terça-feira, 5 de julho de 2011

WMOC 2011: IMPRESSÕES (III)




Sexto dia de estadia na Hungria para a generalidade dos nossos atletas, terceiro dia de competição e mais alguns relatos das incidências dum particular quotidiano, enriquecedor a todos os títulos e pleno de emoções.


Hoje fiz uma prova boa, apenas cometi um erro de navegação para o ponto 3, mas de resto fiz a prova que tinha planeado. Procurei as opções simplificadas e num ritmo não muito elevado, pois em todos os últimos WMOC tenho chegado à Final muito desgastado. Optei por arriscar este ano - visto que o meu objectivo já está cumprido - e conseguir a qualificação que me leve à Final, independente do lugar. Tentar não desgastar muito vai ser difícil, pois o mapa de hoje era constituído por grandes montes e muitas ravinas, o que fez com que se tivesse que subir e descer muito. Para amanhã vou tentar fazer o mesmo que hoje (talvez sem erros) para manter o 4º lugar alcançado.
Joaquim Sousa (Portugal O-Team)


Tal como esperado, a primeira etapa da qualificação da Distância Longa foi fisicamente penosa para mim. Embora o percurso fosse acessível tecnicamente, três semanas de treino após cinco meses de paragem são muito curtas para a exigência física imposta pelo terreno e pelo traçador de percursos. Quanto à prova propriamente dita, importa dizer que a mesma nada tinha a ver com a prova modelo de ontem, sendo o terreno bem mais sujo e com declive muito mais acentuado. A maioria dos pontos estavam colocados em reentrâncias e, nas pernadas longas, a melhor opção era sempre desviar e ir pelo estradão/caminho até à aproximação ao ponto. Mesmo nas pernadas curtas, esta foi sempre uma opção para mim, para evitar descer e subir as pronunciadas reentrâncias e poupar o físico. Mesmo assim, após uma hora de prova, a subir, só a passo! A organização propôs 9,6 km lineares e 420 metros de desnível positivo. Eu fiz uns belos 14,72 km em 1:54:04, obtendo o 22º lugar entre os 42 inscritos. Importa no entanto referir um dos poucos aspectos negativos deste WMOC 2011 e que já se verificou na qualificatória de Sprint... Nos diversos escalões, tal como acontece em H35, os atletas embora estejam divididos por séries, executam exactamente o mesmo percurso (pelo menos nas classes menos participadas)!!! Após os resultados de hoje, verifiquei que se fosse na outra série de H35, ficaria posicionado não em 22º lugar como aconteceu, mas sim em 32º que seria a classificação que estaria à espera após o meu desempenho. Moral da história, muita injustiça está a reinar, embora neste caso me esteja a favorecer... Se tivesse do outro lado da barricada não ficava nada satisfeito e parece-me uma grande falha organizativa.
Ricardo Oliveira (COC)


Hoje iniciámos a competição na floresta com a primeira qualificação da prova de Distância Longa. Achei a prova mais difícil do ponto de vista físico do que técnico. Os diversos fossos bastante cavados e íngremes, muito úteis para facilitar a navegação, tornaram esta etapa numa autêntica montanha russa, num sobe e desce constante, que fizeram sentir o seu efeito nas pernas na parte final. Se na prova de Sprint as minhas aspirações passavam por uma participação na final A, na Longa os meus objectivos iniciais estavam - e estão! - limitados a alcançar a final B. No geral não fiz nenhum erro comprometedor, pelo que a almejada final B ainda não está fora de hipótese, apesar de ter de subir pelo menos quatro lugares. No aspecto logístico a organização esteve hoje à prova, pois tínhamos de ir todos obrigatoriamente nos autocarros da organização desde o estacionamento até à Arena. Este aspecto sempre deu autênticas dores de cabeça aos organizadores que têm de movimentar tanta gente sem demoras exageradas. Se em eventos anteriores esta complicada logística já chegou a pôr em causa o próprio regular funcionamento das provas, hoje a organização teve nota positiva e, pelo que me pareceu, tudo decorreu normalmente.
Vítor Rodrigues (CPOC)


O dia de hoje, para mim, foi o pior de todos em termos de resultados, mas não deixou de ser interessante pois o mapa era realmente diferente do que alguma vez já tinha feito mas nem por isso era difícil tecnicamente. Difícil, sim, em termos físicos e sobretudo para o meu pé que a menos de metade da prova já acusava o efeito, mas não foi a razão de ter sido o penúltimo da Série 2, mas sim um bloqueio numa certa altura do percurso entre os pontos 6 e 7 que ainda estou para saber porquê.
Quanto ao Campeonato em si e sobre a organização, até agora está simplesmente perfeito, estou a adorar.
José Pires (Portugal O-Team)


Continue a acompanhar as incidências da competição em http://wmoc2011.hu/ ou aqui, no seu Orientovar.

[Foto extraída do excelente Álbum de Carlos Garcia em https://picasaweb.google.com/CMPGarcia/WMOC2011_03Jun]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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