segunda-feira, 27 de junho de 2011

EYOC JINDŘICHŮV HRADEC 2011: IMPRESSÕES (III)




O Orientovar coloca um ponto final em mais uma maratona jornalística. Ao longo do dia foram chegando impressões dos mais variados quadrantes acerca desta edição do Campeonato da Europa de Jovens de Orientação Pedestre e às quais damos agora o devido destaque.


Estou bastante contente com as minhas performances, porque este era o meu último ano no EYOC e consegui um lugar entre as dez primeiras classificadas em todas as distâncias. Talvez pudesse ter conseguido um resultado melhor na prova de Sprint, mas um pequeno erro e algumas más opções acabaram por determinar o 6º lugar. Na prova de Distância Longa e nas Estafetas, cometi erros que me custaram cerca de três minutos, mas as coisas são como são. Penso que a Organização esteve muito bem. As provas foram interessantes, os alojamentos confortáveis e o banquete muito bom.
Vesta Ambrazaite (Lituânia)


Gostei das provas porque corro na República Checa e gosto particularmente dos nossos terrenos. A grande prova, para mim, foi a Distância Longa. A preparação foi feita em conjunto com os meus colegas de equipa, em terrenos semelhantes àqueles onde a prova decorreu. Esta preparação específica é uma das razões pelas quais eu cometi apenas alguns pequenos erros. Estou realmente muito surpreendido com os meus resultados e agora sinto-me bastante satisfeito.
Jan Pavlovec (República Checa)


Não fiquei inteiramente satisfeita com a minha prova de Distância Longa, apesar de não ter cometido grandes erros. Todavia, acabei por fazer duas opções realmente muito estranhas onde perdi algum tempo. Senti-me psicologicamente bem, tal como do ponto de vista técnico, estava bastante concentrado nos momentos que antecederam a partida e toda a minha prova foi feita com o pensamento na melhor performance. Gostei muito do terreno, embora a floresta não fosse exactamente aquilo que estava à espera (muitos verdes e uma enorme quantidade de ramos soltos espalhados pelo chão). Mas não posso deixar de estar contente com as minhas duas medalhas de bronze este ano.
Anja Arbter (Austria)


Para começar, devo dizer que estou bastante contente com o meu resultado na prova de Distância Longa, apesar de não ter alcançado o meu objectivo que era a medalha de ouro. Após o ponto de espectadores, cometi dois erros e isso fez com que apenas conseguisse o 4º lugar. Senti-me muito bem fisicamente, muito concentrado, este era um terreno que me era bem conhecido e por isso o meu resultado talvez pudesse ter sido um pouco melhor... A organização esteve muito bem, gostei tanto dos percursos como dos terrenos.
Dávid Franko (Eslováquia)


A prova de Sprint era realmente muito rápida mas não muito exigente tecnicamente, daí que o importante era mesmo correr o mais rápido que pudéssemos. Não estava preparada para isso, mas consegui puxar por mim até ao limite e, no final, nem queria acreditar que tinha conseguido a medalha de bronze – foi uma enorme surpresa! O mapa era interessante e tínhamos que manter a concentração o tempo todo (ainda fiz uma má opção), o que é o melhor que uma prova de Sprint pode oferecer. Gostei realmente imenso desta prova.
Sandra Grosberga (Letónia)


Gostei muito da minha prova. Entrei no mapa de forma algo descuidada, sobretudo quando me embrenhei nas zonas mais verdes e de menor visibilidade, mas de repente vi que não estava sozinha. Havia ali um montão de gente à minha volta. Isto foi assim como uma espécie dum abanão, levando-me a tomar outros opções porque queria ser a primeira a controlar! Quando passei no ponto de espectadores, senti-me com força suficiente para atacar os quilómetros que faltavam. A partir daqui, fiz uma prova praticamente perfeita, ombro a ombro com uma atleta alemã. Quando piquei o penúltimo ponto, forcei mais ainda e deixei a minha adversária para trás, guardando as últimas forças para o sprint final. Foi excelente, porque consegui uma vantagem de 9 segundos! Depois foram os abraços de parabéns pelo meu quarto lugar, que sinceramente não estava à espera. Foi espectacular! A Organização esteve muito bem. Tudo correu na perfeição e não tenho razões de queixa em relação ao que quer que seja. Parabéns a todas as pessoas que se envolveram na organização, planificação e supervisão das provas. Fizeram realmente um trabalho fantástico!
Florence Haines (Grã-Bretanha)


