sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE WOC 2011: A ANTEVISÃO DE LUÍS SANTOS (II)




Depois de nos ter fornecido um belo par de nomes e números que fazem a história, no masculino, dos Campeonatos do Mundo de Orientação Pedestre, Luís Santos deixa-nos mais alguns subsídios para a história do evento, desta vez no tocante ao sector feminino.


Até 1989 foi assim... Individuais: Suécia, 7; Noruega, 2; Finlândia, 2; Hungria, 1; Dinamarca, 1. Estafetas: Suécia, 7; Finlândia, 3; Noruega, 2.

Ao contrário dos masculinos, aqui não houve exclusividade de noruegueses e suecos. Pelo contrário, tivemos outros países a ganhar (apenas um não nórdico – Hungria), o domínio foi sueco - e não norueguês - e a Finlândia mostrou ser mais forte no sector feminino.

De 1991 a 1999: Individuais: Suécia, 2; Hungria, 2; Noruega, 1; República Checa, 1; Suíça, 1; Áustria, 1; Grã-Bretanha, 1; Finlândia, 1. Estafetas: Suécia, 3; Finlândia, 1; Noruega, 1.

Aqui, o domínio nórdico resumiu-se às Estafetas. Nas competições individuais temos uma grande diversidade de países a conquistar vitórias, mas com a Suécia a manter o domínio.

De 2001 até ao presente, separando as medalhas da “super-mulher” Simone Luder-Niggli do resto da Suíça: Individuais: Simone Luder-Niggli, 15; Finlândia, 4; Noruega, 3; Suécia, 2; República Checa, 2; Suíça, 1; Austrália, 1. Estafetas: Finlândia, 5; Suíça, 2 (ambas com Simone Luder-Niggli); Suécia, 1; Noruega, 1.

É preciso dizer algo? Quando uma única atleta, ao longo de uma década inteira, ganha mais títulos individuais (15) do que todas as outras atletas mundiais (13), não há nada a acrescentar. Acresce que, num dos anos, ela não participou porque foi mãe (2008). O domínio sueco terminou, o país dominador foi claramente a Finlândia, e isso vê-se nas Estafetas, mas uma “super Simone” desequilibrou a balança para o lado suíço.

Agora repare-se nos totais. Individuais: Suiça, 17; Suécia, 11; Finlândia, 7; Noruega, 6; Hungria, 3; República Checa, 3; Dinamarca, 1; Áustria, 1; Austrália, 1; Grã-Bretanha , 1; Estafetas: Suécia, 11; Finlândia, 9; Noruega, 4; Suíça, 2.

Da leitura destes totais, percebe-se que nem Simone Luder-Niggli tem conseguido romper o domínio nórdico nas Estafetas, que em toda a história dos Mundiais conquistou todas as provas com excepção de duas (que Simone ajudou a Suíça a vencer). Por outro lado, nas competições individuais, Simone Luder-Niggli já deixou a Suécia para trás... Veja-se ainda que países fortes no sector masculino, como a França ou a Rússia, nunca alcançaram qualquer título nos femininos.

Juntando tudo, masculinos e femininos, o panorama é o seguinte: Individuais: Noruega, 24; Suíça, 22; Suécia, 20; Finlândia, 11; França, 7; República Checa, 4; Rússia, 3; Hungria, 3; Dinamarca, 2; Grã-Bretanha, 2;Ucrânia, 1;Áustria, 1; Austrália, 1. Estafetas: Suécia, 17; Noruega, 14; Finlândia, 10; Suíça, 6; Rússia, 3; Finlândia, 1; Grã-Bretanha, 1; Dinamarca, 1.

E o total individual e colectivo apenas para os cinco primeiros: Noruega, 38; Suécia, 37; Suíça, 28; Finlândia, 21; França, 7.

Depois do WOC 2011, será que a Noruega continua a liderar a lista dos países com mais títulos mundiais?

(continua)

Luís Santos

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