sábado, 9 de julho de 2011

WMOC 2011: IMPRESSÕES (VI)




Com a conquista da medalha de bronze por Joaquim Sousa, na Final de Distância Longa, os Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre chegaram ontem ao fim. Aqui ficam as últimas da Hungria, com votos para todos dum excelente regresso à Pátria.


Contrariamente ao que previ, não me custou assim tanto terminar a prova de hoje. Apesar de ser a mais longa e a mais íngreme de todas as deste WMOC 2011 (11,1 Km e 540 m de desnível - 24 pontos de controlo), impus um ritmo muito baixo logo desde o início. Não estou arrependido, pois assim consegui retirar um prazer extremo desta presença na final A, errando muito pouco (apenas cerca de dois minutos no ponto 13 e outros dois a três minutos no ponto 17) e fazendo opções onde raramente utilizei os caminhos como referência (e eram tantos neste mapa, tal como nos dias anteriores). Com a descontracção, embora com concentração elevada com que encarei a prova e, a esta velocidade de deslocamento, posso dizer que fiz das melhores interpretações de mapa que me lembro. Apercebo-me agora da capacidade dos grandes campeões em fazerem exactamente o mesmo que eu, correndo quase ao dobro da velocidade... impressionante!!! Para finalizar e muito por culpa do Joaquim Sousa (VCB / VS), que colocou hoje, mais uma vez, Portugal no mapa da Orientação mundial, tive o meu momento de "glória", com uma entrevista em directo, após a prova, para toda a arena e em que um simples português (apesar de ter de falar em inglês, claro), teve a possibilidade de opinar, também ele, sobre o terreno, o percurso e a sua experiência pessoal vivida por estas bandas durante a semana que agora terminou. No final um 38º lugar entre os 42 apurados para a Final A, foi a minha medalha. Aproveito para agradecer publicamente a qualidade do trabalho realizado pelo Neurocirurgião Sérgio Livraghi, pois sem ele, nenhuma das linhas escritas por mim teria sido possível nesta semana. Saudações pela última vez da Hungria, um forte abraço a todos os leitores e especialmente ao Orientovar.
Ricardo Oliveira (COC)


Infelizmente chegou ao fim este extraordinário Campeonato do Mundo e não podia ter acabado melhor do que ter pela segunda vez um Português no pódio e foi com muito orgulho que vimos mais uma vez a bandeira Nacional num dos lugares mais altos e, claro, com o nosso amigo Sousa. Para mim foi mais uma prova muito interessante com, mais uma vez, uma falha por excesso de confiança mas com a certeza de que é possível fazer Orientação e desfrutar de tudo o que nos rodeia e para mim isso é mais importante que o resultado. Agora é já pensar no próximo ano na Alemanha e, nos entretantos, fazer mais uma quantidade de provas pelo meio.
José Pires (Portugal O-Team)


Pois muito bem, comentando a final de hoje e começando por mais uma alegria que a comitiva portuguesa teve, eu diria que o Joaquim Sousa obteve o fruto de todo um ano de trabalho ao ganhar (mais) esta medalha de pódio. Bem merecida, diga-se em abono da verdade. Com um treinador doido de alegria, comemos, bebemos e saudamos num jantar em grupo. Quanto ao terreno - um espectáculo! Mapa formidável, bem cartografado e "amazing". Com a peculiaridade que este terreno apresenta (grandes depressões por vezes concêntricas) fazemos o mesmo que nos mapas da zona da Vieira e Pedrogão em que rodeamos as colinas para não ter de subir e descer. Aqui neste mapa, rodeamos as depressões para não ter de descer e subir... é curioso... Falando do meu percurso (H45-A), achei bastante fácil (em termos técnicos) e com demasiadas pernadas em que era apenas correr: caminho, caminho, caminho, sai do caminho e vai picar o ponto... não gostei muito. Eu nunca fui, nem sou, um atleta "excelente" em termos físicos e a correr... prefiro os percursos tecnicamente difíceis... aí sim, as minhas classificações são bem melhores. Assim e em jeito de conclusão, diria que esta Final A me deixou um sabor "a pouco", por ter sido muito mais física do que técnica. Paciência. O meu 40º lugar preenche o objectivo a que me propus antes de vir para cá - ficar nos 50 melhores atletas do mundo.

Em termos globais de organização (e tentando, sinceramente, abstrair-me de que sou português), não tenho dúvidas: o WMOC 2008 foi superior ao WMOC 2011. Depois de ter ido ao O' Ringen em 2009 afirmei: os mapas não são superiores aos nossos e temos tão bons ou melhores traçadores de percursos em Portugal. Reitero agora o que disse em relação aos traçadores de percursos: tão bons ou melhores! Portugal está de parabéns, a modalidade também, o desporto precisa-se, os treinadores / formadores / divulgadores agradecem. Um bem-haja a todos, boas férias e bom descanso.
Carlos Garcia (AFAP)


Depois de uma noite de sono, mas se calhar ainda com o sangue a ferver, vou tentar escrever sobre as emoções deste WMOC. Foi sem duvida um Bronze com sabor a Ouro, mas estas medalhas têm o cunho do Albano João que, sem dúvida, sem ele eu nunca teria conseguido, a ele o meu "Louvor da Semana". Quero agradecer a todos que demonstraram o seu apoio, mesmo antes de ter vencido a medalha do Sprint, um agradecimento muito especial ao CLUBE de ORIENTAÇÃO do CENTRO, estas medalhas também foram trabalhadas com todos os estágios e condições proporcionadas pelo meu GRANDE clube. Agora falando do dia de ontem, foi a melhor prova de sempre feita por mim num WMOC, sem erros, com opções simplificadas, e pelo facto de me ter poupado nos apuramentos deu para andar a um velocidade sempre muito elevada. No final da minha prova disse que tinha feito uma prova muito boa e que o lugar que conseguisse seria um lugar merecido, pois eu não conseguia fazer melhor. Muito obrigado a todos e ao Orientovar por estar a fazer o trabalho dos outros.
Joaquim Sousa (COC)


Saiba tudo sobre a competição em http://wmoc2011.hu/ ou aqui, no seu Orientovar, em http://orientovar.blogspot.com/search/label/WMOC.

[Foto extraída do excelente Álbum de Carlos Garcia em https://picasaweb.google.com/CMPGarcia/WMOC2011_08Julho]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Gino disse...

É conhecido de todos o verdadeiro espírito orientista e a grandeza das Pessoas que integraram esta Delegação Portuguesa ao WMOC'2011.
As históricas Medalhas do grande Joaquim Sousa também têm, certamente, um pouco de cada um de vós.
Um forte abraço,
Higino Esteves