As minhas impressões acerca da prova de Distância Longa do EYOC são deveras positivas. Estou muito satisfeito com o resultado alcançado, uma vez que, antes da partida, pensava com os meus botões que um lugar no top-20 já me deixaria muito feliz. Entretanto, no ponto de espectadores, percebi que estava a fazer uma boa prova e tentei acompanhar Algirdas Bartkevičius, ele que tinha saído dois minutos antes de mim e entretanto apanhara-me. Depois ouvi que ele ía para o primeiro lugar (o Mikkel Aaen ainda não tinha chegado) e dei tudo quanto podia. Acabei por ficar no quinto lugar, o que me deixou radiante. Quanto à Organização do EYOC, foi muito boa. Clara que houve algumas falhas, mas que eu consideraria insignificantes.
Martin Šmelo Šmelík (Eslováquia)


Para começar, guardo excelentes recordações deste EYOC na República Checa, tanto pelas corridas como pelo ambiente no seio da nossa equipa e pelos resultados alcançados. Começaria pela prova de Sprint, onde terminei no 4º lugar, o que constituiu uma excelente surpresa para mim. O percurso estava muito bem traçado, adorei correr no Parque, era rápido, técnico, digno duma prova de Sprint duns Campeonatos da Europa. O local das partidas e chegadas era lindíssimo, adorei! Estava muito ansiosa na zona de quarentena mas soube gerir bem esse stress todo, o que me motivou durante a prova e soube manter os níveis de concentração até ao fim. Uma má opção talvez me tenha feito perder alguns segundos... De seguida, a prova de Distância Longa foi uma decepção porque perdi mais de três minutos logo no primeiro ponto, numa zona de vegetação densa, tendo passado várias vezes mesmo ao lado do ponto sem o ver. O resto da prova foi soberbo, uma floresta relativamente limpa, muitas zonas alagadiças... os franceses estavam lá para me encorajar à passagem pelo ponto de espectadores. Mas fiz então alguns erros de rota devidos, sobretudo, à fadiga acumulada. Apesar de tudo estou contente porque, apesar do 11º lugar final, consegui fazer dois melhores tempos intermédios o que constituiu uma motivação forte para a pova do último dia. A festa do EYOC teria sido realmente uma bela festa que se prolongaria pela noite dentro, não fora o facto de precisarmos de estar em forma para a derradeira prova. Falando da prova de domingo, devo confessar a minha decepção pelo facto de a organização não ter previsto uma tenda para os atletas de cada país (os atletas que se deslocaram de avião não iam trazer a sua própria tenda, como se pode imaginar...), o que poderia ter tido outro impacto e ter-se tornado mais convivial do que cada um vir para os carros trocar de roupa em vez de ficar por ali a encorajar os colegas... é que, para além do mais, estava a chover! Quanto à prova, adorei. Uma prova deveras longa (19 pontos de controlo), pontos técnicos a exigir uma enorme concentração. A minha colega que fez o primeiro percurso chegou no décimo lugar com um atraso de três minutos para a segunda posição (as primeiras já estavam demasiado adiantadas...). Eu fiz o percurso intermédio, consegui apanhar algumas adversárias antes ainda do primeiro ponto de controlo, seguimos juntas mais dois pontos mas eu cometi um erro e elas adiantaram-se novamente. Após este erro voltei a concentrar-me e fiz uma prova perfeita até ao 9º ponto, numa altura em que não fazia a mínima ideia de qual seria a minha posição. Quando passei no ponto de espectadores e o 'speaker' disse que eu era a segunda classificada, nem queria acreditar. Consegui segurar a posição nos pontos que faltavam e entreguei o testemunho para o último percurso com três minutos de atraso em relação às checas e quatro à frente da Suiça. Honestamente, não acreditei que a minha colega de equipa conseguisse segurar o 2º lugar, com a Suiça na perseguição e também a Rússia, dois países potencialmente superiores. Mas a verdade é que ela fez uma prova incrível, à passagem no ponto de espectadores mantinha a segunda posição e foi com grande alegria que, depois de vencer o último 'loop', a vimos chegar. Não foi fácil! Inesquecível, este EYOC 2011!
Delphine Poirot (França)


Agradeço a oportunidade que me dá de partilhar aqui as minhas impressões. Gostei muito do EYOC deste ano. Estas experiências têm para mim um valor inestimável. Foi uma pena não me poder apresentar a 100%, porque estive bastante doente antes da competição e ainda não me encontrava completamente restabelecida. Mas serviu de motivação para treinar mais ainda, com vista às competições do próximo ano. Dum ponto de vista global, considero que a organização esteve a nível bastante suficiente, mas confesso que a Cerimónia de Abertura não me agradou de todo e também não achei bem que, nas Estafetas, fossem dado um único Diploma para os três elementos que constituíam cada equipa. No final, fiquei bastante feliz com o nosso 4º lugar. Desejo boa sorte aos atletas e à Orientação portuguesa.
Nina Kuznetsova (Ucrânia)


Este foi o meu primeiro e, infelizmente, último JWOC. Portanto, dei o meu melhor. O meu melhor resultado foi um 9º lugar na prova de Sprint. Estava bastante cansada e senti que poderia correr melhor, mas pelo menos fui a melhor atleta da Estónia. Estou contente, mas ainda há algo a “arranhar” dentro de mim. O sexto lugar esteve tão perto... Na prova de Distância Longa cometi alguns erros estúpidos. Na Distância Longa aconteceu aquilo que eu esperava que não acontecesse: havia um ponto no meio dos verdes. Em todas as provas estive tão perto e tão longe do Top-6. Posso dizer que estou quase satisfeita comigo porque percebi que podia bater-me com os melhores orientistas europeus. A organização esteve bem. Tudo dentro dos horários e sem grandes erros os defeitos a apontar.
Evely Kaasiku (Estónia)


Foram dias bam passados na República Checa e aprendi imenso sobre como as coisas funcionam numa competição internacional. Antes dos Campeonatos, não tinha um grande conhecimento acerca dos outros participantes e, por isso, não especulei demasiado quanto aos meus resultados. Acima de tudo, o mais importante para mim era manter-me concentrada e fazer o meu melhor nas provas. Senti-me bastante ansiosa e cometi alguns erros durante a prova de Sprint mas estou muito satisfeita com a prova de Distância Longa. Os momentos mais desafiantes eram aqueles cujos pontos se encontravam nas zonas de floresta mais densa. Aí, fiz uma leitura muita atenta do mapa e, aos pontos mais fáceis, fiz uma abordagem com corrida o mais rápido que podia. Estou realmente muito contente pelo facto da minha boa prova me ter valido a medalha de ouro. Na minha opinião, o EYOC esteve muito bem organizado e tudo pareceu estar sob controle. Tudo o que teve a ver com o alojamento e a alimentação foi muito bom, as corridas foram desafiantes e justas e as Cerimónias muito boas também. Outra coisa que achei óptimo foi o facto de haver muitos habitantes locais a assistir à prova de Sprint o que permitiu fazer dela uma prova de alto nível.
Frida Sandberg (Suécia)

Saiba tudo sobre o EYOC Jindřichův Hradec 2011 em http://eyoc2011.cz/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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