terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (I)




O meu resultado foi bom. Na Estafeta, o trio formado por Vanderlei José Bortoli , Ironir Alberto Ev e eu ficámos na primeira posição na categoria H Adulto. Foquei e treinei bastante para a prova de Sprint e para a prova de Distância Média, ficando em segundo lugar no Sprint e em terceiro na Média. Já na prova de Distância Longa, cheguei bastante desgastado fisicamente depois de quatro provas e precisava manter-me concentrado e calmo durante o percurso. Eu não gosto muito de provas longas, fiquei em terceiro lugar e no segundo lugar da classificação Geral. Agradeço a todos os que me ajudaram a treinar e que torceram por mim. Sobre a Organização, foi boa mas teve pontos negativos. Na Estafeta, uma parte do mapa onde era para ser 409 estava 407 e na prova de Distância Média o ponto 16 todos os atletas erraram, alguma coisa estava errado no local ou no mapa. Também deveria ter havido mais pontos de água na prova de Distância Média e principalmente na prova de Distância Longa e várias vezes os atletas tiveram que inquirir a organização sobre assuntos de ordem vária. Isto perturba totalmente a concentração do atleta. O traçado dos percursos estavam muito bom e as áreas de competição também eram muito boas. Termino desejando um Feliz Natal e um Feliz 2012 a todos os orientistas e à minha namorada e orientista da categoria D20E pelo amor que sinto por ela estar ao meu lado este ano.
Cléber Baratto Vidal, Vice-Campeão Sul-Americano de Orientação 2011 (H21E)


Considero que os mapas estavam num nível técnico muito bom e os percursos foram traçados com uma variedade grande de rotas, o que desenvolve o sentido de decisão do atleta. Infelizmente alguns pontos da organização deixaram a desejar, como podemos citar: o croqui de acesso e o fraco balizamento para a chegada nos locais dos eventos; a falta de limpeza dos sanitários; a falta de segurança devido ao trânsito em estradas que cruzavam o percurso de Sprint; a demora e a ausência das listas de partida e resultados, seja no local da prova seja na Internet. Como em qualquer grande evento organizado, existem pontos altos e baixos, mas que estas críticas não sejam encaradas negativamente, mas que sejam apenas para colaborar com a evolução da nossa Orientação brasileira!
Guilherme Ressel Flores, 16º lugar H21E


Em minha opinião, este Sul-Americano deixou a desejar em aspectos essenciais como a água no percurso (na prova de Distância Média, pelo menos no mapa de Elite, não estava mencionado o local de ponto de água no mapa e para agravar não estava em ponto algum do nosso percurso e na prova de Distância Longa muitos não conseguiram localizar o ponto de água ou a água já tinha terminado para os últimos), menores de idade trabalhando na tarefa de distribuição de água por longos períodos e ponto errado na prova de Distância Média. Acho indispensável o mapa ser inédito para os atletas como CamBOr e Sul-Americano. No restante, dou os meus parabéns à organização.
Fábio Kuczkoski, 11º lugar H21E


A competição do Sul-Americano de 2011 na cidade de Santana do Livramento RS, esteve bem mas longe daquilo que deveria estar. Na prova de Sprint prevaleceu muito a condição física, devido à Final ser feita na mesma área da Qualificatória e com muitos pontos que já tinham sido usados na manhã, e esta área poderia ser melhor aproveitada faltando um pouco mais de atenção do traçador de percurso e do cartógrafo que pecou em detalhes. A prova de Distância Média teve lugar numa área bastante pesada e quanto a isto não há nada a dizer, pois a diversidade do terreno faz parte da Orientação. O que não pode acontecer é vermos muitos atletas reclamando devido a um ponto errado. O mapa era muito pobre, principalmente no detalhe das curvas de nível, com algumas distâncias distorcidas, mas o traçado de percursos estava bom. A prova de Distância Longa teve lugar numa área de vegetação nativa bastante pesada também, mas acho que foi o melhor dia, onde tivemos um bom traçado dos percursos e poucos problemas verificados no mapa, o que deu mais lealdade ao resultado da competição.

Pois bem, visto que 2011 está a terminar e o calendário de actividades orientistas no Brasil encerrou com o Sul-Americano realizado neste final de semana, podemos dizer que tivémos um ano com muitas actividades, tanto em competições militares como nas do calendário da Confederação Brasileira de Orientação. Nós, atletas, desenvolvemo-nos muito quando podemos participar em competições importantes como as que participámos com a equipa militar do Brasil aí em Portugal no mês de Março deste ano, e com isso ficamos mais exigentes e cobramos mais dos nossos dirigentes para que possamos ter competições aqui no Brasil com o mesmo nível das que são levadas a cabo na Europa. E sabemos que o podemos fazer, como já foi feito aqui por pessoas que estavam neste grupo e que, quando organizam, o fazem com a qualidade que se espera. Infelizmente temos aqui no Brasil muitos egos, paradigmas, que as pessoas precisam deixar de lado e pensar não apenas em si, mas em prol da Orientação. Sou amante deste desporto há mais de doze anos e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que possamos melhorar cada vez mais.
Gilson Schropfer, 8º lugar H21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

2 comentários:

Antonio Carlos Silva disse...

Excelente a idéia de publicar várias opiniões de participantes do CSO 2011 no blog Orientovar. Assim fica mais fácil para o leitor entender e visualizar de forma mais fidedigna o que os participantes tentam descrever.

Moisés Carvalho disse...

Após uma viagem de 500 km de Porto Alegre à Santana do Livramento, paticipei dos percursos Médio e Longo do último Sul-americano de Orientação. Não fosse o fato de gostar muito do esporte, estaria um pouco desanimado. Alguns problemas se mostram frequentes na maioria das provas realizadas neste ano (no CGO, no CAMBOr, e em outros), e não foi diferente desta vez: falta de estrutura de apoio aos atletas, banheiros inadequados e em quantidade insuficiente, falta de alternativas de alimentação, falta de água ao longo dos percursos, etc. Posso citar também a falta de informações a respeito da prova, a precariedade dos boletins e os croquis de acesso imprecisos. Prá piorar a regra 163, que rouba a medalha do atleta que após uma prova extenuante realizada no domingo ainda deve refazer o trajeto de 500 km de volta para casa. Se quiser a medalha tem que esperar até às 16h ou 17h para recebê-la.
Pelos comentários que li neste blog, parece que tudo isto aconteceu neste Sul-americano. Alguns problemas sofri na própria pele.
Acho que está na hora de repensarmos alguns conceitos e quebrarmos alguns paradigmas, para o bem do esporte.

Moisés Carvalho - H40A