (AEMAX) travaram intenso duelo, com o primeiro a sair vitorioso face à excelente réplica do “mundialista”. Nos dois escalões do IV Torneio .ComMapa, Davide Machado (.COM) e António José (Individual) venceram por larga margem os escalões Difícil e Fácil, respectivamente.


Resultados
IV Torneio .Com Mapa
4ª Etapa

Fácil (11 participantes)
1º António José (Individual) 14.28
2º Aida Correia (GD4C) 19.32
3º Jerónima Rocha (GD4C) 22.34
4º Costa Leite (GD4C) 22.40
5º Cláudia Figueiredo (GD4C) 24.03

Difícil (43 participantes)
1º Davide Machado (.COM) 24.23
2º José Fernandes (.COM) 29.37
3º Hélder Marcolino (GD4C) 30.31
4º José Pereira (CP Armada) 35.24
5º Joana Costa (GD4C) 35.58

Desporto Escolar
Ranking Regional Norte
1ª Etapa

Infantis F (44 participantes) – Maria Portela (ES Carlos Amarante)
Infantis M (52 participantes) – João Vale (ERD Júlio-Saúl Dias)
Iniciados F (32 participantes) – Joana Fernandes (ES Carlos Amarante)
Iniciados M (61 participantes) – João Novo (ES Maximinos)
Juvenis F (20 participantes) – Carolina Cardoso (ES Maximinos)
Juvenis M (41 participantes) – Joaquim Santos (ES Carlos Amarante)
Juniores F (4 participantes) – Maria Bernardino (ES Carlos Amarante)
Juniores M (13 participantes) – Pedro Leite (ES Carlos Amarante)


O IV Torneio .ComMapa estará de volta no próximo dia 12 de Fevereiro para a realização da quinta etapa em Serradela, Vieira do Minho. Uma semana mais tarde será a vez do ‘ranking’ regional norte ver disputada a segunda etapa em Figueira, Penafiel.

Consulte os resultados completos em http://www.pontocom.pt/actividades/IVTorneioCOMmapa/files/20110122_geral.html

[Foto extraída da Galeria do Clube de Orientação do Minho em http://picasaweb.google.com/geral.pontocom/COMmapa4EtapaISAVE#]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
.

V TROFÉU ORI-ALENTEJO 2011: IMPRESSÕES




O Orientovar pediu a vários intervenientes na 1ª etapa do V Troféu Ori-Alentejo que lhe fizessem chegar as suas opiniões, aqui deixando uma súmula das mesmas.


“Pela primeira vez tive o privilegio de participar numa prova do OriAlentejo, do qual fui um dos impulsionadores para o seu desenvolvimento desde o inicio. São Bartolomeu do Outeiro tem sido ao longo das ultimas quatro edições já realizadas do OriAlentejo, um palco para a pratica da modalidade de grande qualidade, mas desta feita com a realização de uma prova de Distancia Ultra-Longa, onde percorremos zonas do mapa nunca antes utilizadas e de excelente qualidade, por vezes com pinhal. A organização esteve de parabéns, com uma arena onde havia uma troca de mapa com ponto de espectadores e speaker atento ao desenrolar da competição. O percurso era muito interessante com pernadas bastante longas e passagem por mais de 18km2 de mapa. Foi um enorme prazer navegar durante 20 km, venham mais. É muito importante termos verdadeiras provas de Distancia Longa nos escalões Elite - uma prova de Distancia Longa em HE tem de ter uma duração de 90-100´ para o vencedor! -, de forma a que os atletas portugueses possam estar melhor preparados. Quanto à minha prestação, deixei-me entusiasmar na parte inicial pelas saudades de competir e colocar em prática o treino que tenho vindo a desenvolver nos últimos três meses, realizei assim os primeiros 5-6 km demasiado rápido tendo em conta o total da prova. Tive de passar por uma fase de redução de ritmo nos pontos antes do espectadores de forma a reentrar em equilíbrio. A partir daqui consegui finalmente manter um ritmo regular. Cometi um erro no ponto 15, onde perdi 30-40´´, o resto foi perto da perfeição. Foi muito importante voltar a competir depois do treino de inverno muito intenso.”

