quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (IV)




Dum modo geral, o Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011 correu bem e constituiu um óptimo final de ano para a Orientação Brasileira. Quanto ao meu resultado, ficou dentro das expectativas, pois fiz uma boa preparação para este Campeonato. Na prova de Sprint, sabia que seria difícil alcançar um lugar entre os três primeiros, portanto o 5º lugar assenta-me bem. Estava preparado e confiante para vencer as provas de Distância Média e de Distância Longa, mas um erro tirou-me o primeiro lugar na Média. Ainda assim fiquei feliz e parti confiante para a prova de Distância Longa onde consegui realizar, se não o melhor, um dos melhores percursos da minha vida.

Quanto à organização foi razoável, mas vários problemas tiraram o brilho da competição. Os mapas da Estafeta e da prova de Sprint continham muitas imperfeições, a final da prova de Sprint tinha dez pontos de controlo repetidos, o mapa da prova de Sprint era adaptado da ISOM, na prova de Distância Média houve um ponto mal marcado e na prova de Distância Longa faltaram pontos de água. Quanto aos aspectos positivos, destaco a escolha da área dos percursos, a elevada exigência física e técnica das provas de Distância Média e de Distância Longa, o local da estrutura muito bom e a participação de atletas estrangeiros de renome internacional, o que é excelente para o desenvolvimento do nosso desporto.
Leandro Pereira Pasturiza, Campeão Sul-Americano de Orientação 2011 (H21E)


Os percursos foram bastante técnicos e exigiram muita preparação física. Creio que os que estavam mais bem preparados fisicamente tiveram um ponto muito forte a seu favor. Pessoalmente não me apresentei muito bem pois estava bastante gripada e no último dia tive até de abandonar pois o percurso era bastante exigente em termos de desnível, mas gostei muito da parte técnica. Os únicos pontos negativos foram em relação à Estafeta, que foi em terreno muito sujo e assustou alguns atletas da "N" e a organização do Sprint pois foi muito “bagunçado”, com a partida sendo feita em direcção ao público.
Elizete Araujo, 13ª classificada D21E


Foi o meu primeiro Sul-Americano de Orientação. Já participei em algumas provas de Orientação em Portugal, inclusive uma etapa da Taça de Portugal, e vejo que os mapas do Sul-Americano tinham qualidade. Na minha opinião o local do evento deveria ter sido e sempre perto de alguma cidade que tenha Aeroporto, para que assim possam vir atletas de todos os lugares. Eu moro à 1000 quilómetros do local e precisei fazer uma viagem de 13 horas de carro, ou seja, de avião eu iria à Europa com esse tempo. Para mim em comparação com outros atletas de outros lugares, por exemplo, atletas do Rio de Janeiro, alguns vieram de autocarro e viajaram mais de 24 horas e outros vieram de avião até Porto Alegre e viajaram de carro por mais 450 quilómetros.

Faltou um pouco mais agilidade de informações dos resultados. E também na última etapa (prova de Distância Longa) faltou água no percurso. Havia água, é certo, mas no percurso e do meu ponto de vista seriam necessários mais uns dois pontos de água. A organização também deveria ter um alojamento com mais chuveiros e sanitários e num único lugar. Teria sido mais fixe por estarem a maioria dos atletas juntos, já que eram por volta dos 380 atletas. Os mapas estavam bons mas em vegetação verde claro. Havia vários caminhos no terreno, mas no mapa não constavam,tirando esse detalhe o mapa estava de óptima qualidade. Enfim, a organização está de parabéns, mas faltaram uns pormenores na logística.
Jonas Junckes, 17º lugar H21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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