sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ATLETA DO MÊS: ANNIKA BILLSTAM




Campeã do Mundo de Distância Longa em título, a sueca Annika Billstam é a Atleta do Mês do Novembro da página da IOF – Federação Internacional de Orientação. Vamos conhecê-la um pouco melhor.


A nossa atleta de Novembro, Annika Billstam, ganhou a sua primeira medalha de Ouro em Campeonatos do Mundo em 2011, na prova de Distância Longa, com a ajuda duma bússola convencional. Agora prepara-se para treinar no duro, usando uma bússola de dedo e planeando alcançar resultados ainda melhores no futuro.

“Cometi alguns erros por não correr exactamente na direcção certa. Com uma bússola de dedo, de cada vez que olho para o mapa vejo também a bússola. Desta forma é muito mais fácil correr no azimute correcto”, afirma Annika. A atleta está motivada para melhorar mais e mais: “Participar apenas não chega. Aquilo que eu quero é competir e ir melhorando gradualmente.”


Um par de Ouro

No Campeonato do Mundo de Orientação Pedestre WOC 2011, realizado em França no passado mês de Agosto, não foi apenas a medalha de ouro de Annika Billstam que chamou a atenção, mas também o seu novo relacionamento. A agora famosa dupla Billstam / Thierry Gueorgiou mostraram aquilo que sentem um pelo outro pela primeira vez após ganharem a medalha de ouro na final de Distância Longa. A sueca e o francês não planeiam ainda viver juntos, mas irão ver-se muito frequentemente nos treinos e nas provas e ambos trabalharão juntos para se tornarem orientistas ainda melhores. “Estou realmente motivada a melhorar a minha técnica de Orientação e certamente estarei em mais campos de treinos”, conta Annika.

Melhorar a forma física tem sido o grande objectivo de Annika até ao momento e os resultados estão à vista: “Foi uma situação nova para mim estar na linha de partida e saber que poderia ganhar.”


Alguns anos de pausa

Annika é natural de Estocolmo, a capital da Suécia, e iniciou-se na Orientação com oito anos de idade. Os resultados como atleta júnior não foram os melhores e Annika decidiu suspender a sua actividade aos 17 anos. O interregno manteve-se até completar 25 anos, período durante o qual não participou em nenhum percurso. Foi uma pausa de oito longos anos. “Realmente não sei porque motivo parei. Parei e pronto. Dei prioridade aos estudos e a outros interesses”, afirma.

Na primavera de 2001, viu que iria haver uma prova próximo de sua Faculdade, em Uppsala. “Queria muito participar, mas na prova acabei por perder por uma diferança superior a dez minutos rm relação à vencedora. Todavia, voltei a perceber novamente o quão feliz a Orientação me fazia sentir. Foi o reviver de algo que tinha perdido.”

No mesmo ano, Billstam regressou aos Campeonatos da Suécia e, desde então, os resultados não param de melhorar. Agora, com 35 anos de idade, chega à sua primeira medalha de ouro em Campeonatos do Mundo. Dois meses antes, havia ganho pela primeira vez uma prova da Taça do Mundo, na Noruega.


Interregno positivo

Annika tornou-se numa atleta de ponta relativamente tarde. Isso permite-lhe pensar que outras pessoas poderiam fazer igual. “Há um enorme dispêndio de energia com os atletas juniores e com atletas de Elite em idade ainda muito jovem. Isto é bom, mas não nos devemos esquecer que atletas com mais idade podem igualmente atingir posições de relevo. Acho que é errado empregar todo o esforço somente em jovens atletas.”

O período de afastamento teve alguns efeitos positivos sobre a carreira de Annika Billstam: “Eu tenho outras perspectivas na vida e agora percebo que o desporto pode ser imensamente divertido. Mas existem coisas mais importantes do que o desporto”, afirma.

No Verão, Annika e Thierry Gueorgiou começaram a relacionar-se. E foi em conjunto que ambos levaram a cabo uma boa parte da preparação para o Campeonato do Mundo WOC 2011. “Tivemos modos diferentes de fazer as coisas, mas desde sempre ele foi uma fonte de inspiração para mim. Procuro adquirir um conhecimento melhor. Thierry dedica mais atenção ao seu treino que qualquer outro atleta e eu tenho aprendido imenso acerca disso.”




Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Anónimo disse...

Bom Dia;

Gostava que os responsáveis pelas nossas seleções, lessem este artigo e dele tirassem as devidas ilações relativamente áquilo que eles entendem por projecto das
seleções. Aqui podem ler-se teorias com os comprovativos práticos.
25 anos idade limite para se poder entrar no projeto??
Okey!

Abraço
Rui Antunes