quarta-feira, 6 de julho de 2011

WMOC 2011: IMPRESSÕES (IV)




As duas rondas qualificatórias da prova de Distância Longa do Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre chegaram ao fim e vamos para mais um balanço, aqui trazido por alguns dos nossos atletas.


Hoje foi mais do mesmo, mas com a variante de que hoje tivemos mais do terreno característico cá da zona que são as grandes depressões. Fiz mais uma vez uma prova "sempre" segura, sem complicar e com as subidas quase sempre a passo, é claro que a este ritmo o resultado ja seria de esperar e fiquei fora do "red group”, mas o 6º lugar é mais que suficiente para um lugar na final A. A prova pareceu-me mais difícil, pois tivemos o mesmo tipo de terreno de ontem (grandes reentrância e fossos) com as "tais" depressões que mais parecem cones sem fundo, e com muito mais vegetação, que nos obriga a ir muito mais concentrados pois temos menos visibilidade e o facto dos pontos de controlo estarem sempre no fundo das depressões ou dos buracos levava-nos a ter que ter sempre a certeza antes de atacar o ponto. Para amanhã temos descanso e na sexta-feira espero conseguir surpreender, apesar da concorrência ser muito forte, com atletas dos países nórdicos a dominar os lugares cimeiros de ambas as séries.
Joaquim Sousa (Portugal O-Team)


Hoje a prova começou mesmo antes da partida oficial. Da Arena até à partida distavam cerca de 2000 metros... encosta acima (trinta minutos de caminhada). Não tão difícil como aquelas que apanhei anteriormente no SOW 2009, visto as condições climatéricas serem bem mais favoráveis (a pluviosidade ainda não se fez sentir e hoje estiveram cerca de 27º e céu limpo). Relativamente ao terreno, ele já foi bem mais parecido com o da prova modelo, onde abundavam as grandes depressões, algum desnível e zonas onde as copas das árvores não deixavam o sol penetrar, o que fazia diminuir saborosamente a temperatura ambiente elevada. Dada a velocidade reduzida de deslocamento, achei a cartografia muito perceptível no terreno que se me foi deparando, cometendo apenas erros (e que erros!) em dois pontos em que optei por ir por caminhos... Foram cerca de dez minutos perdidos, adicionados aos cinco que se esvaíram depois de ter estado num buraco e não ter visto que o ponto estava dentro do mesmo e escondido atrás de uma árvore! Realizei 02:05:06 o que, segundo as classificações online, me permitiu subir um lugar para 21º, estando na calha para me apurar para a final A. No Sprint cada série apurou vinte e dois atletas, agora não sei como funcionará. Amanhã logo se verá, mas independentemente disso, estou satisfeito na generalidade com a minha prestação. Saudações Magiares.
Ricardo Oliveira (COC)


Aqui ficam as minhas opiniões relativamente às qualificatórias de Distância Longa. No primeiro dia tivemos uma prova interessante, não fiz erros técnicos - apesar de ser uma floresta com um grau de dificuldade elevado, pois tinha descidas e subidas bastante abruptas (valas profundas) - e como resultado final foi bastante positiva. No dia de hoje a prova foi mais técnica mas ao mesmo tempo rápida em comparação com o dia anterior, com muitos caminhos, o que por vezes dificultavam devido à vegetação intensa. Devido a essa situação fiz dois erros técnicos nos quais perdi uns vinte minutos, consequentemente me fez descer na classificação. Esta zona é bastante bonita e agradável. Este WMOC têm tido uma boa organização, boa comida e bom tempo com bastante claridade e calor. Estas provas foram bastante interessantes uma vez que era um tipo de mapa diferente, não estava habituado às grandes depressões e nunca tinha feito provas com mapas deste género. Apesar dos erros realizados, considero o meu resultado positivo, uma vez que é a segunda vez que participo nestas provas a nível internacional.
José Raposo (COALA)


Relativamente à prova de ontem, com um traçado tecnicamente simples e fisicamente extenuante foi uma prova muito desgastante para todos os atletas. Num terreno espectacular para a prática da Orientação mas com umas ravinas e uns fossos bastante profundos (num sobe-e-desce constante), todos nós acabámos a prova como se tivéssemos servido de alcatifa num salão de baile de elefantes: completamente amassados. Vim ao WMOC com alguns objectivos e um deles é ficar nos cinquenta melhores atletas. Já o consegui no Sprint, especialidade da qual não sou grande adepto. Nesta 1ª qualificatória para a Longa, consegui um 18º lugar (são apurados os 27 melhores de cada série, no H45) e estou com cerca de 10 minutos de vantagem do atleta 28º o que (à partida) me dá alguma "tranquilidade" para a 2ª qualificatória. Hoje contámos com uma prova bastante mais "suave" em termos físicos e mais difícil em termos de técnica. De uma maneira geral todos os  atletas portugueses presentes no WMOC 2011 gostaram mais da prova de hoje do que da de ontem no entanto, por ser uma prova mais técnica, pregou algumas partidas a atletas nossos. Após uma subida de cerca de 1700 metros e 130 metros de declive até às partidas, não houve necessidade de ir "aquecer" no Warm Up Map... pelo menos para mim. Além disso, depois da "tareia" de ontem, havia que poupar os músculos para a prova que se avizinhava. Com um dia limpo, algum calor e uma humidade relativa algo elevada, aos nove minutos antes do meio-dia iniciei a 2ª qualificatória da Longa. Ao olhar para o mapa, verifiquei antes de chegar ao triângulo que o ponto 1 era "oferecido"... aliás, parecia um ponto de um OPT1: topo de fosso que cruzava um caminho... huummm... tinha razões para desconfiar. E o resto do percurso deu-me razão. Zonas com muitos detalhes semelhantes, vegetação um pouco desactualizada relativamente ao que se lia no mapa, caminhos desenhados no mapa que mal se viam no terreno, outros que se viam no terreno e não estavam desenhados no mapa (apesar de devida e antecipamente informados). Garantidamente: hoje foi mais difícil tecnicamente que ontem. E isso foi-me favorável. Tentei gerir a minha prova, não cometendo erros técnicos graves, ao mesmo tempo que não me excedia no esforço logo de início. Consegui-o e o resultado apareceu a meu favor na classificação final: subi três lugares e garanti a minha ida à Final A. Os últimos dois ou três pontos estavam "encaixados" numa autêntica "parede" pintada a verde antes do ponto 200. Foi um verdadeiro slalon vir por ali abaixo na busca destes pontos porque quem cometesse um erro de navegação, pagava caro o regresso atrás. Muito bom. Estou satisfeito, concerteza que sim. Falta um último esforço, concentração e determinação para conseguir o meu derradeiro objectivo: ficar nos 50 melhores nesta final... a ver vamos. Pratiquem desporto. Haja saúde.
Carlos Garcia (AFAP)


Acompanhe o dia-a-dia da competição em http://wmoc2011.hu/ ou aqui, no seu Orientovar.

[Foto extraída do excelente Álbum de Carlos Garcia em https://picasaweb.google.com/CMPGarcia/WMOC2011_06Jun]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

Sem comentários: