sábado, 22 de outubro de 2011

REGULAMENTO DE COMPETIÇÕES 2012: ÚLTIMOS DIAS PARA APRECIAÇÃO DO DOCUMENTO




A temporada 2011 aproxima-se rapidamente do fim e o Regulamento de Competições prepara-se para sofrer novos ajustes já em 2012. Luís Santos coordenou um Grupo de Trabalho que se debruçou sobre as linhas orientadoras do novo documento, apresentando-as a debate no Oásis Forum ao longo dos últimos meses. É tempo de passar à aprovação do documento.


Embora ainda sem data marcada para a sua discussão e aprovação, o Regulamento de Competições 2012 conhece já uma versão preliminar (que pode ser consultada em http://www.fpo.pt/www/images/fpo/comunicados/gerais/2011/110929_regcompeticao2012versaodp.pdf), cuja discussão pública decorrerá até ao próximo dia 25 de Outubro. Com a sempre prestimosa colaboração de Luís Santos, o Orientovar mostra-lhe hoje as alterações previstas, aproveitando para reforçar o convite à análise cuidada do documento e ao envio de contributos tendentes à sua melhoria.

Assim sendo, passemos à análise do documento de forma sistemática, acompanhando as principais alterações propostas pela ordem em que surgem na proposta de Regulamento de Competições.


O “regresso” das Provas Locais

- As provas de "Promoção, Formação e Treino" recuperam a designação de “Provas Locais”, tal como normalmente são designadas.

- Coloca-se um ponto final na possibilidade dos atletas Juvenis e Iniciados poderem pontuar para o 'ranking' caso não sejam federados. Essa situação apenas será possível para os escalões de Formação (10 e 12 anos em 2012).

- Os escalões jovens sofrem uma alteração profunda, adequando-se àquilo que se passa na generalidade dos países. Nessa medida, passam a existir os seguintes escalões e respectivas categorias em todas as provas: D/H10 - Escolas, D/H12 - Infantis, D/H14 (escalão mais jovem na Orientação em BTT e na Orientação em BTT) - Iniciados, D/H16 - Juvenis, D/H18 - Cadetes e D/H20 - Juniores. Para além desta reformulação nos escalões jovens teremos como única alteração o cancelamento do escalão D21B na Orientação em BTT.


Pares / Grupos, sete anos depois

- Os escalões de promoção regressam ao antigo nome de escalões abertos. As designações voltam a ter associação directa ao tipo de provas - Fácil Curto, Fácil Longo, Difícil Curto e Difícil Longo. É recuperado o escalão de "Pares/Grupos" que tinha sido abolido há sete anos. Outra alteração tem a ver com o facto de, em provas urbanas, poder transformar-se os quatro escalões abertos individuais apenas em Open Fácil e Open Difícil. Para a Orientação em BTT ficam também apenas dois escalões: Open Curto e Open Longo.

- Regressam as regras de promoção e manutenção na Elite. Os critérios de permanência passam por garantir uma média de 70 pontos nas melhores 10 provas para se manter e a promoção dos escalões H/D21A ou H/D20 implica uma média superior a 92 pontos ou classificação nos três primeiros lugares; a promoção do H/D21B ao H21A mantém-se livre.

- Os títulos nacionais colectivos passam a ser calculados em função da soma de tempos e não de pontos.


Estafetas com um estrangeiro por equipa

- As Estafetas deverão voltar a poder contar com um atleta estrangeiro entre os três que a compõem.

- Para o 'ranking' de Clubes contarão 7 jovens + 7 seniores + 7 veteranos na Orientação Pedestre e 5 jovens + 5 séniores + 5 veteranos na Orientação em BTT. Os veteranos contarão a 75%, os H/D21B contarão apenas a 50%, os jovens irão contar a partir de D/H14 e a única alteração está na Elite que, em vez dos actuais 125%, passará a contar 130%.


Criação do Circuito Nacional Urbano 2012

- Surge pela primeira vez regulamentação específica para o Circuito Nacional Urbano 2012: serão várias provas em que contarão metade das pontuações dos atletas (se for ímpar conta por defeito - por exemplo com sete provas de apuramento contam as melhores três) para a final. Na final estarão um máximo de 72 atletas distribuídos da seguinte forma: 12 jovens masculinos / 12 jovens femininos - melhores 6 D/H20, melhores 3 D/H18, melhor D/H16, vencedor do circuito madeirense (e vencedor do açoreano, caso houvesse); 12 seniores masculinos / 12 seniores femininos - melhores 9 H/D Elite, melhor H/D21A e vencedor do circuito madeirense; 12 veteranos masculinos / 12 veteranos femininos - melhores 4 H/D35, melhores 3 H/D40, melhores 2 H/D45, melhor H/D50 e vencedor do circuito madeirense.

O sistema de pontuações de apuramento passa a contar com uma fórmula similar à do World Ranking (sem a componente de desvio padrão para mais fácil compreensão dos atletas) que leva em conta a qualidade dos atletas presentes. Um atleta que faça 90 pontos, poderá ter realmente 90 pontos se não estiver nenhum dos 10 primeiros do ranking de Taça de Portugal mas poderá ter 110 pontos se todos os 10 primeiros do ranking estiverem presentes.


Alterações no regime de preços

- Criação do Circuito Nacional de Estafetas, já com propostas apresentadas posteriormente à versão de discussão pública, dando-lhe também carácter competitivo e permitindo apurar o clube campeão de estafetas em cada agrupamento (jovens F/M, seniores F/M e veteranos F/M).

- O regime de preços sofre alterações, com os participantes em Elite a pagar inscrições mais caras do que os restantes. Surge a recomendação para cobrar menos no H/D10 e Fácil Curto e é criada uma tabela de preços específica para provas de nível 2 (ligeiramente mais barata que as de nível 1). Acaba-se a distinção entre preços para prova com mapa novo e mapa usado e surge um novo preço promocional para pares/grupos não federados, no qual o primeiro elemento do par/grupo paga o normal (cerca de 8,00 €) e os restantes elementos do grupo pagam 2,00 € + seguro (1,75 €).

- No tocante ao aluguer de SI's, muda a política e, a partir de agora, o aluguer dos SIs passa a custar 2,00 €/dia (era de 1,00€/ dia) mas passam a ser cobrados só nos escalões de competição e formação. Nos escalões abertos deixa de haver pagamento de aluguer de SI.


Contributos que vão chegando

Têm surgido diversos contributos de vários quadrantes que estão em análise nomeadamente referentes a especificidades da Orientação em BTT e à coexistência entre outros documentos oficiais e o Regulamento de Competições. Existem documentos próprios como o protocolo que rege o Campeonato Ibérico entre a FEDO e a FPO e essa competição não surge neste documento. O mesmo acontece com o contrato de organização de eventos estabelecido entre os clubes e a FPO e com a necessidade de criar um documento que seja um Regulamento Técnico de Provas onde se agreguem as especificidades técnicas dos percursos, e características especiais de eventos como o referido Campeonato Ibérico ou mesmo o Portugal’O’Meeting e outros WRE's em situações invulgares como as da criação de Super Elites.

Outra sugestão vai ao encontro do Portugal O' Summer, que parece não estar a surtir o efeito desejado. Assim, para evitar a quebra do Verão, ouvem-se vozes no sentido de abrir a candidatura para dois ou três eventos nocturnos classificados como provas de Nível 2, conforme já previsto no calendário lançado para as candidaturas de eventos de 2013. Evita-se assim o problema do calor excessivo e valoriza-se um tipo de provas que tem pouco peso em Portugal, mas muito interesse técnico e elevado potencial de diversão.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

Sem comentários: