sábado, 2 de julho de 2011

WMOC 2011: IMPRESSÕES (I)




São as primeiras impressões fresquinhas da prova, directamente de Pécs, graças à gentileza de alguns dos participantes. Obrigado a eles e a todos os outros que, na Hungria, ostentam com garbo e valentia o nome de Portugal.


Em virtude de uma arreliadora lesão que me levou à mesa de operações no pretérito dia 14 de Março (cirurgia lombar), tendo recomeçado os treinos apenas à cerca de três semanas, vim para esta competição sem qualquer perspectiva de apuramento para a final A. No entanto, talvez por ter retirado qualquer tipo de pressão sobre mim próprio, fiz uma prova quase isenta de erros técnicos (até porque a mais lenta velocidade de deslocamento permitiu uma leitura cuidada do mapa e um diagnóstico pormenorizado das rasteiras impostas quer pelo mapa, quer pelo próprio traçador de percursos). Relativamente à competição propriamente dita e ao percurso realizado (14 pontos de controlo), perdi apenas uns 5 segundos na saída do ponto 4 para o 5, pois antecipei mal a mesma, tendo descido para depois subir, pois embora esta opção não implicasse maior distância percorrida, implicou desgaste físico desnecessário; do ponto 5 para o 6 foram mais 10 segundos por ter antecipado a saída para um carreiro sem saída tendo voltado atrás, pois a entrada e saída do ponto tinham de ser feitas pelo mesmo local; mais 20 segundos esvoaçaram na opção seguinte (6 para o 7), pois optei por ir pelo local que implicava menor navegação, mas que era mais longe. Resumindo, fiz o 7º tempo da minha série qualificatória (de duas), com 20:43, tendo o britânico Nick Barrable sido o vencedor, com 18:57. Ou seja, perdi 1:46 para o vencedor, sendo destes 35 a 40 segundos devido a erros de navegação e o restante tempo pela deficiente forma física, pois a prova tinha algum desnível positivo (105 metros para 2,6 Km, tendo o meu GPS gravado uns belos 4,6 Km).
Ricardo Oliveira (COC)


Para mim a prova foi espectacular tanto em termos técnicos como em termos físicos. Não cometi erros na parte técnica e na parte física, como não me é favorável devido ao terreno que pisamos, foi também bom já que não tive nenhuma lesão e em termos de velocidade foi dentro do que eu podia. Por isso só posso estar contente, e não queria deixar de mencionar que eu tenho uma forma de estar na Orientação bem diferente da maioria e, como tal, sinto-me muito feliz.
José Pires (Portugal O-Team)


Hoje foi para mim uma grande surpresa, pois à primeira vista a zona de competição parecia ser pouco técnica, o que me fez pensar que seria preciso correr a um ritmo elevado para conseguir a final A. Mas, como a minha partida era as 14h50, fiquei na zona de Chegada a ver os primeiros atletas em competição, mas já com 18 minutos de prova ainda não tinha ninguém chegado, pelo que fiquei um pouco apreensivo. Depois de pegar no mapa, vi que parecia diferente do terreno, mas com o desenrolar da prova fui ganhando confiança e cometi apenas um erro para o ponto 5º, não na opção, mas no facto de não ter antecipado a entrada para o ponto, pois quando comecei a fazer a opção tive que parar e voltar atrás e aí perdi muito tempo. Por causa deste erro tive de correr um pouco mais parido e assim não me consegui poupar para a final, pois não me adiantava nada poupar se não conseguisse o apuramento para a final A. Amanhã, o terreno do mapa da final é muito complicado fisicamente mas eu estou confiante num bom resultado...
Joaquim Sousa (Portugal O-Team)

Tudo para continuar a acompanhar em http://wmoc2011.hu/ ou aqui, no seu Orientovar.

[Foto extraída do Álbum da prova em http://tajfutaspecs.hu/content/view/618/1/]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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