segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PORTUGAL O' SUMMER 2011: A ANÁLISE DE LUÍS SILVA




Confesso que inicialmente estava um pouco reticente em participar no Portugal O' Summer, não por achar que a prova iria ser de má qualidade ou algo do género, mas simplesmente por ter voltado de França há bem pouco tempo e querer aproveitar as férias que me restavam em casa e poder treinar fisicamente. Mas o facto de já conhecer os terrenos do Norte de Portugal e saber da qualidade deles, pesou na minha decisão e lá acabei por aceitar e ir à prova.

Não querendo melindrar os organizadores - os quais estou certo que deram o seu melhor, mas espero que aceitem estas críticas como construtivas - e esquecendo as minhas prestações, podia começar aqui a enumerar um rol de coisas que estiveram mal na prova e nunca mais sair daqui, por isso vou ao mais relevante:

- 1º (e mais importante!) - Os mapas utilizados mais uma vez estão feitos naquele critério que gosto de denominar "critério Português" e a sua leitura tornou-se um verdadeiro desafio, tendo o mapa algumas zonas duvidosas... mas claro que também posso ser eu que ainda não aprendi a ler o mapa, ou até posso estar zangado pelas más provas que fiz, mas estranhamente em França não tive quaisquer problemas com o mapa...

- 2º – De acordo com a minha experiência como atleta, quando numa prova os pontos estão colocados em pedras ou algum elemento rochoso, consta-me que a sua altura/dimensão deve estar na sinalética, ainda por cima num terreno juncado de tantas pedras, não sei o que acham, mas se calhar daria alguma utilidade à sinalética...

- 3º – Sei que não estou na posse de todos os dados e admito-o, mas se estou no escalão de H20 é porque já espero uma exigência técnica elevada e a fase dos pontos junto a caminhos já lá vai; no fundo, considero que os percursos eram demasiado fáceis para o escalão que era, não tanto no primeiro dia mas no segundo, principalmente. Sei que aproveitar toda a área de um mapa é difícil, mas também não podemos ir aos extremos.

- 4º – Mas isto era um prova Local ou (inter)Nacional? A falta de uma Arena, de um Speaker, o Sprint final mal se reconhecia, no fundo todas as coisas para além do percurso que todos nós gostamos de ver e poder usufruir...

Tudo isto são opiniões subjectivas que podem não corresponder à realidade, mas tudo isto foi o que eu vi e isso devia ser o que qualquer organização devia satisfazer, ou seja, a opinião pessoal de cada participante. Para mim bastava uns mapas bons e uns percursos bons e já ficava feliz, mas assim a minha opinião não pode ser favorável.

Quanto à minha prestação pessoal, não significa nada de especial para mim, foram duas provas em que aproveitei para treinar (ou pelo menos esperava). O mais importante ainda demorará muito tempo a chegar, e não quero já apressar as coisas.

Luís Silva, ADFA

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