domingo, 27 de novembro de 2011

O MEU MAPA: ANTÓNIO AMADOR, A SERRA DA CABREIRA E O NACIONAL DE DISTÂNCIA LONGA 2009




Após 18 anos de Orientação, com participação em grande parte das provas realizadas em território nacional e algumas experiências além-fronteiras, não é fácil nomear um mapa com sendo o que mais me possa ter marcado.

Desde a primeira prova em Maio de 1993, no antigo mapa da Gafanha - numa experiência em que não sabia no que me estava a meter -, até provas mais “marcantes”, como várias das realizadas em Portugal (seja como atleta seja como organizador) ou as idas à Austrália no WMOC 2010 ou ao SOW 2006, em Zermatt, que se revelou uma experiência única (a repetir em 2014 …), muito há por onde escolher.

Para nomear um dos mapas a opção passou por definir alguns critérios e enquadrar os vários mapas / eventos nesses critérios. Sendo assim, definidos os critérios, aplicando uma escala, a escolha recaiu no mapa da Cabreira, onde se realizou o Campeonato Nacional de Distância Longa em 2009.

Desde logo, o Gerês é uma das zonas em Portugal onde, na minha opinião, temos dos melhores terrenos para a prática da modalidade. Qualquer ida a uma prova nesta zona é garantia de um bom evento. Considero também que a Distância Longa é a prova rainha desta modalidade e este mapa em particular oferece vários desafios, quer pelas características do terreno, quer pelo traçado do percurso desse evento e finalmente porque consegui nesta prova ser Campeão Nacional num escalão onde a competição nos últimos anos tem sido muito forte – H35.

Com uma aposta feita em 2008 em dedicar algum do meu tempo a treinos físicos, com um acompanhamento do Albano João, passei a poder aspirar a conseguir algumas classificações mais para o topo da tabela, embora reconhecendo a grande dificuldade em chegar aos primeiros lugares mas confiante que tal seria possível.

Quanto à prova em si, desde logo tive a vantagem de ser dos primeiros a partir, o que para mim é uma vantagem porque encontro poucos atletas na zona de competição podendo assim manter uma maior concentração.

O relevo muito acentuado do mapa obrigava a ter este factor em atenção nas opções a tomar; por outro lado, a variação do tipo de terreno de zonas onde a progressão pode ser mais rápida para outras com maior detalhe técnico, obrigando a uma progressão muito mais cuidada, foi uma combinação com que nem todos se deram bem.

Antes de partir, em conversa com o traçador de percursos, José Fernandes, ele referiu que para vencer o meu escalão teria de fazer 1:07:00. Apesar do inicio duro fisicamente, como em termos de navegação não cometi grandes erros, fui realizando o percurso confiante, chegando ao final com 1:06:48. O José Fernandes veio logo dar-me os parabéns porque ninguém iria melhorar … o que mais de uma hora depois se viria a confirmar.



António Amador
Clube de Orientação de Estarreja
Fed 1457

Sem comentários: