sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT WOC MTBO & JWOC MTBO 2011: ESTAFETA PORTUGUESA ALCANÇA 10º LUGAR




João Ferreira, Paulo Palhinha e Davide Machado deram a Portugal o 10º lugar na final de Estafeta do Campeonato do Mundo de Orientação em BTT que teve lugar esta manhã em Alonte. Dinamarca e Suiça, nos escalões masculino e feminino, foram os grandes vencedores.


Teve lugar esta manhã, em Alonte, a final de Estafetas dos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT. Portugal até começou da melhor forma a sua participação no terceiro grande momento destes Mundiais graças a uma prova de raça de João Ferreira. Completamente recuperado da queda que o vitimou no dia de ontem, o português foi o quarto atleta a entregar o testemunho com o tempo de 54:54. Na frente, com uma vantagem de 1:36 sobre o atleta português, pontificava a Estónia graças ao excelente desempenho de Lauri Malsroos. A Russia, com Ruslan Gritsan, seguia na segunda posição, reforçando as aspirações na revalidação do título Mundial conquistado em Montalegre, em 2010. Quanto à segunda equipa de Portugal, tinha neste primeiro percurso uma prestação mais modesta, com Daniel Marques a completar a sua prova em 1:06:28, a que correspondia a 21ª posição.

No segundo percurso, a República Checa chegou-se à frente graças a uma magnífica prova de Jiri Hradil que conseguiu o melhor tempo entre todas as 26 equipas que se mantinham ainda em prova. A Finlândia seguia na peugada, com Pekka Niemi a entregar o testemunho com uma desvantagem de apenas dois segundos, enquanto a Russia caía um lugar e fixava-se na terceira posição, a 2:23 da liderança. Lasse Brun Pedersen fazia igualmente uma prova excepcional, levando a Dinamarca a progredir oito lugares na classificação e a fixar-se no quarto lugar. Paulo Palhinha esteve infeliz e, com o tempo de 1:07:24, fez Portugal cair dez lugares na classificação, ainda que a pouco mais de cinco minutos do top10. Tiago Silva teve igualmente uma prestação menos conseguida e, com o tempo de 1:20:16, fixou a segunda equipa portuguesa no 25º lugar à entrada para o decisivo percurso.


Portugal fecha top10

No último percurso, Erik Skovgaard Knudsen esteve absolutamente endiabrado, mostrando o porquê de ser o líder do ranking mundial. O dinamarquês bateu toda a concorrência, alcançando com o tempo de 50:03 o melhor registo entre todos os atletas em prova. A supremacia de Knudsen foi de tal forma esmagadora que o segundo classificado, o russo Anton Foliforov, só concluiria a sua prova 4:01 mais tarde. Contas feitas, com o tempo de 2:40:51, a Dinamarca chega ao título Mundial pela segunda vez na sua história, repetindo o resultado alcançado em 2008 (Óstroda, Polónia). Na segunda posição, com mais 2:08, classificou-se a República Checa, o que acontece pela quinta vez na história desta potência da Orientação Mundial, ela que nunca chegou ao tão almejado título de Campeã do Mundo. Quanto ao terceiro lugar, coube à Finlândia, a 3:08 dos vencedores. Anton Foliforov e o seu segundo lugar neste percurso não foram suficientes para a Russia marcar presença no pódio, o que não acontecia desde 2007 (Nove Mesto Na Morave, República Checa).

Quanto a Davide Machado, teve um desempenho suficientemente seguro e consistente para fazer Portugal entrar no top10, fixando-se na 10ª posição com o tempo de 3:01:59, a escassos sete segundos do 9º lugar. Portugal repete assim a classificação de 2005 (Banska Bystrica, Eslováquia) e fica a um escasso lugar do seu melhor registo, que vem dos Mundiais de Montalegre, no ano transacto. Quanto à segunda equipa portuguesa, com Cristiano Silva no derradeiro percurso, concluiu no 22º lugar com um registo final de 3:41:39


