segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PORTUGAL O' SUMMER 2011: IMPRESSÕES




Não posso dizer que tenha feito duas grandes provas. No sábado perdi bastante tempo num mapa bastante técnico e detalhado. Já no domingo gostei mais do mapa e do local, muito agradável para a prática da modalidade. Aí o problema foi mais físico, já que agora, após o Campeonato do Mundo, estou numa fase mais ‘descansada’ da temporada. Quanto à Organização, penso que houve algumas falhas, nomeadamente ao nível do Solo Duro, mas no plano técnico não houve nenhum erro grave.
Diogo Miguel, Ori-Estarreja


Se por um lado fiquei muito contente com o meu resultado geral (primeira vez em primeiro lugar numa prova de Taça de Portugal), já a minha prestação deixa-me bastante relutante: na primeira etapa senti-me cansado, o que resultou em erros por desconcentração e por vezes simplesmente “porque sim”; já na segunda etapa parti com alguma confiança em igual porção de cuidado mas depois de sair do mapa à grande, esquecer-me de pontos e ter que voltar atrás e outros erros tais, só me resta rir perante tal descalabro. Pastanços à parte, em relação à prova em si, há a dizer que o terreno era espectacular, tanto num dia como no outro, e me deu um gozo imenso ter a oportunidade de correr em Muas e na Falperra – poderia ter dado ainda mais gozo não fossem algumas discrepâncias nos critérios da cartografia e alguns pontos duvidosos. Também esperava mais das Arenas, sendo este um Portugal O’ Summer com um WRE – se na Falperra o Parque de Merendas e o lago lavavam a vista, já um caminho de areia…
Tenho pena que não tenham estado presentes mais estrangeiros, à parte dos 'nuestros hermanos'. Para a Organização tenho felicitações. Organizar um evento nesta altura do ano pode ser bastante trabalhoso e nem sempre há trabalhadores disponíveis a trocar a praia pela floresta.
Para terminar, os meus arabéns a todos aqueles que como eu fazem anos hoje.
 Um bom resto de Verão para todos os orientistas que acompanham o Orientovar.
Fábio Silva, ADFA


As provas deste Portugal 'O' Summer não me correram do modo que previa. Senti-me fraca fisicamente em ambas as provas, mas tecnicamente falhei muito mais no domingo e não estava de todo à espera do resultado. A Organização teve algumas falhas, mas no final penso que o balanço foi positivo e que o OriMarão está de parabéns.
Susana Alves, GD4C


Foi um fim de semana com duas provas e dois mapas distintos. No sábado o mapa já conhecido mas sempre complicado tecnicamente e no domingo um mapa novo mas menos técnico. Para mim foram duas provas difíceis, com varias pequenos erros técnicos, mesmo assim consegui o terceiro lugar nos dois dias e também na Geral final. A organização fez tudo o que pôde para que este evento fosse bom e em termos de mapas e percursos, na minha opinião, conseguiu.
Joaquim Sousa, COC


Vindo de um período de alguma inatividade, quer física mas principalmente técnica, o resultado individual foi o possível, atendendo não só às minhas anteriores e dececionantes (pessoalmente) prestações, como ao valor dos meus diretos adversários. Ainda assim fiquei algo satisfeito com
as respostas físicas obtidas. No que diz respeito à equipa organizativa, gostei do que encontrei a nivel técnico (mapas e percursos) no entanto verifiquei grandes falhas a nível logístico, nomeadamente com o Solo Duro, o pavilhão estava a ser pintado tendo os atletas que dormir em salas exíguas, nos corredores, nas piscinas ou no espaço desse mesmo Pavilhão que não estava a ser pintado mas com o cheiro intenso a tinta. Isto para além dos banhos serem de água fria e de ter faltado nesse mesmo espaço qualquer tipo de informação respeitante à prova, nomeadamente as classificações do primeiro dia.
Mário Duarte, ADFA


Em termos organizativos considero que correu tudo bem. O Orimarão, apesar de aparentemente ter poucos a organizar, desenvencilhou-se bem. Gostei especialmente do segundo dia, quer da Arena, quer do mapa. Em termos pessoais, no primeiro dia foram imensos os erros técnicos. No segundo dia estive melhor, embora ainda com muitos erros na zona dos pontos. A classificação foi melhor do que a prestação :)
Catarina Ruivo, COC


Em termos pessoais, considero que a prova do primeiro dia era demasiado exigente. Consegui fazer uma média de um Km/hora! E esta, hein!! Tinha muito desnível e muitas pedras, o que tornava muito difícil a progressão. Claro que, como não me quero lesionar, fiz tudo muito devagar e com muito cuidado, não fosse eu vir pela encosta abaixo e “nem a alma se aproveitava”. A Organização, no primeiro dia, teve algumas falhas, desde uma pré-partida de que ninguém tinha conhecimento até à falta de água nos pontos de abastecimento, que se torna muito complicado, num dia tão quente como o que esteve no sábado. Claro que eu não tenho problema com isso, porque levo sempre água, o que tem ajudado, por vezes, pessoas mais necessitadas! No domingo a prova foi bastante mais equilibrada, em todos os aspectos. Para além disso, decorreu junto à barragem da Falperra, que é uma zona lindíssima. A Arena, neste dia, estava situada num Parque de Merendas que tinha todas as condições para ali se passar um bom par de horas. Assim, houve quem levasse farnel e até fizesse churrasco. A Organização também tinha à nossa disposição um bar com tudo o que era necessário para uma refeição completa. A entrega de prémios correu muito bem e, a título de curiosidade, este dia era também dia de aniversário para, pelo menos, meia dúzia de orientistas, tendo sido cantados os parabéns a todos em separado! Uma coisa nunca vista!
Ana Carreira, CPOC


Este fim-de-semana decorreu, pela segunda vez, uma edição do Portugal O' Summer. Contrariando muito a edição inicial, que promoveu claramente a Orientação em Portugal num período de férias, ao longo de toda uma semana, tendo sido um evento atractivo e com vasta presença estrangeira, o evento desta fim-de-semana penso ter sido em tudo isto algo vazio. Primeiro, penso que, apesar de desconhecer a contextualização do evento, este teve desde logo uma divulgação não atempada, nomeadamente na comunidade estrangeira, que devia ser objecto de interesse, dado não só o historial da primeira edição do evento, como pelo facto de se tratar de uma prova pontuável para o ranking mundial. Segundo, reflicto quanto à mais importante vertente da competição: a parte técnica. Da minha parte, nunca tinha navegado nos terrenos do Alvão, e, como tal, estava bastante expectante para o fazer. Porém, a Organização não permitiu que o fizesse da melhor forma. A cartografia, uma vez mais, não permite a melhor compressão do terreno possível, já que os critérios de cartografia não são equalitários em todo mapa; existem alguns erros de cartografia: locais onde não há correspondência entre mapa e terreno. O traçado dos percursos não foi o melhor, principalmente na segunda etapa, onde, devido, digo eu, ao terreno escolhido, se deu azo a grandes traços do percurso desinterresantes do ponto de vista técnica, só de transição. Por fim, a colocação dos pontos. Durante o fim-de-semana, vários foram os pontos duvidosos, não só quanto ao elemento em que constava o ponto, como também relativamente à sua montagem de acordo com a sinalética. Desgostam-me estas situações, ainda para mais tendo noção da grande qualidade, potencial e espetacularidade de muitas porções dos terrenos, nomeadamente toda aquela região do pinhal na qual se iniciou o meu percurso na primeira etapa. Revendo rapidamente a minha prestação, encarei o evento como um mero treino, o primeiro desta temporada. Somente há duas semanas me encontro a treinar, e sempre com muita calma. Daí que tenha aproveitado para voltar à Orientação, iniciar o treino técnico da época e divertir-me a fazer o que gosto.
Miguel Ferreira, ADFA


A nível organizativo, foi um evento um pouco abaixo do que estamos habituados na Taça Portugal Nível I, mas sabemos que o OriMarão teve muitas dificuldades para levar “a bom porto” este evento e esforçou-se imenso para nos presentear com um bom fim-de-semana, por isso temos de reconhecer e agradecer a toda a equipa organizativa esse esforço. Gostei dos terrenos, principalmente do primeiro dia. Os percursos do meu escalão estavam equilibrados. O local da arena do segundo dia era muito bonito. A nível de prestação pessoal, acabou por ser um bom fim-de-semana, pois desde o apuramento do sprint do WMOC da Hungria até aos 6 dias de França que vinha de prestações desastrosas. Estas últimas dez provas tinham sido muito más e até cheguei a pensar que tinha “desaprendido de fazer Orientação”. O fim-de-semana no Alvão veio-me dar algum alento com a vitória no meu escalão, mas penso que mesmo assim foi mais demérito dos meus adversários de que mérito meu, pois no primeiro dia ainda cometi dois erros de dois a três minutos cada, e no segundo dia, embora me tenha corrido bem melhor, ainda podia ter tirado dois a três minutos à minha prova.
Albano João, COC

4 comentários:

Anónimo disse...

Olá Boa Tarde;

Ultimamente, devido ao facto de me encontrar ausente fora do país no desempenho da minha actividade cartografia como poderão se quizerem verificar em www.antunesmapmaker.com na secção "news", não tenho infelizmente podido vir consultar o Orientovar com a assiduidade que gostaria.
Neste momento e por já ter terminado este trabalho e o meu voo ter sido cancelado devido á passagem do Ciclone Tropical IRENE por aqui, aproveitei para vir dar uma olhada.
Fico muito satisfeito pela permanente participação dos orientistas portugueses neste orientovar, levando a que o mesmo esteja em continua actividade. Só mesmo o Sr. Joaquim Margarido pessoa que eu muito admiro e aprecio, consegue ter esta capacidade de mobilização das mais diversas opiniões.
Em relação aos comentários, acho que todos eles são interessantes:
Desde os do meu grande amigo Joaquim Patricio, pessoa que merece o respeito de todos os orientistas, quanto mais não seja pela sua longevidade e que dispara em todas as direcções num rol de críticas, algumas delas sem nexo.
Diz que no primeiro dia a organização utilizou um terreno impróprio para a grande maioria dos concorrentes nacionais.
Sendo assim, significa que a grande maioria dos concorrentes nacionais são diferentes dos outros e por isso terão as organizações em casos como este de utilizar dois tipos de terreno. Ou talvêz passar-se em Portugal a realizar provas apenas no Alentejo e na praia.
Mais.Posto isto, diz no final que ainda bem que vieram tão poucos estrangeiros. Então se este terreno é mau para os nacionais, não era bom terem vindo mais estrangeiros?
Diz de seguida que quando acontece sentir-se desconfortável num EM PORTUGAL é porque a cartografia não reproduz correctamente o terreno.
Eu pergunto: Então e se for no estrangeiro? Aí porque já não se sente CONFORTÁVEL ou competente para criticar assume que já poderá ser deficiência técnica.
Amigo Patrício! Não venhas com lengalengas dos hábitos da Marinha. Poderá ter qualquer coisa a ver com isso, mas tem também muito provavelmente a ver com as tendências politicas assumidas e que se limitam normalmente á crítica do bota abaixo sem apresentar qualquer tipo de soluções. O meu grande amigo Patrício, não deveria esquecer-se de que no passado o seu clube realizava eventos pedestres com bastante assiduidade e os motivos porque de repente deixou de os realizar.
Também deveria lembrar-se de que não há muito tempo, tivemos lá para o norte um evento de dois dias, em que num dos dias andamos num autentico labirinto negro e que nessa altura não o vi fazer qualquer tipo de comentário.poderia dizer que não sei porquê, mas calculo que pelo menos que uma das razões, foi o facto de nesse evento estarem demasiado participantes estrangeiros de peso, para ele se sentir com autoridade para o fazer.
Em relação aos outros comentários todos eles a ter em conta como atrás referi, o que mais me chamou a atenção foram as opiniões mais dispares sobre a mesma coisa.
Para uns a prova esteve perfeita a nível técnico e sem erros organizativos e falhando apenas em alguns aspectos logísticos, enquanto para outros dada a elevada quantidade de erros verificada deveriam ter ficado em casa.
A mim parece-me que se devem respeitar as opiniões de cada um de nós, mas nestes casos sobre questões tão concretas acho tudo muito estranho e parece-me que algo continua a ir muito mal.
Cansaço de final de época de alguns? talvez?
Miúdos que de repente se sentem vedetas e que rapidamente se esquecem que os grandes campeões primam pela humildade? Talvez?
Peço-vos humildemente que percam um pouco do vosso tempo, visitem a minha página Web e na secção news poderão consultar alguns comentários feitos por pessoas competentes sobre mapas feitos por mim só depois de os irem verificar ao terreno.
Continuação de boas provas para todos e em breve nos encontraremos numa delas.Pelo menos assim espero.
Abraço
Rui Antunes

Anónimo disse...

Enormissímo comentário!
E mais não devo/posso/quero dizer pelas mais diversas razões como compreendes...
Aquele abraço Rui,
Rui Morais

Fabio Silva disse...

também pode ser do calor...

Rafael da Silva Miguel disse...

Boa noite.
Na minha opinião creio que todas as criticas, quer vinda de 'putos' com a mania, quer vinda de 'pessoas competentes', devem ser assumidas como críticas construtivas!
Só devemos desprezar críticas de pessoas que criticam e não o justificam.
abraço
Rafael Miguel