segunda-feira, 20 de junho de 2011

V OPEN DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE DO ATV: IMPRESSÕES (II)




O Orientovar traz até si um segundo conjunto de opiniões na primeira pessoa, da boca de alguns dos grandes protagonistas dos Campeonatos Nacionais de Distância Média e de Sprint, que tiveram lugar em Peniche, ao longo do fim-de-semana.


A prova de Distância Média correu-me bastante mal, tendo cometido erros a mais. O mapa era de enorme qualidade técnica, com a vegetação a tornar grande parte do percurso ainda mais interessante, e na minha opinião os percursos estavam bem planeados e permitiram desfrutar da melhor parte do mapa. O Sprint decorreu num mapa não muito interessante e em que na maior parte das pernadas não existiam opções interessantes. Ainda assim, as poucas pernadas em que a tomada de opção era mais importante, fizeram-me perder alguns segundos que me poderiam ter permitido alcançar um melhor resultado.
Diogo Miguel (Ori-Estarreja), Vice-Campeão Nacional de Distância Média 2011 e Vice-Campeão Nacional de Sprint 2011, no escalão de Homens Elite


Na minha opinião, acho que a prova correu bem e foi bem organizada. Gostei bastante do mapa e percurso da Distância Média, embora no Sprint estivesse à espera de algo mais técnico (com algumas opções mais complicadas). Mas de uma maneira geral foi um fim-de-semana muito bem passado. Quanto à minha prestação, foi mais ou menos de encontro às minhas expectativas. Ambas as provas me correram muito bem e fiquei muito contente com os meus resultados, principalmente o da prova de Sprint que é, para mim, a mais difícil.
Inês Domingues (COC), Campeã Nacional de Distância Média 2011, no escalão D17


O meu desempenho nestes Campeonatos Nacionais não foi, de modo algum, perfeito, apesar das vitórias. Na Prova de Distância Média comecei muito desconcentrada, tendo cometido dois grandes erros: um deles, logo no terceiro ponto e outro, no sétimo. Foi apenas a partir deste ponto que recuperei algum do tempo perdido, pois embora tenha obtido o segundo melhor tempo no escalão, com mais 54 segundos do que a primeira classificada, foi-me atribuído o titulo de Campeã Nacional, uma vez que a atleta que realizou o melhor tempo é de nacionalidade estrangeira. No Sprint, voltei a cometer alguns erros que me poderiam ter custado a vitória. Apesar de tudo, conseguir sair vencedora é excelente, estou muito satisfeita! Em relação ao mapa, embora já tivesse corrido nele em 2008, curiosamente onde tinha feito um “mp”, posso dizer que, devido ao facto de ser muito técnico, foi como se estivesse nele pela primeira vez. Com isto, gostaria de referir que, para fazer boas provas, não é propriamente necessário ser um mapa novo. O ATV provou isso mesmo, presenteando-nos com uma boa Organização, bons percursos… Estão de parabéns.
Anabela Vieito (COC), Campeã Nacional de Distância Média 2011 e Campeã Nacional de Sprint 2011, no escalão D40


Como sempre, o ATV presenteou-nos com um belíssimo mapa na Distância Média (para quem o souber ler!) e com um bom enquadramento da prova na floresta. A minha prestação foi "mais ou menos", como sempre, pois o meu objectivo é, e será sempre, divertir-me à procura duns "prismas laranjas", de preferência com o número a condizer … Para mim, um fim-de-semana de Orientação é sempre motivo para encontrar amigos e pôr a conversa em dia (agora também há o facebook, mas eu prefiro a Orientação). Quanto ao bar... ainda fui a tempo duns tremoços !!! No Sprint em Peniche, adorei... ia entornando a bacia duma peixeira que estava a amanhar o peixe para o almoço, num beco para onde não seria suposto ir nenhum/a atleta e me dizia aflita : "não é para aqui, não é para aqui"... No final, cansada, sentei-me num dos bancos da praça junto a um "penichense" que me perguntava curioso: então são todos da mesma zona e vêm para aqui correr? Enfim .. é a festa da Orientação.
Luísa Mateus (COC), Campeã Nacional de Distância Média 2011 e Campeã Nacional de Sprint 2011, no escalão D45


No sábado, no Nacional de Distância Média, não me consegui adaptar à cartografia apresentada, pelo que cometi muitos erros graves. Mesmo assim o 2º lugar acaba por ser bom, atendendo ao numero de erros cometidos. No domingo, no Nacional de Sprint, já fiz uma boa prova. No inicio fui com algum cuidado em termos de velocidade para não cometer erros e depois na parte final, que era menos técnica, aumentai a velocidade para o limite da minha condição física. Fiquei feliz com a vitória, pois nos Nacionais de Longa e Média tinha ficado em ambos no 2º lugar. No tocante à Organização, não gostei do local escolhido para a concentração de sábado, tinha mau cheiro, mesmo em termos de envolvência foi desagradável. No domingo, foi uma pena não ter sido aproveitada a zona do interior das muralhas do Forte para o percurso da prova - foi a zona da quarentena - pois era uma zona muito técnica e bonita. Certamente haveria outros locais apropriados para fazer a quarentena e libertar o interior das muralhas para o percurso. No restante, a organização esteve bem, como tem sido habito do ATV.
Albano João (COC), Campeão Nacional de Sprint 2011 e Vice-Campeão Nacional de Distância Média 2011, no escalão H50


Em termos de resultados nos Campeonatos Nacionais a época não podia ter sido melhor… foi efectivamente além das minhas expectativas. A motivação para as provas deste fim-de-semana era grande, não só por se disputarem os Campeonatos Nacionais mas também pela possibilidade de desfrutar de tão belas paisagens à beira-mar! O ambiente que se vive neste tipo de provas é diferente e aumenta o convívio entre os atletas, dando outro sabor às vitórias. A prova de sábado constituiu um enorme desafio… decorreu num terreno bastante interessante, alternando diferentes tipos de vegetação, com muitos pormenores de relevo e um percurso bem traçado. Como era exigente do ponto de vista técnico, tentei concentrar-me ao máximo e fiz uma prova regular até ao ponto de espectadores. Depois cometi um erro significativo na opção e por isso não esperava ganhar… Tentei ainda recuperar nos últimos três pontos e consegui. Foi bom este título, que há já alguns anos não alcançava. Quanto ao Campeonato de Sprint a expectativa era diferente; é a minha distância preferida e nas últimas épocas tenho conseguido manter o título. A cidade de Peniche tem características ideais para este tipo de provas e toda a envolvência criada, dentro e fora da Fortaleza, deu um ar de festa a mais um dos nossos eventos. Soube-me a pouco (pensei no fim do percurso), consciente que poderia ter feito bem melhor! Normalmente consigo fazer estas provas a um ritmo razoável e quase sem falhas e isso não aconteceu. Além da hesitação inicial, cometi um erro para o 3º ponto que podia ter comprometido a prova, perdi quase 2 minutos! Depois foi acelerar para recuperar e felizmente consegui. Foi uma vitória saborosa, mas sobretudo foi grande o prazer de participar e conviver. A organização proporcionou todas as condições para mais um evento fantástico de Orientação!
Fernanda Ferreira (DA Recardães), Campeã Nacional de Distância Média 2011 e Campeã Nacional de Sprint 2011, no escalão D55


Pessoalmente não tenho reparos a fazer em termos técnicos, pois gostei dos dois mapas e dos percursos. Já nos aspectos da envolvência tive duas experiências diferentes. No domingo adorei a zona da quarentena dentro do Forte de Peniche, que nos possibilitou quer o apreciar de boas vistas quer o enriquecimento cultural enquanto aguardávamos pela nossa hora de partida. Não apreciei tanto a zona da Arena de sábado, talvez um pouco "acanhada". Percebe-se e louva-se a preocupação da Organização em colocar tudo o mais perto possível, mas o desagradável foi o mau cheiro e as moscas numa das zonas de estacionamento (azar meu que fui logo lá parar) devido à deposição de algas já apodrecidas. Gostei do percurso da pré-partida por dentro dos verdes: curto mas giro. Em termos competitivos pessoais também dois dias completamente diferentes, um desastre no sábado e um "brilharete" no domingo. Na prova de Distância Média entrei rápido demais no mapa e cometi um erro logo no primeiro ponto. Em vez de abrandar, ainda acelerei mais para compensar o tempo perdido e, claro, mais erros se seguiram e mais graves do que o primeiro. Uma prova portanto abaixo das minhas expectativas. No Sprint, o ponto com mais dificuldade técnica era precisamente o primeiro, pelo que a experiência do dia anterior foi-me útil. Ao contrário dos meus principais adversários (e amigos) que cometeram erros neste primeiro ponto, entrei devagar e com cautelas, pelo que fiz o ponto sem erros e depois fui aumentando o andamento para, a partir do terceiro ponto, ser sempre a dar o máximo. Resultado: a minha entrada para o clube dos campeões nacionais (quem diria?).
Vítor Rodrigues (CPOC), Campeão Nacional de Sprint 2011, no escalão H55


Toda a informação sobre o V Open de Orientação Pedestre do ATV em http://www.atv.pt/actividades/evento/5/516


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Dinis Costa disse...

Tenho que agradecer as inovações e a eficiência da organização.
Expresso a minha reflectida gratidão