Suiça imbatível

No Mundial feminino, o excelente desempenho de Maja Rothweiler dava à Suiça a liderança no primeiro percurso, no tempo de 53:56. Laura Scaravonati (Itália) e Emily Benham (Grã-Bretanha) estiveram igualmente em plano assinalável, passando o testemunho a 0:35 e 0:39 segundos da liderança, respectivamente. Particularmente infelizes estiveram a dinamarquesa Pernille Brunstedt Jacobsen e a finlandesa Susanna Laurila, que passaram o testemunho a respectivamente 6:53 e 10:15 da liderança, tornando mais difícil a tarefa das suas companheiras no tocante à revalidação dos títulos alcançados em Montalegre (onde a Dinamarca triunfou e a Finlândia concluiu na segunda posição). Marika Hara fez o melhor tempo no segundo percurso, embora o “lucro” se saldasse pela subida de duas escassas posições na tabela, o mesmo acontecendo, aliás, com a Dinamarca. Na frente, a Suiça afastava-se das suas adversárias, liderando com o tempo de 1:47:57 e uma vantagem de 1:32 sobre a Itália e de 4:24 sobre a República Checa.

No derradeiro percurso a tendência vitoriosa continuou a pender para o lado da Suiça e, apesar de Christine Schaffner não estar tão bem quanto seria de esperar, a vitória acabaria por sorrir às helvéticas no tempo de 2:42:57. A Suiça melhora assim o segundo lugar de 2009 (Ben Shemen, Israel) e precisamente com a mesma formação de então chega pela primeira vez na sua história ao título Mundial de Estafetas. Lituânia e Eslováquia surpreenderam tudo e todos e classificaram-se nas posições imediatas, a 3:05 e a 5:01 da equipa vencedora, respectivamente. Campeã em 2010, a Dinamarca teve em Rikke Kornvig, Campeã do Mundo de Distância Longa e medalha de bronze de Distância Média, o seu calcanhar de Aquiles, com o desconsolador “mp” a retirar quaisquer veleidades às nórdicas.


Dinamarca de ouro

Também o Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação em BTT deu a conhecer na manhã de hoje os títulos de Estafeta. No sector masculino, a prova teve um início muito equilibrado, com seis equipas a passarem o testemunho no final do primeiro percurso separadas entre si por apenas 1:37. A Dinamarca liderava com o tempo de 42:46, seguida da Itália com apenas mais um segundo. Fora deste leque estava a República Checa, uma das candidatas naturais à vitória, devido à má prestação de Vojtech Ludvik, o Vice-Campeão do Mundo de Distância Média. No segundo percurso, o tempo mais rápido pertenceu ao letão Eriks Gruzde, mas a Dinamarca continuava a liderar com um tempo total de 1:28:19. Uma margem, saliente-se, pouco tranquila, já que Finlândia, a escassos 9 segundos, e Russia, a 39 segundos, espreitavam uma oportunidade para chegarem à vitória. Martin Tisnovsky não conseguia melhor que o sexto tempo neste percurso e a República Checa via assim cada vez mais distante a possibilidade de revalidar o título Mundial alcançado em Montalegre.

No último percurso, Andreas Proschowsky fez valer a sua condição de Campeão do Mundo de Distância Longa alcançado na passada terça-feira e, senhor do melhor tempo, deu a vitória à Dinamarca com um registo final de 2:11:05. Com Denis Tsarev em bom plano, a Russia afastou-se decisivamente da Finlândia e chegou à medalha de prata, com uma desvantagem de 48 segundos segundos em relação aos vencedores. Os finlandeses quedaram-se com o bronze, com o tempo final de 2:15:23. Quanto aos checos, concluiram na 6ª posição com o tempo de 2:28:08 e fecharam assim os lugares de honra com uma vantagem de apenas seis segundos sobre o seleccionado australiano.


