segunda-feira, 31 de outubro de 2011

JOSÉ CARLOS PIRES E O CNA 2011: "VOLTÁMOS A ORGANIZAR DUMA FORMA SIMPLES, COM QUALIDADE TÉCNICA"




Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Orientação, José Carlos Pires é, reconhecidamente, um dos nossos grandes Supervisores. Foi dele essa responsabilidade neste Campeonato Nacional Absoluto de Orientação Pedestre 2011 – devidamente coadjuvado por Joaquim Costa – e é para nos falar desta sua experiência que o Orientovar foi ao seu encontro.


Orientovar – Foi complicada a missão do Supervisor neste Campeonato Nacional Absoluto?

José Carlos Pires – As complicações advém da responsabilidade inerente à importância deste tipo de prova, uma prova da Taça de Portugal e Campeonato Nacional Absoluto. Mas o Clube Ori-Estarreja soube simplificar as tarefas do Supervisor. Além disso, contei com a ajuda dum Supervisor-Assistente [Joaquim Costa], aqui no seu processo de formação e penso que desenvolvemos em conjunto um bom trabalho. Facilitado, repito, pela acção do Clube organizador.

Orientovar – Que valor acrescido é que esta prova lhe trouxe?

José Carlos Pires – Um valor muito importante. Voltámos a organizar duma forma simples, com qualidade técnica. Creio que está dado o mote para o futuro. Tivemos aqui Arenas extremamente simples mas funcionais e o enfoque principal foi dado à parte técnica. Creio que será esse o caminho nos próximos anos, porque a isso a crise o irá obrigar.

Orientovar – E a crise está instalada...

José Carlos Pires – Dizem que sim (risos). Sim, de facto está. Não podemos esconder isso, é notório. E é preocupante. Há, desde logo, o problema financeiro que afecta um conjunto alargado de famílias. Há uma retracção natural por parte das pessoas e hoje nós vemos as famílias a terem mais cuidado com determinados gastos. O nosso problema é que as provas de Orientação decorrem, dum modo geral, ao longo dum fim de semana. Para além das grandes deslocações, isto acarreta gastos acrescidos com a estadia e com a alimentação. É natural que este problema se venha a reflectir no nosso seio. Mas temos a vantagem de sermos uma modalidade singular, de sermos uma grande família e que, para além da competição, gosta de desfrutar e de conhecer sítios interessantes, sítios como estes aqui revelados ao longo dos dois dias de competição.

Orientovar – Poderemos ter de reequacionar o modelo das provas no futuro?

José Carlos Pires – Sim, desde logo devido àquilo que referi. Vamos ter de cortar nalgumas “gorduras” e vamos ter de nos concentrar no essencial. Em termos das instituições que nos apoiam, os recursos vão ter de ser canalizados para aquilo que é realmente importante. E aquilo que é realmente importante é a parte técnica. Penso que, depois do que vimos aqui, o mote está dado!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

Sem comentários: