terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (II)




Este Sul-Americano, com toda a certeza, foi a conclusão de um grande esforço que almejava desde o Sul-Americano de 2010. No de 2011 a montagem de percursos e mapa para a Elite classifico como nota 10, pois é uma superação para qualquer atleta brasileiro encarar um percurso com uma área densa e com grande exigência técnica e principalmente física. Porém escutei muitos comentários das demais categorias que sofreram com a vegetação e exigência fisica. Um detalhe importante que percebi foi a falta de água no percurso. Adoro o clima entre os orientistas (amizade). O que eu achei que mudou dentre as competições em que participei foi que a entrega de prémios não ocorreu no horário previsto, mas os organizadores aceleraram o máximo possível para que ocorresse. No meu ponto de vista as partidas poderiam ter lugar mais cedo para que acelerasse mais ainda as cerimónias de entrega de prémios, digo isso porque muitos atletas precisam pegar a estrada após a competição. Quero finalizar dizendo que exponho a minha opinião em virtude de melhorias para os futuros Campeonatos, porém somos nós, atletas, junto com os organizadores, que faremos disto uma concretização. O Brasil tem muito a crescer neste desporto e, se de mãos dadas permanecermos, a tendência é acelerar mais ainda este crescimento.
Leticia Saltori, Vice-Campeã Sul-Americana de Orientação 2011 (D21E)


Não sou um bom crítico mas tenho que ser realista com o resultado da competição. Fiquei muito feliz com o meu resultado – primeiro lugar na prova de Sprint e terceiro lugar final -, pois não me preparei para o tipo de terreno da competição. A respeito da competição, ficou a desejar. Houve um grande erro na parte técnica, ouve erro no percurso de Distância Média WRE ponto 16 número 68. O clima estava muito quente e a organização da competição não providenciou água no percurso, o mesmo acontecendo na prova de Distância Longa. A final de Sprint tinha 10 pontos repetidos (os pontos tinham sido já colocados anteriormente na prova de Estafetas e na qualificatória do Sprint) e o Sul-Americano não atendeu a parte técnica e logística dos atletas de diversas categorias. O Brasil já realizou competições melhores que este Sul-Americano 2011.
Sidnaldo Farias Sousa, 3º lugar H21E


Infelizmente não tive uma boa impressão. Vou tentar resumir sem ser parcial. O mapa estava muito bom e a área exigiu muito dos atletas, pois as provas de Distância Média e de Distância Longa foram realizadas em áreas predominantemente verdes, ou seja, de progressão lenta. Acho que isso prejudicou boa parte dos atletas. O meu clube trouxe ao Brasil este ano David Andersson e Lena Eliasson que ficaram treinando connosco durante alguns dias no Rio de Janeiro e estes sentiram grande exigência na competição. O mais triste foi que quase todos os atletas de Elite verificaram um ponto de controlo colocado em posição errada, e o pior: foi um evento WRE. Outro facto ruim foi a pouca disposição de água no percurso em dias quentes de prova. Muitos atletas reclamaram e alguns se sentiram mal a ponto de abandonar a prova. Os percursos, além de terem sido em área de vegetação bem densa, tiveram também muito desnível e a exigência física foi muito grande ao nível de todas as categorias, especialmente das mais avançadas. Os Boletins não foram disponibilizados em tempo determinado pelas normas da IOF para eventos WRE e saíram com informações erradas, porém corrigidas. A disputa na categoria Elite Feminina foi grande pelo segundo lugar. Uma revelação, Letícia Saltori, mostrou que vem para ficar no cenário da Orientação e recebeu muitos elogios dos atletas suecos. Na Elite Masculina, o sueco David Andersson, lesionado, não esteve no Brasil para disputar o primeiro lugar, que ficou com o atleta Leandro Pasturiza novamente. Leandro é um especialista em áreas verdes e de grande exigência física. Atletas do Chile estiveram no Sul-Americano com um número significativo de crianças e jovens. Foi bastante interessante ver os novatos interagindo com os atletas suecos. No geral a prova teve um bom mapa, um bom traçado de percursos, mas erros primários como a colocação de ponto errado e que não foi considerado recurso pelo júri técnico, que nem respondeu ao protesto feito por três atletas. A estrutura logística da prova foi razoável. Gostaria de ter escrito outras palavras, mas desta vez não foi possível.
Ronaldo Almeida, 15º lugar H21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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