quinta-feira, 7 de julho de 2011

JWOC 2011: IMPRESSÕES (III)




Concluída a última final individual do Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre, aqui ficam algumas declarações em exclusivo para o Orientovar.


Fiz uma bela prova e apenas cometi um pequeno erro. Havia muitas opções bem interessantes e também algumas ratoeiras. Por outro lado, exigia que puxássemos o tempo todo. Achava que poderia ganhar mas não estava à espera disso. Daí que esteja realmente muito feliz com amedalha de ouro. Pensarei no meu futuro no escalão de Elite assim que terminarem os Campeonatos. Agora devo concentrar-me na prova de Estafeta de amanhã-
Ida Bobach, Dinamarca (Campeã do Mundo de Distância Média)


Sinto-me tão feliz com as minhas duas medalhas de prata e com a medalha de bronze de hoje... Era aquilo que tinha sonhado, mas julgo que consegue ir ainda mais além das minhas expectativas. As provas até ao momento têm sido muito divertidas e agora estou realmente concentrada na prova de amanhã, onde farei equipa com a minha irmã Ita e com a Ida Bobach.
Emma Klingenberg, Dinamarca (Medalha de Bronze na Final de Distância Média)


O meu JWOC foi um pouco feito de altos e baixos. Estou contente com as minhas corridas na prova de Sprint e na qualificatória de Distância Média. Não foram corridas perfeitas, mas foram boas corridas. Na prova de Distância Longa não sei o que terá acontecido, só sei que com cerca de meia hora de prova estava sem pernas. Na Estafeta parti com um atraso de cinco minutos e a única alternativa que me restava era correr a 110% desde o início e esperar pelo melhor. Como todos aqueles que fazem Orientação bem sabem, as coisas raramente correm como desejaríamos e foi realmente isso que aconteceu. Fui demasiado rápido a picar um ponto e saltei um controlo, acabando por ser desqualificado. Não foi propriamente o melhor começo para um JWOC, desde que magoei o pé no Model Event dois dias antes da prova de Sprint, mas com uma montanha de ligaduras e alguns analgésicos as coisas acabaram por funcionar nas provas. Antes do JWOC contava com melhores resultados, mas quando vejo aquilo que fiz sinto-me bastante satisfeito. Acredito que para se ser o melhor em todas as provas no JWOC é necessário ser-se suficientemente bom para vencer com uma corrida normal. Se precisarmos de fazer uma prova perfeita para chegarmos à vitória, as hipóteses são muito poucas numa competição desta natureza. De momento, o meu “normal” não é suficientemente bom. Mas não estou longe de lá chegar. Já penso no próximo JWOC e sinto-me mais motivado que nunca.
Eskil Kinneberg, Noruega (6º classificado na Final de Distância Média)


Não me sinto talvez como deveria sentir-me por ter alcançado um lugar entre os dez primeiros. Não cometi grandes erros depois do ponto de espectadores. Até aí tinha perdido cerca de meio minuto. Estou realmente muito desapontado porque penso que teria sido fácil ter chegado a um lugar no pódio.
Miika Suominen, Finlândia (7º classificado na Final de Distância Média)

Tudo para acompanhar em http://www.jwoc2011.pl/ ou aqui, no seu Orientovar.

[Foto de Slawomir Cygler, extraída do seu Álbum em https://picasaweb.google.com/cygler.s/JWOC2011LongMiddleCeremony]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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