segunda-feira, 21 de novembro de 2011

III MOri AFAP: REGRESSO "EM GRANDE" À OTA




“Fomentar, através do estreitamento dos laços de camaradagem, entre todos os que servem ou serviram na Força Aérea, o espírito de corpo, facilitando e procurando o aproveitamento da experiência de uns e outros.” Palavras sábias, aquelas que encerram os estatutos da Secção de Orientação da AFAP - http://ori-afap.net/ -, plenamente postas em prática no III MOri AFAP, uma jornada ímpar de desporto e convívio levada a cabo na manhã do passado sábado, na Ota.


O mês de Maio de 2010 preparava-se para dobrar a primeira metade quando a AFAP – Associação da Força Aérea Portuguesa decidiu tomar a seu cargo a organização do I Meeting de Orientação da AFAP, prova que chamou aos terrenos da ex-Base Aérea nº 2, na Ota, cerca de três dezenas de participantes. Cerca de um ano volvido, a AFAP voltou à carga com uma prova local de Sprint Urbano, disputada no mapa novo de Alenquer (Paredes) e inserido nas comemorações do Dia Nacional da Orientação 2011. O II MOri AFAP veio comprovar que o desporto ainda é, dos poucos eventos, aquele que contribui para a comunhão das pessoas. E embora o número de participantes se quedasse, de novo, em torno das três dezenas, a verdade é que os combativos elementos da AFAP não viraram as costas à luta e, no “regresso às origens”, viram o seu labor recompensado nesta 3ª edição do seu Meeting de Orientação.

“Quem porfia, mata caça”, diz o povo e com razão. De tal maneira que o III MOri AFAP, disputado de novo nos terrenos da ex-Base Aérea nº 2, na Ota (Alenquer), na manhã do passado sábado, contou com a participação de 133 atletas, distribuídos por três percursos de competição (Curto, Médio e Longo) e ainda um percurso de formação, aqui designado por “Promoção 1”. É natural que a organização não esperasse uma tão grande adesão e a carga logística acabasse por se revelar demasiado pesados para um escasso conjunto em termos de recursos humanos. A verdade é que um pequeno punhado de homens e mulheres soube fazer das fraquezas forças, revelou-se enorme na determinação e na vontade de bem receber, de a todos agradar, proporcionando uma manhã de Orientação particularmente proveitosa a todos quantos demandaram a Ota. Dos meninos da Professora Leonor Luz (Secundária do Entrocamento) aos experientes Filipe Farinha, Maria Amador, Manuel Dias ou Jorge Baltazar, entre muitos, muitos outros...


José Pereira e Joana Moutela levam a melhor na “prova-rainha”

Prova do tipo Local, o III MOri AFAP encerrou o recém-criado Campeonato da Estremadura e decorreu num mapa com razoável rede de caminhos e vários tipos de vegetação e floresta (eucaliptos e pinheiros), apesar das zonas “sujas” que marcavam o terreno aqui e ali, impedindo uma progressão tão rápida quanto seria desejável para muitos. José Pereira (CP Armada), com uma prova de grande nível, foi o vencedor do escalão Longo Masculino, cumprindo os 6,7 km do seu percurso (30 pontos de controlo, 260 metros de desnível) em 1:01:31. Filipe Farinha (CPOC) e Hugo Monteiro (Ori-Estarreja), com mais 3:24 e 9:16, respectivamente, ocuparam as posições imediatas. No sector feminino, neste mesmo escalão, Joana Moutela (Ori-Estarreja) foi a mais rápida com o tempo de 2:41:57, relegando Maria Matos (Individual) para a segunda posição, com o tempo de 3:24:14.

Luís Sérgio (ATV) e Jorge Baltazar (GDU Azoia) travaram interessante luta pela vitória no escalão Médio Masculino (4,7 km, 22 pontos de controlo, 170 metros de desnível), com o primeiro a levar a melhor com um tempo final de 40:56 e uns 3:19 de vantagem sobre o seu adversário. Liliana Oliveira (CPOC) triunfou facilmente no sector feminino. Quanto aos percursos Curto, Masculino e Feminino (3,5 km, 16 pontos de controlo, 115 metros de desnível), tiveram em Dionísio Estróia (CP EPAL) e Maria Amador (ATV) os respectivos vencedores. Pedro Correia (Individual), triunfou no escalão de Promoção.


[Foto extraída da Galeria de Luís Sérgio no Picasa]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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