(Tiago Aires, GafanhOri)

“É engraçado como a vida nos prega surpresas: No sábado participei numa prova local de Ori-BTT em Janas, organizada pelo CAOS. Esta prova foi muito dura, em termos de condições climatéricas e traçado: estava muito frio e uma ventania brutal (que obrigava a pedalar, mesmo em descida!!), o percurso obrigava a percorrer muitos caminhos em areia e ainda por cima caí e lesionei-me no joelho e anca... Já estava inscrita para a prova de S. Bartolomeu e até era para ir de véspera para Évora, mas nestas condições decidi ponderar e esperar pela manhã de domingo, para ver como me sentia. Só por si, a prova já constituía um desafio para mim, não só pela Orientação (porque sinto que estou a melhorar a minha técnica de prova para prova, mas ainda cometo muitos erros...) mas também pela distância, já que a corrida não é o meu forte nem é modalidade que pratique com regularidade. No domingo de manhã, apesar de não estar nem perto dos 70%, a teimosia falou mais alto e lá fui. Acabou por correr bem a prova, não cometi muitos erros. Foi muito dura, dado o frio, o estado do terreno (com muitas zonas alagadiças) e a distância, mas muito desafiante e bem desenhada. Foi com grande surpresa que cheguei ao fim e me disseram que estava em primeiro. Por muito bem que me tenha corrido a prova, estava a competir com grandes nomes da Elite feminina. Foi recompensador do esforço e serve para me dar alento para provas futuras.”
(Rita Madaleno, ADFA)


“Por mim e pelas minhas pernas a prova bem que podia ter mais alguns quilómetros e não acabar ali”

“Penso que a organização esteve bem, uma prova num bom mapa com um traçado excelente, parabéns ao traçador! Quanto à minha prova, na primeira parte, antes do ponto de espectadores, só perdi tempo num ponto (mas ainda foi algum!!). Só que na segunda parte as baterias acabaram (há que treinar mais e melhor!!) e os últimos pontos foram feitos a andar.”
(Andreia Silva, COC)

“Gostei bastante da prova, finalmente tivemos uma verdadeira Distância Longa! Nesta altura em que estamos a fazer muito volume de treino, foi excelente ter esta oportunidade. Quanto ao percurso, foi interessante. Já se sabe que neste terreno não há grandes escolhas de opção, mas por outro lado, algumas pernadas mais curtas em zonas de maior precisão foram bem alternadas com pernadas maiores, onde chegámos a ter uma com quase 4 km! E apesar de toda aquela distância, como eu disse quando acabei, estava tão satisfeito, que por mim e pelas minhas pernas a prova bem que podia ter mais alguns quilómetros e não acabar ali.”
(Alexandre Alvarez, CPOC)


“Umas óptimas bifanas acabadinhas de fazer que vieram mesmo a calhar”

“Foi com prazer que regressei a um tipo de terreno onde me dá muito prazer fazer Orientação, e a um mapa muito bom tecnicamente, mesmo tendo mais de dez anos. Foi um evento muito bem organizado e com um bom percurso, especialmente a pernada longa. Pessoalmente fiz uma boa prova, com apenas um pequeno erro no ponto 16, e senti-me muito bem fisicamente, tendo ficado em 3º na Geral.”
(Joaquim Sousa, COC)

“Gosto muito daquele mapa. Uma vez que fiz o percurso Fácil, e era mesmo fácil, não tive qualquer dificuldade de navegação. Muitos atletas, tanto crianças como adultos fizeram a sua prova bem agasalhados, devido ao frio (3ºC) e ao vento gélido. Bem organizada, sem atrasos, e no fim, mesmo com o frio que não dava tréguas, houve umas óptimas bifanas acabadinhas de fazer que vieram mesmo a calhar! Também havia uns docinhos para os mais gulosos, e até café. Pareceu-me que os atletas, em geral, gostaram do terreno e dos percursos. Não pude assistir à entrega de prémios mas de certeza que correu tudo bem. Em geral, as provas do Ori-Alentejo são bastante agradáveis, não só devido aos terrenos e mapas utilizados, como também porque tudo fica concentrado numa pequena área: secretariado, partidas, chegadas, bar, entrega de prémios, etc...”
(Ana Carreira, CPOC)


"Tudo o que precisamos"

“A organização está de parabéns, pois fizeram um traçado de percurso como não temos em Portugal, foi um verdadeiro treino de pernadas longas. No primeiro mapa só perdi tempo num ponto mas no segundo perdi muito tempo em vários pontos por falta de concentração.” 
(Patrícia Casalinho, COC)

“A ideia de fazer uma prova deste tipo foi muito boa! Apesar de ser supostamente uma Ultra-Longa, acabaram os primeiros atletas por fazerem os tempos de uma Distância Longa, e este tipo de provas é importante para que nós nos consigamos preparar melhor para as provas internacionais, onde as distâncias longas estão traçadas para 1h40 e não para 1h15! Quanto à minha performance, acabei por começar muito rápido e isso reflectiu-se no fim, com as reservas glicídicas a acabar quando ainda faltava uma boa parte da prova, o que me fez quebrar imenso na segunda parte do percurso. O traçado penso que estava muito bom, com pernadas muito longas e que davam sempre que pensar! Em suma, tudo o que precisamos.”
(Diogo Miguel, Ori-Estarreja)


“Os meus 8,2 km deram-me um grande prazer”

“Cheguei, fiz a prova e regressei. Não posso falar muito da organização, mas vi as bifanas, tomei café e um bolo, num bar bem fornecido. Assisti à chegada do Miguel Silva, prontamente entrevistado pelo 'speaker', que aliás me pareceu estar a fazer um bom trabalho de informação, conseguindo quebrar o gelo atmosférico. Numa prova de âmbito local, também tenho de enaltecer a flexibilidade do Secretariado para alterar a hora de partida da Rosário e de uma amiga estreante, que fizeram o percurso Fácil a pares só para se divertirem e não queriam atrasar os restantes elementos da viatura. Quanto ao mapa, sempre gostei daquele terreno de grande visibilidade e corrida rápida. Dois amigos búlgaros, que vêm fazer Elite no POM, viram os mapas de Coruche na 'net' e escreveram-me cheios de inveja. Espero que os percursos de São Bartolomeu sejam também disponibilizados, para eles ficarem ainda mais sequiosos. Os meus 8,2 km deram-me um grande prazer. Não fiz erros e consegui manter um andamento acima das minhas expectativas depois dos 6 km da véspera em Janas. Este montado alentejano pode não dar grande experiência para terrenos tecnicamente mais complicados, mas proporciona prestações altamente gratificantes.”
(Manuel Dias, Individual)

“Foi a primeira vez que realizei uma prova deste género e gostei bastante! Creio que a prova, visto que era uma prova local, foi bem organizada e conseguida. O terreno era muito bom, e os percursos também foram bem conseguidos. Sou de opinião que este tipo de provas (Ultra Longas) deveria tornar-se mais comum em Portugal, ou pelo menos que as Longas comecem a chegar à horinha e 15 minutos... (pelo menos na Elite). Parabéns ao ADFA por esta iniciativa!”
(Rafael Miguel, Ori-Estarreja)


"Só não contávamos era com um Tiago Aires em super forma"

"Congratulo o ADFA pela iniciativa de reactivar as provas de distância Ultra-Longa. No Atletismo, as Maratonas são provas de maior exigência física e não perdem adeptos por isso, talvez antes pelo contrário, são desafios que capturam atletas. Lanço o desafio de outros clubes seguirem o exemplo do ADFA e optarem também por etapas de Ori de distância Ultra-Longa, uma vez que deveria haver mais durante o ano. Serve muito bem os que competem e os que vêm por lazer desfrutam mais tempo ou fazem percursos mais curtos. Gostei do traçado do percurso. A pernada longa estava boa a exigir que se partisse o quebra-cabeças aos pedaços. Gostei particularmente da troca do mapa junto à Arena (ajuda a motivar os atletas) e do ponto no bosque de pinhal (zona fabulosa, pena não haver mais pontos nesta zona). Quanto ao meu resultado, sinto que poderia ter feito melhor a nível técnico. Errei no início e a seguir ao ponto de troca de mapa, fases de adaptação ao mapa onde falhou a concentração. Fisicamente senti-me um pouco cansado, mas na parte final consegui manter o ritmo. Parabéns e obrigado ao ADFA pela boa organização!"
(Paulo Franco, COC)

"Num dia terrível para qualquer organização, devido às baixas temperaturas, tivemos o arranque do V Troféu Ori-Alentejo no sempre excelente e desafiante mapa de S. Bartolomeu do Outeiro. Ao desafio do mapa juntou-se um conjunto de nomes sonantes da nossa modalidade, que nos deixaram palavras bastante elogiosas sobre o mapa, percursos e organização em geral. Foram percorridas zonas do mapa nunca dantes visitadas. As distâncias no Difícil Masculino talvez não fossem bem de Distância Ultra-Longa. Há um mês atrás este percurso tinha mais 3 kms, mas como o terreno estava na altura demasiado empapado, pareceu-nos melhor reduzir um pouco. Só não contávamos era com um Tiago Aires em super forma que fez média inferior a 5 minutos ao km. No escalão Difícil Feminino foi pena termos a Raquel Costa adoentada, mas Rita Madaleno (quem diria há 2 anos atrás?) esteve muito bem, tal como Andreia Silva e Patrícia Casalinho. Nos restantes escalões tivemos igualmente boas prestações, permitam-me uma pequena referência para o meu "velho" amigo Manuel Dias, que continua a mostrar à juventude que ainda está para as curvas.”
(Jacinto Eleutério, ADFA)


Para mais informações consulte http://orialentejo.webnode.pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO