segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PORTUGAL O' SUMMER 2011: A OPINIÃO DE JOAQUIM PATRÍCIO




Gostaria de me pronunciar sobre uma organização "bem-conseguida", mas não é o caso!
Parece que me calham, a mim, estes "pincéis", como se dizia na Marinha. Mas, como eu não sei disfarçar e aprendi a dizer aquilo que tem de ser dito... lá vai!

No meu caso (CN Alvito), deslocámo-nos de tão longe, como 550 Kms... e, ter duas provas de Distância Média, não me parece ter sido a melhor opção para um evento com a designação de Portugal "O" Summer (POS) e que pretendia ter participantes estrangeiros.


No alojamento não tivemos problemas, porque chegámos na 6ª feira. Mas o Pavilhão não estar disponível, como aconteceu, para receber cerca de 250 utentes,porque foi determinada a sua pintura para este período, foi dramático... para muitos participantes.

A primeira prova utilizou um terreno "impróprio" para a grande maioria dos concorrentes nacionais. Extremamente "sujo" e com "pedra" em exagero. Está bem que a prova era internacional, mas ainda bem que vieram tão poucos estrangeiros...

Depois de se iniciarem as Partidas, não sei o que terá acontecido, pois foi determinado um período de cerca de dez minutos de "congelamento" das mesmas, o que causou alguma incomodidade aos participantes, é claro. O que vale é que estávamos num cenário de montanha e, por isso, a calma era predominante.

Não me senti nada confortável no mapa e, essa situação pode ser consequência da minha inconsistência técnica mas, normalmente, quando tal acontece (em Portugal) é porque a cartografia não "reproduz" corretamente o terreno... No mesmo sentido foram-me transmitidas algumas "reclamações" de outros participantes. Após a competição, foi-me possível olhar para o mapa e ver que, efetivamente, a carga de informação era demasiado excessiva, fruto do estilo cartográfico utilizado.

A segunda prova foi realizada numa zona extremamente agradável. Os participantes chegaram cedo, apreciaram o ambiente local, mas a animação sonora tardou...
O terreno era mais favorável para a progressão. O sentido de uma parte dos percursos, no entanto, repetia-se, não existindo suficiente divergência, pelo que se assistia a grandes aglomerações e "comboios" de participantes, o que limita a beleza da atividade e reduz o valor desportivo da competição.

Enfim!

No longo regresso a Alvito, senti que tinha sido defraudada a minha expectativa. É uma pena, pois a zona é muito agradável, com gente muito simpática. E, o OriMarão, também, tão esforçados e atenciosos...

Aproveito para derivar um pouco para questões de fundo no desenvolvimento da modalidade, ligadas a estas ocorrências no POS. A época desportiva foi uma "desgraça", consequência próxima dos seis meses perdidos com a tentativa da gestão da anterior Direção liderada pelo Alexandre Guedes da Silva (que eu apoiei) que acabaria por se demitir...



Os problemas endémicos na organização das provas, em Portugal, subsistem:

  • Há que ter experiência para "desenhar" as organizações - há que haver critérios rigorosos para aprovar as candidaturas;
  • Há que saber escolher os terrenos - há que haver critérios para homologar os terrenos, consoante as competições;
  • Há que ter tempo e qualidade para cartografar - há que ter tempo e capacidade para homologar os mapas;
  • Há que ter tempo para organizar as provas e para traçar os percursos - há que ter tempo e saber supervisionar as provas.

Era tão bom que as provas fossem todas agradáveis e com uma organização convincente...

Os participantes só querem isso!



Saudações a todos,


Joaquim Patrício

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