quinta-feira, 12 de maio de 2011

V TROFÉU ORIALENTEJO: TIAGO LEAL E ANA CORADINHO VENCEM EM CORUCHE




Teve lugar no passado domingo, na Herdade dos Concelhos (Erra - Coruche), o III Troféu Arménio Felismino, quarta etapa do V Troféu OriAlentejo.


Disputou-se no passado domingo, dia 8 de Maio, a terceira edição do Troféu Arménio Felismino, prova que contou com cerca de uma centena de participantes e que teve a particularidade de os atletas apenas navegarem através das Curvas de Nível o que aumentou o desafio inerente aos percursos. O terreno da prova caracterizou-se por um desnível muito acentuado, consistindo num “sobe e desce” constante. O Sol marcou também presença no evento, permitindo a existência das condições atmosféricas ideais para uma óptima manhã de Domingo passada a praticar Orientação.

No que a resultados diz respeito às classificações finais da prova, Tiago Leal (Gafanhori) venceu o escalão Difícil Masculino seguido do regressado à Orientação Nacional Nelson Graça (CPOC) e no lugar mais baixo do pódio terminou Nuno Pedro (CAOS). Relativamente ao escalão Difícil Feminino os 3 primeiros lugares pertenceram a atletas do Gafanhori: Ana Coradinho foi a vencedora, terminando Inês Pinto na segunda posição e Lena Coradinho na terceira. Em Médio Masculino e Feminino as vitórias pertenceram a Tiago Lopes (CAOS) e Liliana Oliveira (CPOC), respectivamente. No final do evento, alguns dos atletas que marcaram presença em Coruche nesta manhã de Domingo, relataram as suas impressões sobre o mesmo.


Impressões

Foi uma manhã bem passada e com um muito bom treino para as competições que se avizinham. Foi a primeira vez que fiz uma prova só com curvas de nível e tenho a dizer que adorei. O mapa, fisicamente desgastante, é muito bom para este tipo de prova e o percurso muito bem elaborado, requerendo muita atenção e uma leitura constante. A juntar a tudo isto, uma arena bem escolhida e animada com uma locução conhecedora do que estava a fazer. Foi pena a fraca participação, mas aqueles que não foram só têm de se arrepender.
Jacinto Eleutério (ADFA)

Mais uma vez, o COAC organizou esta etapa do Troféu OriAlentejo da forma a que todos estamos habituados (bons percursos, arena agradável, speaker...). Nem a fraca participação desmotivou esta organização, o que na minha opinião fez com que todos os participantes fossem "poucos mas satisfeitos". Esta etapa tinha a particularidade do mapa apenas apresentar curvas de nível, "verdes" e algumas falésias e foi este factor que me levou a orientar pela Herdade dos Concelhos. No que toca ao percurso, gostei bastante dos loop's logo na primeira parte, já que estes permitiram um melhor aproveitamento da zona em termos técnicos e "disfarçavam" a dureza e o desnível, que seriam notados mais à frente na prova. Quanto à minha prestação, tecnicamente perdi algum tempo em dois pontos, mas foi na parte física que mais senti dificuldades.
Inês Pinto (GafanhOri)

Sair de casa com miúdos, para que tudo corra bem, é fundamental estar bom tempo - Sol. Assim foi. No entanto, para os adultos não é o suficiente. Apesar de já ter estado na prova local do COAC, no Verão de 2010, no mesmo mapa, não foi impeditivo de voltar novamente, por se tratar de um treino diferente, só com curvas de nível, de sentir o desafio à altura das expectativas. Parabéns e que o COAC continue a descobrir os montes de Coruche para novos eventos.
Tiago Lopes (CAOS)

Gostei bastante da prova. O facto de se ter apostado nesta tipologia de mapa apenas com curvas de nível e falésias fez com que o mesmo se tornasse muito interessante e desafiante. Foi um percurso duro devido ao desnível, e fiz alguns erros de pura distracção (e ainda ajudou o facto de me ter esquecido de levar a bússola!), mas acabou por ser um bom treino. Na minha opinião, é de repetir este tipo de prova, que possibilita um bom treino de leitura do relevo. Aproveito para felicitar o COAC pelo evento, que foi, na minha opinião, muito bem conseguido.
Liliana Oliveira (CPOC)

Na minha opinião foi uma prova muito bem conseguida, sendo que o único ponto negativo foi mesmo o facto de estarem presentes poucos atletas. Este mapa era um mapa bom para uma prova com curvas de nível pois tinha algum desnível e era necessário manter o controlo do mapa. Quanto à minha prova, fiz alguns erros pequenos e fiz um grande erro no ponto 16, de dois ou três minutos. Acima de tudo, o importante na Orientação é divertirmo-nos a fazê-la e penso que a organização conseguiu isso com esta prova."
Tiago Leal (GafanhOri)


[Texto, depoimentos e fotos gentilmente cedidos por Hugo Borda d'Água]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Dinis Costa disse...

Curvas e outros

Só os praticantes de orientação navegam em terra e, ainda por cima sobre curvas que parecem Douro em decalque.
Boa experiencia, se soubera que assim era, teria ido frui-la e, não perderia a oportunidade de conhecer d/esse senhor -que dá nome á prova. Penitencio-me por isso.