segunda-feira, 4 de julho de 2011

2º ORI-BTT .COM BARROSO 2011: IMPRESSÕES





No “lavar dos cestos” do 2º Ori-BTT .COM Barroso 2011, o Orientovar foi ao encontro dos protagonistas de mais uma grande jornada de Orientação sobre rodas e deixa-lhe aqui uma bela mão cheia de impressões.


Foi um prazer enorme poder estar presente no 2º Ori-BTT .COM Barroso 2011, numa zona que nunca tinha visitado e de uma beleza ímpar que tive o privilégio de poder desfrutar, tanto em prova como na visita a alguns dos locais mais emblemáticos do concelho de Montalegre. No que à prova diz respeito, foi uma vitória muito difícil como se pode comprovar pelas diferenças. Cometi vários erros técnicos nas duas etapas, o que me dificultou em muito a conquista do primeiro lugar, objectivo que trazia para esta prova, tendo em conta as minhas aspirações em estar presente no Campeonato do Mundo e pelo trabalho que tenho vindo a realizar desde o início na época. O mapa não era muito exigente tecnicamente mas fisicamente era bastante desgastante derivado ao seu relevo bastante acentuado em algumas zonas. Para finalizar quero dar os meus parabéns ao .COM pelo excelente trabalho realizado.
Carlos Simões (COALA)


Quanto à prova, diria que foi o local perfeito para o lazer e um fim-de-semana "descansado". A rede de caminhos já se sabia que seria alguma... não foi surpresa, pois os mapas já eram conhecidos. No entanto, e com a habilidade dos nossos traçadores, deliciei-me com a prova. Senti-me mesmo melhor este ano... A Organização fez o melhor que pôde tendo em conta o número de inscritos. A deslocação foi longa, mas valeu a pena. O São Pedro ajudou e baixou um pouquinho a temperatura. Agradeço desde já à Organização o esforço efectuado para manter viva a Orientação em BTT por terras do Norte.Obrigada.
Susana Pontes (CPOC)


No que se refere ao resultado (3.º lugar) considero que foi bastante positivo, tendo em conta os erros que fiz em ambos os dias. No sábado, um erro de distracção fez-me perder cerca de cinco minutos; no domingo o erro foi mais grave - erro de leitura de mapa - o que me custou sete a oito minutos. Apesar disso, consegui não perder tempo para a Ana Filipa Silva, a principal concorrente, nesta prova, ao 3.º lugar. Gostei muito do mapa. Era exigente em termos físicos, excelente por permitir várias opções e também pelas maravilhosas paisagens. Alguns caminhos tinham muita vegetação, o que nem sempre facilitou o reconhecimento dos mesmos - no domingo já não senti tanto esta dificuldade. Quanto à organização nada tenho a apontar a não ser de positivo.
Joana Frazão (CIMO)


Depois de um fabuloso segundo lugar do nosso companheiro Joaquim Sousa, houve uma comunicação durante a entrega de prémios à qual se seguiu uma salva de palmas directamente de Montalegre para Hungria. Coloco aqui o ponto alto da Entrega de Prémios. Em relação à prova, tinha alguma expectativa, uma vez que não tinha estado no Campeonato do Mundo em Montalegre e por isso não conhecia de todo os terrenos, mas tinha bastante curiosidade em conhecer. Distância Longa no sábado marcada pelo forte calor que se fez sentir, com altimetria elevada e algumas tomadas de decisão importantes. Sem dúvida que o factor físico foi determinante. Perdi tempo para o ponto 3 mas mais ainda para o ponto 4, numa opção mal tomada. O resto da prova foi relativamente constante, sem grandes perdas de tempo. No total conseguia tirar oito ou nove minutos à prova. Na Distância Média já tivemos temperaturas mais amenas. Prova também ela física, marcada por duas ou três opções mais difíceis, com o resto da prova a ser de maior navegação e exigência física. Faço uma boa prova até ao ponto 11, depois uma má opção que me faz perder cerca de um minuto e meio para o ponto 12 e volto a perder cinco minutos para o ponto 13, uma vez que atalho com a bicicleta às costas (na perspectiva de fazer uma opção mais rápida) numa zona branca, mas que estava cheia de fetos e vegetação, perdendo bastante tempo para transpor. Até ao final da prova foi a tentar recuperar, mas já não havia muito mais tempo. A Organização esteve à altura do evento, só é de lamentar a fraca adesão de participantes. Montalegre tem qualidades elevadas para a prática da modalidade, tanto a nível de recursos ambientais (mapas e terrenos) como de estruturas de apoio físicas (pavilhão).
João Ferreira (DA Recardães)


Foi muito bom voltar a terrenos já visitados o ano passado no JWOC! São mapas com muitas opções, onde é muito importante ter em conta o declive e a distância entre pontos. Cometi alguns erros de navegação no segundo dia e no primeiro dia perdi muito tempo a escolher a opção da pernada mais longa (mesmo assim consegui não acertar com a melhor!). Haviam também alguns caminhos que não se identificavam no terreno com a facilidade prevista pela observação do mapa e, sendo das primeiras pessoas a partir, isso também se reflectiu um pouco. De qualquer modo, estou bastante satisfeita com a prova e com a Organização. Diverti-me muito e já se sabe que somos sempre bem recebidos em Montalegre. Tenho pena que tenhamos sido tão poucos pois, apesar de ser bastante longe de casa para a maior parte dos atletas, são terrenos e mapas que vale a pena visitar!
Ana Filipa Silva (CPOC)


Achei a prova muito bem organizada. Bom local de arena e chegadas, bons apoios, bons mapas e bons percursos. Parabéns ao .COM. Pena que, talvez devido à distância e altura do ano, não estivessem mais participantes. Quanto à minha prova, confesso que à partida pensei que eram "favas contadas" devido aos poucos participantes no meu escalão. Pois enganei-me e afinal no sábado, devido a alguns erros, tive que me contentar com o 2º lugar, a pouco menos de um minuto do Carlos do Vale, do COC (parabéns!). No domingo, achei que tinha que "puxar dos galões" - sou o atleta mais velho que foi apurado para a Final do Campeonato Absoluto e fiquei em 26º - e lá fui buscar uma vantagem um pouco superior a um minuto que me garantiu a vitória na prova. "Ufa! Foi por pouco!" Temos luta...
Armando Santos (Clube EDP)


A prova de sábado decorreu num terreno bastante exigente do ponto de vista físico, com elevado desnível e alguns caminhos com pedras e/ou vegetação a dificultar a progressão. Tratando-se de Distância Longa, consciente das dificuldades acrescidas pelo calor que se fazia sentir, iniciei a prova calmamente, tentando concentrar-me para evitar erros de opção... acabou por acontecer em duas situações e cheguei a sentir alguma desmotivação! No Domingo parti um pouco mais animada; tempo fresco, distância mais curta e menos desnível, tudo parecia melhor… Posso dizer que, apesar das indecisões e falhas (curiosamente novamente em duas situações), gostei das provas em termos técnicos. Chegar ao fim tendo ultrapassado as várias contrariedades é uma vitória, poder apreciar estas belas paisagens é um privilégio. Não estando em causa o resultado, cumpri os meus objectivos: dar o meu melhor ao realizar os percursos e aproveitar ao máximo o contacto com a natureza e com amigos. A organização proporcionou a todos os atletas mais um fim-de-semana de boa Orientação, em ambiente de agradável convívio.
Fernanda Ferreira (DA Recardães)



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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