terça-feira, 20 de setembro de 2011

EOC MTBO 2011: IMPRESSÕES (II)




À semelhança do sucedido ontem, também o segundo dia de competição dos 5º Campeonatos da Europa de Orientação em BTT ficou marcado pelas fracas prestações dos nossos três atletas. Mas deixemos que sejam eles a relatar, na primeira pessoa, as incidências da jornada.


Na qualidade de 'team leader', devo dizer que hoje foi novamente um dia mau para Portugal. O Davide Machado perdeu muito tempo para o primeiro ponto e depois, numa zona muito confusa, apanhou um caminho não cartografado e saiu fora do mapa, perdendo cinco minutos. Foi uma pena, mas depois até ao final fez splits muito bons, mostrando que está a começar a adaptar-se a este terreno/mapa. Carlos Simões mostrou regularidade e foi o nosso melhor classificado no 38º lugar, está a ganhar experiência internacional e daqui para diante é normal que se esperem mais melhorias. Em termos pessoais, relativamente à competição, hoje foi um dia para esquecer, desisti! Tive um choque frontal com o atleta suiço Rolf Wermelinger (felizmente ele conseguiu sair ileso e acabou a prova sem problemas), na parte inicial da prova, cujo resultado foi o disco do travão da frente torcido, a corrente empenada, a direcção torcida e três hematomas na face, joelho e braço. Ainda procurei continuar mas depois da corrente partir optei pela desistência. Os caminhos estavam com muita água e foi muito duro para a mecânica das bicicletas. De qualquer forma vou estar apto amanhã para a Estafeta.
Daniel Marques


Muito mau tempo. O meu ponto mais forte é a força física e num mapa com uma natureza técnica riquíssima nunca consegui encontrar o meu ritmo. Sinto que estou a ganhar experiência e vou motivado para a Estafeta, apesar de ter a consciência que este Campeonato Europeu não me está a correr bem.
Davide Machado


O dia de hoje já correu bem, visto que cometi poucos erros. A prova ficou marcada pela chuva, tivemos que fazer quase cinco quilómetros do alojamento até à partida com condições atmosféricas muito adversas. O primeiro terço da grelha de partida saiu com chuva, penso que foi um factor de grande desvantagem. Os mapas não são impermeáveis e quando ia a meio do percurso já tinha secções degradadas que me impossibilitaram de ler correctamente o trajecto. Tive depois a companhia do Andreas Rief e de um atleta eslovaco e ajudámo-nos mutuamente, foi a única maneira de concluirmos a prova. Sinto que o nível competitivo está muito forte e que a maior para dos atletas estão familiarizados com este terreno que é muito difícil.
Carlos Simões


Mais informações, resultados completos e fotos em http://www.o-worldcup.spb.ru/en/.

[Imagem extraída da galeria do evento em http://fotki.yandex.ru/users/o-sport-ru/view/486688?page=6]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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