Svetlana Poverina dá o título à Rússia

No sector feminino, foi a Finlândia quem começou melhor, com Henna Saarinen a passar o testemunho com o tempo de 45:44. Todavia, Rússia a 19 segundos e República Checa a 40 segundos da liderança, mantinham intactas as suas legítimas aspirações em chegarem à vitória. Ruska Saarela foi a mais rápida no segundo percurso e a Finlândia reforçava a sua liderança, embora com uma vantagem de apenas 23 segundos sobre a Rússia, segunda classificada. No decisivo percurso, porém, assistiu-se ao volte-face. Quem tem Svetlana Poverina tem tudo e a jovem russa meteu rodas ao caminho, segura dos seus pergaminhos. Não contaria era com uma Eeva-Liisa Hakala tão forte e disposta a vender cara a derrota. Resultado: uma final discutida ao Sprint, com a russa a terminar com uma vantagem de um escasso segundo sobre a sua adversária e a reconquistar o título que lhe fugira em 2010 (quem não se lembra de Olga Vinogradova a terminar a sua prova com a roda traseira no aro?) A Rússia gastou 2:10:59, contra os 2:11:00 da Finlândia e com o terceiro lugar a pertencer à República Checa, anterior Campeã do Mundo de Júniores, a distantes 6:03 das vencedoras.


Resultados

WOC Masc
1º Dinamarca (Bjarke Refslund, Lase Brun Pedersen, Erik Skovgaard Knudsen) 2:40:51
2º República Checa (Radek Laciga, Jiri Hradil, Marek Pospisek) 2:42:59
3º Finlândia (Jussi Laurila, Pekka Niemi, Samuli Saarela) 2:43:59
4º Russia (Ruslan Gritsan, Valeriy Glukhov, Anton Foliforov) 2:44:17
5º Estónia (Lauri Malsroos, Margus Hallik, Tõnis Erm) 2:48:16
6º Itália (Piero Turra, Mario Ruggiero, Giaime Origgi) 2:48:37
(...)
10º Portugal (João ferreira, Paulo Palhinha, Davide Machado) 3:01:59
22º Portugal 2 (Daniel Marques, Tiago Silva, Carlos Simões) 3:41:39

WOC Fem
1º Suiça (Maja Rothweiler, Ursina Jäggi, Christine Schaffner) 2:42:57
2º Lituânia (Karolina Mickeviciute, Asta Šimkoniene, Ramune Arlauskiene) 2:46:02
3º Eslováquia (Daniela Trnovcova, Stanislava Fajtova, Hana Bajtosova) 2:47:58
4º Russia (Nadiya Mikryukova, Olga Vinogradova, Ksenia Chernykh) 2:48:06
5º Finlândia (Susanna Laurila, Marika Hara, Ingrid Stengard) 2:50:12
6º Itália (Laura Scaravonati, Stella Varoti, Milena Cipriani) 2:50:57

JWOC Masc
1º Dinamarca (Rasmus Søgaard, Andreas Bergmann, Andreas Proschowsky) 2:11:05
2º Russia (Filipp Zhikarev, Grigoriy Medvedev, Denis Tsarev) 2:11:53
3º Finlândia (Eero-Matti Vainio, Joakim Höstman, Kare Kaskinen) 2:15:23
4º Letónia (Reinis Grende, Eriks Grizde, Edgars Briconoks) 2:16:53
5º Lituânia (Domantas Cibas, Jonas Maišelis, Vilius Stankevicius) 2:21:52
6º República Checa (Vojtech Ludvik, Martin Tisnovsky, Krystof Bogar) 2:28:08

JWOC Fem
1º Russia (Tatiana Oborina, Tatiana Repina, Svetlana Poverina) 2:10:59
2º Finlândia (Henna Saarinen, Ruska Saarela, Eeva-Liisa Hakala) 2:11:00
3º República Checa (Martina Lamichova, Marie Brezinova, Magdalena Seifertova) 2:17:02
4º Dinamarca (Cæcillie Christoffersen, Caroline Konring, Camilla Soegaard) 2:27:35
5º Polónia (Magdalena Ozga, Julita Linowska, Barbara Sanocka) 2:31:13
6º Áustria (Lisa Pirker, Marina Reiner, Julia Ritter) 2:37:17

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Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Anónimo disse...

O atleta Carlos Simões ficou impedido de participar na prova de estafetas devido a problemas mecanicos na sua bike, mas o curioso é que faz parte da listagem das classificações.