segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT WOC MTBO & JWOC MTBO 2011: IMPRESSÕES (I)




Antes dos primeiros embates, de Itália chegam-nos as primeiras reacções dos nossos representantes. A todos eles o Orientovar agradece a disponibilidade e envia um grande e forte abraço. Força Portugal!


O planeamento da minha época desportiva tinha como ponto alto a participação neste Campeonato, um sonho qur foi começado a construir em Janeiro e que termina no próximo fim de semana . Foi um óptimo trabalho desenvolvido com o meu treinador, que passou por fazer as provas da Taça de Portugal, algumas provas de Orientação Pedestre e algumas maratonas de BTT. Este ano estou melhor preparado fisicamente e materialmente pois contei com o apoio da Kombina e consegui fazer uma época sem lesões. Não tracei objectivos para os Campeonatos do Mundo mas espero superar os resultados alcançados no ano passado em Montalegre. O terreno que vimos até hoje é um terreno muito compacto, pedregoso e com um desnível acentuado. Os mapas apenas têm uma diferença significativa que é a marcação de "caminhos" a laranja, algo que ainda está em debate.
Contamos também com maravilhosas temperaturas, sempre superiores a 40º C. Por tudo isto, espero honrar a camisola que levo vestida.

Tiago Silva


Mais do que um objectivo para esta época, estar aqui corresponde a um sonho. Um dos meus treinadores, Vítor Delgado, preparou-me um plano de treinos um mês e meio antes do Mundial. Normalmente já tenho um plano de treinos para a época toda, mas este foi ajustado porque basicamente só fazia corrida e com isto do Mundial comecei e fazer mais bicicleta. Bom, eu não trago grandes expectativas. É claro que venho fazer o meu melhor e ver onde me enquadro nos melhores do Mundo. No que diz respeito às distancias, vou tentar fazer o melhor em todas, não tenho nenhuma aposta forte numa delas em especial. O que eu espero das provas é que sejam muito físicas, basta olhar para altimetria. Espero ter bons mapas (desafiantes a nível de navegação), já fiz um treino sábado, não comecei bem, mas à medida que ia andando ia, ganhando confiança. Gostei muito do Model Event, num mapa bastante físico e que exige bastante concentração porque é difícil ir a conduzir e navegar ao mesmo tempo, pelo facto de os caminhos serem muito pedregosos.

Cristiano Silva


A participação no Campeonato do Mundo de Orientação em BTT é, por si só, a concretização de um sonho, todavia, uma grande responsabilidade. Acredito que estou a representar o que de melhor tem o nosso país e espero fazê-lo da melhor forma. Contudo, não posso deixar de ter os pés bem assentes na terra e aceitar que é a estreia na selecção e, particularmente, em Campeonatos Mundiais. Acredito que a qualificação para a Final da Distância Longa requer um desempenho elevado da minha parte e alguma sorte no grupo de seriação. Quanto à Distância Média e Sprint, modalidades onde me sinto mais à vontade e mais de acordo com as minhas características, espero poder ambicionar à primeira metade da tabela classificativa. Na fase de preparação para esta competição, tentei melhorar o nível físico, contudo, a nível táctico, sinto que o trabalho podia ter sido mais profundo. Já os primeiros dias aqui em Itália, além da continuação da preparação física, estão a ser de habituação às condições de humidade e temperatura (bem elevada!), à cartografia utilizada e às novas especificações. Esperando trazer boas notícias de futuro,

Paulo Palhinha


A primeira palavra vai para o calor que se faz sentir por aqui. Fomos treinar as 15h00 com temperaturas acima dos 40º C que, de resto, tem-nos feito companhia desde que chegámos e parece-me que vai ser um factor muito a ter em conta para o desenrolar das provas, pois não se prevê descidas para os próximos dias. Em relação a minha preparação. Não há grandes alterações em relação ao que tinha vindo a fazer desde o inicio da época. A única alteração de relevo foi ter treinado mais a parte de resistência. As minhas expectativas em relação ao Mundial passam por conseguir a qualificação para a final de Distancia Longa e depois tentar o melhor possível na Distancia Média, talvez a prova onde possa conseguir os melhores resultados. Os terrenos, pelo que vimos nos Model Events, são muito bonitos, com muitos “single tracks”, mas com muita pedra à mistura, o que os torna muito técnicos e perigosos. Temos como novidade neste Mundial as marcações a laranja , único sitio em que se pode transitar fora dos trilhos normais, de bicicleta. Os mapas dos Model Events não foram muito esclarecedores em relação à utilização dessas zonas e, pelo que nos foi dar a ver, muita tinta vai-se derramar em relação a essa nova simbologia. De resto é estar muito concentrado nas provas, fazer o melhor possível e honrar a camisola que envergamos.

Carlos Simões


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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