terça-feira, 11 de outubro de 2011

OS VERDES ANOS: DANIELA PIRES




Olá,

Sou a Daniela Pires, tenho 13 anos, vivo em Vinhais e frequento o 8º Ano na Escola Básica e Secundária D. Afonso III, também em Vinhais.

Conheço a Orientação desde muito nova, pois o meu pai, Daniel Pires, já praticava este fantástico desporto muito antes de eu nascer. Mas não sei porquê, só experimentei fazer uma prova com 11 anos. É claro que já tinha realizado alguns treinos e já sabia mais ou menos a simbologia do mapa, mas a minha primeira prova foi uma que houve em Ovar, organizada pelo Ori-Estarreja. Participei apenas num dos dias e que era uma prova urbana, fiz o percurso OPT1 e para meu espanto, quando cheguei e fui ver as classificações, tinha ganho. Desde aí comecei a treinar um bocadinho e a ir às provas.

Eu sempre pratiquei um pouco de Atletismo, mas quando fiz essa primeira prova de Orientação fiquei completamente fascinada e queria sempre ir a todas as provas, principalmente depois de conhecer as pessoas de todo este desporto e também as do belo clube pelo qual me federei, o ADFA.

Quanto aos estudos, sempre fui uma aluna organizada e com boas notas, por isso consegui enquadrar bem as aulas com os treinos e as provas, embora por vezes tenha de levar livros e cadernos para estudar durante as provas de Orientação.

Às vezes custa bastante ter de treinar depois de um longo dia de aulas ,mas penso em como a Orientação é importante para mim, assim como que como uma segunda família e uma segunda casa, como me sinto bem a correr em plena floresta, entre todos os meus amigos, e isso motiva-me bastante a esforçar-me.

Desde que comecei a fazer Orientação comecei também a treinar mais, sempre com o apoio do meu pai, que também comecei a considerar como meu treinador. Quando me deram a oportunidade de subir de escalão antes de ter a idade aceitei e achei isso um desafio que, na minha opinião, tenho conseguido superar, pois tenho tido bons resultados.

O meu objectivo agora é evoluir na modalidade e continuar a treinar cada vez mais.

Acho que toda a gente devia experimentar fazer Orientação pois este é, na minha opinião, o melhor desporto que existe. Concede-nos uma sensação de liberdade de cada vez que corremos pelo meio da floresta e a amizade que há entre todos os atletas é uma coisa maravilhosa.

Só me resta agradecer a quem me tem apoiado sempre, nomeadamente e especialmente aos meus pais, ao ADFA e também a todos os amigos de outros clubes que me motivam a continuar!

Daniela Pires
ADFA - Associação de Deficientes das Forças Armadas
Fed 5227

[Foto gentilmente cedida por João Vítor Alves]

1 comentário:

Dinis Costa disse...

Olá, Daniela Pires
As tuas palavras revelam-te, dizem-me que tens uma personalidade saudável, parabéns. A orientação “fascina”, é uma prática desportiva que nos molda de forma holística, por essa via é mais do que um desporto.
Continua persistente, aprende com os teus erros e com os dos outros (diz-se que os inteligentes aprendem com os erros dos outros e os “outros” com os próprios).
A natureza de que fazemos parte fala-nos, há um sussurro, das plantas dos afloramentos rochosos que se ouve no silêncio a cada passada, a água incolor corre como sangue, verde, por essas paisagens e renova a vida.
Os nossos antepassados tinham a noção que eram natureza e adoravam-na, veneravam-na, nos primórdios dos tempos, e essa contemplação sublime, animista, está nos nossos genes, no nosso inconsciente colectivo.
Por tudo isto as sensações que se experienciam com a prática da orientação são únicas como bem sentes e descreves.
Parabéns e Felicidades