domingo, 30 de outubro de 2011

MARIA JOÃO SÁ E O CNA 2011: "ACHO QUE TODAS AS PESSOAS DEVIAM PÔR OS OLHOS NISTO"




Campeã Nacional Absoluta em 2003/2004, na segunda edição da prova, Maria Sá é hoje, a par de Raquel Costa e Marco Póvoa, a atleta com maior número de títulos nesta competição. O objectivo na presente edição era a vitória, mas a atleta acabou por não ir além do terceiro lugar. São dela as palavras que seguem, recolhidas no calor duma acolhedora Arena, esta manhã, em Vouzela.


Orientovar - Imagino que o objectivo passava por revalidar o título nacional absoluto. Não foi possível porquê?

Maria Sá – Sim, esse era o objectivo. Honestamente, esta é uma altura da época em que estou muito, muito cansada. Estou exausta. Acho que posso dizer que estou num “burn out” da Orientação. Estou a competir desde Janeiro, foram os Nacionais, foi a preparação para o Mundial e foi manter até à última, até esta prova. Se calhar não fiz uma boa gestão da minha época, chego ao fim muito cansada da competição e estou muito feliz que tenha acabado, apesar do resultado não ser o melhor. Mas finalmente vou poder descansar e treinar sem pressões.

Orientovar - Como decorreu esta sua prova?

Maria Sá – Fiquei muito desiludida porque logo no início sabia que tinha uma adversária directa a sair atrás de mim e que me apanhou. Acabámos por fazer uma prova muito táctica, primeira as duas juntas e depois com a Mariana Moreira e isso acaba por enviesar um bocadinho a forma como a prova decorre. Em muitas situações teria agido duma forma diferente, mas em conjunto as coisas acabam por acontecer de outra forma, nem sempre a melhor, e não sei até que ponto isso não desvirtua até o próprio resultado. Mas a prova é mesmo assim e temos que saber lidar com isso. Eu não fui capaz e acabei por ficar no terceiro lugar.

Orientovar - Quanto aos mapas e terrenos e quanto à própria organização, que balanço faz?

Maria Sá – A organização está de parabéns. Teve uma logística fantástica, conseguiram num pequeno espaço montar uma Arena espectacular, com ponto de espectadores, speaker, música, apesar dum staff reduzido. Acho que todas as pessoas deviam pôr os olhos nisto, aprender e saber que é assim que deve ser feito. Sempre! Só assim é que vamos ter espectadores na Orientação. Quanto aos mapas, gostei muito. Pessoalmente, gostei mais do mapa do primeiro dia. Este mapa da final, apesar de ser mais interessante, tinha um percurso com demasiados pontos e sempre com as mesmas passagens para os pontos. Embora o terreno fosse mais bonito e de mais fácil progressão, o traçado de percursos era menos interessante. Ontem o traçado era mais exigente e tinha pernadas longas. Penso que a falha de hoje foi não ter uma pernada longa, o que não dá margem para dispersão quando os atletas se agregam. É impossível fugir a alguém quando as pernadas são tão curtas.

Orientovar - Que Maria Sá vamos ter na próxima temporada?

Maria Sá – Não sei... não sei...


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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