segunda-feira, 21 de novembro de 2011

III MOri AFAP: IMPRESSÕES




Dado por concluído o III MOri AFAP, aqui ficam as opiniões de alguns dos ilustres participantes no evento. Pela sua disponibilidade e atenção a eles um agradecimento muito especial.


O III MOri AFAP foi uma boa forma de "não perder contacto com o mapa" durante um mês. Foi uma prova bastante dura, com um terreno difícil e áreas muito sujas, que acabou por ser um desafio, tanto a nível físico e técnico, como também psicológico. O meu objectivo era terminar a prova com o mínimo de erros técnicos possível e a sentir-me bem a nível físico. Não fiquei muito satisfeita com a minha prestação, já que cometi alguns erros, mas acabou por revelar-se um bom treino.
Quanto à organização, não tenho falhas a apontar. Creio que, para uma equipa organizativa tão pequena, estiveram muito bem e, acima de tudo, deram o seu melhor. Resta-me agradecer a manhã de Orientação que nos proporcionaram.
Liliana Oliveira (CPOC)


Não faltou simpatia e sol, mas eu dispensava a lotaria daquelas cruzes verdes no meio do verde. Alguns vão queixar-se de que o terreno era duro e sujo, mas isso estava dito na página da prova e correr em terrenos difíceis é uma competência que também se desenvolve. Talvez o percurso Longo das senhoras devesse ter sido um pouco mais ameno, para não se dar o caso de andarem ainda no mato quando foi feita a entrega de prémios. Daqui por seis meses, a AFAP vai estrear-se a organizar uma prova da Taça de Portugal. Não imagino se o terreno vai ser menos agressivo, mas espero que o percurso não tenha pontos de sorte.
Manuel Dias (Individual)


Numa semana de muita chuva, o S. Pedro mais uma vez mostrou a sua simpatia pela Orientação permitindo-nos uma manhã agradável e com sol. A organização está de parabéns, não só pela forma simpática com que nos recebeu mas também por nos ter proporcionado esta prova, ou treino no meu caso, de grau de dificuldade Difícil. Sim, não há dúvidas, as informações que estavam no site eram mesmo verdadeiras: "Nesta prova existirão três percursos (todos) com grau de dificuldade Difícil". Valeu o desafio e a oportunidade de treinar num terreno duro, não tanto pelo desnível mas pela vegetação. Para recordação ficam os arranhões e picos nas pernas e o bom ambiente vivido!
Alexandra Coelho (CPOC)


Em primeiro lugar vou falar da prova em si. Corri o percurso Difícil Longo e gostei do traçado, pois tornou-se bastante exigente em termos técnicos, devido à baixa visibilidade em zonas de eucaliptal jovem e também devido aos pontos que estavam um pouco escondidos. É um terreno em que para mim é muito difícil navegar de onde não consegui evidenciar a minha grande forma física que estou a atravessar, nem pôr em pratica a minha forma de orientar (azimute e curvas de nivel). As curvas de nível estavam no mapa, mas no terreno era muito difícil fazer a sua leitura devido à vegetação densa e alta. A prova acabou por correr-me mal, sem ritmo, completamente frustrado por não conseguir correr naquele piso de paus molhados, silvas e eucaliptal jovem. Também o mapa e o seu traçado se revelaram num verdadeiro quebra cabeças pois, devido à minha pouca experiência, não consigo navegar com fluidez neste tipo de terreno. Fiz um tempo bastante mau. No tocante à organização, avulta a simpatia e a humildade. Claro que em termos de organização não esteve à altura de provas da Taça de Portugal, mas também não se pode exigir mais para uma prova de cariz Local e quase informal. Apenas de realçar a “plastificação” dos mapas, já que foram utilizadas micas normais de folhas A4 e que, com a humidade e a água que estava na folhagem, alguns mapas acabaram por se desfazer, enquanro outros ficaram parcialmente danificados. Também de realçar um atraso de 10 minutos nas partidas. Mas devo realçar que a organização está de parabéns pela sua coragem e também pelo traçado do percurso que se tornou bastante exigente.
Samuel Leal (Ginásio CF)


A prova realizou-se junto à base aérea da Ota, em terrenos de eucaliptos. Uma razoável rede de caminhos ajudava a contrariar a lentidão no atravessamento dos campos e encostas de floresta, com bastante mato (por vezes alto), silvas e ramos cortados. Não raras vezes até o relevo do terreno era de difícil interpretação, dada a quantidade de vegetação presente. O percurso Longo Masculino, com 6.7 km / 260 m de desnível / 30 Pontos de controlo, foi concluído em 2h32m (2h23m no SI !!!). Na prática resultou em cerca de 12 km, mas por mais que me tenha esforçado, não consegui ficar em último! : ) Resumindo: uma boa prova de treino, apesar das contrariedades do terreno; boas condições de tempo e um bom grupo de amigos, ajudaram a passar um manhã agradável.
Paulo Fernandes (Lebres do Sado)


Penso que a organização esteve muito bem, aproveitando como apoio o espaço da Base Aérea, tendo tudo o que era necessário para uma boa prova. Em relação ao percurso, inscrevi-me na distância Longa nunca pensando que o percurso se tornasse tão difícil. A prova foi bastante exigente a nível físico, a nível técnico ainda tenho muito que aprender e atendendo à dificuldade tornou-se uma prova bem longa. Foi mais uma manhã bem passada a fazer Orientação.
Joana Moutela (Ori-Estarreja)


A AFAP proporcionou-nos uma bela jornada de Orientação nos terrenos anexos à Base Aérea.
O tempo muito mau no dia anterior, esteve bom para a prática da modalidade na manhã de sábado.
A prova desenrolou-se, essencialmente, em floresta de eucaliptos com muita lenha, vegetação rasteira de tojo, urze e por vezes silvas, o que dificultava a tarefa dos orientistas.
O mapa não foi do meu agrado, a qualidade da cópia não me parecia muito boa, por outro lado acho que ele devia ser mais bem isolado num plástico. Dado que a vegetação estava muito molhada, um colega de equipa chegou ao fim da prova com o seu mapa transformado num punhado de papel.
O traçado pareceu-me desafiante e quem ia para esta prova Local a pensar em facilidades, enganou-se. O Garcia bem avisou...
A Organização, no geral, foi boa, verificou-se um pequeno atraso de dez minutos nas partidas, mas sem consequências.
A minha prestação tinha por objectivo treinar com mapa, não pretendia obter qualquer performance, aliás no meu escalão o que faz sentido é a manutenção, objectivo que vou conseguindo passo a passo na minha idade já avançada.
José Grada (Ori-Estarreja)


A AFAP está de parabéns por nos terem proporcionado mais um agradável dia de Orientação. Tratando-se duma prova Local, penso que cumpriram no essencial sem erros de monta a apontar. Os pontos estavam todos no sítio, embora bem escondidos :-) (bem nos avisaram que era uma prova tecnicamente difícil para todos os escalões). As zonas de terreno bastante "sujo" que dificultavam a progressão foi o aspecto menos agradável. Em termos individuais, foi no geral um bom treino, tendo cometido dois erros graves, um por deficiente interpretação das curvas de nível (o fecho da curva coincidia com a bola do ponto) e outro por pura desconcentração ao enganar-me num caminho. Como ainda não publicaram os tempos parciais, aproveito para perguntar se foi esquecimento, ou se existe alguma dificuldade?
Vítor Rodrigues (CPOC)



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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